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sábado, 23 de novembro de 2013

Cerimônia de conclusão do 9º da Escola Municipal Dr. José de Medeiros Sarmento

Ontem, dia 29, a Escola Municipal Dr. José de Medeiros Sarmento na Pindoba I, zona rural de União dos Palmares, realizou uma cerimônia de conclusão dos estudantes do 9º. A festa contou com a presença dos funcionários e alunos da escola.

Maria da Conceição Costa, diretora da escola, parabenizou todos os alunos por essa nova etapa de vida. "Sabemos que na Escola Municipal Dr. José de Medeiros Sarmento, é uma passagem, já que nossas atribuições são maternal, educação infantil, fundamental I e II. É hora de escolher os próximos passos, quais serão as próximas instituições que vocês vão escolher para dar continuidade nos estudos, porque é dessa maneira que nos tornamos seres humanos melhores", disse a Maria da Conceição.

A diretora adjunta, Ana Lúcia Vergetti, falou do amor pela instituição que foi fundada no dia 02 de fevereiro de 1974 e conta com mais de 400 alunos, segundo Ana Lúcia "Não tenho como lembrar o nome de todos, eu convivo com a maioria desde pequenos e peço que quando encontrar com seus professores na rua falem, abrace, é tudo que nós professores queremos".

"Não esqueçam de mim, por que vocês já estão no meu coração" finalizou sua fala o professor de ciências Jussan Gonçalves que estava representando os professores. No evento tivemos os depoimentos de outros professores e dos alunos Willames Urubá dos Santos, Andreia Araújo da Silva e Poliana Bernardo da Silva.

A cada fala a emoção tomava conta do lugar. A festa teve ainda a entrega dos certificados, anúncio do aluno nota 10, amigo secreto, hora do lanche e muitos estavam emocionados não contendo as lágrimas.  

O responsável por conduzir toda cerimônia foi o professor de geografia Edvaldo Silva. A cerimônia contou com a presença do vereador Paulo Cavalcanti (PSB).  

Além da sede, a escola conta com quatro anexos: Escola Santa Maria Madalena (Pindoba II), Jorge de Lima (Pindoba II), Palmira Sarmento (Sítio Cavaco), Alódia de Oliveira Santos (Sítio Talhado), Santa Efigênia (Sítio Serra da Imbira).

Aqui fica registrado todo meu carinho a todos e desejo que Deus projeta cada um nessa nova etapa de vida. Sucessos!!! 
 

Reconhecimento de terras quilombolas esbarra na especulação e grilagem

União dos Palmares (AL) - Disputas, construções de grandes empreendimentos e especulação imobiliária ameaçam a herança ancestral mantida viva pelas comunidades quilombolas. Das 2.408 comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), apenas 207 têm o título da terra e, em uma parte delas, os ocupantes não quilombolas ainda não foram retirados ou indenizados.

“A posse da terra é a maior dificuldade enfrentada atualmente pelas comunidades quilombolas. A titulação é um direito fundamental prevista na Constituição Federal”, defende o diretor do departamento de proteção ao patrimônio afro-brasileiro da FCP, Alexandro Reis. “Esse é o grande gargalo da questão quilombola nos dias de hoje”.

O Artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias é claro quanto ao assunto: “Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.

“À medida que isso não ocorre, a gente acaba prejudicando a comunidade porque outras pessoas acabam ocupando a terra quilombola. Vamos ter problemas de expulsão, violência no campo, violência contra essas famílias, atuação de grileiros a atravessadores até na atividade produtiva da comunidade”, explica Alexandro Reis. “Titular a terra é algo fundamental para a comunidade quilombola no Brasil e é o grande desafio que temos hoje”, acrescentou.

Há todo um processo pela posse da terra. As comunidades que já foram reconhecidas como quilombolas pela Fundação Palmares precisam fazer o pedido para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que é o responsável pela titulação. Então, são feitas análises da área e de possíveis contestações que possam aparecer no processo.

A fase seguinte é a regularização fundiária, com a retirada de ocupantes não quilombolas por desapropriação ou pagamento de indenização. Mas o processo, que também pode ser feito via estados e municípios, é demorado. De acordo com informações do site do Incra, há processos abertos em 2003 que ainda não foram concluídos.

O secretário da Promoção da Igualdade Racial do Distrito Federal, Viridiano Custódio, explica que a principal razão para a demora de alguns processos são disputas envolvendo a terra. “Disputa política, de território. Alguns setores, principalmente do meio agrário, são contra essa legalização porque os territórios, muitas vezes, ficam dentro ou perto de alguma terra que está em litígio”, destacou. “Esse é um processo que acaba emperrando o trâmite”.

Fonte: Jornal do Brasil

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

MinC destina R$ 4 milhões para reformar parque em União dos Palmares

O Ministério da Cultura destinou R$ 4 milhões, do Fundo Nacional de Cultura, para a Fundação Cultural Palmares com o objetivo de incentivar as comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado neste 20 de novembro. Metade dos recursos deve ser usado para reformas e melhorias na estrutura do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, no município.

De acordo com o presidente da fundação, Hilton Cobra, a ministra da Cultura Marta Suplicy telefonou para ele de manhã, informando sobre a disponibilização dos recursos. “É mais do que necessário, mais do que urgente essa atualização constante dos equipamentos do parque”, destacou.

Com o dinheiro, ele acredita que será possível reformar as construções do local, que simulam como eram as casas no local, no século 16. Parte dos recursos serão utilizadas, também, para asfaltar os 9 quilômetros de estrada de terra que levam à fundação.

Cobra também quer transformar uma estação de trem desativada de União dos Palmares em um museu e criar uma linha de trem que leve as pessoas ao pé do Morro da Serra da Barriga, que conta com o memorial em seu topo e que fazia parte do histórico Quilombo dos Palmares. “Se a gente conseguir emplacar isso até 2014, vamos mostrar que, realmente, o Poder Público abriu seus recursos, seus cofres e suas cabeças para a necessidade de manutenção da cultura mais rica do Brasil, que é a cultura de matriz africana”, destacou.

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares, implantado em 2007 pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Palmares, reconstitui o cenário do quilombo no século 16. Desde 1981, no Dia da Consciência Negra, representantes do movimento, de religiões de matriz africana, além de admiradores da história de Zumbi, sobem a serra – a maioria a pé – para reverenciar o herói nacional e os habitantes de Palmares.

Fonte: Jornal do Brasil