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quinta-feira, 16 de junho de 2016

E se fosse isso ou aquilo? Por Olívia de Cássia




Meu texto de hoje propõe mais uma reflexão: vivemos a vida em corda bamba, às vezes constantemente,  tendo que escolher uma das alternativas que se nos apresentam ou o que é possível viver e fazer. Ou isso ou aquilo e por que não aquilo outro?

O tempo passa muito rápido em nossa vida, sem que a gente perceba e como diz o poeta, quando a gente vê, já é noite'. Segundo os filósofos a gente não deve deixar o tempo passar e perder o que poeria ganhar se não fosse pelo medo de tentar. Eu confesso que sempre fui muito medrosa e por medo deixei de viver algumas coisas.


Augusto Branco disse em um de seus textos que quando estamos muito tristes,  é como se estivéssemos atravessando um desfiladeiro em uma corda bamba. "O que tem embaixo é um abismo, e o que está acima é o céu", diz ele.


Para Augusto Branco, se você olhar pra baixo, você verá o abismo. "O abismo atrai o olhar, mas o abismo é morte certa, e ao olhar para ele você pode entontecer e cair. Portanto, nunca olhe para o abismo. Mas também não olhe para o céu", disse ele.


Segundo esse pensador, o único lugar para o qual você deve olhar é para a frente, onde está o horizonte. "O horizonte é onde está tudo o que você pode descobrir, viver e alcançar. Basta seguir em frente", diz ele.


Em seu poema 'Ou isto  ou aquilo', Cecília Meireles escreveu que: "Ou se tem chuva e não se tem sol\ ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva!", pontuou.


Eu sempre me perguntei se não era possível uma terceira via. Mas hoje em dia avalio que esse é um exemplo plausível de que a gengte não pode ter tudo na vida. "Se se tem saúde e juventude, não se tem dinheiro", ou vice versa para todas as coisas. Temos sempre que escolher.


A vida é uma escolha constante e não adianta a gente achar que não: "Somos fruto das nossas escolhas", segundo alguns, mas sinceramente falando, eu não escolhi ser herdeira de um problema neurológico e não escolhi viver num perrengue danado. Duvido muito dessa fala, em alguns momentos.


Carol Andrade também escreveu que depois de tanto tempo é que foi  entender que não existe destino, porque se você mudar uma peça do seu presente, ela pode mudar todo o seu futuro.


Mas entendo que não adianta a gente lamentar o que já foi e o que já viveu. Em alguns momentos da minha vida eu vivi a lamentar algumas situações, mas com o tempo fui percebendo que não adianta nada 'chorar o leite derramado'; que o que passou não vai mudar.


São ensinamentos que parecem jargões repetitivos, mas que às vezes nos confortam. Aprendi com as dificuldades que devemos sempre estar atentos e não julgar os outros querendo fazer juízo de valor antes de qualquer coisa. Para hoje é o que tenho. 

Boa noite e fiquem com Deus.

terça-feira, 14 de junho de 2016

Campanha de Enfrentamento à Violência Contra a Pessoa Idosa

Veja também:

Alunos Comemoram a Páscoa Na Casa dos Pobres Santo Antônio!!!   AQUI

domingo, 12 de junho de 2016

Ficando melhor da Chikungunya...

Gente, tá sério a proliferação do vírus da Zika e Chikungunya em União dos Palmares, na rua onde resido (Av. Antonio Gomes de Barros) são diversos casos.
   
É preciso que as autoridades locais tomem providências o mais rápido possível e, mandem dados dos pacientes palmarinos para o Ministério da Saúde, ver uma solução. 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Quem sou eu?


CICERO MANOEL DE LIMA ALVES ou CICERO MANOEL CORDELISTA, (como assina em alguns de seus cordéis), nasceu em Garanhuns – PE em Setembro de 1990, mas criou-se no Sítio Ilha Grande zona rural de Santana do Mundaú-AL (cidade onde reside hoje em dia), ajudando os pais na roça.

Começou a escrever poesia com dez anos de idade, aos dezesseis conheceu a Literatura de Cordel e escreveu seus primeiros cordéis, cuja publicação se deu dois anos depois.

É autor de mais de diversos títulos de folhetos, onde pôde divulgar alguns destes na VI Bienal do Livro de Alagoas, evento realizado em Outubro de 2013. Neste mesmo ano surgiu-lhe o convite para edição de um livro que só veio a acontecer em Dezembro de 2014. 

Este seu primeiro livro intitulado “Versos de um Cordelista” (em lançamento) patrocinado pela UNIVERSIDADE ESTADUAL DE ALAGOAS – UNEAL, onde cursa Letras (Vernáculas) desde 2013, é uma antologia de alguns de seus inúmeros cordéis com próprias xilogravuras ilustrativas, outra arte que lhe surgiu com a necessidade da ilustração.
 
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 Cícero Manoel em visita aos alunos e professores da EJA na Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Ex-prefeito de União dos Palmares morre de câncer aos 72 anos

Sepultamento acontece às 17h, no cemitério de Piedade; Rosiber Oliveira também foi diretor do DER
 
Faleceu na manhã desta quarta-feira (8), no hospital Arthur Ramos, em Maceió, o ex-prefeito de União dos Palmares e ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagm (DER) Rosiber Oliveira. Ele tinha 72 anos e morreu em decorrência de complicações de um câncer.

O sepultamento acontece às 17h, no cemitério de Piedade, no Prado.

O político já havia sido internado em 2012 devido a um estreitamento dos órgãos do aparelho digestivo e já tinha lutou contra um câncer de laringe. 

Engenheiro, Rosiber administrou União dos Palmares de 1982 a 1988. Ele era natural do Rio de Janeiro e chegou à cidade para trabalhar no Departamento de Estradas e Rodagens. Também foi diretor do DER durante a gestão de Fernando Collor no Governo do Estado.

Foi no governo dele na prefeitura que a Serra da Barriga foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Bem-Vindo ao Distrito de Rocha Cavalcante

As belas imagens dessa postagem são do fotógrafo Shu Peng Fon, da estudante Pei Shung Fon e de Itla Marinho que residem em Maceió. As fotos estão no Instagram deles.

O distrito de Rocha Cavalcante, fica na zona rural e faz parte do município de União dos Palmares, também conhecido como Barra do Canhoto por causa do Rio Canhoto. Toda minha família é natural do lugar, por isso  tanto carinho pelo povoado. Nas fotos retratados pelos jovens dá para contemplar as belezas naturais do lugar e perceber o quanto o povoado é pacato.

Em umas das legendas a jovem escreve: "O lugar é lindo... Mas não tem nenhum sinal de celular. Se eu voltaria? Sim!!". 

Realmente, o sinal de celular ainda é deficiente no distrito. Transporte para ir e voltar só em horas marcadas e, até a feira livre vive seus piores tempos, hoje não passa de duas horas de duração ocupando apenas a rua principal.

A origem do povoado se deu com o surgimento da Fazenda Guanabara de propriedade dos irmãos Rocha Cavalcanti (com i), que eram os maiores criadores/vendedores de gado nelore do Nordeste. 

O nome Rocha Cavalcante é uma homenagem a um dos homens mais rico de sua época. A Escola Estadual Rocha Cavalcanti foi ele quem mandou construir. Esse prédio é considerado pelos palmarinos o mais belo da cidade.

Cercadas de morros o lugar mostra um pouco de seus encantos aos visitantes "além de que ainda há muito morro para se descobrir" disse Shu Peng Fon. Além dos morros, do verde, o visitante pode conhecer alguns riachos de água cristalina que dessem dos morros e abastecem as casas do povoado.

Itla Marinho, neto de Biu da Barra ex-prefeito de União dos Palmares,  passou boa parte de sua infância em Rocha Cavalcante e também declara seu amor ao lugar em fotos e poesia.

Vida longa para esse pedacinho de terra querido por todos!


Minhas memórias de Rocha Cavalcante nas postagens abaixo:

Saudade das viagens de trem... AQUI

Hoje é Dia do Circo! AQUI

Crianças Brincam de Pular da Ponte do Rio Canhoto em Rocha Cavalcante AQUI

domingo, 5 de junho de 2016

Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido na conhecida Conferência de Estocolmo e passou a ser comemorado todo dia 05 de junho.

Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. Essa data, que foi escolhida para coincidir com a data de realização dessa conferência, tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.
Nessa Conferência, que ficou conhecida como Conferência de Estocolmo, iniciou-se uma mudança no modo de ver e tratar as questões ambientais ao redor do mundo, além de serem estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. Apesar do grande avanço que a Conferência representou, não podemos afirmar, no entanto, que todos os problemas foram resolvidos a partir daí.
Atualmente existe uma grande preocupação em torno do meio ambiente e dos impactos negativos da ação do homem sobre ele. A destruição constante de habitat e a poluição de grandes áreas, por exemplo, são alguns dos pontos que exercem maior influência na sobrevivência de diversas espécies.
Tendo em vista o acentuado crescimento dos problemas ambientais, muitos pontos merecem ser revistos tanto pelos governantes quanto pela população para que os impactos sejam diminuídos. Se nada for feito, o consumo exagerado dos recursos e a perda constante de biodiversidade poderão alterar consideravelmente o modo como vivemos atualmente, comprometendo, inclusive, nossa sobrevivência.
Dentre os principais problemas que afetam o meio ambiente, podemos destacar o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo. Esses problemas e outros poderiam ser evitados se os governantes e a população se conscientizassem da importância do uso correto e moderado dos nossos recursos naturais.
Em razão da importância da conscientização e da dimensão do impacto gerado pelo homem, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data que merece bastante destaque no calendário mundial. Entretanto, não basta apenas plantar uma árvore ou separar o lixo nesse dia, é necessário que sejam feitas campanhas de grande impacto que mostrem a necessidade de mudanças imediatas nos nossos hábitos de vida diários.
Apesar de muitos acreditarem que a mudança deve acontecer em escala mundial e que apenas uma pessoa não consegue mudar o mundo, é fundamental que cada um faça a sua parte e que toda a sociedade reivindique o cumprimento das leis ambientais. Todos devemos assumir uma postura de responsabilidade ambiental, pois só assim conseguiremos mudar o quadro atual.
A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.”
(Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano - 1972)
Por Ma. Vanessa dos Santos

" O Bom Professor "

Um bom professor, daqueles dignos de ser chamados de mestre, é o que leva o aluno a questionar tudo, até a ideia de que tudo deve ser questionado —na maioria das vezes, é perda de tempo questionar um axioma matemático, por exemplo. Assim a atividade didática, em sua expressão mais elevada, combina pouco com a doutrinação, compreendida como o proselitismo em favor de uma causa.

O bom professor, mesmo que não se recuse a revelar o que pensa sobre temas sensíveis como política, religião e a existência do MinC, já evita, "ex officio", recrutar seguidores.

Vou um pouco mais longe e afirmo que, idealmente, a escola pública deveria ser laica e tão neutra quanto possível em relação a ideologias e visões de mundo. Isso dito, não dá para não classificar de estapafúrdios os vários projetos de lei, em âmbito federal, estadual e municipal, que pretendem banir a doutrinação das escolas. Em Alagoas, um deles já vigora. O diploma reza que o professor deve "abster-se de introduzir (...) conteúdos que possam estar em conflito com as convicções morais, religiosas ou ideológicas dos estudantes ou de seus pais ou responsáveis".

O problema mais grave de iniciativas como essa é que, se implementadas ao pé da letra, elas inviabilizam a própria comunicação. As fronteiras entre a explicação, a matéria-prima da atividade professoral, e a persuasão, a ferramenta do doutrinador, são tudo menos claras. Pode-se lecionar Darwin às crianças ou isso já conflita com uma moral bíblica? Pode-se citar o nome de Karl Marx ou fazê-lo já configura esquerdismo flagrante?

Como não dá para ensinar sem destroçar convicções prévias (o cérebro é uma máquina de fazer presunções sobre o mundo), fico com a saída sugerida pelo Contardo Calligaris, que é a de apostar na variedade das ideias a que a criança é exposta. Aí é só rezar para que as mais extremadas se anulem nesse embate generalizado e sobrem as mais razoáveis.