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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Lojas Americanas se instala em União dos Palmares na próxima quinta-feira,15




2019 foi o ano da chegada a União dos Palmares das grandes lojas de departamento especializada na venda não só de eletro-eletronicos, como escolar, de cozinha e outros itens no município. 

Depois da Ricardo Eletro e Magazine Luiza a direção das Lojas Americanas anunciam a inauguração da sua maior loja do interior de Alagoas em União dos Palmares.

Localizada no prolongamento da avenida Monsenhor Clóvis Duarte, as Lojas Americanas representa aporte financeiro estrangeiro na cidade. Uma fonte ligada ao blog revelou que foram contratados 120 empregados além de membros de sua direção administrativa e gerência. "Todos funcionários são de União dos Palmares", disse.

Especializada na venda de eletro-eletrônicos das melhores marcas no Brasil, as Americanas chega a União dos Palmares como pioneira na Zona da Mata alagoana, depois de uma vasta pesquisa de mercado e por acreditar no município e nas boas vendas que realizará.

A solenidade de inauguração ocorrerá na próxima 5ª feira, dia 15 as 8h da manhã com ampla promoção de mercado.

Só nos resta desejar boas-vindas e a realização de bons negócios na região.

Por Ivan Nunes - A Palavra


segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Uma viagem à Serra Sagrada de Zumbi dos Palmares


Alagoas é realmente uma terra abençoada por Deus e ainda o berço da liberdade no Brasil, já que foi aqui que ocorreu o maior levante armado contra a escravidão em toda América. Cerca de 30 mil negros se uniram, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, sobe o comando de Zumbi do Palmares e Ganga Zumba para enfrentar o perverso sistema escravagista implantado pela civilização européia.

O Brasil foi uma das colônias para onde foram enviados milhões de africanos trazidos à força pelos comerciantes de seres humanos, sendo também o último a decretar o fim desse sistema de exploração do trabalho humano.

A saga da luta dos guerreiros na Serra da Barriga é hoje objeto de pesquisa e busca do resgate da importância desse fato histórico, não só para a comunidade negra brasileira, mas mundial. A Serra Sagrada é solo santo que merece ser reverenciado por todos, pois é um símbolo de resistência da liberdade.  Diante da importância histórica e antropológica a Serra da Barriga ainda não conta com a verdadeira infraestrutura e divulgação para fazer chegar mais longe o grito de liberdade de Zumbi dos Palmares e Ganga Zumba.

Alagoas tem essa pérola histórica e até hoje os sucessivos governos não souberam dotar o local de uma infraestrutura para receber os visitantes. A Serra da Barriga possui um grande apelo turístico que precisa de mais empenho e atenção das autoridades para sua divulgação e consolidação como destino turístico internacional.

Algumas empresas de turismo em Alagoas realizam todas as quartas-feiras uma excursão à Serra da Barriga, saindo de Maceió com um roteiro bem definido pela manhã com destino a cidade de União dos Palmares a 92 quilômetros da capital alagoana. Os visitantes são orientados a não pegar nada do solo da Serra, já que o local é tombado pelo patrimônio nacional.

A Serra possui 500 metros de altitude e o acesso é realizado por uma estrada de terra batida, sendo uma parte pavimentada. A subida é feita a pé, ou em carro de pequeno porte, até certa distancia.  No local foram erguidas tendas temáticas respeitando a originalidade da cultura afro.

O roteiro inclui também visitas a comunidade negra do Muquém onde se possível apreciar o artesanato produzido em argila, uma tradição passadas pelos descendentes dos guerreiros e guerreiras que ocupavam a Serra Sagrada. Hoje o Muquém uma as comunidades negras mais bem organizadas e que mantém as tradições familiares dos Quilombos.

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares é primeiro equipamento do gênero no País e reconstitui o cenário de uma das mais importantes histórias de resistência à escravidão ocorrida no mundo: a história do Quilombo dos Palmares – o maior, mais duradouro e mais organizado refúgio de negros escravizados das Américas. Fruto de uma luta de mais de 25 anos do Movimento Negro brasileiro, o Memorial foi implantado em 2007 pelo Ministério da Cultura, por meio da Fundação Cultural Palmares, no território original da longa e sangrenta batalha – a Serra da Barriga, onde milhares de negros rebelados fugiram durante o período da história colonial, sendo o maior símbolo de luta pela liberdade, localizado em um platô (área plana) do alto da Serra da Barriga, o local, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1985, recria o ambiente da República dos Palmares.

Nesta espécie de maquete viva, em tamanho natural, foram reconstituídas algumas das mais significativas edificações do Quilombo dos Palmares, com paredes de pau-a-pique, cobertura vegetal e inscrições em banto e yorubá, avista-se o Onjó de farinha (Casa de farinha), Onjó Cruzambê (Casa do Campo Santo), Oxilé das ervas (Terreiro das ervas), Ocas indígenas e Muxima de Palmares (Coração de Palmares).

Além das construções que referenciam o modo de vida daquela comunidade quilombola, o Memorial dispõe de pontos de áudio com música e textos em quatro idiomas (Português, Inglês, Espanhol e Italiano) que narram aspectos do cotidiano do Quilombo e da cultura negra. São os espaços Acotirene, Quilombo, Ganga-Zumba, Caá-Puêra, Zumbi e Aqualtune. 

No primeiro e único parque temático sobre a cultura negra do País, destacam-se, ainda, os mirantes, de onde se avistam paisagens magníficas da Serra da Barriga. São as atalaias de Acaiene, Acaiuba, e Toculo. Completando o ciclo das edificações simbólicas, o restaurante Kúuku-Wáana (Banquete familiar), que oferece pratos da culinária afro-brasileira, e o Batucajé (palco de manifestações artístico-culturais)

Fonte:  http://meioambienteeturismo.blogsdagazetaweb.com/

sábado, 10 de agosto de 2019

Por onde andam os adolescentes Palmarinos?

As imagens deste post foram tiradas dia 28 de junho de 2009, há 10 anos atrás aqui em União dos Palmares.

Como vemos os adolescentes estão na Estação Ferroviária, desativa há anos em Alagoas e, em muitos municípios do Brasil. No lugar onde os "esportistas" jogam basquete se encontra um ponto de chegada e saída de passageiros da localidade da antiga Usina Laginha e outros da zona rural de União.

Na ocasião das fotos não perguntei seus nomes, simplesmente perdi para posar para uma foto, algo que foi aceito de imediato pelos estudantes.

Uma década depois, como será que estão nossos personagens? Moradores da cidade de União? Casados / com filhos? Profissionais / área? etc...

Merecemos outro retrato dos protagonistas e, suas novas histórias.
  

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A História de "Dona" FLAMBOYANT, Moradora de União dos Palmares


Olá!

Me chamo Flamboyant Vermelha e sou natural do continente africano. Devido a beleza do meu porte e das minhas flores sou requisitada para embelezar praças e ruas das cidades. Falo isso porque sou elogiada por quem passa pela minha rua... Outra coisa: não sou modesta! kkkk
 
Minha residência fica em frente da SEFAZ - Secretaria do Estado da Fazenda de Alagoas - aqui na Rua Cel. José Bezerra, centro de União dos Palmares. Minhas vizinhas são as amigas Amendoeiras da Praia, conversamos muito e damos apoio uma as outras.

Bem, vou contar histórias que vivencio morando aqui no centro da cidade. A primeira é bem triste! Meu círculo de amizade era maior, já que muitas árvores com nome de Mata Fome moravam no Parque Antenor Uchôa (lembram dele?), onde atualmente é a “Praça de Alimentação”, elas foram mortas para dar lugar a uma dúzia de pontos comerciais. Por sinal, um lugar confuso visualmente.

Lembro que aos domingos o parque ficava lotado de familiares brincando e correndo entre as árvores enormes e brincando nos brinquedos que tinham. Ambulantes vendendo doces, pipocas, lembrancinhas. Famílias, amigos conversando e dando gargalhadas. Na semana os namorados ocupavam os bancos do bosque com carinhos e beijos.
 
Hoje não converso com esses amigos queridos 😩😪😭

Ao lado da nossa casa existe a "feirinha do rato" como os populares chamam, já que são comercializados produtos em sua maioria semi usados pelos ambulantes. De uns anos prá cá esse espaço ficou feio... São tantos barracos feitos de ferro e papelão nas cores cinzas e tamanhos diversos que parece uma mini favela, certamente, se fossem padronizados nas cores da bandeira do município ficaria mas "harmonioso" como diz as amêndoas. 

A noite aqui a gente ver e escuta cada coisa! 😏 😃 😂 💣. 

Antigamente na frente existia uma fábrica de correntes, onde os funcionários gostavam de nossas sombras e ar fresco. Agora temos novos comércios, tipo: escola, posto de combustível, um banco privado, assim como casas de moradores. O movimento de transportes e pessoas é muito intenso. Uns motoristas quando passam buzinam pra gente kkkkk. Pessoas comentam que somos bonitas "Muito Obrigada!", e os meninos, pássaros e insetos comem os frutos amêndoa.

As vidas e histórias dos palmarinos se entrelaçam neste espaço, a felicidades dos alunos adolescentes, a serenidade dos adultos sacando e fazendo pagamentos, amigos comemorando ao som de músicas. Porém, vemos preocupadas motociclistas sem capacetes, condutores sem cinto de segurança, pedestres atravessando desatento ao celular. Ficamos com medos que possam acontecer algo ruim com eles. 

Em minhas memórias tenho saudades dos trens que passavam cheios de mercadorias e passageiros, o vento nos ajudava a saldar quem passava olhando a cidade pelas janelas. Ao lembrar desse tempo fico pensativa porque essa época não voltar mas. Não volta!

Não sei até quando vão nos deixar ficar aqui na SEFAZ, alguns funcionários amiguíssimos 🔝s vão trabalhar na capital (chega a dar calafrios quando penso numa motosserra!), por mim ficaria o resto da minha existência, dando as boas vindas as novas gerações de árvores e arbustos plantados por alunos e ambientalistas ao redor da linha do trem e nas residências.

Quero lembrar aos homens que forem embelezar o mundo que damos: sombra, frutos, morada para pedintes e animais, chamarmos chuvas e ventos e ainda deixamos tirar selfie com a gente.

Guardem suas ferramentas! Elas nos ferem, nos matam. Guardem suas indiferenças, pois  elas também nos matam! Apenas queremos contar nossas histórias para as futuras gerações de conterrâneos da Terra de Zumbi dos Palmares e dos milhares de visitante que circulam no município. 

E quando tombarmos, que seja pelo ciclo natural da vida.

Vou ficando aqui... Beijos 💋 😍 💕💓 

Leia AQUI:

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Estamos de recesso escolar em União dos Palmares

Hoje 19, é o terceiro dia do recesso escolar no município de #UniãodosPalmares. Próximo 29, uma segunda-feira voltaremos para o segundo semestre.

Os oitos dias será para descansar um "pouco", já que nós profissionais da educação temos cadernetas, planejamentos das aulas, leituras pendentes entre outras obrigação de professor.

Porém, voltaremos com a mente arejada e, com gás para levar o melhor para nossos alunos palmarinos e das cidades vizinhas que estudam na terra de Zumbi dos Palmares.

Bom recesso para todo/as!!!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Iteral confirma parceria no evento Vamos Subir a Serra

O projeto encontra-se na terceira edição e contempla uma ampla programação sociocultural e econômica.

O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral) foi procurado nessa terça-feira (09) pelas coordenadoras do projeto Vamos Subir a Serra: Valdice Gomes e Simone Benchimol. No encontro com o diretor presidente Jaime Silva e o gerente de Política Agrária e Fundiária, Severino Araújo, destacou-se a importância do evento que integra o calendário cultural no mês da consciência negra em Alagoas e reúne ativistas, pesquisadores, população em geral, além de turistas.

O projeto encontra-se na terceira edição e ocorrerá no período de 14 a 17 de novembro de 2019. Durante os quatro dias o público terá acesso gratuito ao Espaço Cultural Zumbi dos Palmares – uma tenda de 1.100m2, climatizada, que é instalada na Praça Multieventos na orla da Pajuçara em Maceió, com várias atividades: feira do empreendedor negro e de comunidades quilombolas, espaço de valorização da beleza negra, seminários, debates, palestras e apresentações afroculturais; e no dia 19 de novembro, terá uma programação especial no Parque Memorial Quilombo dos Palmares em União dos Palmares.

A jornalista e coordenadora geral do projeto, Valdice Gomes, explicou que o apoio do Iteral será essencial para fortalecer a participação das comunidades quilombolas no evento, já que possui uma assessoria técnica voltada para esse público. “Neste ano, além do seminário quilombola, pela primeira vez, queremos integrar à feira gastronômica uma Feira da Agricultura Familiar e Quilombola. O Iteral possui uma ampla experiência na realização dessas feiras e queremos dar visibilidade a produção das comunidades com o artesanato e comidas típicas”, citou.

O diretor presidente Jaime Silva destacou que o Iteral tem todo o interesse em participar do projeto, inclusive, orientou a sua equipe para fazer o planejamento quanto à infraestrutura adequada e o número de feirantes necessários; além de organizar uma exposição na Serra da Barriga.

O projeto é uma iniciativa do Centro de Cultura e Estudos Étnicos Anajô, entidade do movimento negro de Alagoas, vinculada aos Agentes de Pastoral Negros do Brasil (APNs), e conta com a gestão de Simone Benchimol da RP Eventos. Possui recursos do governo federal, por meio da Fundação Cultural Palmares (FCP), e a parceria da Prefeitura de Maceió sendo representada pela Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC).

terça-feira, 2 de julho de 2019

Os professores da minha vida...

Dinorá é o nome da primeira professora de quem me lembro. Era morena, estatura mediana, cabelos cacheados, lecionou para a segunda série do ensino fundamental na Escola Estadual Marechal Rondon, em São José dos Quatro Marcos, na década de 80.

-Até hoje tenho fotos dela no meu álbum. Como havia perdido o pai recentemente, ela acabou me salvando de vários episódios de bullying: "Olha lá a menina sem pai", "sem pai, sem pai, ela não tem pai" (em tom de música), "você deve morrer igual seu pai" ou "vem aqui, vou te dar um tiro". Dinorá geralmente me resgatava em algum canto, com medo e chorando.

Se por um lado admirava absurdamente os professores, por outro, vivia uma contradição infantil: Por que eles eram tão maltratados pelo governo? Era comum fazerem rifa ou cota para colocar comida à mesa devido aos sucessivos atrasos salariais. Não sabia explicar, eram pobres, mas pareciam orgulhosos e felizes no cumprimento do seu ofício.

Orivaldo, de história e geografia, é o segundo nome do qual me recordo. Ele era divertido e bem-humorado. O que significa ‘quando dois carros se chocam?’ Parece que foi ontem, ele tentando me soprar a resposta 'acidente geográfico', porém eu ficava repetindo 'é uma batida'. Nunca mais me esqueci, porque errei na prova!

Sempre fui muito elétrica. Quando pequena, me envolvia com tudo que se possa imaginar: trabalho voluntário, teatro, catequese, piano, inglês e até esportes. Mesmo eu sendo péssima em vôlei e basquete, a professora Rosa, de educação física, nunca me disse ‘você não pode fazer’ ou ‘isso é perda de tempo’. Lembro com carinho das tardes divertidas de treino na quadra da escola.

Ah, como tenho saudades do bosque ao lado da sala de aula do 7º ano, onde fazíamos piquenique na hora do recreio e jogávamos queimada. A escola era toda florida, havia primaveras colorindo a fachada. Sinto um aperto no peito e muita gratidão, pois nos anos mais difíceis, aquele era meu mundo encantado.

Os próximos nomes da lista são da família Lessi, Maria Inês e Eliane. A primeira me ofereceu carinhosamente os primeiros passos em língua portuguesa. Já no 8º ano, um choque ao primeiro contato com a Escola Estadual Bertoldo Freire: a temida e carrasca professora de matemática. Sempre gostei de desafios e conquistar o carinho dela levou pouco tempo.

Além de uma excelente professora, o que mais me marcou em Eliane Lessi foi o seu carinho de mãe. Estávamos na adolescência, com descobertas acontecendo. Ela poderia ser indiferente, mas passou uma aula inteira, brava, explicando à turma sobre respeito nos relacionamentos. “Nunca mais quero vocês, meninas, sentadas no colo de ninguém!”.

Uma professora incrível, assim era a Nancy. Costumava ver Jô Soares diariamente até tarde, para participar ativamente das suas aulas! Não me importava em chegar chorando na escola por causa da violência doméstica, porque sabia que a professora de português estaria lá, para me ouvir, debater e me fazer pensar. Ela foi ao longo de dois anos a minha razão de viver. (obrigada!)

Também tenho boas lembranças do professor Júlio, do ensino médio, em Cuiabá. Ele falava baixinho e era todo educado. Mas eu não entendia direito o que ele dizia ou explicava, então, o que tinha de melhor? Era marido da Emiko, a inesquecível professora de geografia do colégio Isaac Netwon. "Minha estrela tem alguma contribuição à aula de hoje?". Emiko me fazia superar limites.

Janis, de gramática, certamente determinou meu gosto pela profissão e a escrita, me comparando à grande escritora Clarice Lispector no terceiro ano. Suas aulas eram divertidas, suas dicas valiosas. Tanto que passei na universidade federal sem muito esforço, mesmo duvidando da minha capacidade.

Quero prestar uma homenagem a todos os professores, que me fizeram ser quem sou como profissional e cidadã. Sei que os governos querem criminalizar e fazer caça às bruxas a eles, mas me parece tão absurdo. Incompetentes? Bem pagos? Truculentos ou comunistas? Desculpe, isso parece um lapso de juízo ou memória.

Vamos aos fatos. Manchete de O Globo, dezembro de 2018: ‘Brasil é o país que menos valoriza professores, diz estudo; China lidera’. No mês de junho deste ano, no Uol Educação: ‘Salário de professor no Brasil é "horrível", diz ex-presidente do Inep’. Dois anos atrás, no G1/Globo: ‘99% dos professores brasileiros ganham em média menos de R$ 3,5 mil, diz estudo’.

Deste ano, no El País: ‘No Brasil, Obama pede valorização dos professores e diz que educação não é caridade’. No entanto, para o Estado de Mato Grosso, em guerra há mais de um mês com os professores em greve, vale o argumento que paga o terceiro melhor salário do país a eles (R$ 5.553,00 – 30h semanais).

Agora, tomo a liberdade de uma réplica, com a manchete do próprio RD News de janeiro deste ano: ‘Maiores salários custam R$ 4,8 milhões para o Estado; sargento recebe R$ 108 mil’. Em maio, outra notícia dizia assim: ‘Folha de Poderes e órgãos alimenta marajás de MT’, pois alguns ganham até R$ 50 mil por mês!

Eu não sei qual a real intenção dos governos, refletindo minimamente não parece boa. Suponhamos que o Brasil fosse uma empresa em crise, os empresários cortariam seu órgão vital e principal insumo de crescimento? Espantariam ou perseguiriam as suas mentes mais brilhantes? 

Falei até aqui para concluir que o principal problema desse país é a hipocrisia e a falta de bom senso. Porque salário decente e condições de trabalho é o mínimo que podemos oferecer a quem tanto faz pelas nossas crianças e os nossos jovens. Então, quando se tratar dos meus professores, me faça um favor, mais respeito!

Rose Domingues Reis, jornalista graduada pela UFMT, especialista em Liderança e Coaching – MBA pela Unic, formação em Psicologia Positiva pelo Instituto de Psicologia Positiva e Comportamento (IPPC) de São Paulo, rosidomingues@gmail.com.