segunda-feira, 1 de maio de 2017
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"Eu amo morar no sítio" Por Ketilly de Lima
Morar no sítio tem suas vantagens e desvantagens. Porém, as vantagens são maiores. Nossa rotina aqui no sítio Barra do Caruru é tranquilo, estamos livres da violência, assaltos e poluição, diferente da cidade onde o pessoal já está acostumado a ver tudo isso.
Onde eu moro tem transporte para ir à escola, para ir a União dos Palmares, tem igreja evangélica perto da minha casa, temos posto de saúde para a comunidade. É muito bom! Eu não trocaria isso por nada e ainda temos a natureza nos recompensando com muitas frutas sem precisar comprar.
Eu amo morar no sítio.
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sábado, 29 de abril de 2017
Patrimônio histórico alagoano, Escola Estadual Rocha Cavalcanti fez 89 anos
Comemorações prosseguem até terça-feira (2); unidade é referência na formação de professores em União dos Palmares.
Reconhecida como patrimônio histórico e cultural de Alagoas desde
2014, a Escola Estadual Rocha Cavalcanti, primeira unidade escolar a ser
construída no centro urbano da cidade de União dos Palmares, comemorou
seus 89 anos nesta sexta-feira (28).
As celebrações tiveram início na quinta-feira (27) e prosseguem até a próxima semana. “Tivemos, dentre outras atividades, um concurso de beleza estudantil, além da escolha das melhores vozes e grupos de dança. A festa prossegue até terça-feira, dia 2, com bolos festivos nos três turnos de aula, para toda a comunidade escolar”, informa a diretora adjunta, Karina Oliveira.
As celebrações tiveram início na quinta-feira (27) e prosseguem até a próxima semana. “Tivemos, dentre outras atividades, um concurso de beleza estudantil, além da escolha das melhores vozes e grupos de dança. A festa prossegue até terça-feira, dia 2, com bolos festivos nos três turnos de aula, para toda a comunidade escolar”, informa a diretora adjunta, Karina Oliveira.
Histórico
Idealizada e construída no final da década de 1920, pelo vice-governador e patrono da escola, coronel Francisco da Rocha Cavalcanti, a escola possui uma estrutura arquitetônica no estilo neoclássico, dispondo de cinco salas de aula, laboratório de informática, biblioteca, cozinha e cantina, sala professores e coordenação. É o segundo prédio tombado da cidade: o primeiro foi a casa do poeta Jorge de Lima.
Situada à Rua Correia de Oliveira, uma das mais importantes do ponto de vista histórico da cidade de União dos Palmares, a escola fez história como um centro de formação de professores na região. Atualmente, ela oferta Ensino Normal, Ensino Médio e Médio Integrado, com cursos de Ludoteca e Secretariado Escolar para quase 700 estudantes.
Orgulho
A Rocha Cavalcanti é motivo de orgulho para toda a comunidade palmarina. Alunos e professores destacam sua importância. Muitos educadores da cidade também passaram pela escola, seja como alunos ou professores. É o caso da gerente da 7ª Gerência Regional de Educação (Gere), Roseane Vasconcelos. “Fui aluna do 1º ao 4º ano, o que hoje representa os anos iniciais do ensino fundamental. Até hoje, a escola é muita procurada pela sociedade palmarina por ser uma referência no seu atendimento educacional”, destaca.
Diretora da instituição de 2003 a 2006, a técnica do Núcleo de Acompanhamento Pedagógico (NEAP) da 7ª Gere, Sueleide Barbosa, diz que a escola marcou a sua vida profissional e pessoal. “Sou pedagoga e atuo há 30 anos na Educação. O período em que estive na Rocha Cavalcanti me proporcionou um crescimento imensurável como educadora, foi um aprendizado para toda a vida”, afirma.
O ex-gestor e professor de biologia, George Sena, um dos principais nomes no processo de tombamento da unidade, também fala com carinho da instituição.
“Nossa escola representa um importante elo na região serrana dos quilombos, recebendo alunos de União dos Palmares e de municípios circunvizinhos, que reconhecem seu papel relevante na formação profissional. E do ponto de vista de afetividade, é um prazer trabalhar neste prédio”, declara George.
Em seu último ano na escola, a estudante da 3ª série do ensino médio Larissa Andriele aponta o diferencial da instituição. “Esta escola é simbólica e todos que estudam aqui saem com boas referências, com ótimo aprendizado”, diz a garota.
Idealizada e construída no final da década de 1920, pelo vice-governador e patrono da escola, coronel Francisco da Rocha Cavalcanti, a escola possui uma estrutura arquitetônica no estilo neoclássico, dispondo de cinco salas de aula, laboratório de informática, biblioteca, cozinha e cantina, sala professores e coordenação. É o segundo prédio tombado da cidade: o primeiro foi a casa do poeta Jorge de Lima.
Situada à Rua Correia de Oliveira, uma das mais importantes do ponto de vista histórico da cidade de União dos Palmares, a escola fez história como um centro de formação de professores na região. Atualmente, ela oferta Ensino Normal, Ensino Médio e Médio Integrado, com cursos de Ludoteca e Secretariado Escolar para quase 700 estudantes.
Orgulho
A Rocha Cavalcanti é motivo de orgulho para toda a comunidade palmarina. Alunos e professores destacam sua importância. Muitos educadores da cidade também passaram pela escola, seja como alunos ou professores. É o caso da gerente da 7ª Gerência Regional de Educação (Gere), Roseane Vasconcelos. “Fui aluna do 1º ao 4º ano, o que hoje representa os anos iniciais do ensino fundamental. Até hoje, a escola é muita procurada pela sociedade palmarina por ser uma referência no seu atendimento educacional”, destaca.
Diretora da instituição de 2003 a 2006, a técnica do Núcleo de Acompanhamento Pedagógico (NEAP) da 7ª Gere, Sueleide Barbosa, diz que a escola marcou a sua vida profissional e pessoal. “Sou pedagoga e atuo há 30 anos na Educação. O período em que estive na Rocha Cavalcanti me proporcionou um crescimento imensurável como educadora, foi um aprendizado para toda a vida”, afirma.
O ex-gestor e professor de biologia, George Sena, um dos principais nomes no processo de tombamento da unidade, também fala com carinho da instituição.
“Nossa escola representa um importante elo na região serrana dos quilombos, recebendo alunos de União dos Palmares e de municípios circunvizinhos, que reconhecem seu papel relevante na formação profissional. E do ponto de vista de afetividade, é um prazer trabalhar neste prédio”, declara George.
Em seu último ano na escola, a estudante da 3ª série do ensino médio Larissa Andriele aponta o diferencial da instituição. “Esta escola é simbólica e todos que estudam aqui saem com boas referências, com ótimo aprendizado”, diz a garota.
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sexta-feira, 28 de abril de 2017
Projeto vai fortalecer ensino da história africana nas escolas
A secretária municipal de Educação, Ana Dayse Dorea, participou nessa
quinta-feira (27), na Serra da Barriga -União dos Palmares, do
lançamento do projeto piloto ” Conhecendo nossa história: da Africa ao
Brasil”. O projeto é uma iniciativa da Fundação Cultural Palmares que
conta com a parceria do Ministério da Educação, secretaria Estadual, e
secretarias municipal de Educação e Cultura de Maceió.
O evento contou com a participação da secretária de Educação Continuada,
Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da
Educação (MEC), Ivana de Siqueira, e do presidente da Fundação Palmares,
Erivaldo Oliveira, além de vários representantes de entidade do
movimento da cultura negra no estado.
Em sua fala durante a solenidade de lançamento do projeto, a secretária
Ana Dayse, destacou que as escolas da rede têm sido dotadas de livros
para trabalhar com essa abordagem, onde o fazer pedagógico conta com
textos e obras voltadas para a temática África e a cultura negra. “As
escolas são orientadas a adquirir essa cultura. É um trabalho que deve
ser feito desde o gestor até o professor. É a formação do professor que
vai fazer com que as crianças entendam a verdadeira historia da raça
brasileira”, afirma Ana Dayse.
Para Ana Dayse, a história africana deve ser entendida e aprendida na
base, onde o conhecimento dessa cultura deve ser mais efetivo .
“Queremos que nossos alunos venha à serra, conhecer e aprender aqui”,
afirmou a secretária.
Os professores da escola municipal que leva o nome do líder da
resistência negra à escravidão, Zumbi dos Palmares, prestigiaram a
iniciativa e a receberam de forma positiva. A diretora da escola Zumbi
dos Palmares, Quitéria Cavalcante, disse que o ensino da cultura negra
na rede será mais efetivo com as visitas in loco à Serra da Barriga. ”
Vamos proporcionar aos nossos alunos a aprendizagem mais sólida, saindo
do teórico em sala a comprovação do conhecimento no parque quilombola. O
conhecimento passado dessa forma irá fortalecer principalmente nossa
questão cultural e a conscientização da diversidade”, justifica.
A responsabilidade de implantação e implementação da Lei 10.639 /93, que
inclui o ensino da cultura africana e afrobrasileira nas escolas tem
sido considerada pela secretária de Educação Continuada, Alfabetização,
Diversidade e Inclusão (Secadi) do ministério da Educação, Ivana de
Siqueira, uma das principais metas de trabalho do órgão. “A Secadi vem
trabalhando para fazer valer a lei de incluir no currículo a historia da
cultura Africana e afrobrasileira, mas precisamos avançar.
O professor
precisar conhecer a história do Brasil para poder trabalhar da melhor
forma na sala de aula, precisamos diversificar a forma do ensino,
precisamos de material que o professor consiga trabalhar na sala de aula
como jogos, vídeos. Esse projeto tem essa responsabilidade de levar o
conhecimento da historia e cultura negra aos estudantes”, ponderou.
por Secom - Maceió
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Poema: Sabores do Engenho Anhumas
"Depois de ouvir meu depoimento de paixão, pelas minhas raízes e pela
culinária o meu amigo e Poeta: Vicente Minervino de São Miguel dos
Campos – AL, me presenteou com este poema. Fiquei muito emocionada! e
agradeço sua atenção!" Izabel Maia Gomes
Devo à honra as pessoas generosas
No que pense o esforço concentrado
Ainda mais quando elas aparecem
Preservando as Memórias do Passado
No que pense o esforço concentrado
Ainda mais quando elas aparecem
Preservando as Memórias do Passado
Tem histórias que o tempo não apaga
E que ficam guardadas na lembrança
Um roteiro em forma de viagem
Remetido para o arquivo da Infância
Refazendo os caminhos percorridos
As origens de onde nos viemos
Importante é refazer tudo isso
Preservando o lugar onde nascemos
Dando asas a estes pensamentos
Com audácia e pleno realismo
O lugar que marcou minha Infância
Transformado em um ponto de turismo
Amo muito em poder contribuir
Sem deixar fugir meu empenho
Não deixando ficar no esquecimento
Os antigos sabores de engenhos
Não distante da Serra da Barriga
Ainda existe um cenário de Cultura
Onde os negros na época produziam
Massa puba, cachaça e rapadura.
E que ficam guardadas na lembrança
Um roteiro em forma de viagem
Remetido para o arquivo da Infância
Refazendo os caminhos percorridos
As origens de onde nos viemos
Importante é refazer tudo isso
Preservando o lugar onde nascemos
Dando asas a estes pensamentos
Com audácia e pleno realismo
O lugar que marcou minha Infância
Transformado em um ponto de turismo
Amo muito em poder contribuir
Sem deixar fugir meu empenho
Não deixando ficar no esquecimento
Os antigos sabores de engenhos
Não distante da Serra da Barriga
Ainda existe um cenário de Cultura
Onde os negros na época produziam
Massa puba, cachaça e rapadura.
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quinta-feira, 27 de abril de 2017
‘Conhecendo Nossa História: da África ao Brasil’ chega a Alagoas
O projeto-piloto ‘Conhecendo Nossa História: da África ao
Brasil’, realizado pela Fundação Cultural Palmares, chega a Alagoas. A ação
prevê a implantação de kits educativos sobre a história e cultura afro-brasileiras
para escolas municipais em União dos Palmares e Maceió.
O lançamento acontece nesta quinta-feira (27), na Serra da Barriga. Na sexta-feira (28), representantes da Fundação irão capacitar os profissionais da educação como multiplicadores do conhecimento sobre a cultura e história afrodescendentes, de forma lúdica, buscando um novo olhar sobre as políticas públicas nesta área.
“O projeto visa, além da disseminação do conhecimento, estimular uma reflexão sobre questões como preconceito, discriminação e racismo”, disse o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva.
A ação é uma parceria entre a FCP, Ministério da Educação, Secretaria de Estado da Cultura, prefeituras de Maceió e União dos Palmares.
por Agência Alagoas
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Serra da Barriga... Hoje
Greve Geral!
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quarta-feira, 26 de abril de 2017
A enchente e o poeta
A enchente arrasou as ruas, destruiu as casas e apagou registros de
histórias de vida. Tais registros eram, por razões próprias de cada um,
cultivados como objetos de estimação. Quando isso ocorre, impera a
resignação. E mais nada.
Imagine que alguém lamentou desbragadamente nunca mais tocar a camisa
do time autografada pelo centroavante que, muito tempo atrás, fez o gol
do título daquele campeonato inesquecível. É, tem gente que preserva – e
reverencia – todo tipo de utensílio que, a partir de um evento
qualquer, misteriosamente, conquista o altar exclusivo à categoria do
sagrado.
José Minervino Neto tem 31 anos, nasceu e vive no município de
Branquinha, aqui perto de Maceió, entre os canaviais e o rio Mundaú. Ele
foi uma das vítimas daquela enchente que causou estragos terríveis em
Alagoas, durante o mês de junho de 2010.
Como se sabe, naquela temporada de chuva forte, várias regiões do
estado foram afetadas de maneira dramática, com a destruição de centenas
de imóveis, quedas de barreiras e de pontes, além de dezenas de mortos.
Minervino é poeta e, portanto, guardava um bocado de textos que vinha
criando havia alguns anos. A casa em que morava, no entanto, foi embora
com as tantas outras que desabaram pela força da enxurrada. Junto com
tijolos, ripas, madeira e móveis, os poemas também sumiram entre papéis e
arquivos virtuais no meio do lamaçal e da tragédia. Quase nada sobrou.
Sem drama. Mais ou menos sob a inspiração desse enredo – essa dedução
é uma arbitrariedade do autor deste texto –, José Minervino reuniu seus
versos (os poucos que sobraram e os que vieram passada a tempestade)
num livro que sai agora com um título inapelável: Antes e Depois da Chuva.
Mas não espere lamentações e platitudes em torno do tal sentimento de
perda, essas besteiras que pulverizam todo e qualquer texto, fale do
que falar, tenha a forma que tiver. Como foi dito, nada de drama
apelativo por essas páginas. O nível do que vemos aqui é algo
quilômetros acima da média.
É uma estreia do barulho, como você e eu diríamos em horas de rasa
inspiração. Fato é que a literatura acaba de ganhar, a partir de
Alagoas, uma voz original e segura. Minervino deve ter lá sua maquinaria
secreta para nos surpreender com esse conjunto de poemas nos quais
sobriedade, contemplação e delírio nos remetem à essência das coisas, ao
coração da linguagem.
TREVOADAS DE JANEIRO
Daí que sempre em janeiro
Deus estala os dedos
E chora um pouco
Deus estala os dedos
E chora um pouco
Corre cachorro,
Corre menino,
Corre todo mundo!
Corre menino,
Corre todo mundo!
Lá vem o trovão
E as rajadas de chuva
Pra encher os brejos,
E as rajadas de chuva
Pra encher os brejos,
É tempo de Sebastião,
Santo guerreiro encarnado,
Nos defender do raio.
Santo guerreiro encarnado,
Nos defender do raio.
Fonte: Graciliano On-line
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