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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Falta d'água em União e região: enfim, um não recorde climático

Os últimos 18 meses têm sido tão pródigos em recordes climáticos que quando a Terra deixa de bater um isso vira notícia. Pois bem: dados divulgados pela Nasa nesta quarta-feira (15) mostram que o mês de janeiro de 2017 não foi o mais quente da história. Foi apenas o terceiro mais quente. Ufa.

Segundo as medições combinadas de temperatura da superfície terrestre e oceânica, o mês passado foi 0,92oC mais quente que a média do mesmo mês para o período 1950-1981. É menos que o 0,96oC de 2007, ano em que o Ártico bateu seu primeiro recorde assustador de perda de gelo. E muito menos que o horroroso 2016, quando a temperatura global chegou a 1,13oC acima da média de meados do século 20.

O ano passado foi o mais quente desde o início da série histórica de registro global, iniciada em 1880. Terminamos com uma média planetária 1,1oC mais alta do que no período pré-industrial, perigosamente próxima do 1,5oC considerado o “centro da meta” do acordo do clima de Paris. Os dois anos anteriores a 2016 já haviam batido recordes.

Só que 2016 teve uma boa desculpa para ser tão quente: foi um ano de forte El Niño, o aquecimento cíclico do Oceano Pacífico. E os El Niños, como sabem os leitores deste blog, têm o condão de jogar os termômetros para cima no mundo todo.

O não recorde de 2017 é significativo (e algo assustador), porque nós deveríamos estar agora na fase oposta do El Niño: a La Niña, que em tese ajudaria a resfriar o mundo. Ela foi detectada no segundo semestre do ano passado, depois que o El Niño desapareceu, seguido de uma fase neutra de temperatura do Pacífico. Mas a tendência subjacente de aquecimento era tão forte que o La Niña aparentemente não “colou”.

“A La Niña não conseguiu fluir nem no oceano, nem na atmosfera”, disse o climatologista Francisco Eliseu Aquino, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Quando o Pacífico tentou reverter, o planeta ainda estava muito quente e a La Niña não conseguiu se configurar globalmente”, prossegue.

O efeito é semelhante ao de tomar um banho rápido depois de fazer exercícios puxados: por mais que a água esteja fria, o corpo continua suando por algum tempo depois. A diferença é que o regime de aquecimento da Terra não dá sinal de que vá parar. E menos ainda no que depender da nova configuração do poder global.

Nos EUA, Donald Trump parece disposto a cumprir todas as suas promessas de campanha, que incluem “cancelar” o Acordo de Paris e acabar com a EPA (Agência de Proteção Ambiental). O plenário do Senado, dominado por republicanos, deve aprovar até o fim da semana o nome do negacionista climático Scott Pruitt como administrador da EPA – uma agência que ele passou a carreira processando. Analistas temem que Trump possa estimular outros países, em especial a Rússia, a não tomarem medidas contra as energias fósseis, o que seria desastroso para as metas de Paris.

No Brasil, onde a taxa de desmatamento na Amazônia subiu por dois anos seguidos, o presidente Michel Temer sentou-se no colo dos 244 deputados da bancada ruralista – cuja agenda para 2017 inclui eliminar o maior número possível de regulações ambientais, inclusive o licenciamento e a reserva legal do Código Florestal, o que tende a tornar mais fácil a vida de quem desmata.
No ano passado, Temer já reduziu uma unidade de conservação na Amazônia por Medida Provisória. E seu braço direito, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS), estuda cortar 1 milhão de hectares de cinco áreas protegidas no sul do Amazonas, medida que beneficiaria grileiros e madeireiros locais.

Na última terça-feira (14), Temer participou de almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária – o sinal máximo de prestígio que qualquer grupo do Congresso pode almejar. No convescote, o presidente discursou: “Quando nós, no governo, dizemos que o Brasil tem rumo, a primeira direção para a qual olho é exatamente a agricultura, o agronegócio”.

O aumento do desmatamento apenas em 2016 e apenas na Amazônia elevou as emissões do Brasil em 130 milhões de toneladas de gases de efeito estufa — o equivalente a quase 7% de tudo o que o país emitiu em 2015. Temer talvez pudesse dar uma olhadinha nisso também. (Observatório do Clima/ #Envolverde)

Nota da Editoria <>

O que os técnicos tentam explicar na matéria acima é que está em andamento uma seca sem precedentes no Nordeste e para nós da Zona da Mata alagoana na Região do Vale do Mundaú (a ultima, segundo consta, foi a 100 anos passados) cujo reflexo pode ser sentida nos reclamos da comunidade de São José da Laje, Santana do Mundaú, Rocha Cavalcante, Branquinha e Murici que entre outras coisas está privada da água potável uso domestico ou para consumo. Rios, mananciais e afluentes secos emprestam um quadro desolador a uma região que sempre foi fértil e é conhecida pela quantidade significativa de riachos e nascentes,

A natureza, conforme está dito na reportagem do site ‘Observatório do Clima Envolverde’, contribui significativamente para esta intempérie mas o homem também tem sua parcela de culpa. Toda comunidade particularmente de União dos Palmares sabe que a Usina Serra Grande na zona rural mais precisamente na Fazenda Santo Antônio da Lavagem mantém bombas para sugar a água do rio e irrigar suas plantações de cana; no município de Santana do Mundaú na margem da AL-105 pode ser visto o rio perdendo milhares de litros de água diariamente em função da extração de areia, e nos riachos mais afastados na zona rural á agua é represada para uso das próprias fazendas e comunidades, cite-se o exemplo do maior afluente do Rio Mundaú (excetuando-se o rio Canhoto) do Riacho Sueca que nestas condições servindo apenas a que banha razão pela qual não está desaguando no Rio Mundaú.

Pela segunda vez em um espaço de tempo de 20 dias, segundo as redes sociais da região, a água voltou ao leito do rio após o governo municipal haver solicitado dos órgãos ambientais rigorosa fiscalização na bacia hidrográfica do município, onde foram constatadas várias irregularidades.

Estes fatos acontecem diariamente e ninguém diz nada por medo de represálias. Quando alguém reclama, usa meios termos, não vai direto ao assunto com nitidez. Está criada a cultura do ‘ninguém viu ninguém sabe nada’ mesmo as pessoas sendo prejudicadas. Sobre o assunto, é valida uma pergunta: o interesse não é da comunidade?

O que faz a direção do Hospital Regional São Vicente de Paulo? As redes sociais noticiam que alguns ‘lava jatos’ continuam funcionando nas diversas ruas da cidade, que mesmo sendo uma fonte de renda para dezenas de pessoas, é necessário uma providência sobre o assunto a começar da conscientização para o uso da água tratada. Repetimos, é um assunto estritamente de interesse da comunidade mas ninguém faz nada. Se fosse idêntico ao movimento que tentou afastar o ex-prefeito, centenas de pessoas já teriam manifestado seu grito de revolta...

Nossos representantes no legislativo mirim, ao menos algum um deles se pronunciou a respeito?

Outro exemplo de abandono dos órgãos ambientais para com a preservação da natureza: onde está ou estão os responsáveis pelos recentes incêndios na Serra dos Frios, no Bairro da Várzea Grande e na ‘Sementeira’? os incêndios não contabilizaram vitimas humanas mas o prejuízo é incalculável para o meio-ambiente e destrói a flora e a fauna provocando o desequilíbrio ecológico. É necessário que as pessoas antes de se lamentar e criticar sem critério a falta de água atentem para estes fatores que dormem na consciência de cada um.

Apontar os defeitos alheios com o dedo sujo é uma pratica que tem se tornando bastante usual na atual geração que senta em frente a um computador,  paquera, se ilustra, vê filmes pornográficos, mas não toma banho nem para lavar sua matéria tampouco para lavar a alma e sua própria consciência.

A atual geração nunca vivenciou uma seca semelhante. É um forte e convincente motivo para refletir sobre as ações do homem contra a natureza e aprender a preservar o que Deus deixou para seu uso. Sobre o assunto, o que resta é o pensamento dos mais antigos que pregam que a água por certo virá em seu tempo devido, e quando chegar. Infelizmente, se for realidade, a atual crise será esquecida em poucos dias... e faz de conta que nada aconteceu, o sofrimento atual será substituido pela abundancia da água (temporariamente). Assim é o comportamento atual da humanidade... 
 
Tribuna União com Agências //

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Rio Mundaú seca e população sugere soluções para prevenir o probema ambiental


Meio Ambiente é tema recorrente aqui no Blog JMarceloFotos. As postagens falam da rápida devastação que vem ocorrendo na Mata dos Frios, o mormaço do calor nos últimos meses, a poluição recorrente no Rio Mundaú e seus afluentes etc.

Sabemos que esse mesmo problema é visto e vivido em qualquer cidade mundo afora, mas como moro em União dos Palmares minha visão é local onde discuto o tema no blog e nas aulas de Geografia com meus alunos.

O debate é amplo nas redes sociais aqui na cidade, já que muitos ficam indignados com tantas queimadas numa área de domínio federal e que nenhum órgão fiscalizador tem punido os culpados que estão invadindo essas terras. Os comentários acontece no dia a dia e posteriormente nos meses seguintes.

E o DIA D chegou! 

E foi um verdadeiro filme de terror. Fotos do principal abastecedor de água para a população de União, o Rio Mundaú, mostrava este pedindo socorro, agonizando. As imagens de um rio seco / morto rodaram as páginas pessoais dos conterrâneos e dos sites do Estado de Alagoas, que mandaram repórteres registrar a calamidade da qual a população estava vivendo sem um pingo de água para consumir.

O desespero fez acabar baldes, tonéis e caixas águas nos estabelecimentos comerciais, a todo momento pessoas passando com garrafas cheias ou vazias. Locais onde a água era disponibilizadas gratuitamente como na Bica do Paulo na Camaratuba, zona rural, as filas ficaram cheias dia e noite, o movimento também era visto pelos vendedores de água potável circulando por vias públicas.  

O tempo agora é de economizar o que não temos mais. A água que temos em nossos recipientes é cara tanto em dinheiro, quanto também pela dificuldade para encontrá-la. A ordem é RACIONAR!

Governo municipal e sociedade civil agora se perguntam como vamos solucionar esse problema do Meio Ambiente. 

Na boca do povo algumas sugestões como: Construções de açudes, barragens, fiscalização no Rio Mundaú para prevenir desvios de água, investimentos em maquinário para o SAAE, disque denúncia para reclamar dos abusos cometidos pelos moradores, parcerias entre as prefeituras por onde percorre os Rios Mundaú e Canhoto para reflorestamento de suas margens e todos afluentes, retiradas das pocilgas nas margens dos rios e riachos, diminuição dos milhares de lava jatos, campanha de arborização das ruas palmarinas, premiação e incentivos aos cidadãos para plantações de mudas nos espaços e áreas verdes de União dos Palmares, e finalmente, não menos importante socorrer a Mata dos Frios.    
  
Mata dos Frios aos poucos vai sumindo da zona rural de União dos Palmares. 

 O Antes e Depois do Rio Mundaú
 
 Temporal em Rocha Cavalcante dia 19, dá animo ao palmarino que reza por chuvas em União dos Palmares e região. 

Fotos: Redes Sociais 

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União dos Palmares no Futuro (Áreas de lazer e atividades físicas) AQUI

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Barragem do Rio Mundaú na Usina Laginha continua secando

Serra da Barriga é candidata à Patrimônio Cultural do Mercosul

A Serra da Barriga, localizada no município de União dos Palmares, Zona da Mata alagoana, pode se tornar Patrimônio Cultural do Mercosul. Um dossiê, que está sendo produzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Fundação Cultural Palmares, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), instituições públicas e sociedade civil, será entregue em março para avaliação da Comissão de Patrimônio Cultural do bloco econômico. 

De acordo com o Iphan, a candidatura se insere na proposta La Geografía del Cimarronaje: Cumbes, Quilombos y Palenques del MERCOSUR, juntamente com Colômbia, Equador e Venezuela, que também apresentaram sítios de interesse para a valoração da contribuição africana no continente sul-americano.

Para Candice Ballester, arquiteta e urbanista do Departamento de Articulação e Fomento da Assessoria Internacional do Iphan, que está em Alagoas comandando as reuniões para a produção do dossiê e diretrizes do plano de gestão do bem, a postulação da Serra como Patrimônio Cultural do Mercosul “é um reconhecimento, uma ação estratégica de valorização da identidade negra na América Latina”.

Entre os benefícios estão a valorização, promoção e fomento do local, além da garantia do uso de recurso do fundo do Mercosul para ações do bem. "A Serra da Barriga é um símbolo da luta pela liberdade e resistência negra. A postulação a Patrimônio Cultural do Mercosul representa um marco para Alagoas e eleva a autoestima da nossa população, despertando o sentimento de pertencimento cultural", destaca a secretária de Estado da Cultura de Alagoas, Mellina Freitas.

Serra da Barriga

A Serra da Barriga, bem tombado pelo Iphan em 1985 e monumento nacional desde 1988, local sagrado e de representatividade para o povo negro, foi onde milhares de homens rebelados criaram o maior foco de resistência escrava do Brasil, o Quilombo dos Palmares.

Programação artística e religiosa da festa de Nossa Senhora de Lourdes 2017 em Rocha Cavalcante

Dia 19/02 Grupo Sedução, Contágio Tropical e Noda de Caju

Dia 18/02 Forrozão da Sedução e Bakanas do Brega

Dia 17/02 Leandro Berar e Eduardo Pallozi 

Dia 16/02 Bandinha de Mainha e AUE.Com 

 

Campanha: Plante uma árvore


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União dos Palmares precisa de ruas arborizadas e proteção para a Mata dos Frios  AQUI

 

Eu apoio!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Bombeiros resgatam cão e papagaio em União dos Palmares

Um cachorro de raça indefinida foi salvo nesta terça-feira (14) por militares do Corpo de Bombeiros depois de cair e ficar preso em uma estrutura de uma antiga linha férrea na cidade de União de Palmares.

O cão foi resgatado horas depois de o CB atender a um chamado de um papagaio que teria fugido e foi localizado no topo de um eucalipto. Os bombeiros escalaram cerca de 12 metros, mas o papagaio conseguiu fugir da armadilha, voando na direção de uma dependência, no interior da sede da Prefeitura da cidade, quando foi finalmente capturado.

As imagens do resgate do cão foram compartilhadas por transeuntes que registraram o momento em que o cão foi salvo.

Fonte: Alagoas 24 Horas

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

União dos Palmares terá rodízio no abastecimento de água da cidade


A poucos dias do carnaval o Serviço Automático de Água e Esgoto (SAAE) responsável pelo abastecimento de água na cidade de União dos Palmares confirmou que haverá rodízio do fornecimento de água no município.

O rodízio afetara os bairros Abolição, Zumbi dos Palmares, Santa Maria Madalena, Frios, Sagrada Família, Roberto Correia de Araújo, Nossa Senhora das Dores, Centro, Padre Donald, Newton Pereira, Nova Esperança, Santa Fé. No caso do bairro Santa Maria Madalena haverá diferencial para a área próxima a localidade conhecida como Domingo de Pino.

Em nota a SAAE informa que o rodízio será feito em decorrência do esvaziamento do Rio Mundaú que abastece boa parte da cidade.

Confira a programação do rodízio:

Coren-AL promove palestra de atualização em União dos Palmares

Este ano o Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) dará continuidade ao projeto das Terças do Conhecimento. O projeto foi iniciado em 2016, quando ocorreram 11 palestras ao longo do ano em Maceió, para 2017, o Coren-AL pretende expandir os encontros para os demais Municípios do estado.

O primeiro município visitado será União dos Palmares.  Amanhã, dia 14 de fevereiro, o Coren-AL estará em União dos Palmares para falar sobre “Prevenção do Câncer de Colo Uterino”.

Quem irá tratar o tema será a Enfª Walnea Galdino e o encontro será dividido em duas etapas: teórica e pratica. A primeira, teórica, será no horário das  9h às 12h no auditório da Prefeitura Municipal de União dos Palmares; a segunda etapa será a parte pratica, que trabalhará a coleta de Colpocitologia Oncótica, ela acontecerá das 13h às 15h30 no posto de saúde José de Lima. 

A atividade é gratuita e aberta ao público, convidamos em especial todos os profissionais de enfermagem da 3ª região de saúde de Alagoas para participar desse momento. Serão emitidos certificados digitais. Para mais informações entrar em contato via email: ascomcorenal@gmail.com .

Fonte: ASCOM Coren-AL