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domingo, 19 de março de 2017

"Em minha opinião, ser professor é semear no deserto, garantindo bons frutos regados a muita lagrima e esperança" Carlos de Sena



Marcelo: Você passou sua infância na antiga Rua do Jatobá, quais as suas lembranças de lá?
CS: Marcelo, antes de tudo gostaria de dizer que sinto-me honrado em participar deste quadro de entrevistas de seu blog. Muito Obrigado pelo espaço.

Bem... De fato vivi na extinta Rua do Jatobá todos os meus primeiros 15 anos de vida. Era uma rua que, como sempre foi desassistida pelo poder público e separada brutalmente das camadas altas da sociedade. Mas confesso que foi justo ali que dei os meus primeiros passos rumo à vida e também tive minha infância na qual me orgulho em dizer que era pobre e humilde, mas eu era uma criança feliz e saudável como todos meus primeiros amigos começaram por lá, infelizmente hoje nos separamos (uns casados, outros em outras cidades e até estados e que pena alguns também mortos pela má escolha na vida, as drogas, roubos etc.). Todos sabem atualmente o final que teve aquela comunidade ribeirinha do Mundaú, lamento muito.

Marcelo: Em épocas de enchente o que você lembra?

CS:Nossa! Era tudo muito complicado, vivi momentos de muita agonia e desespero, tínhamos que desocupar com urgências nossas casas e o pior, que isso só acontecia nas madrugadas, muitas vezes nem tínhamos para onde ir. Lembro-me da enchente de 1989, onde fiquei abrigado na Escola Estadual Rocha Cavalcanti, dividindo quarto com dezenas de pessoas.

Marcelo: Quando você e sua família saíram do Jatobá vieram morar onde?

CS:Saímos da Rua do Jatobá aos meus 15 anos de idade em agosto de 1998, com muito sufoco conseguimos comprar uma casa na atual Rua Luis Gomes de Freitas( Conhecida como Piranhas), próximo a Av. Monsenhor Clóvis, onde hoje mora ainda por lá meu irmão mais velho.

Marcelo: Com quantos anos você foi batizado em uma igreja evangélica?

CS:Logo após deixar a Rua do Jatobá em 1998, na mesma semana me converti a cristo e com três meses frequentando a igreja fui batizado nas águas, ainda com 15 anos de idade.

Marcelo: Qual era a igreja? Por quanto tempo você foi membro e o que aprendeu?

CS:Converti-me a Jesus na conhecida Assembléia de Deus, permaneci evangélico por uma década (10 anos). De 1998 a 2008. Durante esses tempos aprendi que Cristo era a peça que faltava no quebra-cabeça da minha vida.

Marcelo: Você deixou de ser evangélico em 2008, por quê?
CS: Na verdade após sair da fase da adolescência, muita coisa já havia mudado em minha mente, mesmo ainda estando dentro da igreja; Mudei as opiniões completamente ao me tornar adulto, chegando a conclusão de que nosso relacionamento com Deus é algo pessoal e intransferível , e que a verdadeira igreja somo nós, onde Deus nos ama da forma que somos e estamos, onde o maior alvo dele é o nosso coração puro e disposto a perdoar e amar sempre.

Marcelo: Está frequentando qual igreja hoje?

CS: Sempre que sinto saudades dos irmãos que tornaram-se meus amigos da igreja que freqüentei eu visito, até porquê resido hoje próximo a mesma igreja.

Marcelo: Em sua opinião, por que há tantos conflitos em nome de DEUS?
CS: Porque o homem ainda está muito longe da vontade e dos propósitos de Deus. Para o homem é mais fácil criar uma série de regras e sacrifícios tolos impondo isso a todos, do que mesmo conhecer a Deus e viver a vida que ele(Deus) tem para nós.

Marcelo: Aqui em União dos Palmares temos várias denominações religiosas, você acha que esta havendo um comércio com o nome de DEUS?

CS: Quem sabe né? Uma das mais importantes ordenanças de Jesus antes de subir ao Céu foi: “ ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Se de fato as igrejas atuais estão correspondendo a essa ordem, tudo bem. Mas se estão fazendo a obra de Deus com outras intenções( financeiras), creio que um dia no julgamento esses falsos líderes religiosos pagarão com juros cada centavo tirado da mão de cada pai de família que foram enganados a vida inteira.

Marcelo: Qual a sua formação acadêmica?

CS: Sou professor (concursado) com habilitação em magistério do nível médio e agora também com Licenciatura em Geografia pela UNEAL. Pretendo ano que vem iniciar uma pós-graduação, mas ainda não tenho o curso definido

Marcelo: Desde quando você é concursado como professor?

CS: Desde o ultimo concurso público da prefeitura de União dos Palmares, em 2004, na gestão do saudoso e falecido prefeito “Zé Pedrosa”.

Marcelo: Por quantos anos você lecionou no povoado Caípe?

CS: A escola municipal Alfredo Gomes da Silva (Povoado Caípe I), onde comecei a adquirir experiências na carreira docente, entrei em 2004 e saí em 2008

Marcelo: Como esta sendo a experiência de ensinar em uma escola maior, a Salomé da Rocha Barros?
CS: A melhor experiência que já vivi, onde até imaginava antes de começar lá, não poder dar conta de tanto trabalho, mas por incrível que pareça a Escola Salomé despertou em mim um profissional adormecido e apaixonado pela causa da educação, onde antes não existia tal sentimento e engajamento. Não é demagogia mas, sou muito querido e aceito por todos da escola Salomé, especialmente pelos alunos.

Marcelo: Qual a diferença de uma escola da zona rural para a zona urbana?

CS: Acredito que o ensino pode ser considerado o mesmo; Pois este item não depende da escola e sim do professor. Eu diria que os alunos é que diferenciam um pouco na aprendizagem e comportamento ( alunos de zona rural tendem a ter mais interesse). Para o professor que trabalha na zona rural o seu trabalho se torna mais produtivo, dado ao numero reduzido de alunos por sala.

Marcelo: O que é ser professor?

CS: Em minha opinião, ser professor é semear no deserto, garantindo bons frutos regados a muita lágrima e esperança.

Marcelo Você atualmente é professor de cultura palmarina, a secretaria de educação, dispõe de material e incentivo?

CS:Na verdade sou professor de geografia. Mas este ano atendi ao convite em lecionar cultura palmarina. Confesso que tem sido desafiador para mim trabalhar com essa disciplina, onde a considero de suma importância para a grade curricular das escolas municipais, porem acredito que todos os docentes que lecionam nesta área sentem na pele as mesmas realidades, onde cito a mais delicada, a falta de referencial teórico para o trabalho de pesquisa.

Marcelo: As instituições de ensino estão preparadas para lidar com as minorias (deficientes, negros, homossexuais)?

CS: Acredito que sim; Pois é papel e objetivo fundamental da escola trabalhar a proposta de inclusão social, nas diversas camadas da sociedade, promovendo atendimento a toda clientela. Contudo, continua sendo dever do professor discutir temas como “preconceito” em sala de aula.

Marcelo: Como você analisa a cultura palmarina?

CS: A cultura palmarina é ainda um valioso ouro que precisa ser lapidado e polido; Mas falta garimpeiros para tal tarefa nesta imensa mina chamada “ terra da liberdade”.

Marcelo: Quais são os maiores problemas de União dos Palmares em sua opinião?

CS: Existem vários, mas quero destacar os dois mais graves: um seria a forma de se fazer política neste município e o outro que é consequência do primeiro: a desvalorização da cultura e do turismo local existentes aqui.

Marcelo: Como resolvê-los?

CS: Exercendo compromisso político através de investimentos sérios naquilo que deve ser prioridade em nossa terra, ou seja, mostrando trabalho.

Marcelo: Você está morando só ultimamente, como estar sendo essa experiência?

CS: Estou ainda em fase de adaptação, pois nunca havia morado fora da casa de meus pais. “Passarinho quando cresce, cria asas e voa...”

Marcelo: Desde quando você tem um blog e qual a finalidade da criação dele?

CS: O blog “Democratizando o saber” existe desde Junho de 2010, foi criado com o propósito de tornar publico conteúdos e matérias que venham dar a educação o valor e o reconhecimento que a merece

Marcelo: Cantar é um dos seus hobbys favoritos isso vem da época na Assembléia de DEUS?

CS: Sim. Amo cantar, em 2008 fui candidato ao “Ídolos” participando das audições em Salvador-BA. Descobri esse outro lado em mim dentro da igreja louvando ao Senhor.

Marcelo: Que tipo de música você gosta?

CS: Gosto muito de música, me considero eclético, porem infelizmente dispenso qualquer gosto ao sertanejo e ao funk.

Marcelo: Carlos, muito obrigado deixe sua mensagem para o final de ano.

CS: Desejo a todos os amigos muita paz, saúde e realizações dos mais impossíveis sonhos, e que 2011 venha melhor que 2010.

sábado, 18 de março de 2017

quinta-feira, 16 de março de 2017

#ACORDABRASIL


"Os professores têm de captar a atenção dos alunos" Jorge Nogueira




Vencedor de vários prémios de inovação pedagógica da Microsoft, Rui Lima, professor do Colégio Monte Flor, lança esta quinta-feira o livro "A Escola que temos e a Escola que Queremos".

No seu livro aponta duas regras básicas na relação com alunos: afetos e arriscar. Estas são ainda palavras raras na realidade das escolas portuguesas?

Sim. Cada vez vão sendo menos porque estamos a assistir, nestes últimos tempos, a uma mudança de atitude por parte dos professores. Há cada vez mais professores a perceberem que o modelo de escola que temos não é suficiente para captar a atenção de todas as crianças. E por isso há mais professores a arriscar. É verdade que ainda vão sendo poucos para o que é necessário fazer.

Depois da ênfase dada ao português e à matemática pelo anterior governo, o Ministério quer promover maior equilíbrio entre as diferentes áreas de conhecimento. Quer também uma gestão mais flexível dos currículos, libertando tempo para estimular outras capacidades nos alunos, nomeadamente o sentido crítico. São medidas que se ajustam ao que defende?

Sim. No livro foco precisamente a importância - até lhes dedico um capítulo - das inteligências múltiplas. Sabemos que o ser humano tem sempre áreas onde se destaca. Uns são mais competentes nas artes, outros nas línguas ou na matemática. Como a minha formação também é de matemática e ciências, acredito plenamente na importância destas áreas para o desenvolvimento de um indivíduo ativo eficaz. Mas não nos podemos esquecer que a escola é para todos. Dando uma ênfase exagerada às competências lógico linguísticas e matemáticas, deixamos de dar atenção a outras competências que também são importantes. São as tais soft skills, as competências para o século XXI. A escola deve ter em consideração todos esses aspetos. É importante o conhecimento de base, cultura geral, o português a matemática, mas também são importantes outras coisas. Não acredito em áreas de primeira e de segunda. Nesse aspeto acabo por identificar-me com o caminho que está a ser apontado.

Que impacto tiveram as metas de aprendizagem e as provas do 4.º e 6.º anos, introduzidas pelo anterior governo, nas rotinas das escolas? No livro dá conta de muitas queixas da parte dos professores.

As metas, os exames, toda essa dinâmica. Os professores e as crianças acabaram por estar reféns de um conjunto de metas que na maioria dos casos eram inalcançáveis. E acabavam por centrar todo o seu modo de trabalhar na sala de aula de uma forma direcionada par para as metas e, pior, para os exames. Ainda há a ideia de que ao fazemos muitos exames estamos a preparar os alunos para responderem aos exames. Normalmente não é a treinar que prepararmos exames. Preparamos desfiando os alunos a pensar, a refletirem e a discutirem. Os testes escritos têm o seu papel mas quando saímos da escola, da faculdade, quantos testes escritos, quantas provas escritas fazemos? Raramente voltamos a fazê-los. Estamos a preparar alunos para uma realidade que na sua vida profissional não vai acontecer.

De vários setores da Educação, incluindo de alguns ex-ministros de direita, há um apelo para que a escola dê resposta aos diferentes ritmos dos alunos, que faça da retenção uma absoluta raridade. Mas têm sido também muitas as reações a criticar essa abordagem, acusando-a de ser "facilitista". Somos ainda muito conservadores no que respeita à educação?
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É geral. Isto acaba por não ser assim só em Portugal. Não deveria ser mas todos os relatórios PISA, TIMMS, só nos fazem acreditar mais ainda mais na necessidade de classificar, de preparar os tais exames. Temos a ideia conservadora de que é através dos exames, dos chumbos, que vamos ter cultura de exigência. Eu sou a favor da exigência, sou extremamente exigente com os meus alunos, mas a exigência não se mede pelas notas. Como várias pessoas já disseram, não há nada mais fácil do que chumbar. E não há nenhuma vantagem no chumbo. É só uma forma de selecionar, de ir eliminando, até apenas uma minoria chegar aos últimos anos de formação. Em situações muito excecionais, a retenção do aluno pode fazer sentido, mas deve ser muito bem estudada, através de relatórios de psicólogos, ouvindo os pais.

#ACORDABRASIL

terça-feira, 14 de março de 2017

Crônica de um desagravo alagoano

Está circulando pela internet um comentário postado recentemente no facebook em que um cidadão diz que deveria ser soltada uma bomba no Senado e também no Estado de Alagoas, a fim de que não se proliferassem “essas crias do inferno”, referindo-se a alguns parlamentares que ocuparam cadeiras no Senado Federal.

Nas palavras raivosas do citado cidadão, “Alagoas é um ninho destas pestes, uma ratoeira.” Ele fez referência expressa a alguns representantes políticos do Estado de Alagoas que estariam “infectando” todo o país.
O que responder a uma pessoa com esta, que é movida por tanta ignorância e intolerância?

Antes de tudo, não pretendo fazer aqui uma defesa dos mencionados políticos, posto que além de não ter votado nos mesmos, tão pouco os considero como bons políticos (sim, há bons políticos). Também gostaria de dizer que políticos de péssima qualidade, seja no aspecto ético-moral ou mesmo técnico (em geral nos dois aspectos), existem em todos os lugares. Que atire a primeira pedra em Alagoas aquele que vive em um Estado brasileiro que não tem políticos corruptos e despreparados em quantidade superior ao quantitativo que esperávamos. Sei que já foi dito que cada povo tem o Governo que merece, mas certamente não se pode atribuir à população as características pessoais de alguns de seus integrantes. Não estou passando a mão na cabeça do povo alagoano. De jeito nenhum. Que, em inúmeras situações, nós escolhemos mal  nossos representantes, isto é fato e a história está aí para confirmar. Mas jamais direi (ou ficarei calado diante de quem afirme) que o alagoano, ou quem quer que seja, é desonesto ou calhorda porque tem representantes políticos de péssima estirpe.

É um gesto de infinita ignorância achar que somente os que vivem em determinada região do país são os únicos (ou até mesmo os maiores) portadores de mazelas nacionais. O citado ato veiculado pelo facebook, longe de ser um fato isolado, provém de uma grande intolerância, especialmente com os nordestinos, situação que não deve ser calada.

O que fazer com um sujeito com esse e seus pensamentos tacanhos?

Imagino a realização de uma reunião com algumas figuras alagoanas ilustres para discutir o destino deste infeliz e preconceituoso indivíduo (uma reunião no estilo Meia Noite em Paris, de Wood Allen, onde personagens do presente e do passado se misturam). Nesta reunião, estariam presentes Graciliano Ramos, Nise da Silveira, Arthur Ramos, Pontes de Miranda, Aurélio Buarque de Holanda, Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto,  Zumbi, Zagallo, Marta, Cacá Diegues, Paulo Gracindo e Djavan.

Iniciada a reunião, o Mestre Graça diria:

– Nem em minha “Infância”, vi pessoa com tanta “Angústia”. Acho que pessoas com esta criatura têm “Vidas Secas”. Mal sabe ele que os “Viventes das Alagoas” são pessoas de bem, humildes, trabalhadoras, que honram suas origens “Caetés”. Minha cara Nise, creio que este rapaz precise de um sério tratamento psiquiátrico. Veja o que você pode fazer por esta pobre alma.

– Graciliano (eleito o alagoano do século XX, um dos maiores escritores da língua portuguesa), responde Nise da Silveira (psiquiatra, precursora dos tratamentos psiquiátricos humanizados no país), apesar de sempre ter defendido a utilização de terapias mais humanizadas, creio que para este senhor, não há muito que a psiquiatria possa fazer. Acho que ninguém melhor que o Mestre Aurélio para lhe dar algumas palavras.

– De fato, disse Aurélio Buarque de Holanda (filólogo, dicionarista, autor do principal dicionário da língua portuguesa), este rapaz tem que saber que tolerância é a “disposição de admitir, nos outros, modos de pensar, de agir e de sentir diferentes dos nossos” e que ignorância, de que julgo que ele é um grande possuidor, significa “Falta geral de conhecimento, de saber, de instrução./ Estado de quem ignora”. Creio que Arthur poderia analisar a condição deste indivíduo.

– Claro Aurélio, disse Arthur Ramos (etnólogo e antropólogo brasileiro, foi diretor da UNESCO), como sempre fui um estudioso das questões sociológicas, em especial da condição de segmentos objeto de discriminação, como os negros, sei que este cidadão é um reflexo de uma sociedade de exclusão: exclusão do pobre, do diferente, do que não vive perto dos grandes centros. Como ele, existem muitos outros que passam a vida se julgando superiores, detentores de uma moral e capacidade acima dos demais. Em outras palavras, merecedores de pena.

Neste momento, Pontes de Miranda (jurista, escritor, considerado por muitos o maior jurista brasileiro de todos os tempos, autor da maior obra jurídica da história da humanidade) acrescentou:

– De pena e dos rigores da lei. Atitudes como a deste rapaz configuram crime e devem ser apuradas e punidas, evitando novos gestos de racismo, preconceito e intolerância.

Neste exato momento, sentado ao lado de Floriano Peixoto (segundo presidente da República e consolidador desta), Deodoro da Fonseca (proclamador da República, primeiro presidente do Brasil) bradou:

– Se acharmos necessário para garantir os fins da República, a igualdade entre os cidadãos e o respeito aos direitos fundamentais, podemos reunir mais pessoas e criar um movimento revolucionário contra a ignorância e a intolerância. Meu amigo Zumbi dos Palmares, você que é um herói nacional como eu sou, o que você acha ?

Zumbi (líder negro, comandou a maior movimento de libertação das Américas no período colonial) então respondeu:

– Dei minha vida pela liberdade, e voltaria a fazê-lo, mas a liberdade deve ser exercida para o bem da humanidade. Ninguém tem o direito de se utilizar de forma indevida da liberdade de expressão para agredir as pessoas. Se o fazem, devem responder por tais atos.

Sugeriram que fossem enviadas poesias de Jorge de Lima e Lêdo Ivo para o citado cidadão se tornar mais civilizado.


Zagallo (único futebolista tetracampeão do mundo), que também estava presente, disse:

– Esse cidadão, goste de nós alagoanos ou não, ele vai ter que nos engolir.
A Rainha Marta (quatro vezes melhor jogadora de futebol do mundo) concordou com a opinião do Velho Lobo.

Cacá Diegues (grande cineastra brasileiro) emendou:

– Este cidadão  deveria ser informado que se Deus é Brasileiro, Alagoas é seu Paraíso das Águas.

Paulo Gracindo sugeriu:

– Este sujeito não deve ser Bem Amado.

Convidado para animar a reunião com seu talento musical, Djavan (compositor, cantor, um dos grandes da MPB), concluiu a reunião cantando:

– Você me deu liberdade
Pra meu destino escolher
E quando sentir saudades
Poder chorar por você
Não vê, minha terra mãe
Que estou a me lamentar
É que eu fui condenado a viver do que cantar
A–la, a–la, ala, Alagoas

Publicado por fabiolinslessa

Esse foi o comentário INFELIZ do cidadão Luiz Carlos Pielak sobre os alagoanos.