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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Palmarino de coração, João Paulo Albertim é atração da Cesta de Música do Conservatório

A música instrumental pernambucana mais uma vez ressurge com um talentoso músico e cavaquinhista de cinco cordas, João Paulo Albertim, que apresentará o seu primeiro álbum João Paulo Albertim Toca Pernambuco, no Cesta de Música, projeto do Conservatório Pernambucano de Música. 

O show será na sexta-feira (13), às 19h30, no Auditório Cussy de Almeida, na sede da escola de música. O evento é gratuito.

Nascido no Recife, João Paulo Albertim, 35 anos, é cavaquinhista, bandolinista, compositor, arranjador e produtor musical. Ele começou a dar os primeiros passos na música aos 13 anos, ao ganhar o primeiro cavaquinho dos pais na cidade de União dos Palmares (AL). 

Aos poucos, o músico começa a inscrever seu nome no cenário musical nacional, não só como cavaquinhista, mas também como exímio bandolinista e ainda arranjador e compositor. “Este será um concerto especial pra mim porque estudei no Conservatório e fui o primeiro aluno a concluir o curso técnico de cavaquinho. Lá é a minha segunda casa. Vou apresentar peças do meu CD, lançado em 2012, e algumas músicas novas do segundo álbum, que está em fase de produção. Vou tocar cavaquinho de quatro e cinco cordas”, destaca João Paulo.

O álbum atual, com a direção musical do maestro e bandolinista Marco César, ressalta as possibilidades de combinações de timbres e estimula a inserção e fusão de gêneros e ritmos musicais não muito conhecidos do grande público admirador da literatura do cavaquinho. A presença do xote, forró, frevo de rua, toada e caboclinho no CD reforçam isso.

O trabalho se destaca ainda pelas participações superespeciais do “Quinteto da Paraíba”, na faixa Grandes Lições; do maestro Spok, em A Banda no Frevo, e do músico Adelmo Arcoverde, em Toca Pernambuco e Agoniada.

SERVIÇO
CESTA DE MÚSICA: JOÃO PAULO ALBERTIM – Sexta-feira, 13 de setembro, às 19h30, no Auditório Cussy de Almeida, no Conservatório Pernambucano de Música (Av. João de Barros, 594, Santo Amaro). Concerto gratuito.

Fonte: Revista Algomais

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terça-feira, 10 de setembro de 2019

Alagoano residente da BA procura por família em União dos Palmares

João da Silva saiu de casa em 1985 para trabalhar com corte de cana e não voltou mais

O idoso João da Silva, de 64 anos, procura a família que, segundo ele, é do Centro da cidade de União dos Palmares, em Alagoas. João mora, desde 1985, no povoado de Mendes, na Zona Rural de Coração de Maria, no Estado da Bahia. Hoje, o alagoano já é idoso, cego de um olho e acumula diversos problemas de saúde. Ele conta com o apoio de poucos amigos baianos para encontrar a família. Esses mesmos amigos também estão ajudando o idoso a conquistar a aposentadoria.  

João, assim como muitos brasileiros, saiu da cidade natal para trabalhar. À época, ele conseguiu um emprego no corte de cana e, desde então, não retornou para casa. 

O senhor amarga a solidão. "Ele não tem ninguém e vive de ajuda. Nós estamos agindo para ajudá-lo. A casa que ele vive é emprestada, molha toda quando chove e é muito suja. Ele dorme em péssimas condições, não tem geladeira, não tem fogão, cozinha à lenha. É uma situação difícil", contou Danillo Cerqueira, fisioterapeuta em Coração de Maria. 

Danillo, junto a alguns populares da região, se solidarizaram com a situação do "Alagoa" - como é amplamente conhecido na região - e com o desejo dele de voltar para casa. Os amigos dividiram as demandas da seguinte forma: alguns o ajudam na busca da família, outros com o processo da aposentadoria e tem também quem o alimenta e concede abrigo. 

O fisioterapeuta e amigo do "Alagoa" está lutando para encontrar a família de João e garantiu que, caso a encontre, trará o senhor de volta ao seu estado de origem assim que o trâmite da aposentadoria findar. O alagoano, de 64 anos, tem a esperança de ainda encontrar os pais vivos. 

Quem tiver alguma informação sobre a família do idoso deve entrar em contato por meio do telefone (75) 8274-6609 e falar com o Danillo. O contato também pode ser feito pelo WhatsApp.

Fonte: Gazeta Web


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sábado, 7 de setembro de 2019

Jorge de Lima, um poeta que retratava também as cenas nas ruas

Paulo Peres
Poemas & Canções
O alagoano Jorge Mateus de Lima (1893-1953) foi político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor. Neste poema ele usa a figura do acendedor de lampião para marcar a desigualdade social.

O ACENDEDOR DE LAMPIÕES

Jorge de Lima
Lá vem o acendedor de lampiões de rua!
Este mesmo que vem, infatigavelmente,
Parodiar o Sol e associar-se à Lua
Quando a sobra da noite enegrece o poente.
Um, dois, três lampiões, acende e continua
Outros mais a acender imperturbavelmente,
À medida que a noite, aos poucos, se acentua
E a palidez da lua apenas se pressente.
Triste ironia atroz que o senso humano irrita:
Ele, que doira a noite e ilumina a cidade,
Talvez não tenha luz na choupana em que habita.
Tanta gente também nos outros insinua
Crenças, religiões, amor, felicidade
Como este acendedor de lampiões de rua!

terça-feira, 3 de setembro de 2019

MP requer que seja cassada liminar que suspendeu a venda de usinas da Laginha

Na petição, a chefia do MPAL, ao falar sobre o processo nº 0000707-30.2008.8.02.0042, em trâmite na 1ª Vara de Coruripe/AL, explica que o caso envolvendo a falência da massa falida da Laginha Agroindustrial é uma das maiores ações falimentares da história do país, uma vez que envolve mais de 18 mil credores e um passivo de dois bilhões de reais.

Alfredo Gaspar também alegou que, com as arrematações, já houve uma série de benefícios sociais, a exemplo da retomada das atividades, dos empregos e, de forma ampla, do reaquecimento das economias locais. E, especialmente, a maior vantagem até o momento foi o início do pagamento dos credores, afinal,esse era o objetivo primordial do processo de falência. “E, nesse quadrante, impende ressaltar que o início do pagamento dos credores trabalhistas somente foi possível graças à alienação, através da modalidade leilão, das duas unidades industriais situadas no estado de Minas Gerais, as Usinas Vale do Paranaíba e Trialcool. 

Em dezembro do ano de 2017, a Usina Vale do Paranaíba foi arrematada, em primeira praça, pelo valor total de R$ 206.358.000,00 (duzentos e seis milhões, trezentos e cinquenta e oito mil reais), e a Usina Trialcool, em segunda praça, pelo valor total de R$ 133.825.220,00 (cento e trinta e três milhões, oitocentos e vinte e cinco mil, duzentos e vinte reais). Até a presente data – os bens acima foram adquiridos em prestações -, os arrematantes já reverteram em pagamento para a massa falida o valor aproximado de R$ 243 (duzentos e quarenta e três) milhões de reais, os quais foram destinados para pagamento dos credores trabalhistas – 235 milhões de reais, aproximadamente, já foram distribuídos em pagamento aos credores e 8 milhões de reais encontram-se prontos para destinação, mediante apresentação de dados dos credores”, diz um trecho da petição.

A liminar em vigor
Apesar do leilão já ter ocorrido há dois anos, a pessoa jurídica ConcreNorte Indústria e Comércio Ltda., uma das credoras da massa falida, impetrou um mandado de segurança e fundamentou a suspensão no entendimento de que a proposta apresentada pela arrematante da Usina Paranaíba não teria obedecido o edital de venda da forma correta, “na medida em que foi apresentada proposta de pagamento em prestações com prazo muito além do estabelecido como limite pela legislação e pelo edital”.

E, diante desse mandado, o desembargador Kléver Rêgo Loureiro, no último dia 14 de agosto, decidiu pelas suspensões das arrematações das usinas Trialcool e Vale do Paranaíba. No entanto, para o Ministério Público, a análise das peças levou a instituição a concluir que não houve ilegalidades nos parâmetros fixados para o leilão impugnado.

“Com efeito, a interessada em adquirir o ativo em prestações apresentou proposta, conforme autorizativo consubstanciado no art. 895 do Código de Processo Civil, o fazendo, entrementes, consignando prazo de pagamento da entrada e das demais parcelas em período superior ao previsto na legislação de ritos. Ocorre que o Juízo falimentar, ao receber a proposta e vislumbrar que a mesma não guardava relação estrita com os termos do edital, entendeu como imperativo prorrogar a primeira praça com o escopo de permitir que outros interessados pudessem manifestar interesse na aquisição do ativo em igualdade de condições, com a chance de cobrir os valores e obter a possibilidade de dilação do prazo do pagamento, tudo em observância aos princípios da ampla concorrência, transparência e boa-fé. Mas, mesmo com a dilação do prazo para apresentação de propostas com a possibilidade de pagamento com parcelamento estendido e a ampla publicidade realizada, não apareceu nenhum outro interessado, razão pela qual a única empresa a apresentar proposta, logrou êxito na arrematação da Usina Vale do Paranaíba”, detalha o pedido do MPAL.

E o documento ainda segue: “impende registrar que não houve impugnação por parte de terceiros – possíveis compradores – à arrematação, alegando qualquer tipo de frustração ao caráter competitivo do leilão, circunstância que, aliada à ausência de apresentação de outras propostas, nos permite concluir, inequivocamente, pela inexistência de outros interessados na aquisição do ativo, seja pela forma prevista, inicialmente, pelo edital, seja pela forma com o pagamento estendido”.

“Indo mais além, questiona-se: era exigível do Juízo falimentar sacrificar a efetividade da tutela jurisdicional e impedir o aporte na massa falida de mais de R$ 200 milhões de reais para apegar-se à literalidade da lei, a formalismos e rejeitar, em razão da forma de parcelamento do pagamento, a proposta realizada, em primeira praça, pelo valor da avaliação, em um cenário de recessão na economia do país e no setor sucroalcooleiro, especialmente quando nenhum real anda havia sido pago a qualquer credor e o ativo se depreciava? Evidentemente que não”, ponderou o Ministério Público.

Prejuízo às ordens pública e econômica
Segundo Alfredo Gaspar, a decisão ora concedida lesiona a ordem pública (administrativa e jurídica) na medida em que autoriza violação à segurança jurídica e fere o interesse público. “Ademais, ela também viola a ordem econômica, como já reconhecido em idêntica situação no caso da suspensão de execução de liminar em mandado de segurança nº 0801132-67.2019.8.02.0000, uma vez que o prolongamento da celeuma leva à deterioração do patrimônio e repercutirá no tecido social, através dos seus milhares de credores”, disse ele.

*com Ascom MPE

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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O que esperar da A Fazenda 11


Próximo dia 17, a emissora da Barra Funda estreará seu principal reality show, A Fazenda💥💣😭, que este ano completa sua 11 edição com muita sucesso e repercussão nas redes sociais.

Como todo lançamento uma "infinidade de listas" com prováveis participantes pipocam na internet todo ano atiçando a curiosidade dos fãs rurais. Esses últimos dois meses vários vídeos e listagem de celebridades e subcelebridades foram ditas como certas no programa que é comandado pelo carismático Marcos Mion. 

Do elenco acima, acredito que uns 10 artistas estarão na tela da RecordTv nos próximos dias. Os mesmos que vão compor o tipo tão aguardado pelo público e guardado a sete chaves pela direção do canal. 

Porém, os fãs do programa não querem é ver "PLANTAS" enfeitando a TV, os amantes querem personalidades fortes que se posicione perante os fatos que vão acontecer nestes três meses.

A Fazenda é um reality show de confinamento e, que neste ano terá uns 18 nomes. Rodrigo Carelli diretor geral dos realitys da RecordTv, sempre guarda na agenda nomes das personalidades que participam dos programas da casa, alguns sempre volta em projetos diferentes da Barra Funda.

Que venha mais um super sucesso!!!     


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Viviane Araújo com o palmarino Luiz Moda

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Celebridades com os palmarinos

ANPEGE homenageará Fernando Antonio da Silva

Nosso amigo Fernando Antonio da Silva será homenageado em memória pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia, a ANPEGE, durante o XIII ENANPEGE, que também homenageará postumamente os geógrafos Andrelino de Oliveira Campos, Gilmar Mascarenhas de Jesus, José Manuel Mateo Rodriguez e Nidia Nacib Pontuschka.

Convidamos todos os participantes do evento a comparecer às homenagens, que acontecerão no Auditório Ariosto Mila, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, no dia 6 de setembro (sexta-feira), entre 14h e 16h.

Serão também homenageados os geógrafos Archimedes Perez Filho, professor do Departamento de Geografia da Unicamp e ex-diretor da AGB-Campinas, Dieter Muehe, da UFRJ, Maria Elena Simielli, da USP, Paulo César da Costa Gomes, da UFRJ, Pedro de Almeida Vasconcelos, da UFBA, e Sandra Lencioni, da USP.

Fernando participou do ENANPEGE de Presidente Prudente, em 2015, apresentando o trabalho A dinâmica do território brasileiro no período da globalização: o Programa Bolsa Família como evento.


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Lançamento do livro (Re)Pensando a Geagrafia: História, Objeto, Método e Práxis

Imagens da antiga rua Demócrito Gracindo (Rua da Ponte)


As fotos deste post são da antiga rua Demócrito Gracindo (rua da Ponte), destruída em junho de 2010.  

sábado, 31 de agosto de 2019

"Vamos vender passeios brevemente para a Serra da Barriga" Emerson Belan, executivo CVC Viagens

Alagoas será sede da convenção nacional da CVC em 2020. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (29), durante encontro do governador Renan Filho e do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, com o presidente da empresa, Luiz Fernando Fogaça. A reunião foi realizada no Palácio República dos Palmares.

O evento, que reúne os mais de 1600 colaboradores da empresa, projeta o Destino Alagoas para dentro e fora do país. “Foi uma satisfação enorme receber a diretoria da CVC. Nós estaremos aqui sempre dedicados para cumprirmos a nossa missão. Quero, mais uma vez, candidatar Alagoas para continuar sendo parceiro prioritário da CVC e de toda empresa que deseje investir em Alagoas. Isso fortalece o nosso estado e o nosso turismo”, afirmou Renan Filho.

Durante o encontro, os executivos da empresa também anunciaram novos investimentos em Alagoas. Entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, a CVC disponibilizará mais de 91 mil assentos com destino a Alagoas, número 18% maior do que o mesmo período do ano passado, incrementando o fluxo de turistas durante a alta temporada de verão.

Doze novos voos fretados com destino a Alagoas também incrementam este crescimento de turistas para o Estado neste período. Estas operações reforçam a malha aérea em datas como Réveillon e carnaval e serão provenientes de mercados emissores como Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Goiania (GO), Porto Alegre (RS), entre outros.

Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Rafael Brito, os investimentos da empresa comprovam o sucesso das medidas implementadas pelo Governo do Estado para o turismo.

“A convenção da CVC em Alagoas mostra a força do nosso estado dentro do cenário do turismo na América Latina. As ações da CVC para a próxima alta temporada irão incrementar o nosso fluxo com mais de 90 mil turistas, com novos voos extras e fretados para nossa capital. Já lideramos o ranking de faturamento da empresa e, neste ano, buscamos liderar o fluxo de turistas no país. Seguimos fazendo a nossa parte, investindo em segurança pública, infraestrutura, hotelaria e na promoção do Destino dentro e fora do país”, ressaltou.

O incremento das operações para Alagoas não é à toa. Somente nestes sete primeiros meses do ano, a empresa faturou mais de 281 milhões de reais. No ano passado, Alagoas foi o primeiro destino em faturamento na empresa, superando o marca de 494 milhões de reais, deixando Porto Seguro (BA), seu principal concorrente, para trás.

Serra da Barriga

Ainda durante a reunião, Renan Filho lembrou que o Governo do Estado está garantindo a infraestrutura necessária para estruturar o acesso à Serra da Barriga, em União dos Palmares. Ele lembrou que a rodovia até o local está quase pronta e que será inaugurada em breve.

Presente à reunião, o diretor executivo CVC Viagens, Emerson Belan, anunciou que a empresa voltará a comercializar o passeio turístico à Serra da Barriga.

“O governador nos deu essa notícia maravilhosa sobre a pavimentação do acesso à Serra da Barriga. A gente vai entrar, agora em setembro, na Semana Brasil e colocará esse passeio fantástico à venda, levando o nosso segundo passageiro grátis”, revelou Belan.

Aeroporto de Maragogi
Renan Filho também falou sobre o aeroporto de Maragogi, que será construído pelo Governo do Estado e concedido à iniciativa privada, que cuidará da operação. Ele revelou que no dia 30 de setembro receberá o projeto 100% concluído e que publicará a licitação até a primeira quinzena de outubro.

“Vamos dividir a licitação em duas etapas. Uma parte vai cuidar da terraplanagem e da pista; a outra, das edificações. Isso aumentará a eficiência do projeto. Eu vou dar a ordem de serviço do aeroporto de Maragogi em dezembro. Isso será um marco para o nosso turismo”, disse.

“Nós já firmamos o compromisso: o primeiro voo fretado saindo de Congonhas, às 9 horas da manhã, será com a CVC, pousando no aeroporto de Maragogi. Voo não vai faltar” garantiu o diretor executivo CVC Produtos, Claiton Armelin.

por Agência Brasil 


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Poema: O Quilombo dos Palmares

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Zumbi dos Palmares e Serra da Barriga são temas de série da Netflix

Zumbi dos Palmares, o líder negro eternizado por sua luta contra o império colonial e liderança à frente do Quilombo dos Palmares, foi assunto de discussão no documentário “As Guerras do Brasil”, que estreou recentemente na Netflix.

Dirigida por Luiz Bolognesi, a série documental reúne 5 episódios com cerca de 26 minutos cada, em que retrata a Guerras da Conquista, Guerras de Palmares, Guerra do Paraguai, Revolução de 1930 e a Universidade do Crime, que trata do surgimento do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC).

No segundo episódio da série, historiadores discutem a Guerra de Palmares. Eles debatem o momento político e cultural que levou ao verdadeiro genocídio de negros escravos, que viviam nos quilombos, uma espécie de “abrigo militar”, divididos entre Alagoas e Pernambuco.

O mais importante deles se chamava Quilombo dos Palmares e se localizava na Serra da Barriga, região que na época era chamada de Capitania de Pernambuco, e hoje é a cidade de União dos Palmares, na Zona da Mata de Alagoas.

Polêmica

Para os historiadores, alguns documentos sugerem que há um equívoco histórico quanto ao personagem Zumbi. Eles concordam que ele seja um herói nacional, mas trazem uma nova versão sobre quem ou o quê seria Zumbi.

Segundo o historiador Jean Marcel Carvalho França, “suspeita-se que Zumbi pode ter sido um cargo de liderança, não o nome de uma pessoa mas o nome de uma função. O indivíduo é um Zumbi, ele ocupa a posição de comandante, chefe, algo que representa esse cargo“.

A historiadora Laura Perrazza Mendes, observou que “até o próprio nome dele vem de um cargo, que significa “O Senhor da Guerra”, então ele é um líder, tanto militar, espiritual e político“.

Morte de Zumbi

As estratégias militares traçadas para capturar e matar Zumbi, também são amplamente discutidas. Detalhes de como Ganga-Zumba foi forçado a fazer um acordo com o império e mais tarde foi morto envenenado, são abordados nesse episódio.

Fonte: Repórter Lagoa da Canoa

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Justiça manda soltar suspeito de manter idoso em situação análoga à escravidão

 
Francisco Bezerra da Silva, de 73 anos.

 Ademílson da Silva, de 53 anos, foi solto nesta quinta-feira (29), uma semana após ser preso em flagrante pelo crime

Suspeito de submeter um idoso de 73 a condições análogas à escravidão em União dos Palmares, Ademílson da Silva, de 53 anos, foi solto nesta quinta-feira (29), uma semana após ser preso em flagrante pelo crime.

A prisão preventiva foi revogada pelo juiz da 7ª Vara Federal, Rosmar Antonni Rodrigues Cavalcanti de Alencar. Ele entendeu que não havia elementos suficientes para manter a prisão.

Liberto, o suspeito disse ser alvo de perseguição por parte de "inimigos" que já foram assentados na parcela de terra que ele preside. Um dos "inimigos" que ele cita é o responsável pela denúncia.

A denúncia que levou à prisão de Ademilson, que é presidente do assentamento Santa Quitéria, área rural de União dos Palmares, zona da mata norte de Alagoas, é de que ele mantinha, sem alimento e água, o idoso Francisco Bezerra da Silva, de 73 anos, trabalhando para ele sem remuneração.

A liberdade de Ademilson não garante a inocência dele no processo, que continua a correr e deve investigar a responsabilidade de cada parte. O idoso foi resgatado e levado para a cidade de Murici, onde tem irmã e sobrinha.

Fonte: Gazeta Web

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