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segunda-feira, 25 de março de 2013

Hoje 25 e amanhã dia 26, tem cinema em União dos Palmares

Cinema no Ar, novo projeto dos cineastas Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi, pega a estrada e leva sessões de filmes nacionais, gratuitas, ao ar livre, a todos os estados nordestinos até junho de 2013. Com o patrocínio da Caixa Econômica Federal, o cinema chega a União dos Palmares na segunda-feira e terça-feira (25 e 26.03).

Com 300 lugares, o projeto promove duas sessões diárias, às 18h30 e 20h15. Na programação estão sucessos do cinema Nacional como O Palhaço, Rio, Saneamento Básico e Eu e Meu Guarda-Chuva. A projeção é digital em uma grande tela inflável e som stereo surround. Em União dos Palmares ficará na Praça Basiliano Sarmento.

“Em novembro do ano passado, o Cine Tela Brasil, nosso primeiro projeto de cinema itinerante, atingiu a marca de 1 milhão de espectadores. Agora, com o Cinema no Ar, temos a possibilidade de, ao lado da CAIXA , visitar toda a região Nordeste e levar o cinema nacional a um número ainda maior de brasileiros que não tem acesso ao cinema e que, em sua maioria, tem o primeiro contato com a telona.”, afirma Laís Bodanzky.

Sobre o Cine Tela Brasil – Criado em 2004, o Cine Tela Brasil já rodou 83 mil quilômetros. Com a taxa de ocupação da sala em 88% - a maior do país – realizou mais de 5.000 sessões em 420 cidades e em novembro de 2012 chegou a 1 milhão de espectadores.

Sobre a CAIXA - A CAIXA é um dos maiores investidores em cultura do Brasil, principalmente através dos seus programas de seleção de projetos. Somente em 2012 totalizam R$ 33 milhões investidos com recursos próprios. O Programa de Ocupação dos Espaços da CAIXA Cultural soma mais de R$ 26 milhões em investimentos, destinados aos 255 projetos selecionados para as sete unidades - Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

No Programa CAIXA de Apoio a Festivais de Teatro e Dança, foram selecionados 30 projetos de teatro e 26 de dança a serem realizados em 2013, representando um investimento total de quase R$ 3,7 milhões. No Programa CAIXA de Apoio ao Artesanato Brasileiro, 24 selecionados, num investimento de aproximadamente R$ 600 mil. Neste ano, além dos eventos contemplados pelos programas culturais, a CAIXA investiu até o momento mais de R$ 17 milhões em 295 projetos.

Dia 25 de Março - Segunda-Feira 
 
Dia 26 de Março - Terça-Feira
 O projeto tem parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de União dos Palmares.
Divulgação

Cantor Thiaguinho visita a Serra da Barriga



Hoje, 22, quem esteve visitando União dos Palmares, em especial a Serra da Barriga, foi o cantor Thiaguinho. O ex-cantor do Grupo Exaltasamba faz show hoje no Metroplaza na cidade de Garanhuns, Pernambuco. 

Segundo Josames Teles, que trabalha no Parque Memorial Quilombo dos Palmares, o cantor veio conhecer a serra acompanhado de um segurança particular. Teles mencionou no seu Facebook que o cantor que chegou por volta das 16hs para conhecer o parque, fez perguntas sobre o lugur e foi gentil com as pessoas que se encontravam na Serra da Barriga.

No final do ano passado a namorada do cantor, a atriz Fernanda Souza, colocou no seu Twitter o desejo de conhecer a Serra da Barriga. A mesma já esteve em União na época da novela Chiquititas. Fernanda Souza e demais atores fizeram show no Ginásio de Esporte.

No bate-papo com Josames Teles no Facebook, ele acredita que a ida de celebridades à Serra da Barriga é mais um motivo para que os próprios palmarinos valorizem o lugar e a nossa cultura.
 Thiaguinho e a atriz Fernanda Souza (Foto Google).
 Fotos do show dos atores da novela Chiquititas em União dos Palmares.

 Cartaz do show no Metroplaza com o cantor Galã

domingo, 24 de março de 2013

Estou tentando...

O tempo mudou para nublado e essa concentração térmica deixa a gente sufocada. Acredito em dias melhores, em dias mais amenos que estão por vir. A gente tem que acreditar no melhor, apostar na poesia, na suavidade que a vida pode nos trazer se a gente se dedicar ao melhor de nós. 

Precisamos descartar as coisas pesadas, aproveitar cada minuto único que a gente tem. O sino da Catedral anuncia as primeiras horas. Antigamente era costume no interior o sino badalar a cada hora que passava para que a gente se guiasse nas horas. 

Chego esbaforida achando que estou atrasada para o trabalho, mas quando entro no prédio da Assembleia, vejo que as portas ainda estão fechadas. Melhor assim, eu dormi demais. Cinco e meia da manhã o meu gato Bruce Wayne me chama à primeira vez. 

Eu tinha dito a ele: ‘Me acorde cedo’, mas eu não consegui despertar de vez: fui ao banheiro e voltei a me deitar. Só acordei com a mordiscada forte do Bruce na minha perna, como que estivesse me dizendo: ‘É sua última chance, vai chegar atrasada’.

E diante da dorzinha da mordiscada do gato eu levantei para olhar o relógio: 7h30; estou atrasada mesmo. Corro, tomo banho, me visto apressada e me dirijo à rua para pegar um táxi, para chegar a tempo, apesar do percurso muito perto para chegar à ALE. 

Os taxistas que ficam estacionados do lado da Santa Casa não se agradam porque minha corrida é curta. Tem um que já vem de cara feia e já me deu vontade de dizer a ele umas coisas, mas resolvo engolir a cara feia e faço de conta que não é comigo. 

“Mas dona Maria toda vez eu só pego a senhora”, me diz o seu Arnaldo, que já não tem a cara muito simpática, quando recorro aos serviços de táxi por lá. “Já estou atrasada”, digo eu. Deu-me vontade de falar pra ele que essa é a sua função e que estou pagando a corrida, seja lá o valor que for e que se não gosta, mude de profissão, mas deixa isso pra lá.

Por isso que eu me encanto a cada dia com meus filhotes de quatro patas e hoje saí de casa sem falar com eles de tanto que era a minha pressa. Cheguei ontem da Tribuna Independente à meia noite e quinze, exausta, sem forças e mal tive coragem de mudar a roupa e desmaiei na cama, de tanto que era o sono. 

Adiante passa uma servidora da ALE lendo um informativo, fruto do nosso trabalho e é bom saber que as pessoas tomam conhecimento das nossas atividades laborais: leem o que escrevemos. O jornalista, escritor e o poeta vivem disso. 

A satisfação que isso dá vem não só pelo o que a gente recebe de no fim do mês; é claro que isso é bom, nos dá dignidade, mas é bom saber que temos leitores.

Sinto-me cansada, não do trabalho em si, não de escrever, mas as forças estão se esvaindo e sinto que já não tenho saúde para virar a madrugada trabalhando. Em casa isso é mais fácil, porque a gente corre, deixa um pouco no sofá, tira um ronco e acorda de novo e recomeça o trabalho.

Todo esse preâmbulo é para refletir como está sendo a minha vida até agora. Não tem grandes acontecimentos, mas me sinto muito bem comigo e com a vida, apesar do cansaço, das limitações, a desarrumação da casa, a falta de traquejo no que diz respeito à administração do lar a desordem de tudo isso. 

É como se eu não tivesse mais condições de tomar conta de mim, arrumar, lavar, passar. Admito que eu não tenha a mínima vocação para isso. É um dom que nasce com cada um, eu não nasci com essa vocação. 

Penso que se fosse na época da antiguidade eu estaria fora de cogitação, seria excomungada. Nunca me interessei em assimilar tarefas do lar e isso agora me faz falta. Tento digerir a minha falta de tato, minha falta de organização e meu mundo tão desorganizado. Estou tentando...