Pages

quinta-feira, 23 de março de 2017

Capoeira: dança ou luta?

Fotos: José Marcelo Pereira da Silva

No passado, a falta de paz e de tranquilidade moveu algumas comunidades a criar formas de entretenimento que contribuíssem para a sua autodefesa. Na verdade, elas camuflavam a luta em certas danças. A capoeira é uma delas. Qual é, então, a sua origem?

A maior parte dos praticantes da capoeira é originária de Angola e do Brasil, locais onde esta arte-dança é um instrumento de luta pela autodefesa, segurança e liberdade. Nos dias actuais, a capoeira é praticada em vários países de todo o mundo. Ela foi espalhada pela terra com o propósito especial de preservar a tradição de uma acção secular que, em grande parte, contribuiu para liberdade do povo brasileiro da opressão e da escravatura do sistema colonial.

Nesse bailado, ninguém fica de fora. Todos – crianças, homens e mulheres – praticam a capoeira. Ou seja, porque acreditam que esta manifestações desportiva e artístico-cultural é também terapêutica, beneficiando quem a pratica. Na verdade, a capoeira é originária de África, mas ganhou grande popularidade no Brasil em resultado das condições em que os escravos viviam no contexto colonial que – muitas vezes – concorriam para que perdessem a vida.

Nessa vertente, a cultura africana sofreu mutações perante a actual realidade. E daí surge a capoeira, uma luta em forma de dança que tornou realidade a utopia da liberdade. Nesse sentido os povos oriundos dos Quilombos do Brasil, que eram obrigados a trabalhar na agricultura – com destaque para os canaviais e a mineração – equiparam-se, disfarçando as tácticas guerreiras na dança a fim de aperfeiçoarem o estilo e, consequentemente, criando as bases para lutarem contra a opressão colonial. A abolição da escravatura, em Maio de 1888, muitas vezes, associa-se aos êxitos da capoeira.

A luta

A capoeira é uma luta de defesa e ataque mortífero. Os seus praticantes usam como – ferramentas de ataque – os pés e a cabeça, tornando os golpes mais rápidos, calculados e fatais. As mãos também são usadas para o ataque e a defesa. Durante as actuações, os capoeiristas apresentam-se descalços e vestidos de branco, sendo que, segundo Melquisedeque Sacramento Santos, contramestre de capoeira, os pés descalços retratam a realidade antiga e a vestimenta branca a paz e a liberdade.

Por outro lado, Melquisedeque afirma que alguns capoeiristas usam o verde – que na simbologia moçambicana significa esperança – incluindo o branco, a cor predominante, desde os primórdios desta dança-arte, para explicar que é desse branco que os escravos que viviam nos quilombos precisavam. O contramestre Santos explica que, em tempos idos, a capoeira era praticada em espaços abertos visando um melhor espaço de manobra. A experiência favoreceu muito as vitórias do oprimidos contra os seus opressos, sobretudo porque a luta, em si, era desconhecida pelo inimigo.

Santos explica que o termo capoeira associa-se ao facto de que os escravos que o praticavam se deslocavam das zonas rurais, onde se encontravam as grandes plantações, para o centro da cidade trazendo galinhas dentro de gaiolas para vender. Nesse sentido, sempre que se divertissem, os citadinos apreciavam aquela manifestação artística e chamavam-na “a brincadeira dos capoeiristas”.

Com o passar dos anos, a prática foi transmitida através de gerações que passaram a chamá-la capoeira e capoeirista quem a realiza. Desde então, os senhores das terras proibiram a prática dessa luta entre os escravos, instalando a pressão da polícia imperial e milícia para controlar e sancionar os seus fazedores. A partir daí, na tentativa de ganhar a liberdade a qualquer custo, os negros dissimularam a capoeira colocando mímicas e bailados acompanhados de músicas, em ritmos de danças tradicionais.

Quando os senhores das terras passavam pelos acampamentos dos negros, a “brincar capoeira”, batiam palmas apreciando a suposta dança, não se apercebendo, no entanto, que se estava a praticar a proibida capoeira. Foi assim que a capoeira emocionou, libertou e conquistou praticantes sobrevivendo até os dias actuais.

O que mais se sabe sobre a capoeira? 

Na verdade, a capoeira é uma junção de danças tipicamente africanas como, por exemplo, o Xigubo e a Ngalanga, que foram modificados em gestos e golpes violentos. Por isso, ela é também uma forma de luta muito violenta. Contudo, Santos prefere dizer que a capoeira é um diálogo de corpos em que – enquanto se disputa – só se vence quando o parceiro já não tem respostas para as perguntas do seu dialogante. Ou seja, cada gesto feito dentro do círculo é uma fala corporal, e, à medida que um projecta os pontapés, é obrigatório que o outro retribua.

O jogo da capoeira, na forma cordial – ou dentro da roda – é verdadeiramente um diálogo de corpos. Os dois capoeiristas partem do “pé” do berimbau e iniciam um lento balé de perguntas e respostas corporais, até que um terceiro corte o jogo para que sucessivamente se desenvolva até que todos entrem na roda.

O ritmo 

A capoeira é a única modalidade de luta marcial que se faz acompanhada por instrumentos musicais. A prática deve-se, basicamente, às suas origens africanas, com maior influência para as danças tradicionais que dessa forma disfarçavam a peleja numa espécie de manifestação cultural, enganando os senhores de terras e os capitães-do-mato.

No início, esse acompanhamento era feito apenas com palmas e toques de tambores. Depois foi introduzido o berimbau, instrumento composto por uma haste cruzada por um arame, tendo por baixo uma caixa de ressonância feita de uma ‘cabaça’ cortada. O som é obtido percutindo-se uma haste no arame. Este instrumento era usado, inicialmente, por vendedores ambulantes para atraírem fregueses e mais tarde tornou-se uma ferramenta simbólica da capoeira, conduzindo o jogo no seu próprio timbre. Os ritmos são em compasso duplo e os movimentos são rápidos e moderados no mesmo tom do berimbau.

Para uma boa performance, o conjunto rítmico é composto por três berimbaus – um grave chamado Gunga, um médio e um agudo chamado Viola, dois Pandeiros, um Reco-reco, um Agogó e um Atabaque. A música tem ritmos que são cantados e repetidos em coro por todos os artistas na roda. Um bom capoeirista tem a obrigação de conhecer todos os instrumentos utilizados na dança.

Fonte: Verdade

7 atitudes que desmotivam o aluno na hora de aprender




Antes de iniciar as aulas, um bom professor faz o planejamento escolar, pesquisa novos conteúdos, elabora exercícios complementares, enfim, deixa tudo pronto para que o ano letivo transcorra bem. No entanto, com o passar do tempo, ele nota que na turma tem um aluno ou outro que não rende absolutamente nada. E aí surge aquela velha pergunta: O que é que deu errado?!

Sabemos que alguns alunos já saem de casa pensando em ir à escola para se divertir. Essa postura, por si só, já é suficiente para que o professor crie estereótipos e se estresse na hora de ensinar. Mas esse não é um problema atribuído somente ao aluno. Muitas vezes, a falha está diretamente relacionada ao educador, que não percebe que sua didática é cansativa ou até mesmo ultrapassada para a geração para a qual leciona.

A partir desse ponto temos um conflito: professor e aluno com diferentes interesses dividindo o mesmo ambiente. Alguns aspectos, de fato, interferem na produtividade do aluno. Entre eles, a falta de motivação, dificuldade de concentração, limitações no desenvolvimento cognitivo e também experiências sociais e culturais específicas. Além desses fatores, algumas atitudes negativas do professor podem desmotivar o aluno na hora de aprender.

1 – Desânimo – Não existe nada mais desestimulante do que não querer ir para escola e, ao chegar na sala, você se deparar com alguém mais desanimado do que você.

2 – Histeria – Por mais que os professores sejam a autoridade na sala de aula, gritar não é a melhor forma de conquistar respeito e ordem. Essa atitude assusta, humilha e tem efeito momentâneo. Além disso, existe uma sutil diferença entre ser autoritário e ter autoridade.

3 – Aula cansativa – Inovar é preciso! É sempre bom trazer jogos, realizar dinâmicas, propor brincadeiras, enfim, aliar teoria e prática de maneira divertida, criativa e atual.

4 – Falta de empatia - Tem professor que não se atualiza com a realidade do aluno, ou seja, não sabe absolutamente nada do contexto familiar e social da criança e/adolescente, e pior, não tem o menor interesse em saber! A falta de empatia interfere negativamente na relação aluno-professor.

5 – Egocentrismo – Alguns professores têm o hábito de desenvolver verdadeiros monólogos sobre si. Enquanto falam lindamente sobre algo que interessa exclusivamente a eles, os alunos fazem caricaturas, jogam aviõezinhos de papel, planejam festa do pijama, fazem atividades de outros professores e, óbvio, não prestam atenção em nada.

6 - Constrangimento – Não existe nada pior do que exposição pública. Infelizmente, existem professores que têm prazer em constranger seus alunos por motivos diversos: preconceito, predileção, etc. O Estatuto da Criança e do Adolescente, no Art. 232, salienta que submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância, a vexame ou a constrangimento é crime!

7- Comparações – Um dos erros mais graves que um professor comete é comparar um aluno com outro. Cada um tem um ritmo próprio para aprender. Comparações servem apenas para reforçar o sentimento de frustração, criar bloqueios e, certamente, desmotivar o aluno a aprender.

Se você é professor e está se excedendo em algumas dessas atitudes, reveja com autocrítica sua postura como educador. E lembre-se: “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”, já dizia Paulo Freire

#Por que os alunos não aprendem #Dificuldade na aprendizagem #Atitude negativa do professor

Fonte:blastingnews.com

quarta-feira, 22 de março de 2017

SAAE de União dos Palmares comemora Dia Mundial da Água junto com a comunidade



Nesta terça-feira, 21, o diretor do Serviço Autônomo de água e Esgoto (SAAE) Wellington Ferreira dos Santos, e equipe da autarquia visitaram uma nascente no Distrito do Timbó, zona rural de União dos Palmares.

Participaram do encontro Madalena Soares, da Sala Verde Serrana dos Quilombos / SEMED, ambientalistas da ONG União Ambiental, o Secretário de Meio Ambiente, Afrânio Mendonça, como também professores e alunos da Escola Municipal Herculano Albuquerque.  

A visita in loco foi uma forma de debate melhorias na Estação de Tratamento de Água (ETA) e, ver os trabalhos de recuperação da nascente no Povoado Timbó já que a mesma é uma fonte importante para aquela região.

O SAAE que nesta semana tem uma programação especial para comemorar o Dia Mundial da Água, que acontece hoje, 22. A reunião serviu para que os estudantes do ensino fundamental II, da escola   Herculano Albuquerque, tivessem uma aula de campo preservação do meio ambiente. 

O mesmo propósito foi o encontro com os alunados da Escola Municipal Dr Mário Gomes de Barros em visita à Estação de Tratamento de Água (ETA), que fica próximo do condomínio Sueca.

Com cadernos e canetas em mãos os alunos do Mário Gomes, iam anotando as informações que receberam na ETA para posteriormente repassar como os demais alunos / amigos e familiares. No local eles acompanharam o processo de tratamento de água que abastece o município de União dos Palmares e entenderam a importância de cada etapa do processo, os custos de manutenção e o papel do SAAE. 

A água que vem do Rio Mundaú e de seus afluentes é foco de grande preocupação, sendo que muitas regiões do Brasil atravessa a pior crise hídrica de abastecimento, aumentando a necessidade de uma maior sensibilização e comprometimento social. 


Alunos da Escola Municipal Herculano Albuquerque em visita à Estação de Tratamento de água no Distrito de Timbó.  
 Alunos da Escola Municipal Dr Mário Gomes de Barros em visita à Estação de Tratamento de Água (ETA) em União dos Palmares. 

Fotos Michael Dayvidson