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domingo, 7 de junho de 2015

Personalidades Negras que Mudaram o Mundo: Zumbi dos Palmares

Nascido no ano de 1655, livre, já no Quilombo que faz alusão ao seu próprio nome (Palmares), Zumbi (que quer dizer o mesmo que fantasma ou espírito, no idioma africano quimbundo, e na concepção brasileira da palavra, guerreiro)  foi um dos, senão o principal ícone da resistência negra ao trabalho escravo no período do Brasil Colônia. Com aproximadamente 6 anos de idade, Zumbi fora capturado em um dos ataques das tropas da colônia ao quilombo, sendo entregue a um missionário português, que o batizou com o nome 'Francisco' Zumbi, e educou-o com os sacramentos da igreja católica, em português e latim. Aos 15 anos de idade, Zumbi consegue fugir e retorna aos Palmares, substituindo, mais tarde, devido ao seu grande destaque como estrategista e líder, o seu tio então falecido Ganga Zumba.

Zumbi era muito respeitado por ter sido educado por brancos e ainda assim, não ter abandonado suas raízes. Em sua liderança ou reinado, como os próprios quilombolas lhe atribuíam o título de rei, conduziu o Quilombo dos Palmares ao seu apogeu militar, econômico, territorial e social, liderando os guerreiros em enfrentamentos com surpreendentes estratégias militares e táticas de guerrilha, onde se invadiam e atacavam fazendas de cana-de-açúcar e engenhos para resgatar escravos e assim adquiriam também um incrível poderio bélico, com muitas armas, usurpadas como despojo desses ataques.      

A Lenda: Zumbi dos Palmares Imortal

Devido à grande dificuldade enfrentada pelas tropas da colônia sob a autoridade da capitania de Pernambuco, e até mesmo de invasores holandeses que derrotaram a própria capitania dominante, mas não os quilombolas, criou-se entre o povo, e entre o próprio quilombo, o mito sobre a imortalidade de Zumbi, exímio comandante e capoeirista, que tinha estratégias de ataques e defesa incríveis, com metodologias bem elaboradas, Zumbi promovia ataques épicos às tropas da Capitania e mais tarde, aos holandeses que também tentaram subjugar Palmares. Zumbi, por muito tempo gerava essa atmosfera legendária de uma possível imortalidade concedida por seus deuses, que supostamente lhe fecharam o corpo, dando-o muito poder sobre seus inimigos.

O Outro Lado da História

Alguns historiadores e autores levantam Zumbi não como um herói em sua totalidade da palavra, mas sim o oposto, relatando-o em seus registros e obras como uma espécie de tirano que, muitas vezes, impunha por meio de captura aos escravos que se negavam a seguir com as caravanas de Zumbi para o quilombo, uma adesão forçada à vida nos Palmares. Considera-se até o fato de um regime de escravidão entre os próprios quilombolas e o despotismo, que era executado a negros fugitivos do quilombo, recapturados e mortos, a servir de exemplo para não se transgredir a lei dos Palmares.

A Morte de Zumbi
 
Após muitas tentativas de exterminar com Palmares (um século, a contar da liderança de Ganga Zumba, para ser mais preciso) por parte da capitania de  Pernambuco, o governador, ouvindo falar dos feitos,  da valentia e da habilidade dos bandeirantes que exploravam a região de São Paulo e o sudeste brasileiro,  resolve contratar o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho com suas tropas a organizar uma invasão ao quilombo, quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança dos Palmares. Em uma das investidas, em 06 de fevereiro de 1694, a capital de Palmares foi destruída e Zumbi, apesar de ferido, consegue fugir. Porém, refugiado quase dois anos depois, foi traído por Antônio Soares, um de seus aliados que, capturado pelos bandeirantes e sob a promessa de liberdade, revelou o local onde se escondia Zumbi. Esse, por sua vez, foi surpreendido e morto pelo capitão Furtado de Mendonça na Serra dos irmãos, região de Alagoas.     

O herói foi decapitado e teve, por ordem do governador, em 20 de novembro de 1695, sua cabeça exposta na capital, Recife, como uma prova de que a suposta imortalidade de Zumbi não passara de uma lenda e de que Palmares, enfim tinha sido derrotado.



sábado, 6 de junho de 2015

quinta-feira, 4 de junho de 2015

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"A saudade é grande da família que ainda mora no Brasil" diz palmarina que mora na Suíça


Meu nome é Ana Gisele da Silva e nasci no dia 06 de Agosto de 1984. Morei em Rocha Cavalcante até os meus 4 anos de idade, quando fui morar na Usina Serra Grande até os 11 anos. Minha infância foi maravilhosa. Sempre fui uma criança ativa e alegre que adorava brincar. Também sempre fui muito ligada a minha família. 

Quando fui morar em União dos Palmares, minha adaptação até que foi rápida. Passei a estudar na Escola Municipal Fernando Juazeiro, posteriormente estudei o ensino fundamental na Escola Estadual Monsenhor Clóvis Duarte e conclui o ensino Médio (científico) na Escola Estadual Carlos Gomes de Barros. 

Meu primeiro desfile aconteceu em um concurso escolar garota tropical no Monsenhor Clóvis, onde fiquei em 3° lugar. Depois foram surgindo muitos outros. Como Beleza Negra, Garota Primavera onde fiquei em 1°lugar. A cada desfile eu ia adquirindo experiências, depois passei a desfilar em Maceió por algumas agências até meus 24 anos.

Infelizmente, não pude dá continuidade ao meu sonho, por falta de oportunidade (o mercado em Alagoas é pequeno), pois ser uma modelo não é tão fácil, tem seus altos e baixos. Mas cada desafio vivido valeu a pena!

Como também gosto muito de dançar, acabei criando um canal no YouTube em que posto meus vídeos dançando. Tudo começou numa brincadeira e depois fui tomando gosto e tive bastante apoio do meu marido, ele que faz as edições dos meus vídeos.

Sei que tem pessoas que podem não gostar, até comentam como eu tenho coragem de fazer vídeos dançando! Mas não vejo nada demais. Faço o que gosto e não vejo mal nenhum nisso.

Meu marido se chama Ubirajara, conhecido como Bira, ele faz vídeos de humor e criou um personagem chamado “ZoiadoZoim”. Em alguns de seus trabalhos eu participo. 

A primeira vez que viajei a Suíça foi em 2011. Foi e está sendo uma experiência maravilhosa. Fiquei encantada com tamanha beleza e organização deste país, pois aqui tudo funciona e não precisamos ficar uma hora numa fila de um banco e nem nos hospitais para sermos atendidos. Violência aqui é quase zero e o ensino nas escolas públicas são nota dez. 

Pensei que eu fosse demorar para me acostumar neste lugar tão frio e de cultura completamente diferente da nossa, mas até que estou me adaptando rápido, como tenho família aqui não me senti sozinha.

Namorei por 4 anos antes de me casar e em janeiro de 2015 foi o momento muito especial, nosso tão esperado casamento. Agora, um dos maiores desafios para mim é aprender o alemão que é um dos idiomas daqui. Estou estudando muito para que eu consiga me integrar neste país e entrar no mercado de trabalho.

A saudade é grande da família que ainda mora no Brasil, mas ainda bem que hoje em dia a tecnologia está bem avançada e por meio dela posso matar um pouco da saudade. Também sinto falta da comida brasileira, do tempero da mamãe, da praia, dos amigos, de tudo um pouco!

O clima aqui é meio maluco, o tempo muda de uma hora para outra, acho muito estranho. Legal mesmo é no verão. As pessoas fazem churrasco na beira do rio, pegam bronze, a sensação de liberdade é maravilhosa, poder andar de sandália, short, não tem coisa melhor. Estou amando tudo isso!

Marcelo, agradeço o espaço para falar um pouco da minha história e das minhas experiências.

Parabéns pelo belo trabalho e que você continue sempre levando informações aos leitores.

Um abraço! 

Anna Gisele

"Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida"
Sócrates

sábado, 30 de maio de 2015

quinta-feira, 28 de maio de 2015

ANP cancela autorização de 4 usinas da Laginha Agroindustrial e processo de falência segue tumultuado

A novela envolvendo as usinas do empresário alagoano e ex-deputado federal João Lyra (PSD) continua rendendo novos capítulos. Hoje (28) as usinas do grupo Laginha Agroindustrial perderam oficialmente o direito de produzir etanol, enquanto no processo judicial, que se arrasta há sete anos, representantes da massa falida e agentes do judiciário se intercalam em acusações.

O político octogenário acumula uma dívida com o negócio sucroalcooleiro estimada em mais de R$ 2 bilhões, em valores atualizados. A Laginha teve a falência decretada ainda em 2008 e o apagar das luzes do que já foi um dos mais tradicionais grupos da região segue um roteiro tumultuado.

A seguir os detalhes dos últimos acontecimentos, que envolvem o inédito cancelamento de autorizações pela ANP, o afastamento do juiz que conduzia o processo de falência e um pedido de destituição do comando da massa falida.

O texto acima é apenas uma breve introdução. Para ver esta página completa clique aqui e assine


Veja também:

Fotos da Usina Laginha antes da falência. AQUI

Convite


domingo, 24 de maio de 2015

Consulesa da França, Alexandra Loras, visita Serra da Barriga, em AL

Alexandra Baldeh Loras é uma das mais influentes personalidades francesas diplomáticas antes dos 40 anos, Referência em debates e simpósios, Alexandra está em Alagoas, como convidada do Instituto Raízes de Áfricas,  para proferir palestra na segunda-feira, 25/05 ( Dia de África), o XIX Seminário Afro tendo como tema:” Auto-Estima. Identidade e Pertencimento: O Desafio do Ser Negro.”

E dando prosseguimento  as atividades, iniciadas no último dia 22/05,  alusivas ao XIX Seminário  Afro Alagoano Ígbà Émí Wà: “O Cotidiano do Racismo Contemporâneo  e a Construção das Relações Humanas”a coordenadora do Instituto Raízes de Áfricas, Arísia Barros conduzirá a consulesa da França, em São Paulo , Alexandra Loras em  visita-conhecimento, na manhã deste domingo,24/05 à Serra da Barriga, em União dos Palmares, onde foi construído o Parque Memorial Zumbi dos Palmares.

A Serra da Barriga é um local sagrado E simboliza a luta pela liberdade.
A consulesa será recepcionada em União dos Palmares pelo secretário de Administração, Francisco Viana e equipe.

Para realização da atividade em União dos Palmares, o Instituto Raízes de Áfricas contou com a articulação de Morgana Tavares, Secretária Adjunta da Secretária de Estado do Esporte, Lazer e Juventude.

A empresa Marola produções e locações fará a cobertura fotográfica da atividade.

Sobre o Ígbà Émí Wà
A realização do XIX Seminário Afro Alagoano Ígbà Émí Wà: “O Cotidiano do Racismo Contemporâneo  e a Construção das Relações Humanas” é uma  iniciativa do Instituto Raízes de Áfricas contando com o apoio do  Governo do Estado de Alagoas,  Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, Prefeitura de Maceió e Ministério Público Estadual, objetivando  estabelecer espaços de interlocução entre as políticas públicas e as ações de governos, de forma a ampliar  conhecimentos , possibilidades e oportunidade para  construção de caminhos de superação das desigualdades raciais.

A palestra acontece na Segunda-feira, 25/05 às 9h30, entrada gratuita. Inscrição pode ser feita no local, com certificação de 10h. Vagas limitadas.
O local de realização é o  Auditório Aqualtune, do Palácio República dos Palmares, Rua Cincinato Pinto, s/n,Centro,Maceió,AL. 

Informações:8827-3656/3231-4201
Crédito: Arísia Barros