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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Pavimentação da Serra da Barriga vai impulsionar difusão da cultura

Com acesso de 7,4 quilômetros pavimentados, palco histórico da luta de resistência negra terá mais estrutura para receber visitantes

Luta pela liberdade. Este foi o propósito primário do Quilombo dos Palmares, cenário de uma das maiores histórias de resistência à escravidão do mundo. Com o passar do tempo, o lugar ganhou novas significações e é visitado anualmente para celebração da identidade afro-brasileira e do respeito racial e religioso.

Em novembro, quando é comemorada a Consciência Negra, essas manifestações são intensificadas em homenagem à morte do líder Zumbi. O palco principal é o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, que, desde 2007, recebe mais de dez mil visitantes durante todo o mês de celebração.

Para atender bem à demanda de pessoas que vão conhecer o local, uma das principais necessidades era a pavimentação do acesso, que tem 7,4 quilômetros de extensão e é feito boa parte de barro. Com o intuito de incentivar ainda mais o turismo histórico e cultural na Serra da Barriga, o Governo de Alagoas atendeu à reivindicação e, no dia 20 de novembro, o governador Renan Filho e o secretário de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, assinaram a ordem de serviço para iniciar a obra.

Uma das principais lideranças do Estado em religião de matriz africana, Mãe Neide tem um restaurante de gastronomia quilombola localizado em um dos pontos da subida à serra. Como comerciante, ela aponta os benefícios da pavimentação do acesso. “É claro que só tem a crescer o número de empregos criados aqui e, consequentemente, teremos maior geração de renda para as pessoas”, afirma.

Como líder religiosa, ela garante que a obra vai colaborar para a disseminação da cultura quilombola. “A pavimentação do acesso vai ajudar a divulgar ainda mais a nossa cultura e fazer com que as pessoas tenham vontade de conhecer a Serra da Barriga. É um presente muito grande para todos que lutam por mais igualdade de direitos”, assegura.

Da parte urbana até a base da Serra, o trecho será em asfalto e dali até o platô, em paralelepípedos. A obra faz parte do programa do governo estadual Pró-Estrada, que já beneficia mais de 60 municípios de todas as regiões do Estado, com mais de 700 quilômetros de rodovias e acessos recuperados, vias urbanas pavimentadas e estradas construídas. 

União dos Palmares

Também no dia 20 de novembro, o Governo do Estado entregou à população de União dos Palmares 27 quilômetros de obras, incluindo os acessos à cidade recuperados e as principais ruas pavimentadas. Os serviços, que também integram o Pró-Estrada, melhoraram a mobilidade urbana dos moradores e deixaram a cidade mais bonita.

É o que conta o vendedor de bolos Sonaldo Soares, que trabalha em frente a uma das ruas beneficiadas. “Antes dessa pavimentação a cidade era mais feia. Há um bom tempo as ruas eram cheias de poeira por causa dos buracos. Mas agora está bem melhor, a cidade está bonita e tudo que vamos fazer é mais rápido, porque está mais fácil de se deslocar de um lugar para o outro”, conta o trabalhador.

No município, o Governo também pavimentou o acesso de 2,5 quilômetros ao povoado Rocha Cavalcante, permitindo maior integração da comunidade ao resto do Estado.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Campanha de Doação de Mudas

O Rotary Club de União dos Palmares lança uma campanha de Doação de Mudas. A ação acontecerá próxima quarta-feira, 20, a partir das 7h com entrega das mudas (Moringa). 

A entrega será na Praça Antenor Uchôa.

Pra garantir a sua, mande uma mensagem para 82 99660-5249 com nome completo, endereço e quantidade de árvores que quer. 

A ação tem o apoio do Vereador Neto Cavalcanti.

É hoje


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Meu Canto por Emanuel Galvão

 
Não lembro de ter me colocado
Nesse mundo tão belo, a passeio.
Não vejo essa vida, qual recreio,
Pra viver minha vida recalcado.
Eu prefiro partir mais que depressa
Vida assim, inútil, não interessa,
Pra não dizer, melhor ficar calado,
Que poeta sem voz e segregado,
Esta vida não vive, atravessa.

Da viola só tenho as dez cordas
E das horas do dia vinte e quatro.
Das esquinas e das praças meu teatro,
Sem luz, sem plateia e sem hordas.
Solto apenas meu canto de protesto,
Pois na vida o que eu mais detesto,
É aquele que apenas só concorda,
O avesso do pano de quem borda,
É meu canto irritante e manifesto.
 
Fonte: POESIA GALVANEANA & Outras Palavras
 
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