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terça-feira, 14 de julho de 2015

Tudo o que você precisa para manter a calma sob pressão (e sair por cima dessa)

Imagine uma situação de stress que você tenha passado recentemente. Uma só. Não consegue? Imagine-se então no papel de um vendedor. Sua meta trimestral deve ser batida, pois, caso contrário você corre sério risco de perder o emprego. Imagine, então, que você não atendeu um telefonema de um cliente chave e seu chefe, insistentemente, tenta entrar em contato e você evita atendê-lo. Você está no trânsito (parado), com calor, encaminhando-se à reunião de metas com a chefia, quase perdendo o emprego, tentanto ligar para o cliente (para fechar seu negócio) que agora não o atende e recebendo chamadas insistentes de seu chefe. Ufa! Mantenha a calma se puder.

Estas situações ocorrem diariamente, em maior ou menor grau com todos, em diversas funções e cargos possíveis. Dos operacionais aos de alta gestão. É uma situação que nos une.

Manter a calma e o foco nestes momentos é crucial para obter sucesso e manter a sua saúde pessoal e profissional em dia. É complicado, mas seguem algumas dicas que irão ajudar-lhe:

Dica #1: A Síndrome do Peru Bêbado

É comum que algumas pessoas percam a cabeça e o raciocínio lógico sob pressão. Conheço histórias de pessoas que gritam, correm de um lado para o outro, tentam fazer tudo ao mesmo tempo e, no final, terminam por não fazer nada. Na verdade elas fazem sim: atrapalham quem quer trabalhar e resolver logo a situação de crise.

Sob pressão, pare e respire. Se preciso, feche os olhos. Respire. Acalme-se, por mais crítica que seja a situação. A diferença entre quem resolve problemas e quem só atrapalha está no autocontrole. Você já viu alguém que realmente resolve problemas estar nervoso e perdido durante a situação emergencial?

Podem ocorrer casos onde a maioria das pessoas partem em disparada, como se fossem uma manada de touros ensandecidos. Não faça isso. A influência das massas é maléfica para o raciocínio e a perda da razão.

Sente-se, acalme-se, respire, raciocine e atue. Mantenha o foco na resolução dos problemas e na sua cadeia de solução.

Dica #2: Foco

Por mais difícil que seja, mantenha o foco. Houve situações onde, sob pressão, consultores detiveram o ímpeto de diretores pomba-gira que queriam mostrar trabalho em meio à uma situação de resolução de problemas.

Apesar da carteirada, o foco na resolução do problema foi mantido e a solução encontrada rapidamente. A calma foi mantida, as audioconferências seguidas e a solução atingida no menor tempo possível. Sucesso. Consultores inteligentes. Diretores perus.

Manter o foco é uma arte. Como Morgan Freeman disse no filme "Seven: 7 pecados capitais": "Precisamos nos livrar das emoções". Em meio à crise, as emoções afloram e tudo parece prioridade. Porém, trace um plano e mantenha o foco nele, pois ele é a sua tábua de salvação.

Dica #3: Seja responsável

Situações de crise e stress, sejam elas quais forem, pedem medidas rápidas. Apesar disso, não seja leviano consigo mesmo ou com a sua equipe (gestores inclusos neste texto). Sob pressão, atue com responsabilidade lembrando que você está lidando com pessoas e carreiras. Seja assertivo e dê a sua opinião no momento correto. De preferência de cabeça fria e sem emoções.

Nunca mova-se apenas para mostrar comprometimento. Já presenciei situações assim que terminaram mal. Alguns profissionais gostam de aparecer apenas em momentos de crise. Eles creem que isso é marketing pessoal. Eles podem até estar corretos, desde que o façam corretamente. Para saber mais sobre como fazer seu marketing pessoal da forma correta, leia o artigo "6 maneiras de fazer seu marketing pessoal de forma elegante e eficiente".

Dica #4: Seja você mesmo

Seja sincero consigo mesmo. Como é o seu comportamento mediante uma situação de stress? Se você sabe como atuar, atue. Se não souber, afaste-se. Não queira aparecer mais do que o necessário conforme dito acima.

Aproveite a chance para experimentações: Teste-se quanto à manutenção do seu foco e, também, quanto à aplicação dos seus conhecimentos. As crises, apesar do stress, são situações ótimas para o aprendizado. Veja-as como benéficas ao seu desenvolvimento, uma vez que correr delas é impossível.

Independente do seu cargo, controle-se. Siga estas dicas simples e treine a si mesmo. Mantenha o foco e desenvolva sua carreira da melhor forma possível.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Criança inocente Por Jhessy Soyari

Lembro-me bem da minha cidadezinha, de tudo que já vivi nela de quando as coisas mais simples possuíam seu valor. 

A felicidade surgia a cada sorriso inocente de uma criança, e eu lá entre elas sem entender muitas coisas e não percebia o quanto eu era feliz. Um lugarzinho com casinhas pequenas e coloridas andava de rua em rua sem medo, onde todos se conheciam. 

Por muitas vezes usávamos a nossa criatividade e íamos para um lugar plano com areia. A gente fazia dali a nossa quadra e lá brincávamos de tudo. 

Era uma cidadezinha sem muita iluminação, com poucos recursos, sem investimentos e esquecida, e mesmo assim, aproveitei muito desse lugar. Na verdade eu não me preocupava com isso. Eu gostava mesmo era das coisas mais simples. 

Saía descalça, brincava de boneca na areia, me sujava toda no barro, amarelinha, pega-pega, vivia solta e adorava ir para o sítio do meu pai, onde subia no pé de goiaba, tomava banho no rio, andava a cavalo, de bicicleta, bebia água de coco fresquinha e perdi a conta das vezes em que tomei banho de chuva. 

Ao reviver meu passado, me comparo hoje um pouco mais velha que as crianças atuais, a infância de antigamente foi diferente e era mais saudável.

Hoje as crianças crescem já sabendo sobre tudo. A inocência se perdeu com tantas transformações, progressos e modernizações. Quando criança não sabia de onde viam os bebês, de sexo, sobre drogas, não sofria Bullying, não tinha celular, computador, nem vídeo game. 

Fui muito feliz e aproveitei ao máximo a melhor fase da minha vida. Feliz de tudo... Corri, gritei, brinquei, fui uma verdadeira criança e se pudesse voltar no tempo reviveria tudo exatamente como uma verdadeira criança inocente.

Jhessy com os irmãos Natan e Maria Eduarda, aluna do 6 Ano "C" da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros, que colaborou com o texto. 


Leia também 

 "Morei em Rocha Cavalcante por 13 anos e foi lá que minha família começou a vender tecidos. A feira no distrito era aos domingos e em muitos sábados vinha a União dos Palmares com minha mãe ou meu pai de trem". (AQUI).


"Como é que conseguíamos viver sem internet e sem celular? Já perdi as contas de quantas vezes me perguntei isto". (AQUI)

domingo, 12 de julho de 2015

Peregrinos doam réplica da cabeça de Zumbi dos Palmares



O Grupo das Peregrinas e Peregrinos do Nordeste doou para a cidade de União dos Palmares uma réplica da cabeça do líder negro Zumbi dos Palmares. A peça foi confeccionada pelo artista plástico pernambucano Genival Lima.

Vindos de Porto Calvo desde o domingo 05/07, o grupo é formado por pessoas de várias religiões e estados do país. Os objetivos dessa caminhada foram lembrar a importância de Zumbi e a luta contra o racismo e a intolerância. "Na pessoa de Zumbi dos Palmares está representado todo o povo que fugiu da escravidão para viver numa comunidade liberta, fraterna. Queremos dizer que o machismo, o racismo e a intolerância religiosa e cultural são abomináveis. São novas formas de escravidão", disse o líder do grupo Artur Ferreira.

Para celebrar a doação aconteceram apresentações do Grupo de Capoeira Gameleira, do mestre Coelho, e do Grupo Afro Erê, da Escola Edvar de Souza.

A peça doada ficará exposta permanentemente na Casa do Poeta Jorge de Lima.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Escola palmarina da rede municipal faz simulado de avaliação de aprendizagem dos alunos


Aconteceu nesta sexta-feira, (10), o Simulado do 6º ao 9º Ano do turno vespertino, da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros, que fica localizada no distrito de Rocha Cavalcante, zona rural do município de União dos Palmares. 

“Hoje foi um daqueles dias mágicos, de pura satisfação e orgulho, satisfação por ver que as estratégias e o planejamento, apesar de alguns pormenores, deram muito certos: todos se envolveram. Todos (profissionais da educação) acreditaram e fizeram acontecer, isso graças à competência dos nossos profissionais”, disse o diretor Cizino Oliveira.

Segundo Cizino Oliveira, “Teve um momento que parecia que não tinha aluno na escola, e, diga-se de passagem, o horário vespertino é fogo: parece um formigueiro, daí o resultado fantástico desse trabalho”. 

Divididos em dois blocos com todas as disciplinas do Ensino Fundamental II, os alunos ficaram atentos às questões, e quem se interessou nas revisões dos professores essa semana, gostou das perguntas elaboradas no Simulado.

Depois do lanche, hora de todos os profissionais corrigirem as provas para que, na próxima segunda-feira, os alunos possam estar com os resultados em mãos, revisando os assuntos que não tiveram êxitos. 

Como em qualquer instituição de ensino, o empenho de todo/as dá mostra aos melhores resultados. E para esse projeto houve a contribuição dos alunos com um valor 0,50 centavos, em que tiraram-se mais de 2000 mil cópias.

Tivemos o brilhante trabalho da coordenadoras Sandra Mônica e Miriam Correia, das diretoras Conceição Nicácio, Edja Moraes, e do próprio Cizino, que citei na postagem.

E não poderei deixar de elogiar todos os professores da Escola Antonio Gomes, por seu empenho em transmitir o seu melhor para seus alunados. 

Que venha o 2º semestre!!!
 
Fotos: Cizino Oliveira e Carlos Eduardo

É hoje...


Vista aérea da antiga Usina Laginha e da Granja Almeida

Click nas fotos pra ver em tamanho normal

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Serra da Barriga... Linda.



Bueiros o Perigo é Mais em Baixo


Andar pelas avenidas Antonio Gomes de Barros e João Lyra Filho requer um pouco de cuidado por causa dos diversos bueiros que estão sem suas proteções. Esse cuidado tem quer ser redobrado a noite por causa da pouca visibilidade, já que muitos postes estão sem lâmpadas. O que é comum em União dos Palmares.

No trecho da antiga Fábrica Bom leite, onde a calçada é muito estreita os pedestres tem que tomar precauções para não cair nos bueiros. Cair em um desses bueiros pode causar lesões. Mas essa situação ocorre em boa parte da cidade.

Em época de festas, quando a concentração de pessoas é maior, torna-se comum ver um grande número de pessoas reclamando e machucadas por caírem num desses bueiros.

Sem a devida proteção esses bueiros também vão acumulando lixo, seja as folhas caídas das árvores, ou papel, garrafas pets e até mesmo sacolas de lixo jogadas pela população.

Por isso, enquanto as autoridades competentes não tomam providências para resolver esses problema, é bom ter cuidado ao caminhar pelas ruas da cidade.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Alô, professor, sua aula é muito importante para nós

Em meu último post analisei os resultados de uma pesquisa que conduzi para avaliar como os conceitos de BYOD (Bring Your Own Device) e Cloud Computing estão impactando modelos educacionais e como as escolas estão inserindo as novas tecnologias em processos de aprendizagem colaborativa.

O texto gerou bastante polêmica e comentários de gestores e professores nas redes sociais, em sua grande maioria favoráveis, e alguns contrários, à adoção de equipamentos como smartphones e tablets no dia a dia da sala de aula.

Um estudo realizado pela London School of Economics divulgado em maio e que teve repercussão na mídia no Brasil na semana passada ajudou a intensificar o debate ao concluir que alunos das escolas britânicas que proibiram o uso de celulares alcançaram notas até 14% melhores nas provas, especialmente entre aqueles estudantes com conceitos mais baixos.

Intitulado “Tecnologia, distração e desempenho de estudantes”, entre outros dados o estudo indicou que o banimento dos celulares resultou em avaliações melhores principalmente entre os estudantes na faixa etária de 7 a 11 anos com aproveitamento inferior a 60% nas provas, mas para os demais, vale ressaltar, não promoveu nenhuma mudança.

Mas será que o problema da distração dos alunos está relacionado à disponibilidade do celular ou à estratégia de ensino que não os engaja mais na aprendizagem? Simplesmente ignorar que as novas tecnologias estão aí e são parte da vida dos estudantes desde a primeira infância é o melhor caminho?

Não seria mais alinhado com os novos tempos definir estratégias de aprendizagem capazes de motivar e envolver os alunos ao invés de coibi-los de usar ferramentas que oferecem inúmeros recursos pedagógicos? Se nas aulas de Ciências no laboratório os alunos podem usar o microscópio para ver uma célula, qual o motivo de proibir que usem o celular na aula de Geografia para ver mapas, na aula de História para ver vídeos ou na de Inglês para checar a pronúncia e a grafia de uma palavra?

Para quem não está mergulhado no universo escolar e ainda não despertou para o nascimento de uma nova geração de estudantes, proibir parece ser a decisão mais fácil. Mas não necessariamente a mais sábia. Está tramitando na Câmara dos Deputados um projeto de lei que poderá vetar o uso de celulares nas salas de aula das escolas brasileiras. O autor do projeto, deputado Alceu Moreira, argumenta que “permitir que os alunos tenham contato com o celular durante a explicação é como deixá-los conversar livremente”.

Este parece ser mesmo o maior pavor dos educadores: dar autonomia aos alunos para que deixem de ser passivos e submissos para passarem a buscar o próprio aprendizado, o que, dentro de uma visão deturpada, significaria tirar totalmente a autoridade do professor, até aqui o único detentor do conhecimento.

Sim, professores e professoras. Os senhores e senhoras não são mais os donos da bola. Se quiserem ganhar este jogo terão que se despir das vestes de mestres para assumir o papel de moderadores, participar e orientar seus alunos em uma jornada de aprendizagem na qual o celular, o tablet, o laptop, softwares e apps serão tão somente um recurso à disposição como já são, há muito tempo, os livros didáticos, o globo terrestre, os vídeos educacionais, o microscópio ou a argila nas aulas de artes.

Se os celulares estivem disponíveis para que sejam utilizados livremente, sem nenhuma orientação ou regra, a distração certamente tomará conta da aula e os alunos perderão o foco do aprendizado. Agora, se por outro lado os estudantes forem estimulados a transformar seus próprios celulares em aliados do ensino, com normas claras de como serão aplicados nos estudos, certamente suas performances poderão alcançar resultados positivos, o que não se avalia simplesmente aplicando provas a cada bimestre, mas acompanhando de forma contínua e personalizada a evolução de cada aluno.

Para quem insiste em achar que esta ainda é uma realidade distante e que o celular será um inimigo do aprendizado, deixando os alunos mais distraídos e desconectados da sala de aula, sugiro que vasculhem os milhares de aplicativos já disponíveis para Windows Phone, Android e iOs.

Seja qual for a disciplina, há muito o que explorar, como jogos, editores de texto, ferramentas para produção de áudio e vídeo, objetos de aprendizagem em 3D, livros digitais, dicionários e muitos outros recursos para tornar as aulas mais divertidas e convidativas. Ou então não reclame quando tentar dialogar com seus alunos e só der sinal de ocupado.

Fonte: Exame.com

terça-feira, 7 de julho de 2015

Therezinha Selem: "É preciso acabar com o E Nem Tô Aí... na educação no Brasil"

Se observarmos a China, do ponto de vista de seu desenvolvimento econômico, não foram tantos os anos que a separa de uma escala de quase pobreza para a potência mundial de nossos dias.  No meu entender a razão fundamental é que eles tiveram a inteligência de começar pelo caminho correto. PREPARARAM CÉREBROS.

Embora ideologicamente fechados, não tiveram dúvidas de buscar, no mundo, os melhores professores para ensinar aos seus jovens o Conhecimento. EURECA....daí pra frente o país andou sozinho, e os resultados saltam aos olhos quando se sobrevoa o padrão de desenvolvimento atingido em poucas décadas. SERÁ que É tão DIFÍCIL aprender com eles?

Quando comecei a minha carreira profissional assumi um compromisso pesado para os meus recém-completados 18 anos de idade: Professora do Preparatório ao Exame de Admissão ao Ginásio. Era o vestibular da época em que o curso primário - séries iniciais do Ensino Fundamental  - podia ser realizado fora do sistema escolar, mas o que garantia a passagem para o Ginásio, era o bendito Exame de Admissão, festejado como se hoje fosse, passar no Exame da Ordem - OAB para os advogados.

O que eu precisava ensinar àqueles alunos? ‘Sabatinados’ ao final do ano, por uma equipe do MEC, totalmente desconhecida e que o professor desta fase preparatória só avistava de longe...muito longe, e cuja avaliação o atingia também. Se a turma era bem-sucedida o professor era competente e se não fosse....Rua....Muito bem. O professor devia basicamente ensinar a Língua Portuguesa e Matemática. Isto  é fácil de entender. Se a pessoa não decodifica o que lê acaba sendo incapaz de entender História, Geografia, Física e todo o resto. A Matemática ensina o mecanismo do pensamento lógico.  E este mecanismo é a base do pensar em sua plenitude - da Literatura a problemas domésticos. São duas ferramentas alavancadoras do caminhar de cada um. É o BÁSICO.

É o alicerce sobre o qual se constrói o pensamento, que mobiliza o Agir e que se fundamenta no Sentir.

Pois é. Chegamos às notícias de jornais do dia.

Que avaliação se pode fazer do Sistema de Ensino a partir do grande  Exame de Admissão da atualidade - o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - também de competência do mesmo MEC de antigamente - porta de entrada para o Ensino Superior no Brasil.

1- 6,2 milhões de estudantes fizeram o exame
2- destes, 1/2 milhão é incapaz de ler e entender um texto em sua própria língua.
3- dos 6 milhões, apenas 250 pessoas tiveram a pontuação máxima - e nem são considerados excepcionais por especialistas, são apenas bons alunos, capazes de escrever a respeito de “qualquer assunto” pois sabem decodificar o que leem. (Um destes 250 é egresso do Colégio Militar de Campo Grande - Danilo Erly, que merece os parabéns por ser Um Bom Aluno).

Assim como um professor, do meu começo, era avaliado pelo resultado de sua turma de alunos e não permanecia na instituição de ensino - no meu caso, Colégio Dom Bosco - se os alunos não fossem bem-sucedidos - claro, meu contrato de trabalho era para ensinar as matérias e conteúdos exigidos pelo sistema, logo, meu compromisso era ensinar e Ponto.

..... Gostaria de saber quem está cobrando dos professores estes vergonhosos resultados?  A que tipo de “repreparo” estes professores estão sendo submetidos? Que penalidades estão recebendo pelo massivo insucesso dos seus alunos?  Que medidas efetivas estão sendo tomadas pelo governo para que esta situação se reverta?  Que relação existe entre Mérito e Resultado para o professor que corresponda a esta relação para o aluno “aquele que não aprende, aquele indisciplinado, aquele sem limites?”  E por aí vai a lista dos “defeitos do Aluno”. Perfeito.

Mas onde está a lista correspondente dos professores? Mudou a relação contratual de trabalho?  ENSINAR o aluno a aprender Não é mais a finalidade deste contrato? Se não se cumpre o contrato Tudo fica por isto mesmo?

Juro que ando cansada de ver a doença da Desculpite que tomou conta da classe de docentes.  É a antiga chorumela - o professor ganha mal, logo não se pode exigir muito dele. Coitadinho! Tá. E daí?

Qual a responsabilidade Social deste profissional com o seu País?

Que se Brigue e muito, nos Sindicatos para que o Professor seja remunerado de forma digna. Isto é inegociável. Mas as esferas são diferentes. Não há como misturá-las. Não é o País que vai pagar o pato.

É preciso que se dê um basta aos resultados acachapantes do nosso sistema de ensino - em todas as avaliações internas e as mais vexatórias - quando comparadas com as de outros países. Morro de VERGONHA como brasileira.

Há muito, está passada a hora de se dizer BASTA! a tudo isto. Está na hora dos pais, dos empresários - que tem que importar colaboradores porque os daqui  não servem pela incompetência, dos professores dedicados e que fazem a sua parte com responsabilidade e que se sentem humilhados pela imagem que a sua classe profissional exibe, os governantes, que vão para os palanques carregando a bandeira da EDUCAÇÃO boa de voto...

Que TODOS digamos NÃO ao E ...NEM TÔ Aí... que tomou conta de nosso país.

Há mais de 50 anos eu repito o mesmo mantra - A Educação é o caminho mais curto e mais seguro para o desenvolvimento da sociedade em todos os seus vieses.