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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Secretário de educação realiza reunião em escola no Distrito de Rocha Cavalcante

 
Aconteceu, nesta quinta-feira (11), na Escola Municipal Antonio Gomes de Barros, que fica na zona rural de União dos Palmares, uma reunião com o Secretário de Educação, Adelino Ângelo, e os profissionais da instituição.

Adelino Ângelo está há um ano à frente da pasta; discutiu pontos importantes referentes ao setor de educação. Na ocasião, ele fez um balanço desse primeiro ano de atividades na SEMED, onde passou por situações adversas, entre elas, dificuldades financeiras e greve de funcionários. 

Hoje, com as finanças em dia, o foco do secretário e de sua equipe são as questões pedagógicas e o bem estar dos funcionários. "Vamos contratar psicólogo, fonoaudiólogo, entre outros profissionais, para que possam orientar aos professores em uma qualidade de vida melhor", comentou. 
No encontro, Adelino disse que as reuniões serão mais frequêntes, entre ele e os profissionais da educação e que teremos a implantação de um sistema online de gerenciamento, controle e cadastro de alunos e funcionários.

Ao tempo em que diretores e funcionários foram elogiados pela organização e limpeza da escola, o ex-apresentador do programa Mesa Z, da Rádio Zumbi, pediu mais empenhos nos trabalhos desenvolvidos. "Temos de redesenhar a parte pedagógica da Escola Antonio Gomes que, fora sua sede, tem mais oito escolas anexas, sendo uma mais longe do que a outra". 

No final da reunião, ele abriu as falas para os diretores Maria da Salete Santos, José Cizino Oliveira, Conceição Nicácio e Edja Moraes; bem como para os demais presentes que fizeram seus questionamentos, respondidos pelo secretário.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Floresta que abastecia moradores com água potável em União dos Palmares vem sendo destruída

 Reserva da mata atlântica, Serra dos Frios em União dos Palmares passa por problemas há mais de 30 anos
 
Labaredas no meio da mata destruindo árvores centenárias em poucos minutos; animais tentando salvar suas vidas; madeira sendo transformada em carvão. Essa é a triste realidade da Serra dos Frios, uma reserva de mata atlântica com pouco mais de 150 hectares no limite da área urbana do município de União dos Palmares, na Zona da Mata alagoana.

A floresta, que no passado abastecia os moradores da cidade com água potável, vem sendo destruída há mais de trinta anos devido ao avanço de moradias irregulares em seu entorno.

De maneira veloz, o verde foi substituído por grandes manchas escuras de desmatamento, utilizado pelos invasores, para desenvolver a agricultura de subsistência com o plantio de banana, laranja e mandioca; a monocultura da cana de açúcar, a fabricação de carvão, que é vendido para o consumo doméstico, e a caça predatória. No espaço funciona o lixão do município e um bairro com grandes residências, que cresce sem planejamento.

Inserida na Área de Proteção Ambiental do Estado (APA de Murici), a Serra dos Frios não recebe a atenção necessária dos órgãos ambientais. As autoridades alegam uma série de dificuldades na fiscalização do espaço; passam a responsabilidade uns para os outros e se dizem impotentes com a degradação da natureza.

Segundo o Instituto do Meio Ambiente (IMA), a APA de Murici, tem 116 mil hectares e abrange dez municípios (Messias, Murici, Branquinha, União dos Palmares, São José da Laje, Ibateguara, Novo Lino, Joaquim Gomes e Fleixeiras).

A APA foi criada em 14 de março de 1997, por meio da Lei Estadual n° 5.907. “Preservar esta riqueza é garantir o patrimônio natural da união, assim como as reservas de mata e nascentes. Caso não exista o cuidado em preservar, a água pode acabar, assim como a erosão do solo pode ocasionar danos ao local”, disse o diretor das Unidades de Conservação do IMA, Ludgero Lima.

TRILHAS

A reportagem percorreu, no dia 26 de abril, alguns trechos da Serra dos Frios junto com dois técnicos do IMA e uma equipe de ambientalistas do município, e flagrou os problemas que a floresta sofre todos os dias. O primeiro fator que chama a atenção é a quantidade de trilhas no meio da mata fechada, que chega a ter mais de dois metros de largura. No verão, é possível subir a serra de motocicleta e veículos com grande tração.
 
Caminhando a pouco mais de 300 metros pela trilha,  encontramos residências em fase de construção e vários sinais de desmatamento. Às margens da estrada, um tronco de cajueiro chama a atenção de todos.

A árvore deve medir seis metros por dois de diâmetro e dava a acesso a uma clareira, que ainda cheirava a queimado. Na avaliação do consultor técnico da diretoria das Unidades de Conservação do IMA, Alex Nazário, a área desmatada deve ter cerca de dois hectares.

Para Alex Nazário, a maioria das denúncias de desmatamento e queimadas na APA vem de União dos Palmares. Ele avalia que foi importante essa visita técnica.

“Ela vai dar uma espécie de ponto de partida para várias ações, desde ações do ponto de vista de coibir o desmatamento, até instruções de educação ambiental e reuniões técnicas entre o IMA, o município e outros setores, principalmente o Conselho Gestor da APA, para que a gente possa abordar aqui, desde questões como a informação, educação ambiental e fiscalização do local”, disse.

Invasores moram na mata

Seguindo a trilha, a equipe encontrou as primeiras casas com moradores, conhecidos como "grileiros". O som alto denunciava de longe que havia gente no local. Era um domingo e alguns estavam consumindo bebida alcoólica. Ao sentirem a presença dos fiscais e da reportagem, eles ficaram incomodados e mantiveram distância.

Mas um invasor da mata aceitou conversar conosco. Marcos Benedito tem 18 anos, e sua esposa, uma menor de 15, que está grávida de cinco meses. Eles moram no local há quatro anos, e antes residiam no bairro Vaquejada, periferia da cidade: ficaram desabrigados na enchente de 2010, que atingiu várias localidades de União.

A casa é de pau-a-pique, construção feita com barro e madeira, bem simples e sem nenhum conforto. Não há banheiro e o lixo é descartado de maneira irregular na mata. A água para consumo vem das nascentes que são abundantes na região.
 
O casal é tímido; aos poucos ele começa a falar sobre qual o motivo de ir morar no meio da mata fechada. “Nós perdemos tudo e resolvermos vir morar aqui, eu não quis fazer o cadastro (Programa da Reconstrução) para receber a casa”, disse.

Marcos Benedito relata que sobrevive junto com a esposa, da venda de banana, macaxeira e batata, que plantam em torno da casa e do programa social Bolsa Família. Ele admite desconfiado, que produz carvão no local, e este é vendido na cidade. “Também vivo de “bicos”, limpo mato e vendo frutas”.

Quando perguntado se tem vontade de sair do local, já que vive de maneira irregular, ele respondeu que não. “É bom morar aqui, tem tudo: água, madeira e frutas: eu planto; to bem aqui, não quero sair”, observou.
Flora e fauna em risco

O biólogo e professor, George de Sena, destaca a importância da Serra dos Frios como um espaço que abriga o pouco que resta da fauna e flora da Mata Atlântica.

“Em termos ecológicos, a Serra dos Frios se torna importante por manter uma continuidade florestal com outros pontos difusos e quase isolados de toda a APA. O padrão florestal mantido na região mantém os níveis climáticos (umidade e temperatura), típicos do bioma e esse fluxo evita o risco de extinção de espécies animais na região”, disse.

George de Sena observa com preocupação os impactos ambientais que a região sofre devido à ação humana. Segundo o biólogo, a destruição da mata afetará toda a região.

“São imensuráveis as consequências de toda a devastação: podemos citar as mudanças nos padrões do clima local, desaparecimento de nascentes e redução no fluxo hídrico dos afluentes dos rios, redução nas populações naturais ou mesmo desaparecimento de algumas espécies mais sensíveis ao desmatamento”, lamentou.

Apicultores sofrem com o desmatamento
 
Cerca de quinze apicultores, utilizam a mata para criar abelhas que produzem mel para o comércio. Eles trabalham no local há dez anos e acompanham o processo de devastação da área. Segundo Afrânio Alves é triste ver a situação em que se encontra a Serra dos Frios.

Ele lamenta a falta de atenção do poder público e ressalta a diminuição na produção de mel que caiu de cinco mil quilos por mês, para dois mil. “Antes a gente entrava com dificuldade na mata para colocar nosso apiário. Hoje, os carros tão entrando e tão desmatando, e os moradores também entrando na mata e fazendo suas casas e com isso inibido a gente de trabalhar aqui”, desabafa.

Gestores se contradizem em relação à fiscalização da área

A gestora da APA de Murici, Lana Navarro, fez junto com Nazário o trabalho de levantamento das agressões na Serra dos Frios. Ela ressalta que a responsabilidade de fiscalizar a área não é exclusiva do IMA e que o município tem que fazer sua parte.

“Como em todo o Estado o IMA assume, mas o município é detentor do uso do solo, então ele também tem responsabilidade, não só aqui na Serra dos Frios como em todas as questões ambientais que faz parte ao município”, enfatiza.

Navarro lembra que o Conselho Gestor da APA de Murici também é responsável pela gerência da reserva, mas que é necessário firmar parcerias. “A principal ação do Conselho é gerir a APA e de firmar as parcerias, pois dentro do conselho a gente vai encontrar instituições de educação, de meio ambiente, associações e a sociedade civil. Então vão estar todos reunidos, com o intuito de discutir e solucionar as questões ambientais”, destaca a gestora.

A secretária de Meio Ambiente de União dos Palmares, Juliana Santos, diz que a pasta não tem o poder de fiscalizar e nem multar quem pratica crimes ambientais “Nós aqui da secretaria não temos o poder de fiscalização nem de multa. Então nós temos que trabalhar em conjunto com o IMA. As denúncias que são recebidas aqui, são enviadas pra lá, e é aberto um protocolo e nós ficamos esperando uma resposta que o IMA nos traz”, relata.
 
Juliana Santos criticou o Instituto do Meio do Meio Ambiente, pois, segundo ela, o órgão tem muitas falhas. “A gente empaca um pouco, porque soa como se o IMA não desse muita importância às denúncias que são feitas. E eles alegam também que não tem pessoal suficiente pra isso”, comenta.

Segundo Juliana Santos, a maioria das denúncias que a secretaria recebe é de desmatamento por meio de queimada: elas são encaminhadas ao órgão, mas há uma demora na resposta da solicitação. A secretária disse ainda que, há três meses, a pasta recebeu uma denúncia, e se sente impotente e de mãos atadas com tal situação.

“Tudo fica passando de mão em mão, nós ligamos para o IMA e eles mandam entrar em contato com o Batalhão Ambiental, o Batalhão Ambiental alega que não tem viatura. Aí fica difícil, às vezes é até constrangedor”, desabafa.

O Batalhão Ambiental de Alagoas também alega dificuldades na fiscalização da área. “O problema é o número reduzido de agentes para esse trabalho ostensivo que atende todo o Estado. Só podemos fazer essa fiscalização quando há denúncias, pois o nosso efetivo de pessoal é muito reduzido”, informou o sargento Rafael Santos.

Departamento trabalha a educação ambiental

A técnica em Educação Ambiental, Madalena Soares, coordena o Departamento de Educação Ambiental da secretaria de Educação do município, a Sala Verde Serrana dos Quilombos. Segundo ela, o órgão vem desenvolvendo algumas atividades de conscientização, junto às escolas da cidade.

“O ano passado, a gente teve uma gincana com o IMA, e envolveu todas as escolas, fazendo uma campanha de percepção, de sensibilização desde cedo para os alunos em relação à Serra dos Frios”, lembra.

Madalena Soares se sente angustiada e de mãos atadas, pelo fato de não ter condições de fazer algo maior, para preservar aquele ambiente. “O que é que a gente pode fazer? Educar, sensibilizar a população, a gente já tentou, já marcou reunião, palestras com os moradores naquela região. Mas não comparecem, não participam, e a gente fica sem ter muito o que fazer”, lamenta.

Moradias irregulares e lixão

A geógrafa e Educadora Ambiental, Aparecida Lopes, estuda desde 2002 o processo de ocupação em torno da Serra dos Frios. Segundo a pesquisadora, em 1980 o espaço que pertencia ao Estado foi doado a pequenos agricultores para o desenvolvimento da agricultura de subsistência, usada para sustentar suas famílias. Mas com o passar dos anos, esses agricultores começaram a vender suas terras e dessa forma, começou a crescer as moradias irregulares.

O espaço se transformou numa área de grandes residências, conhecidas como chácaras que funcionam em sua maioria, como espaços de lazer e realização de eventos. “Quem comprou terra aqui, utiliza o espaço natural da serra, que é a água, o solo, a vegetação”, critica.

Segundo o Plano Diretor de União dos Palmares, aprovado em outubro de 2006, essa área que se limita com a mata fechada, foi inserida na área urbana do município. Em  2012, a Câmara de Vereadores aprovou um Projeto de Lei, que deu nomes a quatro ruas principais dos Frios, para facilitar, segundo o vereador na época, Edvan Correia, o trabalho dos Correios.

Aparecida observa com preocupação o crescimento de ocupações naquele espaço. “As pessoas estão deixando suas casas lá na cidade e estão vindo pra cá, para o conforto que a Serra oferece. Então, cada vez no  “pé da serra”, está tendo mais casas”.
  
Para piorar o impacto ambiental, o lixão do município funciona há mais de vinte anos naquele espaço. O vazadouro tem dois hectares e recebe todos os dias, cerca de 40 toneladas de resíduos.

O lixão está a pouco mais de 2 km da entrada da cidade e sempre registra incêndios. O município já foi notificado várias vezes pelo Ministério Público, e desde 2012 faz parte de um consórcio junto a outros 15 municípios dos vales do Mundaú e Paraíba, para construção de um aterro sanitário.

“O município está consorciado, acompanhando o andamento do Plano Estadual de Resíduos Sólidos e no aguardo das atividades dos planos intermunicipais”, informou a secretária de Meio Ambiente, Juliana Santos.

Soluções

O biólogo George Sena defende a criação de uma Unidade de Conservação, tipo Parque Municipal, que seria gerido pelo município. “Essa unidade seria legitimamente acompanhada pelo Poder Público Municipal e traria uma delimitação seguida de educação ambiental e fiscalização”, disse.

Segundo George, os invasores que moram na mata seriam mantidos, mas assistidos por técnicos para desenvolverem atividades de cunho sustentável. “Tudo isso com subsídio, recursos e aplicações de políticas mantidas efetivamente pela prefeitura, através das secretarias municipais de Educação, Meio Ambiente e Infraestrutura”, conclui.

FOTOS: João Paulo Farias / Estudante - Ufal
Fonte: Tribuna Hoje

Você já abraçou alguém hoje?

A foto acima foi tirada no "DIA DO ABRAÇO", que acontece toda quarta-feira na Escola Municipal Antonio Gomes de Barros, no Distrito Rocha Cavalcante

O momento de descontração serve para colocar o papo em dia e darmos gargalhadas. O encontro que acontece na sala dos profissionais é acompanhado de um lanche gostoso, que teve como responsáveis hoje (10) os professores Verônica Cândido, Betânia Silva, Jussan Gonçalves e Márcio Roberto. 

"Esses momentos servem para confirmar os laços de afetividades e deixar o ambiente de trabalho mais agradável", disse o professor Berneval Demezio.

Enquanto professor costumo tirar um momento a cada dia para fazer atividades com meus alunos que estimulam o respeito e carinho entre a turma. 

Evitando, assim, pequenos conflitos entre eles. As atividades tem dado tão certo que sempre escuto a pergunta "professor, hoje é dia do abraço, né?", caso não fale antes com os estudantes na sala de aula. 

Então... Quem você vai abraçar nos próximos momentos?

terça-feira, 9 de junho de 2015

“Criatividade se adquire com prática”

O que você faria se soubesse que não iria falhar? “Nada”, segundo o professor de design gráfico Brad Hokanson, da Universidade de Minnesota. Isso porque, para ele, não tem diversão nenhuma na falta de desafio. E é exatamente isso que melhora a nossa criatividade. Na edição deste mês da Galileu (nº280), o professor Hokanson — que ministra o curso “Solução Criativa de Problemas”, disponível no site Coursera (em inglês) — explica como essa habilidade pode ser adquirida por qualquer um. Leia o nosso papo com ele, na íntegra:

GALILEU: A criatividade é para todo mundo?
Algumas pesquisas mostram que a criatividade é parte das habilidades mentais. Todo mundo a usa na hora de resolver problemas que encontramos no dia a dia. A gente só não reconhece isso como criatividade. Nós não devemos pensar que não somos criativos só porque não estamos produzindo arte ou inventando alguma coisa como Einstein. Na verdade, somos bem inventivos e criativos em muitas coisas. Por isso, devemos reconhecer a criatividade e trabalhá-la. Todo mundo consegue. Criatividade se adquire com prática. [Veja aqui algumas táticas]

De certa maneira, para ser criativo é preciso desafiar alguns padrões. Você acha que as pessoas têm medo de serem criativas por conta disso?

Acho. Uma das características da criatividade é que ela difere do normal, da rotina. Ou seja, temos que ser corajosos para propor coisas novas, seja vestindo meias diferentes, ou comendo de uma forma inusitada. Às vezes, nos sentimos limitados pela sociedade, sejam colegas de trabalho com regras rígidas ou uma família muito tradicional, mas todos devem estar abertos a resolver problemas de forma diferente dentro do seu próprio contexto.

As pessoas acham que criatividade é uma coisa ligada às artes, só músicos, pintores e designers podem ser criativos. Por que é errado pensar assim?

Artistas, designer e músicos são sortudos por terem uma vida cercada de criatividade. Mas acho que as pessoas erram ao isolar a criatividade em certos campos e não incorporar isso na vida. Meu pai era pedreiro, ele era muito bom em inventar e consertar coisas. Apesar de achá-lo criativo, ele nunca pensou nele mesmo desta forma. Não era arte, mas ele estava resolvendo problemas e inventando coisas.

Falta de criatividade é associada com uma visão de mundo mais limitada. Como as pessoas podem se livrar desse tipo de visão?

Uma das formas de aumentar nosso potencial criativo é nos expondo a ambientes, coisas e pessoas diferentes. Algumas pesquisas mostram que nossas memórias e experiências em lugares diferentes podem nos ajudar a resolver os problemas de onde vivemos. As pessoas podem ter visões limitadas em seus ambientes de trabalho, por exemplo, mas podem mudar as coisas tendo certeza de que atingiram os limites por lá.

Dicas para ser um ótimo professor

O sucesso profissional dos professores é um processo intrinsecamente ligado ao tipo de relacionamento que cria com a turma de alunos. Assim, em um primeiro momento, é interessante que os docentes criem estratégias para atrair a confiança dos estudantes e, a partir de então, investir no que acredita ser a melhor opção para passar os conhecimentos que adquiriu ao longo dos anos para os alunos.

Salas de aula nas quais os alunos e o professor sentem um respeito mútuo e estão lutando pelos mesmos objetivos acadêmicos costumam ter resultados mais positivos ao final do ano letivo do que outras que não estabelecem essa relação. Assim, se você é professor, confira 10 dicas para melhorar a sua relação com sua turma:

Para ser respeitado pelos alunos, o professor precisa mostrar a eles que é organizado, já que planeja as aulas com antecedência e investem em materiais complementares, além de estabelecer regras de conduta do ambiente escolar. Assim, os estudantes percebem que há um grande planejamento para cada uma das aulas, tornando-os mais próximos dos docentes. Outro fator que colabora para a boa aceitação do professor é que ele compartilhe com a classe, logo na primeira semana de aula, quais as expectativas para o ano letivo e os objetivos que precisam cumprir juntos. Dessa forma, os alunos e os docentes estabelecem uma espécie de guia para o bom relacionamento ao longo do ano.

2 - Seja apaixonado pela profissão
O ânimo dos professores que realmente se identificam com a profissão é responsável por contagiar os alunos e, consequentemente, fazer com que fiquem mais atentos às aulas e entusiasmados com a aprendizagem de novos assuntos. Ao perceberem o quanto o docente se dedica para que a turma tenha o melhor rendimento possível, passam a valorizar mais as aulas e as indicações de estudo e extracurriculares dos docentes.

3 - Seja extremamente positivos
O bom humor é uma característica pessoal capaz de contagiar todos que estão ao redor e, por isso, você deve adquiri-la para que sua classe esteja sempre alegre. Assim, você precisa estar atento para não permitir que questões do seu âmbito pessoal interfiram na sua dinâmica de ensinamentos e não estraguem suas aulas. Tente sempre ver o lado positivo das situações para que nada exterior interfira em suas aulas.

4 - Utilize o humor na sala de aula
Como os alunos estão inseridos em um universo com milhares de distrações, você precisa combatê-las e encontrar formas de que a atenção dos alunos esteja focada na sua apresentação. Uma das melhores formas de conseguir isso é mesclando momentos de exposição de conteúdos densos com piadas e brincadeiras, que quebram a tensão gerada pela complexidade de conhecimentos.

5 - Encontre maneiras de tornar o aprendizado divertido 
Com o passar dos anos, o modelo educacional se alterou drasticamente e hoje incluir diversão nas salas de aula é uma premissa para o bom rendimento escolar. Geralmente, propostas criativas fazem com que os alunos se sintam mais engajados a participarem das aulas e a aprenderem.

6 - Aproveite os interesses dos estudantes
Todo professor precisa ter a capacidade de identificar quais as predileções da turma para poder utilizar essas informações a seu favor. Por exemplo, você pode escolher uma banda famosa no momento para ilustrar algum conteúdo que você está ensinando. Dessa forma, os estudantes se identificam ainda mais com você, porque percebem seu esforço de relacionar temas que gostam para a aula, que nem sempre desperta a empolgação.

7 - Conte histórias
Mais uma vez com o intuito de suavizar a densidade da aula, mescle os conteúdos programáticos com histórias que sejam pertinentes ao momento de estudo. Esse momento faz com que os alunos relaxem um pouco e que aqueles que estavam desatentos voltem a focar a atenção em você.

8 - Se interesse pela vida pessoal dos alunos
Como a vida não se resume à escola, mostre que você se preocupa com a sua turma e gostaria de saber mais sobre eles. Assim, você deve incentivar que os alunos realizem as atividades de lazer que gostam e também pensar em lições de casa que não sobrecarreguem a rotina do estudante.

9 - Respeite os alunos 
Para que os estudantes estabelecerem uma relação de respeito com você, é essencial que você os trate da mesma forma. Em nenhum momento você deve adotar uma postura de superioridade, porque assim estará destruindo toda a confiança que criou ao longo do tempo com a turma. Consequentemente, o rendimento educacional será afetado.

10 - Esteja disposto a ajudar os alunos
Embora você se dedique ao máximo para que todos os alunos sejam adquiram os conteúdos da mesma forma, esteja disposto a ajudar alguns deles em horários alternativos. É uma boa ideia fornecer aulas particulares ou fichas extras de exercícios, por exemplo.

domingo, 7 de junho de 2015

Personalidades Negras que Mudaram o Mundo: Zumbi dos Palmares

Nascido no ano de 1655, livre, já no Quilombo que faz alusão ao seu próprio nome (Palmares), Zumbi (que quer dizer o mesmo que fantasma ou espírito, no idioma africano quimbundo, e na concepção brasileira da palavra, guerreiro)  foi um dos, senão o principal ícone da resistência negra ao trabalho escravo no período do Brasil Colônia. Com aproximadamente 6 anos de idade, Zumbi fora capturado em um dos ataques das tropas da colônia ao quilombo, sendo entregue a um missionário português, que o batizou com o nome 'Francisco' Zumbi, e educou-o com os sacramentos da igreja católica, em português e latim. Aos 15 anos de idade, Zumbi consegue fugir e retorna aos Palmares, substituindo, mais tarde, devido ao seu grande destaque como estrategista e líder, o seu tio então falecido Ganga Zumba.

Zumbi era muito respeitado por ter sido educado por brancos e ainda assim, não ter abandonado suas raízes. Em sua liderança ou reinado, como os próprios quilombolas lhe atribuíam o título de rei, conduziu o Quilombo dos Palmares ao seu apogeu militar, econômico, territorial e social, liderando os guerreiros em enfrentamentos com surpreendentes estratégias militares e táticas de guerrilha, onde se invadiam e atacavam fazendas de cana-de-açúcar e engenhos para resgatar escravos e assim adquiriam também um incrível poderio bélico, com muitas armas, usurpadas como despojo desses ataques.      

A Lenda: Zumbi dos Palmares Imortal

Devido à grande dificuldade enfrentada pelas tropas da colônia sob a autoridade da capitania de Pernambuco, e até mesmo de invasores holandeses que derrotaram a própria capitania dominante, mas não os quilombolas, criou-se entre o povo, e entre o próprio quilombo, o mito sobre a imortalidade de Zumbi, exímio comandante e capoeirista, que tinha estratégias de ataques e defesa incríveis, com metodologias bem elaboradas, Zumbi promovia ataques épicos às tropas da Capitania e mais tarde, aos holandeses que também tentaram subjugar Palmares. Zumbi, por muito tempo gerava essa atmosfera legendária de uma possível imortalidade concedida por seus deuses, que supostamente lhe fecharam o corpo, dando-o muito poder sobre seus inimigos.

O Outro Lado da História

Alguns historiadores e autores levantam Zumbi não como um herói em sua totalidade da palavra, mas sim o oposto, relatando-o em seus registros e obras como uma espécie de tirano que, muitas vezes, impunha por meio de captura aos escravos que se negavam a seguir com as caravanas de Zumbi para o quilombo, uma adesão forçada à vida nos Palmares. Considera-se até o fato de um regime de escravidão entre os próprios quilombolas e o despotismo, que era executado a negros fugitivos do quilombo, recapturados e mortos, a servir de exemplo para não se transgredir a lei dos Palmares.

A Morte de Zumbi
 
Após muitas tentativas de exterminar com Palmares (um século, a contar da liderança de Ganga Zumba, para ser mais preciso) por parte da capitania de  Pernambuco, o governador, ouvindo falar dos feitos,  da valentia e da habilidade dos bandeirantes que exploravam a região de São Paulo e o sudeste brasileiro,  resolve contratar o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho com suas tropas a organizar uma invasão ao quilombo, quinze anos após Zumbi ter assumido a liderança dos Palmares. Em uma das investidas, em 06 de fevereiro de 1694, a capital de Palmares foi destruída e Zumbi, apesar de ferido, consegue fugir. Porém, refugiado quase dois anos depois, foi traído por Antônio Soares, um de seus aliados que, capturado pelos bandeirantes e sob a promessa de liberdade, revelou o local onde se escondia Zumbi. Esse, por sua vez, foi surpreendido e morto pelo capitão Furtado de Mendonça na Serra dos irmãos, região de Alagoas.     

O herói foi decapitado e teve, por ordem do governador, em 20 de novembro de 1695, sua cabeça exposta na capital, Recife, como uma prova de que a suposta imortalidade de Zumbi não passara de uma lenda e de que Palmares, enfim tinha sido derrotado.



quinta-feira, 4 de junho de 2015