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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Jovem empreendedora fatura em União dos Palmares trabalhando nas redes socias

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domingo, 27 de novembro de 2016

A quem interessa a Educação?

Certeiro. Pelas Barbas do Profeta crava posicionamento sobre a soberba de nossos mestres em nossa formação. Rousseau, Paulo Freire e o que importa: Na educação, o menos é sempre mais...

Meu filho, desde pequenino, é daqueles garotos fechados, tímidos, com dificuldades em se relacionar com pessoas ou em adentrar em novos ciclos de amizades, embora muito educado e inteligente. Não é daqueles ligados ao esporte. Não gosta de futebol. Com seus atuais 13 anos nunca me pediu bola de presente.

No entanto, na Copa da África do Sul, em 2.010, consegui fazer com que se empolgasse um pouquinho com um álbum de figurinhas que nós colecionamos e, na escola, haveria um campeonato temático da Copa, onde cada sala representaria um selecionado e a dele seria justamente o Brasil. Ele me disse que queria participar. Seria seu primeiro contato com um torneio de futebol. Mesmo sem saber jogar bola, estava empolgado. E eu, percebi que ele poderia fazer alguns amigos. Fiquei feliz.

Passado uma semana, a mãe me conta que ele, ao sair da escola chorando, disse que não queria mais saber de esporte nenhum. Nunca mais! Uma sensação de indignação, impotência e raiva perturbava o habitual silêncio daquele “serzinho” de 06 anos, ali rompido e exposto por incontidas e sofridas lágrimas.

Mas quem, porventura, de dentro de um centro de educação – que objetiva formar para a vida, teria minado meu plano de fazê-lo afeito ao futebol ou aos esportes, dos quais decorrem importantes cuidados com a saúde, o corpo, convivência, relacionamentos e tal? Teriam, os educadores que eu escolhi para formar meu filho, jogado água no “tetê” dele (e no meu chope)?

Permitam-me um aparte: No “Contrato Social” de Rousseau (um cara bom de copo, papo e mulheres), da Revolução Francesa do século XVIII, um entendimento dele fez a minha cabeça: a de que o homem é bom por natureza, no entanto, a sociedade o corrompe.

Confirmei a máxima, porque meu filho é bom por natureza. E sei que sou (ou fui) também. Aliás, encontro muitas dificuldades em minha educação de pai porque ele age muito igual a mim, na idade dele. Incrível como vejo um filme se repetir em minha mente e eu, por muitas vezes, tenho a vontade apenas de assisti-lo sem interromper, para saber se ele agiria diferente de mim e, assim, aprender também com ele.

As crianças tomam muitas decisões sozinhas. Daí eu entendo que o amparo do Estado deva estar na formação de uma criança para a vida em sociedade, com seus pares, e não para o mercado capital e nem para nenhum líder socialista, ainda mais diante da panela “democrática” em que vivemos hoje.

Na escola, uma criança deve entender – e só entender – as diferenças, para aprender a respeitá-las. Deve, concomitantemente, conhecer as leis, ainda que para rompê-las (pelos próprios caminhos legais), principalmente porque o Art. 3º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro nos diz que: “Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”.

E as escolas, públicas ou particulares, não se preocupam com isso hoje... Não sei se já se preocuparam com isso um dia... Sejam suas crianças boas, como atesta Rousseau, ou repulsivas em seu estado natural, como certificaria Tomas Hobbes um século antes, em “O Leviatã”.

O fato é que ninguém está preocupado em formar ninguém para a vida em sociedade, o que quer dizer que não se forma ninguém para a liberdade e, diante do respeito e entendimento às leis, nem à igualdade, mas, senão, unicamente para um sistema ou para um líder. Daí eu entendi aquela ponderação de Rousseau: apesar de o homem nascer bom, a sociedade o corrompe...
E percebendo estar diante do que me pareceu ser a primeira experiência de fúria do meu (ainda “bom”) filho, o educador crítico Paulo Freire me deu o entendimento: “quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”.

Mas a mãe (sempre elas) conseguira extrair o ocorrido daquela criança. Meu filho, por não saber jogar – e também por ser muito tímido, decidira que seu melhor destino seria o gol (eu fui goleiro). Seu educador, para formar a seleçãozinha, adotou o seguinte critério pedagógico:

- Aí, turma, quem quer ser goleiro fica aqui – Três se candidataram, meu filho entre estes.

- Agora o resto da turma forma fila atrás daquele que quer que seja o seu goleiro!

Os garotos se perfilaram atrás de dois dos três candidatos. Meu filho fora preterido, isolado do grupo. Absolutamente, ninguém o quis como goleiro...

Do ponto de vista da formação educacional, posso garantir que nem ele queria ser goleiro de fato. Sei que ele estava, na verdade, buscando amigos, pessoas para se relacionar em sua incauta vidinha pré-social. Assim, podemos concluir que, para ele, ninguém o quis como amigo...

No relato da mãe para mim, pude ver seus olhos raivosos e cheios de lágrima diante do esforço dele em se fazer presente em um grupo social, buscando apenas integração e convívio. Uma decisão solitária (crianças tomam muitas decisões sozinhas), advinda certamente de uma necessidade natural do homem que, desde os primórdios da raça, vive em bando.

Provoquei uma reunião na escola, com a Diretora e o tal “Mestre”. Diante dele, pedi sua formação acadêmica. Foi soberbo, quando poderia ter sido simples. Perguntei-lhe, então, por que era um Professor. Foi vazio... Justamente onde eu esperava o verdadeiro conteúdo. Uma pessoa não escolhe ser professor, a profissão o escolhe. Insisti com uma derradeira pergunta: - Imagino que o senhor deva fazer um esforço muito grande para colocar as crianças em uma competição esportiva, preparando-as e tal. Imagino que o senhor as incentive a competir, a conquistar vitórias... Estou correto? Ele não titubeou em dizer um SIM maiúsculo.
Me dirigi, então, para a Diretora, que assistia a tudo, falando-lhe: - Eu penso que o esporte é integração, principalmente para quem trabalha com crianças de 06 anos e no primeiro ano da vida letiva. Se seu professor estimula a competitividade, ele está buscando campeões (leviatãs) e não homens sociais. Ele não estimula a convivência, ao contrário, ele segrega. Ele é exclusivo e não inclusivo. Não seria melhor, para ele, lecionar esportes individuais, com aulas individuais, em uma sala bem fechada e exclusiva, sendo ela qualquer aula, para qualquer um, exclusivamente, senhora Diretora?

O esforço inconsequente de meu filho para relacionamentos, diante de seu “déficit” de desenvolvimento intrapessoal e interpessoal, acabou por condená-lo a um rebaixamento social. Isso, em pouco se coaduna com sua capacidade cognitiva de ser um bom aluno, como é. O dito “Professor” optou por revelar precocemente ao jovem de 06 anos como é a vida “lá fora”, e sobre como ele será corrompido. Seja ela para um mercado capitalista, seja ela para um líder populista. Ele optou em oprimir a vida de meu filho diretamente por seus “comandados” e “desavisados” alunos (que, certamente, não buscavam isso), para que seus sonhos fossem, um dia, quiçá, ser um opressor.

Para a Diretora do Colégio, lamentei que seus Educadores estavam igualmente contaminados às inutilidades da vida, posto que em pouco são capacitados para formar pessoas humanas próprias, mas, senão, apenas peças capazes de se encaixar em algum tabuleiro. Que nem em alcunha, nem em ironia, seriam taxados Mestres. A soberba do conhecimento e do estudo em nada representa a futilidade do empenho em se tentar “trabalhar” como professor, mas ao contrário, o faz, igualmente, vítima, e sem disso saber. Afinal, ou eles também servem ao capital ou a um líder qualquer.

Um Professor deve, na verdade, servir ao aluno, que é a quem exatamente importa a correta e estrita educação. Entender cada pensamento, respeitar cada forma, assim como o faz um agrônomo, que dispensa exclusivos tratamentos para cada silenciosa árvore que brota. Isso é o que faz o educador, na atenção de cada raiz que busca firmar-se na terra e assim aflorar e dar-nos frutos. E quando a árvore é o homem, a atenção deve ser voltar para seus pequeninos e próprios enraizados caráteres morais.

Porque pequenas crianças não são pequenos detalhes, ao contrário, são grandes detalhes, maiores até que a própria razão. Maiores até que quaisquer razões. E o homem que se dispõe a educar, precisa aprender a aprender com cada um deles, devendo de bom grado, sempre se fazer pequeno, para só então formar grandes homens. Na educação, o menos é sempre mais...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Polícia de União procura autor(a) de vídeos divulgados em redes sociais de conteúdo ofensivo a várias jovens

O Delegado Regional Dr. Isaias Rodrigues confirmou na noite desta quarta feira (23) em contato com a reportagem da Tribuna União que várias pessoas procuraram a Delegacia para denunciar que foram alvo de vários vídeos veiculados nas redes sociais locais em que as vitimas foram taxadas pejorativamente de ‘santinhas’, atingindo dessa forma as suas dignidades e deixando suas imagens prejudicadas perante a sociedade.

 

‘Embora fatos dessa natureza sejam comuns na Internet, encaramos o fato com seriedade porque as imagens expõem várias mulheres (algumas delas casadas outras compromissadas), razão pela qual estamos empenhados em descobrir o autor ou autora deste ato ilícito independente da razão pelo qual foi praticado’ disse o delegado como sempre bastante cauteloso em suas afirmações.

 

‘Várias pessoas estiveram no cartório da DRP. Atendemos apenas uma delas mas agendamos para a manhã desta quinta feira as demais pessoas ofendidas com as publicações interessadas a registrar a queixa para retornar para o cartório que as atenderá. Nosso serviço reservado já iniciou as investigações e se necessário pediremos ajuda da tecnologia que a SSP dispõe mesmo porque a id do telefone ou computador que originou as fotos são facilmente identificadas’ finalizou o Dr. Isaias.

 

A editoria buscou na internet algum tema que abordasse o assunto, e no site Google encontramos as colocações pertinentes da advogada paulista doutora Alessandra Strazzi que faz as seguintes colocações:

Difamação, calúnia e injúria: diferenças entre os crimes contra a honra

1. Definição legal dos crimes contra a honra

Os crimes contra a honra estão previstos nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal. O Código Penal define esses crimes da seguinte forma:

Calúnia
Art. 138 – Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime.
(…)

 Difamação
Art. 139 – Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação.
(…)

 Injúria
Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro.
(…)

2. Qual a diferença entre difamação, calúnia e injúria?

Muitas pessoas têm dificuldade de diferenciar um crime do outro na prática e sempre me perguntam qual seria a diferença. O CNJ diferenciou calúnia, difamação e injúria da seguinte forma:

Calúnia
Imputação falsa de um fato criminoso a alguém.

Injúria
Qualquer ofensa à dignidade de alguém.

Difamação
Imputação de ato ofensivo à reputação de alguém.

3. Exemplos de crimes contra a honra

Para tentar esclarecer melhor, utilizarei exemplos, pois creio que ainda não é tarefa fácil diferenciar os crimes contra a honra.

Calúnia
Contar uma história mentirosa na qual a vítima teria cometido um crime. Por exemplo: Beltrana conta que Fulana entrou na casa da Ciclana e afanou suas joias.

O fato descrito é furto, que é um crime (art. 155 do Código Penal). Dessa forma, Beltrana cometeu o crime de calúnia e a vítima é Fulana.

Se a Beltrana tivesse simplesmente chamado Fulana de “ladra”, o crime seria de injúria e não de calúnia. Se a história fosse verdadeira, não seria crime.

Atenção! Espalhar a calúnia, sabendo de sua falsidade, também é crime (art. 138, § 1º do Código Penal). Muito cuidado com a fofoca!

Difamação
Imputar um fato a alguém que ofenda a sua reputação. O fato pode ser verdadeiro ou falso, não importa. Também não se trata de xingamento, que dá margem à injúria.

Este crime atinge a honra objetiva (reputação) e não a honra subjetiva (autoestima, sentimento que cada qual tem a respeito de seus atributos). Por isso, muitos autores de renome defendem que empresas e outras pessoas jurídicas podem ser vítimas do crime de difamação.

Por exemplo: Beltrana conta que Fulana deixou de pagar suas contas e é devedora.

Deixar de pagar as contas não é crime e não importa se este fato é mentira ou verdade. Ou seja, Beltrana cometeu o crime de difamação e a vítima é Fulana.
Injúria

Injúria é xingamento. É atribuir à alguém qualidade negativa, não importa se falsa ou verdadeira. Ao contrários dos crimes anteriores, a injúria diz respeito à honra subjetiva da pessoa.

Por exemplo: Beltrana chama Fulana de “ladra” ou “imbecil”. Beltrana cometeu o crime de injúria e Fulana é a vítima.

A injúria pode ser cometida de forma verbal, escrita ou, até mesmo, física. A injúria física tem pena maior e caracteriza-se quando o meio utilizado for considerado aviltante (humilhante). Por exemplo: uma tapa no rosto.

Se o xingamento for fundamentado em elementos extraídos da raça, cor, etnia, religião, origem ou condição de idosa ou deficiente, o crime será chamado de “injúria discriminatória” (art. 140, §3º do Código Penal).

O juiz pode deixar de aplicar apena quando a vítima houver provocado diretamente a injúria ou quando ela replicar imediatamente. Alessandra Strazzi - Advogada por profissão, Previdenciarista por vocação e Blogueira por paixão, Autora dos blogs “Adblogando“ e "Desmistificando". Formada pela Universidade Estadual Paulista / UNESP – Tribuna União – Ascom 11ª DRP - Google

Cinema


Saúde


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Solenidade de premiação das escolas municipais participantes do Projeto Natal Sustentável EDIÇÃO 2015-2016


A Secretaria Municipal de Educação por meio da Sala Verde Serrana dos Quilombos (SVSQ/SEMED) realizou nesta manhã, 22 de novembro, a Solenidade de Premiação das Escolas Municipais Participantes do Projeto Natal Sustentável Edição 2015-2016. 


Membros da Gestão Escolar 2016 das 25 unidades da Rede Municipal de Ensino foram convidados para participar da Cerimônia de Premiação, que contou com a participação do atual Dirigente Municipal de Educação, José Eduardo Leão Praxedes, a Diretora Administrativa da SEMED, Maria Goretti Galvão, a Diretora de Ensino, Rosário Sarmento, o corpo técnico da SEMED e o Ex-Secretário Municipal de Educação - Bruno Leitão Praxedes.

Convidados especiais: a Equipe Técnico-Pedagógica do Inst Lagoa Viva Ilv - Eucenia Alves, Rodrigo Willer e Alexandre; o Prof. Dr. em Geografia, Lidemberg Lopes; o cantor Leandro Berar e; o blogueiro José Marcelo Pereira.


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Uneal e Fundação Palmares vão fomentar o turismo cultural na Serra da Barriga

Clau Soares

A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) será a instituição responsável, em 2017, pela ampliação do turismo e da cultura do Parque Memorial Quilombo dos Palmares. A missão foi oficializada no domingo (20), na Serra da Barriga, em União dos Palmares, durante as comemorações do Dia da Consciência Negra.

Na ocasião o vice-reitor da Uneal, Clébio Correia de Araújo, e o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva, assinaram o termo de cooperação, selando a parceria entre os dois órgãos.

“O termo de cooperação prevê a união de esforços da Uneal e Fundação Cultural Palmares para realizarmos projetos de dinamização do turismo na Serra da Barriga, com foco em cultura e formação”, explicou o vice-reitor, Clébio Correia de Araújo, que representou a Universidade na cerimônia.

A primeira ação envolverá a organização de visitas sistemáticas dos estudantes e professores das escolas das redes estadual e municipal ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares. No local, haverá exposição e feira cultural dos quilombolas na Serra, além de oficinas, cursos e apresentações dos grupos afros durantes as visitas de formação.


Fonte: Agência Alagoas

Belas imagens: Dia da Consciência Negra é marcado por homenagens na Serra da Barriga