quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Programação do Mês da Consciência Negra 2017 tem Margareth Menezes, Tribo de Jah e Vibrações aqui em União dos Palmares
Margareth Menezes
Tribo de Jah
Vibrações
A programação do Mês da Consciência Negra, que será realizada
em Maceió e União dos Palmares, iniciou nesta quarta-feira (8) e segue até 20
de novembro, Dia da Consciência Negra. Ainda na quarta-feira , ocorreu a
abertura oficial da XV Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural (CPC) do
Mercosul, no Teatro Deodoro. Na quinta (9), houve a continuação da programação
e nesta sexta-feira (10), na Associação Comercial de Alagoas, no bairro
histórico do Jaraguá, às 11h, haverá apresentação do Plano de Gestão da Serra
da Barriga como Patrimônio Cultural do Mercosul.
De 11 a 16 de novembro, as escolas de União dos Palmares
recebem as oficinas do projeto “Conhecendo a Nossa História: Da África ao
Brasil, que tem o intuito de disseminar o conhecimento sobre a História e
Culturas do continente africano e dos afro-brasileiros.
No sábado (11), às 11h, acontece a Cerimônia de Certificação
da Serra da Barriga como Patrimônio Cultural do Mercosul.
Nos dias 12, 20 e 27 deste mês, acontece em Maceió (Pajuçara,
Farol e Mirante do Jacintinho, respectivamente) o Projeto Em Cantos Africanos.
Um espetáculo irá mostrar ao público infanto-juvenil a riqueza de narrativas da
África.
No dia 13, às 18h, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento
Econômico e Turismo (Sedetur) promove um Workshop de Atendimento ao Turista, no
Auditório da Prefeitura de União dos Palmares.
Entre os 14 a 20, das 10h às 22h, o Pátio da Estação
Ferroviária de União recebe a Feira de Negócios e Arte.
De 15 a 19 de novembro, é a vez do projeto Vamos Subir a Serra.
A Praça Multieventos, na capital alagoana, será palco, das 8h às 22h, de
palestras, rodas de conversa, mostras de cinema, exposição fotográfica,
oficinas e feiras de produtos artesanais.
Em 17 de novembro, grupos culturais de Maceió fazem a
Celebração de Saudação à Serra da Barriga. Haverá um cortejo e apresentações
culturais na Praça Multieventos.
De 18 a 20 de novembro, ocorre em Maceió o Encontro de
Maracatus. Já União dos Palmares receberá apresentações artísticas da
Vibrações, Tribo de Jah, Naná Martins, Margareth Menezes, grupos culturais e
bandas locais.
E no dia 20 de novembro, será o grande dia de comemorações da
Consciência Negra, em qual será instalado o Comitê Gestor e apresentado o
dossiê que embasou a candidatura da Serra da Barriga.
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Quem quer ser professor?
“Quem quer casar com a Carochinha que é tão formosa e bonitinha?” Muitos foram os pretendentes que se sentiram atraídos pelo convite da formosa Carochinha, que a todos rejeitou. João Ratão, o aparente felizardo por ela escolhido, como sabemos, acabou no caldeirão.
“Quem quer ser professor, uma profissão tão digna e de inegável valor?” Sabemos a resposta a esta pergunta, bem como conhecemos a opinião dos estudantes portugueses acerca dos seus professores. Podemos adivinhar (sem grandes probabilidades de erro) os seus motivos.
Comecemos pela resposta à pergunta. Segundo um estudo realizado para o Conselho Nacional de Educação (CNE) a partir do relatório dos testes PISA de 2015, somente 1,5% dos estudantes portugueses que fizeram esses testes consideram a possibilidade de virem a ser professores. Avancemos para as opiniões que os alunos têm dos seus professores. É também uma publicação do CNE que dá a conhecer que, segundo os dados dos testes PISA, em 2012 os alunos portugueses estavam entre os que, percentualmente, mais respostas afirmativas davam no que se refere a sentirem-se felizes na escola e a terem um bom relacionamento com os professores; a percentagem dos que se sentiam postos de parte por eles era mínima. A quantidade de estudantes portugueses que afirmavam relacionar-se bem com os professores (86%) contrastava, nomeadamente, com a dos finlandeses (43%).
Porquê, então, um tão baixo desejo dos jovens em optarem pela profissão de professor? Não será difícil encontrar resposta(s) para esta última questão. Difícil é abordar todos os motivos possíveis no espaço deste artigo.
A figura do professor sofreu uma desvalorização social enorme. Todos se lembrarão da imagem do professor preguiçoso, que trabalha pouco e falta muito, divulgada por uma ministra que, a reboque de tal imagem, retirou direitos aos docentes, aumentou-lhes o horário de trabalho e a carga burocrática.
Todos ouvem anualmente, nas notícias, o drama que vivem muitos professores, que chegam aos 50 anos de idade sem garantia de trabalho e sem estabilidade familiar, com a casa às costas de ano para ano ou de mês para mês. Atrás vem o drama dos filhos: a escola que vão frequentar, com quem ficam. Vem o drama da economia familiar: o baixo ordenado derretido nas viagens e, eventualmente, no aluguer de um alojamento.
E as diversas e indefinidas componentes do horário, cuja definição os professores têm vindo a exigir sem que a tutela lhes dê ouvidos? Falarei só da componente letiva e da não letiva. Esperar-se-ia que da não letiva estivessem excluídas as atividades com alunos, como, por exemplo, apoios individualizados, aulas de apoio ao estudo ou coadjuvação em sala de aula, mas tal não acontece. E assim, de forma mascarada, aumenta-se o horário de trabalho dos docentes e o seu consequente desgaste e diminui-se artificialmente a “necessidade” de contratação de novos professores.
Impensável é também o que se perspetiva no Orçamento de Estado em discussão: a função pública terá as suas carreiras descongeladas no próximo mês de janeiro, após mais de nove anos de congelamento, sendo o tempo de congelamento contado para progressão com mecanismos de faseamento. Deste processo estão excluídos os docentes, a quem está destinado o apagamento de nove anos da sua vida profissional, com a perda salarial que tal implica. Dizem os responsáveis governamentais que tal sucede por a sua progressão se fazer apenas por tempo de serviço. Contudo, os professores só podem mudar de escalão se, cumulativamente, obtiverem Bom, no mínimo, na avaliação a que são sujeitos obrigatoriamente, e se tiverem frequentado, com sucesso, um mínimo de 50 horas de formação.
Já vai longa a lista de “contras” na hora de tomar a decisão de ser professor. Perante este caldeirão fumegante, os pretendentes afastam-se assustados. De resto, já não conseguindo a profissão docente mostrar-se tão sedutora como a Carochinha da nossa história, revela-se, no entanto, igualmente inatingível, rejeitando aqueles que a ela querem aceder. O último relatório Perfil do Docente, do Ministério da Educação, mostrava que, num universo de 104 386 docentes da escola pública, em 2015/2016, apenas 383 tinham menos de 30 anos. No 2.º ciclo de escolaridade, por exemplo, 48% dos docentes tinham 50 anos de idade ou mais e 34,6% estavam na casa dos quarenta. Quantas histórias de emprego precário e mal pago e de vida pessoal e familiar instável se encontram nos docentes que vivem os seus “quarenta”!
Termino com o reconhecimento de que, não obstante todas as enormes dificuldades com que se deparam nos dias de hoje, os professores sabem o valor da sua profissão e exercem-na com dignidade, sem deixar que os seus alunos sejam afetados pelos seus dramas.
Quem quer ser professor? Gostaria que os seus filhos optassem por essa profissão? Porquê? São questões que merecem reflexão
ARMANDA ZENHASMestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 no agrupamento de Escolas Eng. Fernando Pinto de Oliveira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
Dia de demonstrar o amor pelo Brasil
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segunda-feira, 13 de novembro de 2017
Convite
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Seja gentil sempre...
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sábado, 11 de novembro de 2017
Governador inaugura obras do Pró-Estrada em Rocha Cavalcante, em União dos Palmares
Foram implantados 2,5 km de pavimento asfáltico, interligando o acesso de Rocha Cavalcante à BR-104, além de vias urbanas centrais
O governador Renan Filho e o secretário de Transporte e
Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, inauguraram, na tarde deste sábado (11),
as obras de recuperação asfáltica do distrito de Rocha Cavalcante, em União dos
Palmares.
"O Pró-Estrada revitalizou o acesso a Rocha Cavalcante,
a antiga Barra do Canhoto, que hoje tem um acesso digno, decente, que melhora a
qualidade de vida das pessoas daqui", afirmou Renan Filho.
Foram implantados 2,5 km de pavimento asfáltico, interligando
o acesso de Rocha Cavalcante à BR-104, além de vias urbanas centrais.
"Mudou pra melhor, principalmente pela pista que
fizeram. Era uma buraqueira só, onde não se passava carro, não passava moto;
quando chovia era que ficava pior. Melhorou para os moradores e para os
taxistas que fazem praça aqui", revelou a moradora Denise Rodrigues.
Mosart Amaral lembrou que o Pró- Estrada tem atuado não
somente nas rodovias, mas, também, nos centros urbanos. "Fizemos a
sinalização horizontal e vertical. Aproveitamos também para fazer um parque e
uma quadra de areia para a prática esportiva", destacou o secretário.
O prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas, afirmou que
Renan Filho, na condição de governador, tem sido o maior parceiro da história
de União dos Palmares. Renan Filho autorizou a doação de duas ambulâncias para
o município: uma para o Hospital São Vicente de Paula e outra para o distrito
de Rocha Cavalcante.
"A gente não tinha um governador que se dedicasse tanto
a União dos Palmares como tem se dedicado Renan Filho. Todas essas obras
anunciadas e outras já executadas estão mudando a cara do município, desde a
estrada que liga União dos Palmares à BR-101, como a estrada que vai ligar
União a Chã Preta, juntamente com o Vale do Paraíba; seja o recapeamento
asfáltico que está fazendo na cidade, o Centro Integrado de Segurança Pública
que vai construir; o Hospital Regional da Mata, que vai gerar mais de 600
empregos, dentre outras obras", citou Kiu, como é conhecido o prefeito.
O público prestigiou o desfile cívico, realizado pelas escolas
municipais: Dr. Antonio Gomes de Barros, Papa Paulo VI e Pedro Cândido da
Silva, instituições localizadas na zona rural do município.
Estiveram presentes ao evento; secretária municipal de
Educação Rimelc Shirley Lins, equipe gestora da SEMED e diretores escolares e
coordenadores pedagógicos. O vereador José Lourenço da Silva e demais
lideranças locais.
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
É hoje: Escola Estadual Rocha Cavalcanti em União dos Palmares promove durante a semana apresentações do ‘Teatro à Boca da Noite’
Agência Tribuna União - Ascom - O festival de teatro da Escola Estadual Rocha Cavalcanti, Teatro à boca da noite, terá sua 2ª edição, e acontecerá de 06 a 17 de novembro deste ano. O evento é um momento de compartilhar com a comunidade escolar o conhecimento ampliado em sala de aula sobre gênero dramático.
Os estudos tiveram início no primeiro bimestre, mais precisamente em maio, com a abordagem sobre gêneros literários (com ênfase no citado gênero), se estendo na visita ao Teatro Deodoro para assistir à peça Volta à seca. Os estudos continuaram com discussões sobre técnicas e textos teatrais. Teatro Épico e as propostas de Bertolt Brecht, O Teatro do Oprimido de Augusto Boal também fizeram parte dos conteúdos trabalhados em sala na disciplina de Arte. O projeto estimula o trabalho em equipe, os jogos cênicos e a solidariedade entre os estudantes.
Desse modo os sorteios de nomes de dramaturgos e compositores musicais brasileiros para que fossem feitas leituras (em equipes) de suas obras. Essa leitura levou as equipes a selecionarem uma de suas obras para a montagem de peças. Leituras, estudos, reflexões e tantos outros momentos povoaram a vida dos estudantes envolvidos nesse trabalho.
Agora a boca da noite não trará apenas a magia da negritude noturna, do brilho das estrelas e da lua; ela trará a magia do teatro e do conhecimento para nossa comunidade. Assim como em 2016, sentir-nos-emos honrados em receber todos que desejarem estar conosco nesse momento de alegria, aprendizagem e magia.
O evento é aberto ao público com início às 18h
06/11 – A Ópera do malandro
07/11 – O pagador de promessas
08/11 – Cala a boca já morreu
09/11 – Farinha boa é a que a mãe manda lá de Alagoas
10/11 – Pluft, o fantasminha
13/11 – As noivas de Copacabana
14/11 – A valsa nº 6
16/11 – O circo Místico
17/11 – Morte e vida Severina e os Severinos de Alagoas – Grupo Mocambo das Artes, peça premiada com o 2º lugar no II Encontro Estudantil
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Zumbi vive
Há 322 anos, em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi dos
Palmares, encerrando mais de um século de resistência naquele que foi o maior
quilombo da história do Brasil. Ele morreu na guerra contra a escravidão, hoje
extinta, mas a luta contra a desigualdade ainda se faz necessária.
A partir dali, ao invés de esmorecer, foram formados milhares de novos quilombos pelo país inteiro, muitos dos quais continuaram a existir após a abolição. Hoje, segundo a Fundação Palmares, órgão do Ministério da Cultura, há perto de 1900 comunidades remanescentes no país inteiro.
A regularização fundiária desses remanescentes de quilombos é parte dessa luta. Não que queríamos os negros lá, segregados em reservas próprias. Mas, os quilombolas atuais são museus vivos, de enorme relevância por guardarem parcela significativa da cultura trazida da África, que inclui, em muitos casos, a propriedade e uso coletivo de terras.
E pra lembrar ao Brasil que brasileiros afrodescendentes são partes da nossa sociedade, mas ainda padecem da falta de igualdade plena, verdadeira, não apenas formal, no papel.
Palmares
O Quilombo de Palmares ficava na Serra da Barriga, então Pernambuco, distante de áreas urbanas, a região de mais difícil acesso naquela Província.
Era uma área enorme, metade do que é hoje o Pernambuco, indo até as margens do rio São Francisco, de topografia acidentada e uma mescla de mata fechada com palmeirais (palmares) nativos nos topos dos morrotes. Hoje, boa parte do território estaria em Alagoas, onde está a cidade de União dos Palmares.
Tudo começou com a revolta dos escravos de um engenho de açúcar que, armados apenas com foices, chuços e paus atacaram e dominaram seus amos e feitores, segundo conta o historiador Décio Freitas, em “Palmares – A Guerra dos Escravos” (Editora Movimento, Porto Alegre-RS, 1973). E arremata:
“E assim, viram-se senhores do engenho que fora tanto tempo o instrumento da sua opressão. Mas quedaram perplexos: que fazer da liberdade que haviam conquistado?”
Corria o ano de 1.580 e já havia muitos exemplos de revoltas que foram sufocadas, como seria também a deles. Se ficassem na usina, logo seriam cercados por forças bem armadas. Se fugissem pra perto, logo seriam alcançados. Daí, a decisão de andar semanas e semanas até a região dos Palmares. Mas, a simples escolha do local denunciava que o território já havia sido percorrido por alguns deles.
Ergueram, então, onze vilas, chamadas de mocambos, que começaram com cerca de três mil pessoas e chegaram a ter 40 mil habitantes. Muitos foragidos de prisões e senzalas da Bahia e de todo o nordeste foram se incorporando ao empreendimento.
O chefe maior era eleito, como na maioria das comunidades africanas, e não tinha poderes absolutos nem linhagem religiosa, num convívio baseado na fraternidade e solidariedade, citando de novo Décio Freitas Ali, no mocambo Cerca do Macaco, nasceu o menino Zumbi dos Palmares, em 1.655, que ainda criança foi raptado e entregue a um missionário português, que o batizou com o nome de Francisco e o educou.
Com idade de 20 anos, porém, ele voltou aos Palmares, à época sob a liderança de seu tio Ganga Zumba, chefe que negociava um armistício com as autoridades da Província, pois estas haviam aprisionado seus três filhos. Zumbi tomou a dianteira e impediu o acordo, destacando-se como comandante militar, o que o colocou na posição de líder maior do quilombo.
Entretanto, Ganga Zumba prosseguiu as negociações por sua própria conta, foi pessoalmente a Recife, acompanhado de um séquito de 40 homens, e fechou um acordo com o governador da Província, Aires de Souza e Castro. Assim, ele deixou o quilombo e foi morar em umas terras cedidas pelo mandatário. E consta que lá morreu, uns anos depois, envenenado.
Desde lá atrás, no início de tudo, os quilombolas de Palmaras já haviam enfrentado incontáveis batalhas contra portugueses, holandeses e senhores de engenhos. Usavam táticas de guerrilha e quase sempre saiam vitoriosos ou pelo menos ilesos, pois ninguém ousava entrar nos redutos por eles dominados, na tentativa de alcança-los.
Mas, eles enfrentavam sérios problemas, entre os quais o de poucas mulheres, o que os forçava a descer a serra, como se dizia, pra raptar negras em senzalas, plantações ou casas de fazendas. Isto, era feito com escaramuças e violência, pois eles aproveitavam pra confiscar armas e alimentos.
O fato é que, agora, a fama de Zumbi se espalhava pelo país inteiro, como homem capaz de muitas proezas, que não aceitava negociar com o poder colonial que os escravizava e que, além do mais, tinha o corpo fechado, ninguém conseguiria mata-lo. Pelo sim, pelo não, as histórias que corriam incomodavam as autoridades e senhores de escravos.
Foi armada, então, em 1.687, uma grande ofensiva contra Palmares, tarefa entregue ao bandeirante Domingos Jorge Velho, então já conhecido matador de índios da Bahia ao Piauí, e senhor de fazendas em todo o nordeste. Ele tinha um exército de 2.100 homens, dentre os quais 1.300 índios cooptados e uns 800 não-índios, inclusive negros.
Foram 7 anos de ofensivas que, aos poucos, foram solapando o quilombo pelas beiradas, mocambo a mocambo, até o derradeiro ataque ao Macaco, iniciado em março de 1.695. Delatado por um ex-comparsa, Zumbi foi apanhado no dia 20 de novembro, morto e decapitado. Sua cabeça foi levada ao Recife, onde foi exposta no lugar mais público da cidade, e ali ficou até se decompor.
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