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sábado, 11 de novembro de 2017

Governador inaugura obras do Pró-Estrada em Rocha Cavalcante, em União dos Palmares

Foram implantados 2,5 km de pavimento asfáltico, interligando o acesso de Rocha Cavalcante à BR-104, além de vias urbanas centrais

O governador Renan Filho e o secretário de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, inauguraram, na tarde deste sábado (11), as obras de recuperação asfáltica do distrito de Rocha Cavalcante, em União dos Palmares.

"O Pró-Estrada revitalizou o acesso a Rocha Cavalcante, a antiga Barra do Canhoto, que hoje tem um acesso digno, decente, que melhora a qualidade de vida das pessoas daqui", afirmou Renan Filho. 

Foram implantados 2,5 km de pavimento asfáltico, interligando o acesso de Rocha Cavalcante à BR-104, além de vias urbanas centrais.

"Mudou pra melhor, principalmente pela pista que fizeram. Era uma buraqueira só, onde não se passava carro, não passava moto; quando chovia era que ficava pior. Melhorou para os moradores e para os taxistas que fazem praça aqui", revelou a moradora Denise Rodrigues. 

Mosart Amaral lembrou que o Pró- Estrada tem atuado não somente nas rodovias, mas, também, nos centros urbanos. "Fizemos a sinalização horizontal e vertical. Aproveitamos também para fazer um parque e uma quadra de areia para a prática esportiva", destacou o secretário.

O prefeito de União dos Palmares, Areski Freitas, afirmou que Renan Filho, na condição de governador, tem sido o maior parceiro da história de União dos Palmares. Renan Filho autorizou a doação de duas ambulâncias para o município: uma para o Hospital São Vicente de Paula e outra para o distrito de  Rocha Cavalcante.

"A gente não tinha um governador que se dedicasse tanto a União dos Palmares como tem se dedicado Renan Filho. Todas essas obras anunciadas e outras já executadas estão mudando a cara do município, desde a estrada que liga União dos Palmares à BR-101, como a estrada que vai ligar União a Chã Preta, juntamente com o Vale do Paraíba; seja o recapeamento asfáltico que está fazendo na cidade, o Centro Integrado de Segurança Pública que vai construir; o Hospital Regional da Mata, que vai gerar mais de 600 empregos, dentre outras obras", citou Kiu, como é conhecido o prefeito.

O público prestigiou o desfile cívico, realizado pelas escolas municipais: Dr. Antonio Gomes de Barros, Papa Paulo VI e Pedro Cândido da Silva, instituições localizadas na zona rural do município.

Estiveram presentes ao evento; secretária municipal de Educação Rimelc Shirley Lins, equipe gestora da SEMED e diretores escolares e coordenadores pedagógicos. O vereador José Lourenço da Silva e demais lideranças locais.

Com informações de Severino Carvalho e Blog JMarcelo Fotos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

É hoje: Escola Estadual Rocha Cavalcanti em União dos Palmares promove durante a semana apresentações do ‘Teatro à Boca da Noite’


Agência Tribuna União - Ascom - O festival de teatro da Escola Estadual Rocha Cavalcanti, Teatro à boca da noite, terá sua 2ª edição, e acontecerá de 06 a 17 de novembro deste ano. O evento é um momento de compartilhar com a comunidade escolar o conhecimento ampliado em sala de aula sobre gênero dramático.
Os estudos tiveram início no primeiro bimestre, mais precisamente em maio, com a abordagem sobre gêneros literários (com ênfase no citado gênero), se estendo na visita ao Teatro Deodoro para assistir à peça Volta à seca. Os estudos continuaram com discussões sobre técnicas e textos teatrais. Teatro Épico e as propostas de Bertolt Brecht, O Teatro do Oprimido de Augusto Boal também fizeram parte dos conteúdos trabalhados em sala na disciplina de Arte. O projeto estimula o trabalho em equipe, os jogos cênicos e a solidariedade entre os estudantes.
Desse modo os sorteios de nomes de dramaturgos e compositores musicais brasileiros para que fossem feitas leituras (em equipes) de suas obras. Essa leitura levou as equipes a selecionarem uma de suas obras para a montagem de peças. Leituras, estudos, reflexões e tantos outros momentos povoaram a vida dos estudantes envolvidos nesse trabalho.
Agora a boca da noite não trará apenas a magia da negritude noturna, do brilho das estrelas e da lua; ela trará a magia do teatro e do conhecimento para nossa comunidade. Assim como em 2016, sentir-nos-emos honrados em receber todos que desejarem estar conosco nesse momento de alegria, aprendizagem e magia.
O evento é aberto ao público com início às 18h
06/11 – A Ópera do malandro
07/11 – O pagador de promessas
08/11 – Cala a boca já morreu
09/11 – Farinha boa é a que a mãe manda lá de Alagoas
10/11 – Pluft, o fantasminha
13/11 – As noivas de Copacabana
14/11 – A valsa nº 6
16/11 – O circo Místico
17/11 – Morte e vida Severina e os Severinos de Alagoas – Grupo Mocambo das Artes, peça premiada com o 2º lugar no II Encontro Estudantil

Zumbi vive


Há 322 anos, em 20 de novembro de 1695, morria Zumbi dos Palmares, encerrando mais de um século de resistência naquele que foi o maior quilombo da história do Brasil. Ele morreu na guerra contra a escravidão, hoje extinta, mas a luta contra a desigualdade ainda se faz necessária.


A partir dali, ao invés de esmorecer, foram formados milhares de novos quilombos pelo país inteiro, muitos dos quais continuaram a existir após a abolição. Hoje, segundo a Fundação Palmares, órgão do Ministério da Cultura, há perto de 1900 comunidades remanescentes no país inteiro.

A regularização fundiária desses remanescentes de quilombos é parte dessa luta. Não que queríamos os negros lá, segregados em reservas próprias. Mas, os quilombolas atuais são museus vivos, de enorme relevância por guardarem parcela significativa da cultura trazida da África, que inclui, em muitos casos, a propriedade e uso coletivo de terras.

E pra lembrar ao Brasil que brasileiros afrodescendentes são partes da nossa sociedade, mas ainda padecem da falta de igualdade plena, verdadeira, não apenas formal, no papel.

Palmares

O Quilombo de Palmares ficava na Serra da Barriga, então Pernambuco, distante de áreas urbanas, a região de mais difícil acesso naquela Província.

Era uma área enorme, metade do que é hoje o Pernambuco, indo até as margens do rio São Francisco, de topografia acidentada e uma mescla de mata fechada com palmeirais (palmares) nativos nos topos dos morrotes. Hoje, boa parte do território estaria em Alagoas, onde está a cidade de União dos Palmares.

Tudo começou com a revolta dos escravos de um engenho de açúcar que, armados apenas com foices, chuços e paus atacaram e dominaram seus amos e feitores, segundo conta o historiador Décio Freitas, em “Palmares – A Guerra dos Escravos” (Editora Movimento, Porto Alegre-RS, 1973). E arremata:

“E assim, viram-se senhores do engenho que fora tanto tempo o instrumento da sua opressão. Mas quedaram perplexos: que fazer da liberdade que haviam conquistado?”

Corria o ano de 1.580 e já havia muitos exemplos de revoltas que foram sufocadas, como seria também a deles. Se ficassem na usina, logo seriam cercados por forças bem armadas. Se fugissem pra perto, logo seriam alcançados. Daí, a decisão de andar semanas e semanas até a região dos Palmares. Mas, a simples escolha do local denunciava que o território já havia sido percorrido por alguns deles.

Ergueram, então, onze vilas, chamadas de mocambos, que começaram com cerca de três mil pessoas e chegaram a ter 40 mil habitantes. Muitos foragidos de prisões e senzalas da Bahia e de todo o nordeste foram se incorporando ao empreendimento.

O chefe maior era eleito, como na maioria das comunidades africanas, e não tinha poderes absolutos nem linhagem religiosa, num convívio baseado na fraternidade e solidariedade, citando de novo Décio Freitas Ali, no mocambo Cerca do Macaco, nasceu o menino Zumbi dos Palmares, em 1.655, que ainda criança foi raptado e entregue a um missionário português, que o batizou com o nome de Francisco e o educou.

Com idade de 20 anos, porém, ele voltou aos Palmares, à época sob a liderança de seu tio Ganga Zumba, chefe que negociava um armistício com as autoridades da Província, pois estas haviam aprisionado seus três filhos. Zumbi tomou a dianteira e impediu o acordo, destacando-se como comandante militar, o que o colocou na posição de líder maior do quilombo.

Entretanto, Ganga Zumba prosseguiu as negociações por sua própria conta, foi pessoalmente a Recife, acompanhado de um séquito de 40 homens, e fechou um acordo com o governador da Província, Aires de Souza e Castro. Assim, ele deixou o quilombo e foi morar em umas terras cedidas pelo mandatário. E consta que lá morreu, uns anos depois, envenenado.

Desde lá atrás, no início de tudo, os quilombolas de Palmaras já haviam enfrentado incontáveis batalhas contra portugueses, holandeses e senhores de engenhos. Usavam táticas de guerrilha e quase sempre saiam vitoriosos ou pelo menos ilesos, pois ninguém ousava entrar nos redutos por eles dominados, na tentativa de alcança-los.

Mas, eles enfrentavam sérios problemas, entre os quais o de poucas mulheres, o que os forçava a descer a serra, como se dizia, pra raptar negras em senzalas, plantações ou casas de fazendas. Isto, era feito com escaramuças e violência, pois eles aproveitavam pra confiscar armas e alimentos.

O fato é que, agora, a fama de Zumbi se espalhava pelo país inteiro, como homem capaz de muitas proezas, que não aceitava negociar com o poder colonial que os escravizava e que, além do mais, tinha o corpo fechado, ninguém conseguiria mata-lo. Pelo sim, pelo não, as histórias que corriam incomodavam as autoridades e senhores de escravos.

Foi armada, então, em 1.687, uma grande ofensiva contra Palmares, tarefa entregue ao bandeirante Domingos Jorge Velho, então já conhecido matador de índios da Bahia ao Piauí, e senhor de fazendas em todo o nordeste. Ele tinha um exército de 2.100 homens, dentre os quais 1.300 índios cooptados e uns 800 não-índios, inclusive negros.

Foram 7 anos de ofensivas que, aos poucos, foram solapando o quilombo pelas beiradas, mocambo a mocambo, até o derradeiro ataque ao Macaco, iniciado em março de 1.695. Delatado por um ex-comparsa, Zumbi foi apanhado no dia 20 de novembro, morto e decapitado. Sua cabeça foi levada ao Recife, onde foi exposta no lugar mais público da cidade, e ali ficou até se decompor.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Funcionários do hotel, agentes de turismo desestimulam a visita ao Quilombo dos Palmares, perguntando: "Por que vocês querem ir pra lá? Não tem nada lá" Disse a escritora carioca

A frase foi dita pela escritora carioca Sonia Rosa que relatou das dificuldades para realizar o sonho de conhecer o solo sagrado do Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga em União dos Palmares, AL.
Foi uma tarefa hercúlea para chegar até aqui a Serra, ao Parque Memorial Quilombo dos Palmares.
O que mais me causou surpresa foi o desconhecimento do próprio povo alagoano por essa história tão fartamente rica, acontecida neste sitio histórico. Há certa resistência coletiva de dar visibilidade a história de Zumbi e tantos heróis negros.
Na praia do Gunga busquei informações com um rapaz negro, de uns 24 anos e perguntei-lhe da Serra e ele respondeu que não sabia de qual Serra eu falava, e muito menos conhecia Zumbi.
Em Maceió não foi diferente funcionários do hotel, agentes de turismo desestimulavam a visita dizendo: Por que vocês querem ir lá? Não tem nada  lá. .É muito difícil a subida, etc e tal.
E ao contratarmos com uma taxista em Maceió, o Welligthon ele disse: Dirijo a 20 anos e nunca nenhum turista me pediu informações sobre como ir à Serra.
Por que colocam tantas dificuldades para chegar até aqui? Por que invisibilizam a história de pret@s? Questiona Sônia.  E, acrescenta:-  outro grande problema é a flagrante ausência de sinalização.
Por que não há sinalização?
Depois dos relatos indignados de Sonia e seu marido, o músico Maneco Dias, perguntei-lhes da impressão de  conhecer a Serra  da Barriga e Maneco afirmou: A energia espiritual é muito forte,mas a estrada  é uma desgraça.

É hoje: Celebração 50 anos de sacerdócio


Será dia 11 a entrega do título de Patrimônio Cultural do Mercosul à Serra da Barriga


Uma série de eventos em Maceió e União dos Palmares, em Alagoas, marcam as comemorações do Mês da Consciência Negra e da entrega do título de Patrimônio Cultural do Mercosul à Serra da Barriga, onde no passado existiu o célebre Quilombo dos Palmares. As atividades começam na próxima quarta-feira, 8 de novembro, e seguem até 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

A programação é fruto de parcerias da Fundação Cultural Palmares (FCP) com instituições como Ministério da Cultura (MinC), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Governo de Alagoas e Prefeitura de União dos Palmares. Na quarta-feira, às 19h, acontece a abertura oficial da XV Reunião da Comissão de  Patrimônio Cultural (CPC) do Mercosul, no Teatro Marechal Deodoro, na capital alagoana.

A Conferência continua na quinta-feira (9) e sexta-feira (10), na Associação Comercial de Alagoas, no bairro histórico do Jaraguá, em Maceió. Na sexta, às 11h, haverá apresentação do Plano de Gestão da Serra da Barriga como Patrimônio Cultural do Mercosul.

No sábado (11), às 11h, acontece a Cerimônia de Certificação da Serra da Barriga como Patrimônio Cultural do Mercosul, com a participação do presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira, de autoridades federais, municipais e estaduais e representantes dos quilombolas, do Movimento Negro e de outros setores da sociedade civil.

A Fundação Cultural Palmares é responsável pela gestão do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, espaço que reconstitui um pouco da história dos afro-brasileiros que se rebelaram contra a escravidão. A FCP teve participação ativa na campanha que culminou na concessão do título de Patrimônio Cultural do Mercosul à Serra da Barriga. No dia 20 de novembro, durante as comemorações da Consciência Negra, será instalado o Comitê Gestor e apresentado o dossiê que embasou a candidatura da Serra da Barriga.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Eventos em Alagoas comemoram Dia da Consciência Negra


Parcerias entre instituições da sociedade e órgãos públicos como a Prefeitura de Maceió e a Fundação Cultural Palmares (FCP) marcam as comemorações do Mês da Consciência Negra em Alagoas. No próximo sábado, 11 de novembro, a Serra da Barriga, no município de União dos Palmares, recebe o título de Patrimônio Cultural do Mercosul. No 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, a região vira o palco de um grande evento, no qual será instalado o Comitê Gestor da Serra da Barriga e divulgado o dossiê que fundamentou a candidatura local ao título do Mercosul.

Nos dias 12, 20 e 27 deste mês, acontece em Maceió (Pajuçara, Farol e Mirante do Jacintinho, respectivamente) o Projeto Em Cantos Africanos. Um espetáculo irá mostrar ao público infanto-juvenil a riqueza de narrativas da África.

De 15 a 19 de novembro, é a vez do projeto Vamos Subir a Serra. A Praça Multieventos, na capital alagoana, será palco, das 8h às 22h, de palestras, rodas de conversa, mostras de cinema, exposição fotográfica, oficinas e feiras de produtos artesanais.

Em 17 de novembro, grupos culturais de Maceió fazem a Celebração de Saudação à Serra da Barriga. Haverá um cortejo e apresentações culturais na Praça Multieventos.

De 18 a 20 de novembro, ocorre o Encontro de Maracatus do Baque Virado 2017. A programação terá oficinas, apresentações artísticas e mesas redondas. O Maracatu Nação ou Maracatu de Baque Virado é considerado o ritmo afro-brasileiro mais antigo, no qual um conjunto percussivo acompanha um cortejo real.