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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Mestre Caboclinho do Norte; relembre a trajetória

Antonio João da Silva – o Violeiro e Mestre de Guerreiro Caboclinho do Norte – chegou em União dos Palmares aos cinco anos de idade, trazido de Correntes-PE, onde nasceu em 28 de janeiro de 1943. Passou a infância às margens do Rio Mundaú, na antiga Rua da Ponte, e sua ligação com as artes populares começou aos 10 anos, quando conheceu o Guerreiro.

Ao ensaiar os primeiros passos de Guerreiro, o menino Antonio apaixonou-se pelo auto natalino genuinamente alagoano, de caráter profano e religioso. O Guerreiro, que surgiu em Alagoas na década de 20 do século XX, é uma junção de elementos dos pastoris, cheganças, quilombos e caboclinhos, e reúne um grupo de cantores e dançadores acompanhados de sanfona, tambor e pandeiros, para contar e cantar através do sincretismo religioso a chegada do messias e a homenagear os três reis magos.

Aos 19 anos seu Caboclinho vestiu pela primeira vez a roupa de mestre, que é a figura principal do Guerreiro. Desde então comanda, com sua espada e seu incrível chapéu em formato de igreja de onde caem fitas de cetim multicoloridas, grupos de Guerreiro por todo Estado de Alagoas.

Em 1959, na antiga Rua do Apertado da Hora (nas proximidades da Rua da Cachoeira) em União dos Palmares, apresentou-se pela primeira vez com todos os componentes de seu grupo devidamente trajados. Em 1982 fundou um grupo de Guerreiro em Santana do Mundaú. Em 1994 levou a Lira, o Zabelê, o Mateu, a Estrela Dalva, os Reis e Rainhas (alguns dos inumeráveis personagens que podem compor um auto de Guerreiro) para a Vila Brejal em Maceió. E no ano seguinte estava na Chã da Jaqueira, também da Capital alagoana, ensaiando outro guerreiro e fascinando os olhos dos espectadores com suas roupas cheias de espelhos, miçangas, brilho, lantejoulas e muitas cores.

O mestre Caboclinho do Norte casou aos 23 anos com Maria Jose da Silva. O casal teve 10 filhos, dos quais apenas as filhas Neuza e Ivanilda Maria da Silva estão vivas. Para manter a família trabalhou como cabo de usina, foi funcionário da antiga Fazenda Sementeiras e ajudou a construir, em 1975, a BR 104.

A arte, no entanto, falou mais alto e foi como violeiro repentista que profissionalizou-se. Cantou por vários estado do Brasil, a exemplo de Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Participou de 23 festivais de violeiros, foi eleito delegado da Associação dos Violeiros e Trovadores de Alagoas – AVTA e é o organizador do Festival de Violeiros de União dos Palmares, que está em sua 18ª edição.

Seu Caboclinho morava na Rua José Hortêncio de Souza, no Bairro Roberto Correia de Araújo.

Blog  Manoel Feliciano

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21 de setembro... Dia do Radialista


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Jorge de Lima, doutor em poesia

Pais do poeta: José Matheus de Lima e Delmina Simões de Lima

Casa em que o poeta nasceu em União dos Palmares

Jorge Mateus de Lima nasceu em União dos Palmares no dia 23 de abril de 1893 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 15 de novembro de 1953. Era filho de José Matheus de Lima, um rico comerciante, e Delmina Simões.

Com seus irmãos José, Araci, Edmundo e Hidelbrado, residia num sobrado da Praça da Matriz. Sua mãe gostava de leitura e seu pai era uma pessoa bem informada politicamente, o que veio a facilitar sua educação.
Os seus primeiros versos são datados de 1899 e foram guardados por sua mãe. Nesse mesmo período, mesmo fragilizado pela asma, também se aproxima da pintura.
Em 1902, seu pai expande os negócios e abre uma loja em Maceió. Esse investimento da família atendeu também a necessidade da continuidade dos estudos dos filhos na capital.
Jorge e seu irmão Matheus, no ano seguinte, concluem o estudo primário no Instituto Alagoano, que em 1904 passaria a se chamar Colégio Diocesano, após ser adquirido pelo Bispado.
O bom desempenho de Jorge de Lima nos torneios recitativos chama a atenção do professor Irmão Agostinho, que passa a incentivá-lo oferendo livros para o jovem poeta. Conhece Jackson de Figueiredo, que mais tarde seria um filósofo consagrado, e com a ajuda dele tem contato com a literatura materialista, racionalista e evolucionista.
São seus colegas de estudos: Octávio Brandão, Pontes de Miranda, Estácio de Lima e Virgílio Maurício. Aprovado nos exames preparatórios do Lyceu Alagoano, matricula-se na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1909, onde permanece até 1914, quando se transfere para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, buscando praticar a medicina. Em seguida é aprovado em concurso para o Hospital Central do Exército e consegue o doutorado em Medicina.
Em 1915, Jorge de Lima já estava de volta a Alagoas, onde passou a clinicar, escrever e fazer política. Nessa época morava na atual Rua Cônego Machado. Seu consultório era na Farmácia Industrial, que ficava na Rua do Comércio.
Já era um poeta renomado. Seu primeiro livro, XIV Alexandrinos, tinha sido publicado no a no anterior e fazia muito sucesso, destacando-se seu soneto O acendedor de Lampiões.
Casa-se com Adila Alves em 1916, após passar pouco tempo em Belém do Pará. Já em Maceió, participa ativamente da campanha de salvamento de vidas humanas quando da epidemia de Influenza, a gripe espanhola que vitimou milhares de vidas em 1918. Ele mesmo contrai a doença, mas sobrevive.
Muda-se para a Praça Sinimbu e vê sua clientela crescer, principalmente por não cobrar dos mais necessitados, além de fornecer os medicamentos. Essa prática chama a atenção do governador Fernandes Lima, que vê no jovem médico potencial político.
Lançado candidato a deputado estadual, consegue ser eleito em 1918 e novamente em 1921. Mas logo se desentendeu com o grupo governista e renunciou ao mandato alegando questões éticas.
Com um grupo de intelectuais, funda a Academia Alagoana de Letras, em 1919. Ainda doente, vai para o Rio de Janeiro, mas volta logo e torna-se sócio do Ponto Chic, empreendimento que não deu certo.
Em 1925, é um dos fundadores da Sociedade de Medicina e Cirurgia de Alagoas e, mais adiante, ingressa no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. No ano seguinte adere ao movimento modernista.
No final da década de 20, lança pela Tipografia Trigueiros o livro Poemas. Em seguida publica Essa Nêga Fulô, provocando muitas reações e polêmicas.
Com a Revolução de 1930, Jorge de Lima recebe do interventor Luís de França o cargo de diretor do Lyceu Alagoano. Em seguida ocupa a Direção Geral da Instrução Pública e a Direção Geral de Saúde Pública. Por esta época, Jorge de Lima abandona o materialismo e se converte ao cristianismo, após uma breve experiência no espiritismo.
No dia 30 de agosto de 1931, por motivos passionais, sofre um atentado em pleno Centro de Maceió, na porta do Liceu Alagoano. O autor do disparo foi o jovem advogado Rodolfo Lins, que morreria no célebre tiroteio do Hotel Bella Vista em 1935. O poeta tem o apoio e a solidariedade da sociedade alagoana, mas decide ir morar no Rio de Janeiro.
Na capital federal abre um consultório na Cinelândia, que logo foi transformado também em ateliê de pintura e ponto de encontro de intelectuais. Por lá passaram Murilo Mendes, Graciliano Ramos e José Lins do Rego. Nesse período publicou aproximadamente dez livros, sendo cinco de poesia.
Devido ao seu espirito humanitário, que em Alagoas o aproximou dos pescadores e mais humildes e que no Rio de Janeiro o levou a ser popular entre os motoristas, passou a ser identificado como esquerdista e comunista.
Em 1937, ao mesmo tempo em que preside a União dos Intelectuais do Brasil, participa ativamente da campanha presidencial de José Américo de Almeida e, em 1945, da campanha pela redemocratização, quando apoia a candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes.
Entre 1937 e 1945 teve sua candidatura à Academia Brasileira de Letras recusada por seis vezes. Em 1939, passou a dedicar-se também às artes plásticas, participando de algumas exposições.
 Com a redemocratização, em 1945, é eleito vereador, chegando a presidir a Câmara. Ainda na política, em 1950, incentivou a candidatura vitoriosa do jornalista Arnon de Melo ao Governo de Alagoas.
É aprovado como professor de Literatura Brasileira da Universidade do Distrito Federal e eleito presidente da Sociedade Carioca de Escritores, além de ser nomeado pelo MEC para o Conselho Nacional de Literatura Infantil.
Em 1952, publicou seu livro mais importante, o épico Invenção de Orfeu. Em 1953, meses antes de morrer, gravou poemas para o Arquivo da Palavra Falada da Biblioteca do Congresso de Washington, nos Estados Unidos.

Poesias

XIV Alexandrinos (1914)
O Mundo do Menino Impossível (1925)
Poemas (1927)
Novos Poemas (1929)
O acendedor de lampiões (1932)
Tempo e Eternidade (1935)
A Túnica Inconsútil (1938)

Anunciação e encontro de Mira-Celi (1943)
Poemas Negros (1947)
Livro de Sonetos (1949)
Obra Poética (1950)
Invenção de Orfeu (1952)

Romances

Os anjos da noite Bizo (1934)
Calunga (1935)
A mulher obscura (1939)
Guerra dentro do beco (1950)


Jorge de LIma entre seus irmãos Matheus, Araci, Edmundo e Hildebrando  /  Jorge Lima em 1914, na sua formatura em Medicina no Rio de Janeiro  

Ádila, a esposa, no ano de seu casamento com Jorge, em 1917
 Da esquerda para a direita: Carlos Moliterno, Sílvio de Macedo, Jorge de Lima, Arnoldo Jambo e Jorge Cooper, em Maceió no dia 3 de agosto de 1951

Fundação da Academia de Letras em 1º de novembro de 1919. Jorge de Lima é o último sentado à direita

Jorge de Lima no consultório do Edifício Amarelinho, na Cinelândia

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Professor maranhense dá 6 dicas para ser um profissional mais criativo

A competitividade do mercado de trabalho exige que o profissional moderno tenha cada vez mais habilidades, funções e características. Entre elas, ser um profissional criativo e inovador faz toda a diferença. Por isso, procuramos Guilbert Macedo, professor de Publicidade e Propaganda da Faculdade Estácio São Luís, para separar cinco dicas para tornar o seu jeito de trabalhar mais criativo.

Acredite: todos nós somos criativos
“A primeira coisa que deve ser dita quando falamos em criatividade é que, todos nós somos criativos, todos nascemos com o “dom” da criatividade. O que acontece é que a maioria vai se moldando de acordo com os paradigmas regentes de cada época, como cultura, laços familiares, etc. Com isso nosso espírito inventivo é “retirado” de nós enquanto crescemos. Por isso, é muito comum tomarmos como exemplo as crianças quando falamos de criatividade. Acredito, no entanto, que podemos, sim, voltarmos a ser criativos”, explica Guilbert.

Consumo de artes
“O consumo de artes (música, dança, teatro, pintura, escultura, literatura, e cinema), de várias culturas, de várias épocas, das mais populares aos grandes clássicos (esses doses maiores), é sem dúvida o maior gatilho para sermos pessoas mais criativas”, revela o professor da Estácio.

Conhecer e apreciar novos lugares
“Em viagens para outras cidades, ou ainda que seja dentro da nossa própria cidade, visitando museus, feiras culturais, igrejas, parques, praças, praias, restaurantes, casas de shows, etc. O importante é sairmos da nossa área de conforto, nos permitir sentirmos incomodados, de forma positiva, claro, com o esses novos ambientes”, indica.

Conhecer novas pessoas
“Cada pessoa é um mundo novo, e trocar experiências de vida é uma das coisas mais enriquecedoras que a humanidade pode oferecer para ela própria. Claro que isso não quer disser trocar velhos amigos por outros, mas somar, e sabendo que essa troca pode ser algo de momento, mas que deve ser proveitosa para todas as partes, para que possamos aprender algo”, explica o professor da Estácio São Luís.

Atividades físicas e boa alimentação
“A máxima latina “Mens sana in corpore sano” (“uma mente sã num corpo são”), vale muito em se tratando criatividade, quanto mais saudáveis fisicamente estamos, mais criativa fica nossa mente”, conta Guilbert.

Saber usar os meios de comunicação, inclusive internet
“As ferramentas disponíveis para sermos mais criativos disponíveis na rede atualmente é ilimitada. Temos desde palestras em toda e qualquer área, como cursos, textos, livros, palestras, passeios virtuais em museus e cidades. É um universo infinito de possibilidades a nossa disposição, não só para aguçar nossa criatividade, mas para nos tornamos seres humanos melhores. Aliás, como tudo o que foi dito acima, mais do que sermos criativos, acredito que essas dicas nos tornam pessoas melhores, para ou outros e principalmente para nós mesmos”, finaliza o professor.

Fonte: Página 2

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Aluga-se ponto comercial no centro de União dos Palmares


Aluga-se ponto comercial na Avenida Antônio Gomes de Barros, principal via de acesso e saída de União dos Palmares. O local fica a poucos minutos do centro velho da cidade e vizinho a outros estabelecimentos como: hospital, escolas, padaria, lanchonetes e variado comércio palmarino.

A loja tem 15 metros de comprimento e 2,30 de largura, com banheiro, água e luz.

Os interessados podem entra em contato com os números (082) 99182-6644, (082) 99154-6291 e (082) 99933-0868.
 
Foto do ponto em frente ao antigo Pátio Veículos e demais estabelecimentos.

Como fazer um cronograma de estudos?

Estabelecendo a organização e disciplina necessárias para uma eficiente aprendizagem.


Antes de estabelecer os horários definidos e a forma de organização necessária para os estudos, o aluno deve saber de antemão o real motivo pelo qual estuda. No artigo "Por que, para que e para quem estudar?" é apresentado de maneira detalhada como determinar um motivo definido no qual o estudante trabalhará para alcançá-lo.

Sem saber o que se quer e o que se ama fazer, fica difícil ter uma boa #motivação para realizar o objetivo. Portanto, o aluno deve refletir sobre qual profissão ou carreira deseja ter: medicina, direito, psicologia, artes, filosofia etc., de modo a afirmar o que quer ser e no que quer atuar futuramente.

Só após uma boa clarificação dos objetivos é possível estabelecer certa organização para exercer disciplina.

O período

Também é importante que o estudante se conscientize sobre qual período do dia ele é mais produtivo. Escolher um período no qual as energias não rendem tanto, definitivamente, não é bom para se atingir um razoável desempenho.

"Qual período do dia sou mais produtivo?Por conseguinte, o aluno deve definir qual ou quais períodos do dia irá #Estudar: manhã, tarde ou noite. É importante separar no mínimo um período para descanso ou fazer outras atividades. Estudar 24h por dia não irá ajudar em nada, pelo contrário, só trará cansaço e excesso de informação.

Se o estudante trabalha ou tem algum outro compromisso diário, deve estabelecer o período dos estudos conforme estes horários, com o objetivo de flexibilizar e encaixar um melhor momento do seu dia para estudar.

Fora dos estudos

Fazer um cronograma é muito mais do que focar apenas nos momentos do dia em que irá estudar. Significa fazer uma programação do dia inteiro, do que irá fazer desde o acordar até o dormir. É importante e requisito fundamental para um bom desempenho fazer alguma atividade física. Corpo e mente andam lado a lado e se o aluno deixa um deles em segundo plano, este irá instantaneamente refletir no outro.

Portanto, separar uma hora do dia para praticar exercícios físicos é super importante. Um exemplo seria, ao acordar, tomar um bom café da manhã e logo após fazer uma caminhada ou ir à academia. O corpo precisa estar no ponto e ativo para a mente também estar.

Separar momentos de lazer também é primordial. A saúde emocional é peça-chave. Se o estudante não se diverte e não tem prazer em sua vida, dificilmente estará focado nos seus objetivos disciplinares. Sair com os amigos, assistir séries, ler um bom livro etc., tudo o que causa divertimento é válido para o aluno.

Estabelecendo os horários

Por fim, o objetivo principal e mais importante: definir horários para os estudos.
É imprescindível separar intervalos de uma matéria ou de um conteúdo para o outro. Descansar faz parte de um bom desempenho. Se o aluno estudar 4 horas seguidas sem intervalos é tiro certeiro para um mau aprendizado.

Um exemplo bom seria estabelecer horários de 1 hora e meia de estudos e logo em seguida, descansos de 30 minutos. Assim, a mente e o corpo se recuperam e as energias se recarregam. O mais importante não é a quantidade de tempo que se estuda, mas, sim, a qualidade desse tempo.

Se o estudante tem o dia todo para estudar, estabelecer os horários conforme todas as dicas anteriores é um bom caminho para ter o desempenho esperado. Se alimentar bem, fazer algum exercício físico, dormir adequadamente, se divertir e ter lazer; todas estes fatores contribuem massivamente para que os estudos sejam agradáveis. A disciplina não deve ser encarada como esforço supra-humano, pelo contrário, deve ser vista como um melhor caminho definido para atingir os objetivos que se almeja alcançar.

#cronograma de estudos

Bruno Rissatto

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Imprensa Oficial Graciliano Ramos realiza pré-lançamento O Mundo do Menino Impossível, de autoria de Jorge de Lima

A Imprensa Oficial Graciliano Ramos vai realizar nesta segunda-feira (14/8) a apresentação de sua nova safra de livros infantis. Durante a cerimônia de pré-lançamento dos produtos editoriais, o público poderá conferir o resultado dos títulos da próxima edição da coleção Coco de Roda e ainda a versão inédita do O Mundo do Menino Impossível, de autoria de Jorge de Lima. 
O evento, programado para as 8h30, com café da manhã oferecido na sede da editora, reunirá autores e ilustradores que poderão descrever seus processos criativos para imprensa e convidados. A solenidade também será aberta ao público em geral.
“Com esses novos títulos infantis, a Imprensa Oficial Graciliano Ramos reafirma sua missão de contribuir com a formação do público leitor, trazendo para o mercado editorial produtos de alta qualidade que prestigiam o talento dos artistas da nossa terra”, afirma Marcos Kummer, diretor presidente da Imprensa Oficial Graciliano Ramos.
Vale ressaltar que o lançamento oficial dos livros da coleção Coco de Roda será realizado durante a 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, programada de 29 de setembro a 8 de outubro, enquanto o lançamento oficial de O Mundo do Menino Impossível será realizado no dia 24 de agosto, na Academia Alagoana de Letras. “Depois desses lançamentos é que os livros serão levados para as livrarias alagoanas”, diz Kummer.
O Mundo do Menino Impossível
A primeira edição de O Mundo do Menino Impossível foi publicada pela primeira vez em 1927, numa pequena tiragem de 300 cópias numeradas, ilustradas pelo próprio autor, colorizadas pelo seu irmão Hildebrando de Lima, também escritor. A reedição do poema, pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos, traz novas ilustrações assinadas pela designer Chris K, com estilo mais arrojado, afinado com a linguagem infantil dos dias de hoje. Contudo a nova versão do livro infantil faz homenagem às antigas ilustrações, reproduzindo-as em parte de seu conteúdo.

O Mundo do Menino Impossível é um livro muito importante na obra de Jorge de Lima. Ele demarcou a entrada do poeta no movimento modernisma e o consequente rompimento com o estilo parnasiano de sua produção poética. As ilustrações do livro original marcaram também o início da incursão do escritor alagoano pelo mundo das artes visuais.
Jorge de Lima foi um dos mais ecléticos artistas brasileiros, destacando-se como poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor, pintor, médico e político. Nascido em União dos Palmares, em 1893, transitou por diversos estilos literários. Parte marcante de sua temática poética é dedicada à religião, mas também às questões sociais do Nordeste e às raízes africanas da cultura brasileira. Suas obras mais conhecidas são o romance Calunga (1935), Poemas Negros (1937) e A Invenção de Orfeu (1952), sem esquecer de mencionar o poema Essa Negra Fulô. Já a sua produção no campo das artes plásticas flertou com o surrealismo.
Coleção Coco de Roda
A coleção Coco de Roda já está em sua quinta edição, com 21 títulos publicados. Adotados por escolas públicas e privadas do estado, os livros infantis da Imprensa Oficial Graciliano Ramos primam por trazer historinhas com temáticas alagoanas, escritas por autores nascidos ou radicados em Alagoas. As obras são selecionadas por meio de edital, num processo democrático e transparente, sempre a cada dois anos.
Nesta edição, a Coco de Roda traz cinco obras inéditas: Uma amizade além do tempo, escrito por Marília Matsumoto, ilustrado por Ivan Ramos; Silvana, a baleia beluga, de Maryana Damasceno, com ilustrações de Daniel Aubert; O colar de pérolas de Cecília, de Fabiana Freitas, com ilustrações de Jean Carlos; Estrela raivosa, de Guilherme Miranda Ramos, com ilustrações de Cristiano Suarez; e Zé Muquém pegou o trem, de Luiz Antonio Caldas Filho, com ilustrações de Pedro Lucena.
Fonte: Patrycia Monteiro

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