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domingo, 29 de outubro de 2017

Blog JMarcelo Fotos: Sete anos de construção e conscientização ao pertencimento das origens


Hoje, domingo, dia 29, o Blog JMarcelo Fotos comemora 7 anos de atuação no município de União dos Palmares. O olhar do diário online sempre esteve voltado para as terras palmarinas, para seu povo e sua cultura.  

Desde a primeira postagem no dia 29 de Outubro de 2011, eu já mostrava o cotidiano de nossa gente, a exemplo dos moradores dos abrigos improvisados que viviam nas barracas de lona, depois que suas residências foram destruídas na enchente de 2010.  

Ao logo dos anos, eu tive o prazer de registrar em imagens (compartilhadas, e que são de domínio público atualmente) e palavras, motivos propícios que alegraram os conterrâneos de Zumbi dos Palmares; fotos de eventos que enalteceram nossa comunidade, como também foram registradas fases que deixaram os palmarinos envergonhados por causa da corrupção local.

Nestes 7 anos de muito expediente e desafios, em elaborar matérias para o dia seguinte, a recompensa vem em perceber que, de uma forma ou de outra, o Blog vem fazendo com que pessoas expressem opiniões que, de certa forma, trazem reflexões construtivas sobre os mais diversos aspectos de nossa sociedade.  

Meu objetivo é continuar "observando" a evolução da sociedade palmarina e, no futuro próximo, ver as próximas gerações desfrutando melhorias e reconhecendo a relevância étnico-cultural do nosso povo.  
José Marcelo Pereira da Silva

Blog JMarcelo Fotos Completa um Ano!!! AQUI


Blog completa 2 anos!!! AQUI


Blog JMarcelo Fotos completa 3 anos de sucesso! AQUI



Blog JMarcelo Fotos completa 4 anos divulgando o melhor do município de União dos Palmares!!! AQUI


E o que podemos comemorar nesses 5 anos? AQUI


6 Anos do Blog JMarcelo Fotos: Da sociedade palmarina, podemos esperar o quê? AQUI

sábado, 28 de outubro de 2017

'A escola deve ser o lugar de encontrar soluções para o mundo real', diz educador

Marc Prensky, criador de termos como 'nativos digitais', vem ao Rio para participar do evento Educação 360 Tecnologia

RIO — "As crianças precisam chegar ao futuro munidas de habilidades que as farão bem-sucedidas no terceiro milênio, e não equipadas para o mundo de ontem em que nós crescemos". Essa é uma das reflexões que propõe Marc Prensky, que estará no Rio em agosto para participar do evento Educação 360 Tecnologia. A tecnologia, ele diz, deu às crianças uma infinidade de novas capacidades, o que fez com que elas se tornassem muito mais empoderadas do que no passado. Os fins educacionais devem mudar: não se trata mais de buscar boas notas, mas sim de fazer do mundo um lugar melhor. “As crianças já estão fazendo isso: inventam aplicativos para diminuir a violência doméstica, usam impressoras 3D para fazer próteses, entre muitas outras coisas extraordinárias”, diz. Uma educação para as futuras gerações, ele frisa, deveria ser focada em realizações assim, ou seja, na busca por soluções de problemas do mundo real. Para tanto, são necessários novo currículo, nova perspectiva no uso da tecnologia, professores que precisam desempenhar um novo papel. O Educação 360 Tecnologia é uma realização O GLOBO e Extra, com patrocínio do Colégio PH e Fundação Telefônica, apoio da Unesco e Unicef, parceria de mídia da TV Globo, Canal Futura, revista Crescer, revista Galileu e TechTudo e colaboração do Instituto Inspirare e Porvir.

Uma das mudanças propostas no Brasil é a flexibilização do currículo do Ensino Médio, um modelo que permitiria aos estudantes escolherem uma área de conhecimento, com liberdade de optar pelas disciplinas que vão estudar. É um bom caminho?

Escolhas são sempre boas. Mas uma das minhas principais reflexões é que a escola não deveria estar relacionada a estudar, mas sim à capacidade de realizar. É sobre se tornar alguém que efetivamente pode fazer do mundo um lugar melhor. Se tivermos matérias, e elas estiverem encaixadas em cursos lineares, estaremos fazendo errado. E não importa que disciplinas sejam, apenas tê-las é ruim. O que podemos fazer é mirar em habilidades. Elas não seriam ensinadas em um curso, não haveria uma grade curricular formada a partir disso. São habilidades que as pessoas precisam ter a vida toda e que devemos fazer com que sejam boas nisso. Uma das melhores maneiras de se trabalhar essa ideia é fazer projetos. E, ao final de cada um deles, verificar com cada criança ou jovem: essa habilidade melhorou? Aquela outra apareceu? Como vamos trabalhar para desenvolver as habilidades que faltam no próximo projeto? A ideia de um curso que começa aqui e acaba ali não dá às crianças uma educação melhor. Elas não estão tendo uma escolha, de fato, mesmo que possam optar pelas disciplinas.

O senhor propõe que as escolas deveriam ir além das matérias tradicionais, substituindo-as então por habilidades como negociação, resolução de conflitos, gestão de projetos, empreendedorismo, foco, liderança, agilidade, entre muitas outras que lista em suas apresentações e livros. Como preparamos os professores para isso?

Como você prepara qualquer pessoa para o fato de que o que ela está fazendo se tornou obsoleto? É um grande problema, que não é exclusivo dos professores. Acontece também com os trabalhadores das fábricas, com os agricultores... Seu trabalho mudou. No caso dos professores, a quem damos a tarefa de educar nossos filhos enquanto trabalhamos, precisamos vê-los — e eles precisam se ver — não como “provedores de conteúdo”, já que essa é a parte que está desaparecendo, mas sim como pessoas que escolheram o papel de ajudar as crianças a realizar seus sonhos. Os professores muitas vezes se queixam quando falamos sobre o lado “pessoal” do seu trabalho, e não da questão do “conteúdo”, mas é isso que conta. Como pais, confiamos neles para auxiliar nossos filhos a ir tão longe quanto possível no mundo. Não no mundo acadêmico, mas no real. Isso significa conhecer cada criança intimamente e ajudá-la a descobrir suas forças e paixões e aplicá-las de forma que torne seu mundo um lugar melhor. Para essa criança, isso significa ter instrutores que veem seu trabalho como empoderador, para que ela leve seus sonhos a sério e trabalhe duro — não a partir de um conjunto prescrito de conteúdos, mas em projetos que aumentam suas habilidades e capacidades e melhoram o mundo.

A sua sugestão é que a escola deveria ser o lugar onde problemas do mundo real seriam resolvidos. E as próprias crianças seriam as responsáveis por trazer as soluções. A experiência de vida não é fundamental para apontar soluções para problemas?

Errado. Este é um grande mito. O Exército dos Estados Unidos fez todos os seus oficiais lerem “Ender’s Game”, um livro sobre um garoto que, sem bagagem de experiência, aparece com uma solução que nenhuma das pessoas mais velhas teria. A experiência pode ser útil, mas não há garantia de que as lições que as pessoas tirem dela sejam as mais adequadas. É preciso mostrar às crianças como elas podem confiar em sua criatividade e intuição, além de como fazer para aproveitar a experiência de outros.

Como e por que você começou a desenvolver essas ideias?

Eu gosto muito de crianças. E talvez eu hoje queira fazer por elas algo que não fizeram por mim no passado. Nós não somos bons para os mais novos e há tantas possibilidades de fazer melhor nas escolas... Só que não aproveitamos isso. Um exemplo: estava lendo um texto outro dia de uma pessoa que estuda currículo. Ela dizia: “Nós fazemos coisas na escola que estão relacionadas com o mundo real. Por exemplo, levamos as crianças outro dia para que andassem na vizinhança e entrevistassem os comerciantes”. O resultado dessa atividade é que, quando voltaram, todos os alunos escreveram seus relatórios. Eles diziam algo como: os comerciantes gostariam que as crianças fossem mais educadas. Pronto, acabou assim, escreveram seus relatórios. Isso é a tradição acadêmica. Mas, para mim, é apenas o início. Tudo o que elas fizeram foi identificar o problema. Desse ponto em diante, a escola, a educação e o trabalho deveriam seguir. A reflexão seria sobre como fazer com que as crianças fossem mais educadas nesta vizinhança. É assim que ajudamos as pessoas a se tornarem sujeitos que melhoram o mundo. Não damos a questão como encerrada em um trabalho acadêmico. Nós vemos o problema e fazemos algo para solucioná-lo.

O que os pais podem fazer em casa para compensar o fato de que a escola hoje não está educando crianças para o século XXI?

Há três perguntas que penso que todos os pais devem encorajar seu filho a pensar — não apenas uma vez, mas regularmente. Quais são os problemas que eu vejo no mundo e sobre os quais eu particularmente me interesso? Quais são os meus pontos fortes que poderiam ser aplicados para resolver esses problemas? O que eu amo fazer? Quando essas três coisas se juntam, você obtém uma pessoa altamente motivada que provavelmente irá conseguir muito.

Os termos “nativos digitais” e “imigrantes digitais”, criados pelo senhor, tratam de diferenças entre os que já nasceram com as tecnologias digitais presentes em suas vidas e aqueles que só tiveram contato com elas em sua vida adulta. Podemos usar essa reflexão para entender as diferenças entre professores e alunos em sala de aula. Essa lacuna geracional continuará a existir no futuro, mesmo quando todos forem “nativos digitais”?

As coisas sempre evoluirão, mas o que importa é o quanto o ambiente mudou recentemente, o quanto nossa relação individual com máquinas e tecnologia cresceu e o que isso significa para o resto de nossas vidas. Aqueles, jovens ou velhos, que não aceitaram essas mudanças são pessoas de uma era diferente. Nada desaparece totalmente, e sempre haverá pessoas com perspectivas antigas. Mas as novas coisas, os novos relacionamentos e as novas atitudes estão se tornando dominantes.

Como foi a sua vida escolar? Que experiências você viveu na escola e são fundamentais na sua vida?


Minha experiência na escola não foi o que poderia ou o que deveria ter sido. Eu consegui o que era considerada uma “boa” educação pública no ensino médio e, depois disso, uma educação privada de ponta, em Oberlin, Harvard e Yale. Tudo isso ajudou a moldar meu pensamento de muitas maneiras, mas não particularmente as minhas ações, os meus relacionamentos ou as minhas realizações. Na verdade, isso foi impedido: nunca pensei que poderia ser um escritor, que era o meu ponto forte, enquanto eu estava na escola. A escrita acadêmica era muito restritiva. Eu estava desajustado no colégio, ninguém sabia o que fazer de mim. Não consigo lembrar de um único professor que disse “Marc, com seus pontos fortes e perspectivas, eu recomendo que tente isso ou aquilo”. Muitas vezes, perguntamos às pessoas: “Quem foi seu melhor professor e como ele o ajudou?”. Isso é bom e faz os professores se sentirem bem. Mas a maioria só pode apontar para um ou dois, dos dez ou 50 que teve. Nós aprenderíamos muito mais se perguntássemos: “Quem foram seus piores professores e por quê?”

Fonte: O Globo

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Histórias de admirar: Ser Professor


Depois de passado um mês desde a partida para a terra dos sonhos, a aldeia da memória, de meu (para sempre) professor/ mestre Arnaldo Begossi, volto a escrever para a coluna Histórias de admirar. 

Peço desculpas aos leitores de O Pantaneiro pelo silêncio, mas, envolvido em luto que estava, não tive condições de deixar meu coração entristecido falar. Ele ainda quer ficar quietinho, encolhido e, apesar disso, justamente para celebrar a profissão que escolhi para seguir vida afora, decidi voltar à escrita. 

Ser professor... Vejo tantas definições, ideias, “achismos”, afirmações eloquentes e fico imaginando o que, afinal, somos. Não somos super-heróis, com certeza, embora a atitude da professora de Janaúba, Minas Gerais, salvando suas crianças do fogo, nos leve a crer que ali, com certeza, houve um ato de heroísmo e de bravura! Ser professor é equilibrar-se em uma tênue e frágil corda bamba, procurando não deixar cair nem a si mesmo e nem àqueles que são conduzidos pelo mestre pelos caminhos do conhecimento, pelas florestas de símbolos, códigos, representações. 

Um mediador... Ninguém nunca irá nos substituir, sejam plataformas digitais, programas de tele-educação ou outras parafernálias modernas quaisquer. Somos imprescindíveis? Eu me atreveria a afirmar que sim, embora possa parecer arrogância misturada à soberba. Temos poderes que muitos de nós desconhecemos, tais como o de tocar profundamente alguém sem lhe encostar um dedo sequer! É muito bom saber que depois de uma aula (bem dada/ participada) os alunos/ aprendizes irão para casa (que pode ser uma mansão ou uma palafita) e se perguntarão sobre o mundo que os rodeia, questionando-o, questionando-se, desnaturalizando o que lhe parecia tão natural, mas que não passa de construção histórica e social. 

Pelas minhas mãos já passaram tantas gentes, algumas mais abertas, outras tão fechadas ao conhecimento, enfim, pessoas buscando seu próprio lugar no mundo, de um jeito muito próprio. Um professor toca, transforma, pergunta (mais do que responde), questiona, vai às raízes (por isso pode ser chamado, às vezes, de radical), não se conforma com o superficial, com o raso! Não somos infalíveis, porém muitas vezes nos esquecemos disso (e quem nos cerca também). 

Não, caros leitores, aqui não pretendo ficar listando lamúrias, referindo-me ao quanto ainda somos desvalorizados, financeira e socialmente, e blá, blá, blá... Prefiro, ao invés disso, recordar o que me fez desejar seguir essa carreira, o desejo de poder transformar a minha própria vida (material, espiritual) e a de meus alunos/ aprendizes. 

Eu, que não tive filhos biológicos, que não tenho “herdeiros” com a minha cara e a cara de “seo” João, hoje sei que serei eterno! 

Ser professor é eternizar-se na memória daqueles com quem convivemos diariamente, de quem somos mais do que educadores/ mestres. 

Ser professor é saber – muitas das vezes com muito pouco – encantar, tomar pelas mãos os ouvintes/ videntes/ pensantes e levá-los aonde se quer, trazendo-os de volta à realidade para que seja questionada, desconstruída, sonhada, reconstruída, transformada em algo melhor do que foi/ era. É também ser o portador de uma chama a ser transmitida a outros, para que eles a carreguem consigo, ajudando tantos a se libertarem do breu da ignorância, da intolerância, do desrespeito, da violência. 

Alguns se perguntarão: –  Giovani, que otimismo todo é esse? Não sei se o nome é otimismo, caros leitores, mas sei que tenho uma boa dose de esperança no ofício escolhido ainda na tenra infância e que faço todos os dias – alguns mais, outros menos – minha “profissão de fé”! 

Ser professor é ser pássaro “adulto” que se despe das penas, às vezes com dor, e as oferece a outros passarinhos, ainda “jovens”, “crianças”, para que aprendam a voar e adquiram suas próprias asas e alcancem seus sonhos, até que chegue o dia de partir para a terra dos sonhos, a aldeia da memória. 

Ser professor é ficar, para sempre, na memória!

Giovani José da Silva

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

"Ter União dos Palmares como cidade é melhor ainda!" Por Pedro Henrique


O Distrito de Rocha Cavalcante é o lugar onde vivo desde pequeno, e que tive momentos muitos bons que lembro até hoje. É considerado um lugar pequeno, mas está dentro de um município grande e rico em cultura. 

Aqui é calmo e ótimo para se viver. O ponto negativo é que não existem oportunidades de empregos para sua comunidade. Por não haver serviços, esse é o motivo de algumas famílias viajarem para outros estados do País, em busca de uma vida melhor.

Porém, alguns fatos bons posso destacar, como, a localidade não ser violenta, não haver tantos homicídios e roubos como em outras cidade, etc. E ter União dos Palmares como cidade, é melhor ainda!

Pedro Henrique, aluno do 9 Ano "A", da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros.

Alagoas terá o I Encontro de Maracatus de Baque Virado em novembro


Em 2017 completa-se 10 anos do ressurgimento da manifestação cultural maracatu no Estado de Alagoas e para celebrar este marco, atendendo uma demanda crescente de retomada da identidade afro-alagoana, o grupo Maracatu Baque Alagoano realiza o Encontro de Maracatus de Baque Virado – Maceió 2017.

De 18 a 20 de novembro, estarão reunidos Mestres, batuqueiros, estudiosos e ainda o público em geral, interessado em conhecer e aprender mais sobre maracatu, a história e cultura negra no estado.

Serão dois dias – 18 e 19 de novembro – de apresentações, vivências, oficinas, debates e reflexões sobre a manifestação artístico-cultural maracatu, abrindo espaço também para outros folguedos alagoanos, na Praça Multieventos, Praia de Pajuçara, integrados à programação do Mês da Consciência Negra no estado.

No dia 20 de novembro, o Encontro de Maracatus de Baque Virado sobe a Serra da Barriga para celebrar o Quilombo dos Palmares e a resistência negra ao longo dos séculos, em um dos lugares mais icônicos desta história.

O Encontro de Maracatus de Baque Virado – Maceió 2017 também vem para disseminar o Maracatu de Baque Virado por meio da agregação espontânea de grupos em rede, utilizando como ferramentas de socialização a musicalidade, a estética artística e a história do maracatu, a exemplo de eventos similares que ocorrem em outros estados, destacando Alagoas neste cenário.

Coordenado pelo Maracatu Baque Alagoano enquanto também um evento que celebra seus 10 anos de fundação, o Encontro reúne aqueles que estudam e vivenciam o maracatu, suas histórias e seu aspecto de resistência, já que o maracatu é uma das manifestações culturais mais antigas registradas na cultura afro-brasileira.

As inscrições para o Encontro de Maracatus de Baque Virado serão abertas em breve – as vagas são limitadas para 200 participantes. 

Para acompanhar as informações e novidades do evento, basta acompanhar o Maracatu Baque Alagoano em seu blog (maracatubaquealagoano.blogspot.com.br), Facebook (facebook.com/baquealagoano) e Instagram (@baquealagoanomaracatu).

Fonte: Assessoria

sábado, 21 de outubro de 2017

Seminário da Reforma: Celebrando os 500 anos da Reforma Protestante em União dos Palmares

Qual é a programação?

No próximo domingo, 22/10, a Igreja Presbiteriana do Brasil e a Siló Igreja Cristã, promoverá o Seminário da Reforma em celebração pelos 500 anos da Reforma Protestante do século XVI. 

O evento será realizado no auditório da Prefeitura de União dos Palmares, iniciando às 13:30h com a abertura do Seminário e já as 14:00h a primeira aula. Ao todo serão 6 aulas.

SOBRE OS PRELETORES

Já estão confirmados como preletores:
- Pr. Eduardo Damaceno (presidente da Siló Igreja Cristã/Belo Horizonte);
- Rev. César Pereira (pastor da IPB em União dos Palmares);
- Pr. Roberto Waisman (pastor da Igreja Graça Maior/Belo Horizonte)
- Pr. Robson Baeta (pastor da Igreja Bíblica Nova Aliança/Maceió)
EVENTO.

A entrada é franca e aberta ao público em geral. Você cristão evangélico, independentemente de sua denominação, é convidado a celebrar esse momento conosco.

Grandes coisas o Senhor tem feito por nós nesses 500 anos.

#EuVou
#500Anos
#SeminarioDaReforma

Movimentos Agrários entram na disputa das terras da Usina Laginha

A história das terras que envolvem a massa falida das usinas Laginha, pertencentes ao grupo João Lyra, ganha novo capítulo após a intervenção do Movimento Sem Terra (MST) e Movimento Via do Trabalho (MVT). Durante toda a semana, os trabalhadores realizaram mobilizações na capital pedindo a reforma agrária e remarcação da região.
O coordenador do MST, José Roberto, lembrou que muitas famílias dependem da economia da região e que uma das soluções seria aproveitar as terras para a agricultura local. “Está se pensando nas dívidas e cobradores, mas se esquecem das famílias que dependiam das usinas”, disse.
O líder do movimento cobra que os trabalhadores sejam ouvidos, antes da venda por completa da massa falida.
A polêmica surge junto com uma audiência pública realizada pelos juízes Leandro de Castro Folly, Phillippe Melo Alcântara e José Eduardo Nobre Carlos que discutiu a proposta feita pelo Grupo Cambuí, de Minas Gerais, para compra das terras pertencente à Massa Falida da Laginha Agroindustrial, do Grupo João Lyra.
Para Paulo Scaff, superintendente da Superbid, empresa encarregada de realizar os leilões dos bens da Massa Falida da Laginha, a proposta de R$ 80 milhões ficou bem abaixo do que a usina vale. Ainda segundo ele, é importante ouvir outras empresas interessadas na compra.
O Grupo Cambuí propôs pagar 58% do valor da última avaliação do bem, o que daria algo em torno de R$ 82 milhões. Metade seria dada à vista e a outra metade paga em cinco anos. “A proposta da empresa se relaciona à última avaliação, que apontou o valor da usina como sendo de cerca de R$ 141 milhões. Em 2013, apresentamos proposta de R$ 211 milhões, justamente o valor da avaliação feita na época, mas até a presente data isso nunca foi decidido no processo”, explicou.
O superintendente disse também que, se a proposta de compra for rejeitada, o leilão da usina pode ocorrer já na segunda quinzena de novembro com seis interessados. “Esperamos que seja ratificada a venda da usina pelo leilão. Se o Grupo Cambuí quiser fazer uma oferta, que o faça dentro do leilão. O objetivo é trazer o maior número de compradores para que se maximize o preço. Isso trará mais resultados para o falido, credores e todos os envolvidos”, disse.
Diante da situação, os movimentos ligados aos trabalhadores do campo prometem chama a atenção das autoridades para serem ouvidos. “Os grandes conglomerados são o alvo desse leilão, deixando de lado a classe camponesa”, disse o representante do MST.
Os juízes que estão à frente do processo da Massa Falida devem decidir sobre a proposta. “Vamos deliberar sobre qual vai ser o próximo passo. Se a proposta vai ser submetida à apreciação da Assembleia Geral de Credores ou se prosseguiremos com a venda por meio do leilão. Até o final desta semana a decisão constará nos autos”, afirmou o juiz Phillippe Melo.
Quem também está de olho é a Cooperativa Pindorama de Coruripe e o assunto chegou até o governador do Estado, Renan Filho (PMDB). A proposta foi apresentada ao governante durante reunião na Cooperativa da Pindorama, que contou com o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), Helder Lima.
Nos bastidores, o chefe do Executivo Estadual já teria se reunido com o Tribunal de Justiça que sinalizou interesse em fazer com que a usina gere renda, mas tudo dependeria do leilão que está tramitando.
Anteriormente, outro leilão foi realizado entre 26 de julho e 14 de agosto deste ano, onde outros bens da Laginha foram vendidos. Um apartamento, localizado no bairro da Ponta Verde e avaliado em R$ 650 mil, foi arrematado por R$ 395 mil.
A aeronave modelo EMB-820C Carajá, ano 1985, avaliada em R$ 345.500, recebeu lance de R$ 324.300. Já a sala e a garagem no prédio "Avenue Center", no Centro de Maceió, receberam avaliação de R$ 145 mil e foram vendidas por R$ 95 mil.
A falência do grupo sucroalcooleiro foi decretada em 2012, mas desde novembro de 2008 a Laginha encontrava-se em recuperação judicial.
O valor arrecadado no leilão está depositado em conta judicial, vinculada ao Juízo da falência. Ele será usado para pagamento de credores, fornecedores de serviços, instituições financeiras e tributos fiscais.
Fonte: Arapiraca News

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

União dos Palmares dá apoio a Conselho da Área de Proteção Ambiental

O conselho discute ações e propostas para a contenção ao desmatamento e preservação das áreas ambientais, unindo forças com representantes das regiões correspondentes para a articulação deste trabalho

União dos Palmares participou da formação do novo conselho gestor da Área de Proteção Ambiental (APA) da cidade de Murici, onde o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Afrânio Mendonça, e o Coordenador Municipal da Defesa Civil, Sargento Alex, irão fazer parte deste conselho para representar União, já que a região da Serra dos Frios faz parte das áreas de atuação da APA.
A cerimônia de posse do novo conselho ocorreu na Secretaria de Educação do município de Flexeiras nesta quarta-feira (18/10), reunindo representações da Secretaria do Estado do Meio Ambiente e Recursos hidricos de Alagoas (SEMARH), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Estação Ecológica (ESEC), entre outras de atuação ambiental. Presença ainda da prefeita de Flexeiras, Maria Isabel Costa.
O conselho discute ações e propostas para a contenção ao desmatamento e preservação das áreas ambientais, unindo forças com representantes das regiões correspondentes para a articulação deste trabalho. “O objetivo primordial de uma APA é a conservação de processos naturais e da biodiversidade, orientando o desenvolvimento, adequando as várias atividades em prol da causa. Temos uma área rica em biodiversidade em nossa região palmarina que faz parte da APA de Murici, a Serra dos Frios”, explicam o secretário Afrânio e o Sargento Alex.
*Secom União