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terça-feira, 27 de março de 2012

Hoje é Dia do Circo!




A última vez que eu fui ao circo foi no dia 03 de Setembro de 2010, quando se encontrava aqui na cidade o Circo Europeu. Raramente deixo de prestigiar esse tipo de entretenimento, em União dos Palmares. Isso porque o circo me remotar a minha infância em Rocha Cavalcante ou Barra do Canhoto como também é conhecido.


Na época o povoado era muito pequeno com duas ruas principais e uma vila minúscula que ficava um pouco mais afastada, nesse tempo as principais atrações e diversões dos adultos e crianças era uma tv que ficava praça principal do Distrito, o Rio Canhoto, os festejos da padroeira e o circo.


Como a televisão ainda era uma novidade e um objeto caro, apenas as pessoas com um poder aquisitivo maior é que possuíam o aparelho. Como o senhor Biu da Barra, conhecido por todos como prefeito do lugar, o senhor que tinha um armazém perto da ponte, o dono da farmácia, se contava nos dedos quem tinha essa tecnologia no seu lar.


A tv era algo fantástico e mágico. Mas como ficava na praça tinha hórario certo para ser ligada e desligada. Quem era o responsável por isso era o vigia. Se dependesse das pessoas ela ficaria ligada o tempo todo. A minha sorte é que o vigia ligava a tv no começo da tarde, justamente no horário de meu programa favorito, o Sítio do Pica Pau Amarelo. Que ao mesmo tempo em que eu dava gargalhadas com a Emília, ficava temeroso com a Cuca e seus companheiros.


Outras lembranças são do rio Canhoto, que fazia parte do lazer e era fonte de renda para muitos, já que a quantidade de peixes era enorme. Na época podíamos brincar a vontade no rio sem se preocupar com poluição. Mesmo assim, meus pais não gostavam que eu e minhas irmãs (Zé Maria e Artur não eram nascidos) fosse muito para o rio. Mas o rio ficava logo atrás da nossa casa e, quando meus pais viajavam, todos nós e amigos íamos brincar no rio, por um bom tempo do dia. A gente também pescava. Eu tinha a minha vara e sempre estava lá no silêncio pescando meus peixes. Com o passar dos anos, meus nos proibiram de vez nadar no rio, pois este já não se encontrava tão sadio.


As festas da Padroeira Nossa Senhora de Lourdes, com seus brinquedos enormes era outro momento de diversão. A roda gigante era sem dúvida a quande atração do evento. Dava gosto ver o Distrito cheio de luzes, muitos visitantes e os diversos produtos à venda na festa.


O melhor mesmo era quando chegava um circo. Diferente da tv, do rio que a gente tinha sempre, o circo a gente não sabia quando ia aparecer de novo. E quando chegava, mudava a rotina do lugar. Quando se é criança tudo é fascinante. A gente acompanhava tudo de perto. Era divertido olhar o circo ser armado, aquela gente com roupas diferente, com sotaques e palavras novas, os palhaços fazendo graça na rua, etc.

 
No dia de estreia era uma festa, tinha outras sessões por dia para que todos pudessem assistir as atrações. Como o palhaço, mágico, os trapezistas, as bailarinas. Tudo me encantava. Era outro mundo naquela Barra, onde a rotina dos seus dias calmos era a principal coisa que o lugarejo tinha. Então, desde que vim morar em União, nunca perdi um circo que tenha vindo. É como voltar no tempo e relembrar daquele garoto que ficava de olhos bem abertos para tudo que estava acontecendo debaixo daquela lona.

Ano passado visitando Rocha Cavalcante para rever alguns conhecidos e tirar umas fotos, pude observar que o lugar não mudou tanto, mesmo com uma população maior e desconhecida para mim. Mas a praça continua com a tv, o rio (muito poluído) e a calmaria típica continuam lá.

Conheça Helcias Pereira


Helcias Roberto Paulino Pereira, nascido em 27 de março de 1963, alagoano, natural de Maceió.

1977 – Começo a fazer parte do Grupo de Jovens ligado a Igreja Católica do bairro do Jacintinho, sendo que em menos de três meses, foi escolhido para fazer o mini-TLC (Treinamento de Liderança Cristã) sendo o mais novo membro daquela organização apoiada pela Arquidiocese de Maceió.

1978 - Iniciou sua militância ainda no auge de sua juventude, quando apenas com 15 anos coordenou um grupo de jovens paroquianos no bairro do Jacintinho, o qual se articulou com a Pastoral de Juventude – PJ na Arquidiocese de Maceió. Posteriormente adquiriu importantes conhecimentos nos Encontros de Formação das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs;

1981 - Juntou-se a outras lideranças jovens e articulou a Pastoral de Juventude do Meio Popular – PJMP cuja organização estendia-se pelo Nordeste II (AL, PE, PB e RN), chegando a articular junto a outras lideranças mais de 60 (sessenta) grupos jovens apenas em Maceió capital alagoana;

1983 - filiou-se ao Partido dos Trabalhadores – PT, participando em maio do ano seguinte do II Encontro Nacional da Classe Trabalhadora – ENCLAT com a presença de lideranças nacionais a exemplo do Presidente LULA, Olívio Dutra, Meneguelli e outros;

1985 - passou a ser simpatizante do Movimento Negro, visitando a Serra da Barriga pela primeira vez, iniciando uma série de estudos, debates e reflexões sobre a temática étnicorracial. A partir de então, manteve-se firme nessa nova descoberta, enveredando uma interessante e fomentadora proposta de ação;

1988 - durante a “comemoração do Centenário da Abolição”, articulou e fundou o MOCAMBO ANAJÔ, com aproximadamente quinze componentes, sendo a maioria composta por militantes da PJMP e CEBs. Iniciou uma série de proposições no sentido de contribuir com a organização do Movimento Negro Alagoano;

1989 – Participou em São Luis do Maranhão do Encontro Norte-Nordeste dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil, entidade nacional supra organizada, momento pelo qual proporcionou a filiação do Mocambo Anajô ao Quilombo Central dos APNs – Sediado em São Paulo, cuja organização se estende pelos grandes quilombos regionais brasileiros: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte-Nordeste, abrangendo uma média de 16 Estados com dezenas de núcleos (mocambos) espalhados pelo território nacional;

1992 - Ao participar de Encontros de Negros do Nordeste e entendendo melhor sua forma de organização, fomentou e articulou a criação da Coordenação de Entidades Negras de Alagoas – CENAL, sendo eleito o primeiro Coordenador Geral. Entendendo a importância dessa nova etapa, buscou um caminho de diálogo com o Movimento Negro Nacional, chegando a participar diretamente na articulação da Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN em encontros realizados em Aracaju (SE), Salvador (BA), Recife (PE) e Goiana (GO);

1993 – Participou do Curso de Teologia Negra, promovido pelo Grande Quilombo de APNs NE, ministrado pelo Teólogo Negro Dr. Marcos Rodrigues em São Luiz do Maranhão e Fortaleza – CE.

1994 - Articulou a união da CENAL com a CONEN – NE, coordenando o Escritório Nacional do Projeto 300 Anos de Zumbi, o qual contou com o apoio do Ministério da Cultura através da Fundação Cultural Palmares, Governo do Estado de Alagoas e Universidade Federal de Alagoas através do NEAB e FUNDEPES, realizando uma das mais belas programações no Município de União dos Palmares e na Serra da Barriga em homenagem a ZUMBI e a todos os mártires quilombolas. Durante esse período, Helcias Pereira acumulou importantes experiências, representando simultaneamente o Mocambo ANAJÔ e a CENAL, na CONEN, bem como, sendo membro da Coordenação Nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs, tanto como Representante do grande quilombo de APNs do Norte-Nordeste, quanto Coordenador Nacional de Formação até meados de 1999.

1995 - Foi Diretor do Departamento de Arte e Cultura (DAC) na Secretaria Municipal de Educação – SEMED (Maceió);

1998 - A convite da então Secretária Estadual de Educação Profª Maria José Viana, compôs o Colegiado da Diretoria do CAIC Virgem dos Pobres (Trapiche da Barra) em Maceió, no qual vivenciou situações de extrema experiência além escola, junto às comunidades carentes, principalmente nas favelas a margem da Lagoa Mundaú;

2002 - Assumiu a Coordenação Geral de Projetos da então Secretaria Estadual de Projetos Especiais – SEPES com empenho destacado na coordenação da Semana da Consciência Negra na Serra da Barriga;

2004 - Assumiu a Gerência de Projetos Afros da Secretaria Especializada de Defesa e Promoção das Minorias – SEDEM – AL, tendo a oportunidade de enquanto gestor, representar o Estado na formação do Fórum Intergovernamental de Política de Promoção da Igualdade Racial – FIPPIR/NE durante um Seminário em Recife (PE), posteriormente participando da segunda reunião da coordenação em Fortaleza - CE e em Brasília no lançamento do Plano Nacional de Políticas de Promoção pela Igualdade Racial – PLANAPIR;

2005 - Propôs e articulou a volta do Mocambo ANAJÔ que se tornou ONG - Centro de Cultura e Estudos Étnicos para ser um elemento de fomento a organização do Movimento Negro Alagoano;

2006 - Foi Consultor do Instituto Magna Mater, contribuindo na consecução, sensibilização e execução da obra do Parque Memorial Quilombo dos Palmares – Primeiro Projeto Afro-Arquitetônico das Américas, construído na Serra da Barriga – Solo sagrado – Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico, Arquitetônico Nacional – IPHAN. Sentiu-se finalmente realizado com a entrega oficial do PMQP para a Fundação Cultural Palmares em 25/05/2007;

2008 – Participou representando o ANAJO na Oficina de Teatro Popular Nordeste, coordenada pelo Centro de Teatro do Oprimido – CTO do Rio de Janeiro, bem como, na criação do Conselho Municipal de Promoção à Saúde de Maceió.

2009 - Idealizou o Projeto Tambor Falante fomentando debates livres que passou a ser uma parceria entre o ANAJÔ, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial – COJIRA e a Pastoral da Negritude da Igreja Batista do Pinheiro.

Entre janeiro de 2005 a abril de 2010, coordenou várias etapas do Projeto Palmares in loco (ANAJÔ) que consiste em visitas étnicas na Serra da Barriga, fato que possibilitou o acompanhamento de diversos grupos, entidades e instituições brasileiras a exemplo de escolas públicas de Alagoas e Pernambuco, Universidades e Faculdades como: UNB, UFPE, UERJ, UFBA, FAT/AL, FAL, UFAL + COJIRA, FASUBRA. Grupos religiosos de Matriz Africana a exemplo da NAÇÃO XAMBÁ, Grupos de Capoeira, ONGs, professores, alunos, turista de países como: Moçambique, Guiné Bissau, Angola, Portugal e Inglaterra, além de pesquisadores em geral.

Em Março de 2010 – Representou o CEASB / Ponto de Cultura Guerreiros da Vila no 1º Encontro dos Pontos de Cultura de Alagoas e Sergipe em Maragogi – AL, e na TEIA NACIONAL DE CULTURA em Fortaleza – CE.

Em Abril de 2010 - Foi eleito membro conselheiro da Coordenação Nacional dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil – APNs durante o 1º Congresso Nacional da entidade em Goiânia – GO, e durante as reuniões nacionais foi convidado para assumir a COORDENAÇÃO NACIONAL DE FORMAÇÃO DOS APNs (gestão 2010-2012).

Atualmente, é Vice-Presidente do Centro de Cultura e Estudos Étnicos ANAJÔ; Coordenador Nacional de Formação dos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs); atua como arte-educador, mobilizador social do Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu (CEASB) junto a Comunidade da Vila Emater II (antiga favela do lixão) e circunvizinhança.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Casamento Música de Cejota e Thiago Correia



QUILOMBOLA DE SIÃO

O Quilombola de Sião (Quilombola de Zion) desenvolve a música Rock e o Reggae Raiz com muita influência nordestina já começando pelo sutaque, com letras fundamentadas na fé Rastafari, passeando pelos ritmos da árvore genealógica musical, por sínteses inteligentes dos ritmos Pan-Africanos e suas efervescências espalhadas por todos africanos na diáspora.

Considerado como uma referencia cultural da terra de Zumbi dos Palmares no Quilombo do Estado de Alagoas, a banda e o eletroacústico já chegaram a tocar em festa de aniversario e em vários palcos como Terça Negra no Recife em Pernambuco; Varal Cultural na capital de São Paulo; FICC, na cidade de Itabuna na Bahia; Bivolt na Praia do Norte em Ilhéus-Bahia; abriram para banda paulistana Mato Seco no dia 20 de novembro nos festejos da Consciência Negra de 2010 em União dos Palmares (AL); Festa dos Mais Mais em Itajuípe-Bahia; PROJETO SOCIAL DAMITUR no Bairro Roberto Correia de Araujo em União dos Palmares (AL); Ato Prol da Consciência Negra no bairro: Chácara Santana em São Paulo; Projeto Cultural no Park Memorial Quilombo dos Palmares em Alagoas, ao lado de Sini Calmon e Morrão Fumegante; Tributo a Bob Marley em União dos Palmares (AL); alem das apresentações do Thiago Correia da Comunidade Quilombola de Sião no Africa Mãe de 2009 em salvador ao lado da banda Kebra Nagast e do Mestre Ras Ciro Lima; como tambem no evento Tô no Pelo! Da Radio Educativa FM na Praça Tereza Batista no Pelorinho (Bahia) e no Tributo a Bob Marley /2011 em Maceió ao lado de bandas como Groove Reggae e Vibrações.

"As influências musicais do Quilombola de Sião, vai dês dos Wailers e Bob Marley ao reggae de Edson Gomes e banda Cão de Raça da Bahia, Ras Michael e The Sons of Negus, The Congos, Peter Tosh, Kebra Nagast de Salvador (BA), Luiz Gonzaga, Ras Bernado, Gilberto Gil, I_Jah_Man, Dionorina, Jah I Ras, Dada Yute, Reggae de Alagoas, Solano Jacob... e tantos outros Pan-Africanos."

Contatos: Produção da Comunidade
(82) 8140 6263 / (11) 9782 7929
(002157) 3157560910
E-mail: quilomboladesiao@hotmail.com


"Minha Religião é o Rastafari" Thiago Correia

As Tatoo de Thiago Correia

Fotos Especiais!!!


Fotos de Julieta Revoredo
Foto de Thereza Esmeralda
Mande suas fotos para o e-mail: jmarcelop_7@hotmail.com

sexta-feira, 23 de março de 2012

quinta-feira, 22 de março de 2012

"Estou Com 40 anos e Tentando me Acostumar Com Isso" Ednaldo Severiano de Oliveira

Aconteceu nesta quarta-feira, 21, a terceira edição do Projeto Quintal Cultural, que vem sendo realizado pela Fundação Cultural Palmares com sede em União dos Palmares. O espaço na fundação vem se consolidando em reunir poetas, músicos, compositores, atores, estudantes e amantes da sétima arte. Na noite de ontem quem se apresentou foi o artista Ednaldo Severiano de Oliveira.

Ednaldo Severiano começou seu bate papo dirigindo-se as várias crianças do Povoado Vázea Grande, dizendo para elas que tomassem cuidado com o tipo de música que as grandes indústrias fonográficas vendem. Ednaldo disse para todos que estavam prestigiando o evento que em sua residência não se escuta músicas que denigrem a imagem da mulher.

O músico comparou alguns compositores que só querem vender seus
CDs com os traficantes de drogas, que se preocupam com o dinheiro arrecadado e não estão nem aí para o sofrimento dos doentes e suas famílias. Falou que elas são o futuro do país e, portanto, precisavam estudar e produzir algum tipo de arte que as deixassem felizes.

Afastado das artes por ter hoje outras obrigações como os estudos e o trabalho, o músico disse que o convite, de
Luana Tavares, coordenadora do projeto, o renova e o deixa feliz, mesmo não sobrevivendo da música.

Há 15 anos
lecionando Espanhol, Ednaldo Severiano foi distraindo o público com as histórias de sua vida e as influências que recebeu do rádio, do irmão e das bandas de rock da década de 80. E a cada fim de suas memórias ele ia cantando uma de suas canções.

Estudante de Letras na UNEAL, O poeta nos contou suas aflições para escrever um novo poema, disse que fica horas, ou dias, pensando na primeira palavra e que perdeu as contas de quantas vezes acordou e correu para escrever apenas uma palavra, ou frase, e que mesmo assim ia dormir tranquilo.

Ednaldo que é natural da cidade de Branquinha nos contou que veio morar em União aos 8 anos com sua família, na cidade eles compraram uma casa na antiga Rua do Jatobá. Aos 17 anos começou fotografando pela necessidade da sobrevivência e que com o passar do tempo foi se apaixonando pelas imagens e cores que a fotografia lhe proporcionava. O fotógrafo aproveitou para citar alguns nomes de profissionais da cidade, como: Joabe, Carlos Fotofil, a turma do Foto Cabral, Seu Holanda e Eduardo Holanda e Seu João Oliveira um dos primeiros fotógrafos palmarinos que trabalhava com uma máquina lambe- lambe.

Aos 40 anos, casado há 18 anos com
Márcia Inarcio de Oliveira e pai de um casal adolescente, Ednaldo nos contou que não ficou frustrado por não ser o melhor na fotografia, na música e nas poesias, lembrou que suas energias se dividiram em outras coisas e que ele deu prioridade ao trabalho para que a sua família podesse ter uma melhor qualidade de vida.

No final da apresentação onde o público também recitou poemas,
Severiano agradeceu o momento e disse que "Foi Formidável" o encontro daquela noite e que as crianças só tinham engrandecido o evento.






O Projeto Quintal Cultural se realiza mensalmente na Fundação Cultural Palmares e Genisete de Lucena Sarmento, representante do escritório da Fundação em Alagoase e Luana Tavares funcionária, dizem que os temas dos encontros são diversos como: teatro, poesia, fotografia, cinema e conversas com artistas.

A fundação fica na Rua
Antônio Honorato da Silva, 236, centro