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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Sergio Oliver, o mais novo escritor palmarino




Nesta última semana em União dos Palmares comemoramos a II Semana de Cultura com o tema: Re-descobrindo Jorge de Lima. O escritor que recebeu dos amigos escritores, admiradores e jornalistas o apelido Príncipes dos Poetas deve estar feliz por ter conterrâneos palmarinos trilhando o mesmo caminho seu – a arte de escrever. Neste mesmo evento houve o lançamento do livro A História da Terra da Liberdade, de Macaco a União dos Palmares, de Franco Maciel.

E hoje (28) apresento com exclusividade para o Blog JMarcelo Fotos o lançamento do livro Quando o amor de torna cinzas, de Sergio Oliver. "Sempre escrevi, mas há pouco tempo criei coragem de escrever o livro, antes eram pensamentos soltos, coisas da vida, cotidianas, sentimentos". Disse o palmarino Sérgio ao blog.

Segundo ele, os relatos "soltos" que estão sendo escritos foram guardados para um trabalho futuro, já que está se dedicando a divulgação do seu livro. Sergio comentou como surgiu a ideia do romance "Sempre tive o sonho de escrever um livro" e completa "Mas não sabia o tema em se e qual seria o assunto, foi aos poucos conversando com amigos, vendo outras realidades, historias que deveriam ser contadas de uma forma diferente do que a sociedade normalmente ver de outra perspectiva".

No primeiro contato que tive com o autor do livro eu tinha entendido que o livro era uma romance gay e em nova conversa eu perguntei se ele achava que o livro poderia sofre preconceito pelo tema quando Sergio explicou "Sim, acho que preconceitos sempre existirão. Não defino o romance como gay, acredito que se trata de vida, independente de qual seja a orientação sexual. O romance trata de descobertas, de conhecimento de cada um colocado pelo ponto de vista do personagem, das vivencias dele e de seus medos, a sexualidade é o de menos, quis retrata-los como pessoas, com sentimentos e dúvidas que são comuns em todos os serem humanos na busca de descobrir-se certo". Afirma.

Para o primeiro trabalho como escritor ele está tendo um retorno bom dos leitores "O livro esta tendo muita aceitação das pessoas que leram, o que me deixar bastante feliz, como falei antes, era um sonho que eu tinha, meu intuito era de escrevê-lo apenas, mas a resposta que tive daqueles que leram é ótima".

Sergio nasceu em União dos Palmares e foi morar com a família aos 6 anos na cidade de Viçosa, onde diz que teve uma infância normal, com brincadeiras, amizades, coisas comuns de qualquer criança. Na juventude, retornou a morar em União. E antes de enveredar no mundo da literatura gostava de reunir os amigos para cantar como forma de diversão e de  se expressar.

Com o termino do ensino médio, o escritor pretende ingressar no curso de relações publicas no próximo semestre. Morando cerca de 2 anos em Maceió onde trabalha de assistente administrativo na Naturagro, o palmarino fala com muito carinho de sua obra. "Espero que se identifiquem com ele, que vejam o lado humano dos personagens. Acredito que todos passamos por algum momento de incerteza quanto a esperança de encontrar o amor. Todos buscamos, de uma forma ou de outra, achar nossa cara metade. Nesse meio tempo nos achamos sós, com o livro, espero que descubram que não estão, crescemos querendo ter algo nosso, algo que possamos amar, chamar de nosso. 

Na vida, encontramos muitos obstáculos, mas podemos enfrenta-los e superara-los. Quero agradecer o apoio e os conselhos do editor e Dr, José Crisólogo, meus familiares e amigos que sempre estiveram ao meu lado.

Sucesso Sergio!
Para adquirir o livro click AQUI

300 Anos, Zumbi



Se Zumbi
Guerreiro-guardião
Da Senzala Brasil
Pedisse a coroação
Que por direito o cetro do quilombo
Que deixou por aqui
Nossa bandeira era
Ordem, progresso e perdão

É Zumbi
Babá dessa nação
Orixá nacional
Orfeu da Casa Real
Do carnaval do negro
Quilombola da escola daqui
O mestre-sala de Zambi
Na libertação

Parece que eu sou
Zumbi dos Palmares quando sambo
O príncipe herdeiro
Dos quilombos do Brasil
Sou eu, sou eu, Soweto
Livre, Mandela é Zumbi
Que se revive
Exemplo pro céu
De outros países como o meu
Sou eu orgulho de Zumbi

Que vem de Angola e de Luanda
Salve essa nação de Aruanda
Salve a mesa posta de umbanda
Salve esse Brasil-Zumbi

Fonte: Vagalume

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domingo, 27 de abril de 2014

A tatoo de Thiago Alexandre

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Mais tatoo AQUI

História de Zumbi dos Palmares ganha nova cronologia


Em 1678, o então rei dos Palmares firmou um acordo de paz com o governador de Pernambuco, a autoridade máxima sobre um território que englobava os atuais estados da Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, além de Pernambucano. A negociação durou alguns meses e envolveu intérpretes, envio de embaixadas, presentes e libertação de prisioneiros. De um lado, Ganazumba (ou Gangazumba), tio de Zumbi, séculos depois apontado como símbolo da resistência contra a escravidão; de outro, dom Pedro de Almeida, governador prestes a voltar para Portugal.

Até agora pouco estudado e comentado pela historiografia, o episódio vem ganhando contornos mais definidos sob a luz de documentos originais, boa parte deles inéditos. O material, manuscrito, inclui cartas, despachos de conselheiros do regente português, crônicas e até rascunhos encontrados em Portugal pela historiadora Silvia Hunold Lara, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em pesquisa realizada no âmbito do Projeto Temático“Trabalhadores no Brasil: identidades, direitos e política (séculos XVII a XX)”.

A documentação tem permitido que Lara e outros historiadores tracem uma nova cronologia sobre Palmares. “Em geral, a historiografia periodizou a história palmarina a partir das guerras feitas contra eles. Procuro me concentrar na formação dos mocambos [os assentamentos de fugitivos] e entender como eles se organizavam em termos políticos e militares”, disse Lara àAgência FAPESP.

“A década de 1670 é importante porque marca o reconhecimento por parte das autoridades portuguesas e coloniais desse sobado (estado africano) em Palmares. Os termos do acordo negociado em 1678 constituem a maior evidência disso”, disse a historiadora.

Em seus estudos, Lara retoma teses de uma vertente da historiografia que dá ênfase às raízes africanas de Palmares, na qual se incluem os brasileiros Nina Rodrigues (1862-1906) e Edison Carneiro (1912-1972) e os norte-americanos Raymond Kent (1929-2008), Stuart B. Schwartz e John Thornton.

De acordo com Lara, um documento-chave para entender Palmares é uma crônica anônima, com data atribuída a 1678, escrita logo depois do acordo de paz selado entre Ganazumba e o governo de Pernambuco, quando d. Pedro de Almeida volta a Portugal e vai mostrar seus feitos às autoridades portuguesas.

“É uma crônica extensa, que faz uma história de Palmares, desde o seu início até 1678. Dá nome aos mocambos, descreve as relações entre os chefes militares e os chefes dos mocambos, conta as expedições feitas e equipara a uma conquista militar a vitória [parcial] obtida em 1677 por uma expedição que destrói os mocambos e está na origem do acordo de paz”, disse.

O grande ponto, segundo a professora titular do Departamento de História da Unicamp, é que essa crônica sempre havia sido lida pelos estudiosos a partir de uma publicação na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro de 1859 – feita quase 200 anos após ser redigida.

“As pessoas não viram o original, que estava perdido nos arquivos. Quando você olha o original, pode ver que houve transcrições incorretas”, disse Lara. Um bom exemplo é o dos nomes das lideranças palmarinas e dos principais mocambos ali descritos – com diferenças em relação aos consagrados pela historiografia.

“A maior parte de quem lidou com Palmares trabalhou com uma documentação impressa. E quem transcreveu e publicou fez uma seleção. Ao ir às fontes e aos arquivos, localizei uma quantidade muito grande de fontes ao redor desses documentos transcritos, muitas nunca publicadas”, disse.

Os achados estavam no Arquivo Histórico Ultramarino e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, e na biblioteca pública da cidade de Évora, interior de Portugal.

Saindo da trilha dos Imbangala

Lara também parte de um trabalho publicado em 2007 por Thornton e pela historiadora Linda Heywood, da Boston University, nos Estados Unidos, sobre a história das guerras na África Central para estudar quem eram os africanos escravizados e trazidos para o Brasil que fugiram e acabaram se organizando em agrupamentos em vários pontos de uma extensa região nordestina ao norte do Rio São Francisco, caracterizada por matas de palmeiras.

“Hoje conseguimos saber com um pouco mais de precisão quem eram as pessoas trazidas para cá: muito provavelmente eram falantes de kimbundu, língua africana da região do então reino de Ndongo, que ocupava o que hoje é uma região de Angola”, disse.

Dos vários assentamentos de fugitivos – todos conhecidos nessa época como palmares –, um deles em especial se consolidou durante o período da ocupação holandesa (entre 1630 e 1654), formando uma rede de mocambos que se tornou conhecida depois como Palmares. Nove mocambos chegaram a abrigar no total cerca de 11 mil habitantes, de acordo com algumas fontes.
“Todo mundo diz quilombo dos palmares, mas a palavra ‘quilombo’ é empregada deslocadamente nesse contexto e é anacrônica para designar Palmares. A palavra empregada naquele período para designar ‘assentamentos de fugitivos’ é mocambo”, afirmou Lara.

Segundo a historiadora, “kilombo” é uma palavra africana que significa “acampamento de guerra”, usada pelos grupos nômades guerreiros Imbangala, da África Central. Historiadores como o norte-americano Stuart Schwartz, da Yale University, consideraram que a formação dos quilombos nas Américas estava relacionada a esses acampamentos guerreiros – daí a origem do termo.
“Mas acho que essa não é uma matriz da formação dos assentamentos dos fugitivos no Brasil. Os kilombos Imbangala tinham rituais específicos, com morte de crianças, serragem de dentes e canibalismo. Como eram nômades, não tinham uma ligação territorial nem as linhagens que davam a legitimidade do poder, diferentemente do que ocorreu nos mocambos do interior de Pernambuco, onde se formou um reino linhageiro”, disse Lara.

Os mocambos se organizavam segundo uma gramática política centro-africana, explicou a pesquisadora. Como nos sobados centro-africanos (os potentados locais da África), os chefes políticos dos mocambos do Nordeste mantinham relações de parentesco entre si e todos estavam subordinados a Ganazumba, conhecido como rei dos Palmares. “Esse sobado que se formou no interior de Pernambuco foi reconhecido pelas autoridades coloniais como um poder político independente, com o qual se podia negociar”, disse.

Mudança para Cucaú

A pesquisadora conta que a ideia de as autoridades coloniais fazerem acordos com fugitivos sempre existiu – e não apenas no Brasil. O de 1678, porém, foi o que mais progrediu. Boa parte dos habitantes dos mocambos de Palmares mudou-se para uma aldeia criada especialmente para recebê-los, Cucaú, e eles foram considerados livres.

A paz, no entanto, não durou mais do que dois anos. Uma parte dos mocambos, liderada por Zumbi, rejeitou o acordo e ficou em Palmares. Seguidores de Ganazumba, como seu irmão Ganazona, participaram de buscas para trazer os que haviam permanecido no mato. Ganazumba termina assassinado e Cucaú, destruída, provavelmente por tropas coloniais. As pessoas que moravam lá voltaram à condição de escravos.

“A história contada até hoje sobre Palmares é uma história militante e toda ela converge para o enaltecimento da figura de Zumbi como a grande liderança que jamais se curvou e resistiu à escravidão até ser morto em 1695; as pessoas reiteram e usaram a mesma documentação para dizer mais ou menos a mesma coisa”, ressaltou Lara. “Essa história passa muito rápido pelo acordo de paz. Tão rápido que os termos do acordo nunca foram publicados nas coletâneas de documentos feitas sobre Palmares.”

Interessada em discutir as formas de dominação nesse período e o modo como africanos e indígenas lidaram com o domínio colonial, Lara recupera de todas as formas o acordo. “A história de Palmares, da maneira como a estamos estudando, ajuda a entender como a dominação colonial foi enfrentada e modificada pela ação dos índios e dos africanos na África e no Brasil.”

Com o auxílio do Projeto Temático FAPESP, Lara e sua equipe montaram uma base de dados sobre Palmares, organizada de forma a ser disponibilizada para consulta pública on-line. Cerca de 2 mil documentos foram digitalizados e aos poucos estão sendo transcritos. “Espero que, dentro de dois anos, tudo esteja aberto para o público”, disse.

Diversos bolsistas também produziram trabalhos relacionados à produção da base de dados. Um deles foi a monografia de graduação "Guerras contra Palmares: um estudo das expedições realizadas entre 1654 e 1695", de Laura Peraza Mendes, que ganhou prêmio de melhor monografia de graduação do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp em 2011.

Mendes defenderá sua dissertação de mestrado, que contou com Bolsa Fapesp em agosto de 2013.

Lara agora trabalha para transformar em livro a tese  “Palmares & Cucaú: o aprendizado da dominação”, com a qual se tornou professora titular.

Quem são?

Mande sua história, fotos antigas de moradores, escolares, reuniões com amigos ou da cidade de União dos Palmares para o e-mail jmarcelop_7@hotmail.com

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sábado, 26 de abril de 2014

Bandas de rock homenageiam Jorge de Lima

Todas as fotos AQUI
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Contrato de construção do Campus V, em União dos Palmares será assinado 2ª feira

Assinatura para as obras do Campus Zumbi dos Palmares, orçadas em mais de R$ 7 milhões, acontecerá na segunda-feira, 28, na cidade alagoana

O contrato entre a Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e a Construtora Plataforma Engenharia Ltda, vencedora da licitação, será assinado na segunda-feira, 28, para construção do Campus V, em União dos Palmares. A solenidade de assinatura acontecerá no auditório da prefeitura da cidade.
 
A informação foi dada pelo reitor da Uneal, professor Jairo Campos da Costa. O gestor mostrou-se muito empolgado com a assinatura do contrato e o consequente início das obras que estão orçadas em R$ 7,629 milhões. Os recursos são provenientes do Proinvest.

"Sonho"

 “O Campus V é a única unidade da Uneal que ainda não possui sede própria. Estou muito satisfeito, porque consegui realizar um dos maiores sonhos, um dos maiores desafios da nossa gestão à frente da Uneal, também pelo fato de eu ser professor lotado em União dos Palmares”, afirmou o reitor Jairo Campos.

A ordem de serviço será assinada pelo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) e pelo reitor da Uneal, em Maceió, na próxima semana, em dia e horário que ainda serão confirmados. A obra de construção do Campus Zumbi dos Palmares está prevista para ter duração de até 300 dias, de acordo com o contrato.

O terreno onde será edificado o novo e definitivo Campus V da Uneal foi doado à instituição pelo município de União dos Palmares, ainda na gestão do ex-prefeito, Areski Freitas. O reitor agradeceu ao governador do Estado, pela disponibilidade dos recursos do Proinvest e aos Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal), por terem também ajudado na parte técnica, e a sua equipe de assessores.

(Da Redação da Agência Política Real, com assessoria. Edição de Valdeci Rodrigues)

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Tem rock na II Semana Jorge de Lima

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Essa Negra Fulô, de Jorge de Lima, recitado por seus conterrâneos



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"Para todo palmarino que se preze" Bruno Clériston


Para todo palmarino que se preze, abril é o mês do poeta Jorge de Lima. E para homenageá-lo ilustrei um de seus trabalhos que particularmente é o meu favorito [depois do soneto O Acendedor de Lampiões - ].

O Mundo do Menino Impossível é o primeiro trabalho do poeta em sua fase modernista, logo após seu retorno do Rio de Janeiro.


O poema nos mostra um menino que rejeitou todos aqueles brinquedos importados do primeiro mundo, o objetivo daqueles que queriam tornar o Brasil uma cópia de um país europeu. E esse Menino Impossível se dedicou a brinquedos genuinamente criados de sua consciência e do lugar onde mora; buscando uma identidade própria.

Jorge de Lima é o poeta da família. Em seus textos ele conceitualizou de forma geral, a partir do convívio com os negros quilombolas e seus descendentes, do lugar onde morava (com vista para a formosa, porém sofrida Serra da Barriga), ele desenvolveu um trabalho minucioso, um verdadeiro retrato muito criterioso de quem somos. Algo muito atual. Jorge de Lima soube olhar para as pessoas com um grande respeito.
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