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terça-feira, 18 de agosto de 2015

Após 14 anos de escravidão, palmarino virou empreendedor em Poconé no Mato Grosso

O alagoano Geraldo José da Silva trabalhou em condições de escravo numa usina por 14 anos. Resgatado em 2011, entrou pela primeira vez na vida numa sala de aula. Aprendeu a ler, a escrever e a trabalhar como pedreiro. Na construção da Arena Pantanal, juntou dinheiro e, com a ajuda da mulher - a seu lado há 18 anos-, virou empreendedor. Em sua LAN house, três computadores ligados à internet fazem sucesso.
Lá em União dos Palmares (AL), onde nasci, para conseguir sobreviver, era preciso ajudar a família -e cedo. Comecei a trabalhar na roça aos nove anos. Meus outros sete irmãos também começaram na labuta ainda crianças.
Meu pai não tinha estudo, mas tinha força. Foi com ele que aprendi a cortar cana.
Não pude ir à escola, porque ficava longe do sítio onde morávamos. E nem podia, já que eu tinha que trabalhar.
Quando completei 18 anos, em 1985, recebi a proposta de um agenciador, o "gato", para ir trabalhar na Alcopan, uma usina de cana-de-açúcar em Mato Grosso, no Chumbo (distrito de Poconé).
A proposta era que eu teria carteira assinada, um salário, atualizado nos dias de hoje, maior do que R$ 1.000, alimentação, assistência médica e alojamento.
Parecia um bom negócio. Como não tinha perspectiva de vida na minha cidade, resolvi ir -nem lembro quanto paguei, mas era muito pra mim. Pensava que nada poderia ser pior do que a situação em que eu estava.
CATIVEIRO
Cheguei a Mato Grosso e logo percebi que a situação era bem diferente daquela que o "gato" havia prometido.
Assinaram a carteira, mas me puseram numa casinha com outras 17 pessoas. Não tinha espaço pra nada, molhava quando chovia e só tinha um chuveiro. O cheiro do lugar era horrível.
E o salário, só me disseram quando cheguei lá, dependia da produção. Para conseguir tirar R$ 500, R$ 600 por mês, tinha que cortar, em média, 500 metros de cana por dia. Era dureza. Para conseguir isso, tinha que acordar às 4h, parar pra almoçar 15 minutos e voltar à roça.
A gente almoçava ali mesmo na roça. Era sempre quase a mesma coisa: arroz, uma carne picada e, de vez em quando, uma salada.
Eu vivia cansado, me machucava o tempo todo -não havia equipamento decente para trabalharmos.
Foi então que o pagamento começou a atrasar. Primeiro, um, dois meses, depois três, quatro, até mais de seis. Não tinha mais como ficar lá.
Já se passavam quatro anos desde a minha chegada. Juntei o pouco que tinha e fui embora, para trabalhar em outra usina, em São José do Rio Claro (250 km de Cuiabá). Mas a história se repetia e voltei para o Chumbo. Nessa propriedade, fiquei, entre idas e vindas, mais de 14 anos.
Um dia, apareceram vários carros com policiais armados e fiscais. Viram onde dormíamos, o que comíamos e disseram que iriam nos libertar. Falaram que éramos uma espécie de escravos.
LIBERTAÇÃO
Foi quando recebi o convite para passar por treinamento remunerado por seis meses, no Projeto Ação Integrada. Pela primeira vez na vida fui tratado de forma digna. Passei a receber um salário mínimo, ganhei alojamento e comida decentes.
O mais legal foi que, pela primeira vez, entrei numa sala de aula. Aprendi a escrever, a ler, mas ainda preciso melhorar bastante. Aprendi a profissão de pedreiro. Aprendi a falar direito. Fui trabalhar na construção da Arena Pantanal.
Na arena trabalhei durante dois anos e meio e foi muito bom. Em alguns meses, ganhava quase R$ 4.000.
Foi então que percebi que, se você é pobre e tem a oportunidade de ganhar algum dinheiro, tem que pensar em como usá-lo para continuar ganhando mais, porque é muito difícil. Hoje, você tem emprego, dinheiro, amanhã pode não ter mais nada.
Na época em que trabalhei na arena, com a ajuda da minha mulher, com quem sou casado há 18 anos, fui me estruturando.
Nós temos uma casa no Chumbo. Aos poucos, fui melhorando a horta. Cultiva hortelã, alface, cebolinha, alho-poró, pimenta, couve, tudo orgânico. Isso é só o começo.
Também fizemos algumas adaptações na casa. Aqui funciona uma videolocadora, xerox e temos três computadores com acesso à internet. O pessoal gosta muito de internet. De vez em quando rola até sessão de cinema também. Muita gente tinha que sair daqui para ir até Poconé fazer essas coisas.
A ideia agora é crescer mais, de pouco em pouco. De vez em quando faço bicos. Um dinheirinho a mais nunca é demais. Quero continuar evoluindo, aprendendo. Não tem nada no mundo que não seja possível, só depende de força de vontade, e de pessoas dispostas a ajudar.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Palmarino Jeferson Pitbull assina contrato com evento internacional de MMA


Mais um talento de artes marciais mistas de Alagoas está sendo elevado a outro patamar. Natural de União dos Palmares, integrante da equipe Adois Fight, o lutador Jeferson Pitbull Vieira assinou contrato com o XFC (Xtreme Fighting Championship), um dos grandes eventos de MMA do mundo.

O contrato foi assinado nesta terça-feira (12) e tem três lutas previstas, sendo a primeira delas para novembro, em São Paulo. Até julho de 2016, Pitbull vai disputar um GP, uma espécie de torneio eliminatório para chegar até a disputa de cinturão, com a final sendo realizada nos Estados Unidos.

O MinutoEsportes entrevistou o novo contratado do eventot internacional, que comemorou a nova etapa da carreira. “Estou tendo uma grande oportunidade na minha carreira. Estou chegando nesse grande evento, que já abriu portas para atletas que hoje estão no Bellator e no UFC”, afirmou.

O lutador é guarda municipal em União dos Palmares e divide o tempo com os treinamentos e as aulas de MMA e Muay-Thai para a sua equipe, a “Pitbull Team”. Em período de luta, Jeferson realiza seu campo em Maceió, na AdoisFight.

Jeferson Pitbull tem 27 anos, detém o cinturão da categoria peso-galo (até 61kg) do MFC (Maceió FIghting Championship) e vinha integrando o casting de lutadores do Coliseu Extreme Fight.

 O atleta tem um cartel de 11 lutas, sendo nove vitórias e duas derrotas. A última luta de Pitbull foi em maio deste ano contra o baiano Edilson Teixeira, pelo Coliseu em Arapiraca e que terminou empatada. Antes disso, o lutador vinha de uma sequencia de oito vitórias.
 
Pitbull integra a equipe Adois Fight, que vem se destacando no cenário local e regional do MMA. O manager do time, Marlos Cavalcanti, enalteceu a notoriedade que o lutador e o esporte alagoano ganha com o acerto.

“Posso dizer que é um marco na história da equipe e do esporte em Alagoas. Um evento internacional, que possui base no Brasil e que é transmitido pela TV e também na internet”, comemorou.

O XFC

O evento idealizado pelos americanos Myron Molotky e Edward Jung, criou foi criado nos Estados Unidos, mas logo criou raízes no Brasil, gerando inclusive, a instalação de escritório, bem como uma estrutura no Anhembi, em São Paulo.

O Internacional Center, um prédio de cinco andares com hexágono oficial, ringue de boxe, tatame, área de ginástica, levantamento de peso, e muito mais. Tudo está à disposição dos contratados pela franquia. O XFC resolveu enxergar além de seus interesses e entendeu que se o atleta ganha, todos ganham com ele.

Fonte: Conexão Penedo

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Banda Cactus está participando do Alleluia Festival


 A Banda Cactus da Paróquia de São José (Igreja Católica) de São José da Laje/AL está participando do Alleluia Festival - Afé em Maceió-AL. O grupo concorre a uma vaga para se apresentar no festival que acontecerá em 21 e 22 de novembro.

A Banda Cactus é formada por Fernando Chicuta (vocal), Antônio Lopes (teclado), Thiago Ramos (contra-baixo), Uilames Ramos (violão), Claudvan Claudino (guitarra) e Luênio Carlos (bateria) - todos lajenses. 

Nascida no seio da Igreja Católica, na alegria e força da juventude e do desejo de evangelizar através da música, desde 2004 o grupo desenvolve um projeto de evangelização em que a música é o instrumento pelo qual a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo chega até os corações sedentos com oração, testemunho, teologia, o magistério da Igreja e a santa Palavra de Deus em shows, encontros e celebrações litúrgicas. 

A Cactus pede com muito carinho a colaboração e o voto de todos no link que segue abaixo: 


Vote na Banda Cactus e ajude seu projeto de evangelização.

Texto: Antônio Lopes

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Fotos da volta às aulas na Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros

1º Encontro de Comunidades Quilombolas

O Estado de Alagoas possui 67 comunidades remanescentes de quilombo reconhecidas, com aproximadamente 4.366 famílias distribuídas em 34 municípios. 

Nessa semana, acontecerá várias atividades de formação, sociopolíticas e culturais, com o intuito de incentivar a organização e o pertencimento étnico; além de ampliar a discussão de estratégias culturais para a preservação do bem imaterial produzido e na consolidação de políticas públicas. 

De 14 a 16 de agosto, acontecerá o I Encontro de Comunidades Quilombolas e Povos Tradicionais de Terreiro de Alagoas, na Comunidade Quilombola Muquém, no município de União dos Palmares. O encontro é uma realização da parceria dos religiosos de matriz africana e comunidades quilombolas com a Fundação Cultural Palmares-RR/AL; também conta com o apoio do Conepir, Fórum dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana de Alagoas, da Prefeitura Municipal de União dos Palmares, das secretarias estaduais da Comunicação, da Cultura, da Mulher e Direito Humanos, da Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares, Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Serão realizadas rodas de conversa, dinâmicas e a apresentação de grupos artístico-culturais: o grupo Arafunfun Omanjerè, o Coletivo Afro-Caeté e os Malungos do Ilê. 

Já a comunidade Poços do Lunga, localizada no município de Taquarana, realizará mais uma edição da Festa do Meado de Agosto. Nesse ano, a tradicional celebração pela produção agrícola e as heranças afroculturais, tem como tema central “Comunidades Tradicionais: Terra, Saúde e Resistência”. Na programação terá oficinas: Fotografia; confecção de Abayomis; Danças Afro Brasileiras; Identidade Cultural e Sustentabilidade: construção artística de esculturas a partir de contos da comunidade local com materiais descartáveis e derivados do coqueiro. 

Também terá a palestra sobre “Intercâmbio Brasil/África pelo edital Conexão Cultural Brasil DEZ 2014”; Bate – Papo “O cinema e eu, O cinema e você”; Mostra SESC de Cinema Alagoano Quilombo Lunga o Culto Afro-brasileiro: Oferendas aos Orixás; o Culto Católico: Reza do terço, Procissão e Leilão de prendas; Exposições Fotográficas; e apresentações artístico-culturais: Capoeira, Coco de Roda, Puxada de Rede, Samba de Quilombo e Xaxado, Dança Afro, Boi Amizade, Toré, Banda Afro Mandela, Maracatu Raízes da Tradição, Afoxé Povo de Exu, Mel Nascimento (Samba), Fagner Dübrown (Coco), Rogério Dyas e a Trincheira (Coco e Poesia), Quintal Cultural e Roberto Rasta (Reggae). 

É preciso unir forças, avançar na luta e fortalecer as tradições quilombolas! 

Audiências
 
O Coordenador Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ) e membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Arilson Ventura, estará em Alagoas para participar de uma importante agenda política com o intuito de defender os interesses das comunidades quilombolas alagoanas. Amanhã(12), terá uma na Câmara Municipal de Traipu; e no dia 13, às 9h na Câmara Municipal de Arapiraca, acontecerá a Reunião da Mesa de Acompanhamento da Política de Regularização Fundiária no Território Quilombos de Alagoas, com representantes do Incra-AL, gestores públicos, lideranças quilombolas  e a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas e Remanescentes de Alagoas – Ganga Zumba. 


Fonte: Coluna Axé – 354ª edição – Jornal Tribuna Independente (11 a 12/08/15) / COJIRA-AL / Editora: Helciane Angélica / Contato: cojira.al@gmail.com

Se você tivesse apenas um dia antes de morrer: o que faria?

A verdade é que o ser humano é muito imprevisível e nada ou quase do que é falado seria a real reação, pós não fomos feitos para saber o dia de nossa morta, temos a certeza que um dia chegará essa hora de partir.

Eu fiquei sem saber o que pensar se isso fosse verdade mas sabendo que é só uma enquete, eu faria sei lá talvez me despedir de todos de coração partido não quero morrer, ficaria com meus filhos o tempo todo não sairia de casa para aproveitar os últimos dias com a família, conversaria com Deus para tentar partir em paz pós Ele saberia que minha morte seria uma grande tristeza pra mim mesmo, se eu pudesse escolher eu nunca morreria porque quando esse dia chegar todos saberá que irei triste. 

Amigo espero ter respondido sua pergunta não sei qual seria ao certo mas tentei ser sincera o máximo.

Elega Merydyanna (+ Elega no Blog)

Pediria perdão a Deus por todos as minhas falhas, e que Ele me enviasse ao local que eu merecesse.
E por não ter contribuindo tanto para as pessoas, que estavam ao meu lado.

Carlos dos Santos (+ Carlos no Blog)


 Mas com certeza passaria esse dia com meus filhos e pessoas que amo.

Sonia Ferreira

Viveria intensamente cada minuto desta etapa, pois, a morte nada mais é do que a passagem para uma nova vida.



Queria ir para um lugar que nunca fui, um lugar lindo com as pessoas que eu amo muito.

Assim me despediria da vida com boas lembranças.

Anusk Oliveira (+ Anusk no blog)

Eu iria aproveitar aquelas últimas horas ao lado das pessoas que mais amo e falando pra eles o quanto eu os amava e gostaria muito de que eles me dessem todo amor que tivessem naquele momento e com certeza junto deles faria uma oração pedindo ao senhor que não deixasse eu ir pra o inferno.

Valkiria Alves

Leitor... Mande sua foto e resposta da pergunta para o e-mail: jmarcelop_7@hotmail.com

domingo, 9 de agosto de 2015

Feliz dia dos Pais

Eu, Zema e papai

Hoje é uma daquelas datas especiais onde todo família se reúne para comemorar o dia dos pais. Juntos à mesa, brincando na praia, assistindo um filme, viajando para encontrar com ele em outra cidade, curtindo um som, rezando por sua alma. 

Hoje não faltará motivos para não lembrar um pessoa tão importante em nossas vidas, é claro que muitos não tiveram o privilégio de ter o nome de seu pai nos documentos. Como exemplo podemos citar as inúmeras reportagens de casos assim Brasil a fora. Porém, esses são minorias e hoje veremos imagens e histórias de amor e companheirismo na tv e nas redes sociais.

Aqui fica meu registro e saudade minha e dos meus irmãos para com o Sr. Artur Ferreira que nos deixou a exatos cinco anos.

Feliz dia dos pais!!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ifal proporciona primeira visita da ministra da Seppir à Serra da Barriga

O cenário foi palco da histórica batalha do povo brasileiro pela liberdade do Brasil, sob o domínio perverso da colonização portuguesa. A Serra da Barriga, no município de União dos Palmares, a 80 km de Maceió, foi sede da República dos Palmares que abrigou, negros, índios e brancos que fugiam do regime de escravidão imposto pelo colonialismo português. 

O Memorial, em homenagem a Zumbi dos Palmares, negro que liderou a resistência desses povos contra a exploração escravista, recebeu, na manhã de terça-feira (4), a visita da ministra da Seppir (Secretaria da Promoção da Igualdade Racial), Nilma Lino e dos integrantes do Conselho Nacional de Educação que realizam reunião ordinária em Maceió, desde a última segunda-feira (3). 

O Instituto Federal de Alagoas (Ifal) é parceiro na organização do evento e   proporcionou   essa oportunidade   para os conselheiros que visitam à capital alagoana e que   programaram um ato público no topo do ponto geográfico mais importante do Estado de Alagoas.

Embora  tenha se tornado a primeira mulher negra do Brasil a comandar uma universidade federal, ao assumir o comando da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), em 2013 e ter integrado de 2010 a 2014, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, onde participou da comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros, a ministra Nilma Lino Gomes visitou a Serra da Barriga pela primeira vez e ficou emocionada ao se deparar com o memorial. “É muito emocionante estar aqui e prometi não chorar ao ver esse cenário”, ressaltou que  subiu  à serra acompanhada do reitor do Ifal, Sérgio Teixeira e do pró-reitor de Ensino, Luiz Henrique Lemos.

O ato público contou com a presença dos dirigentes do Ifal, do prefeito de União  dos  Palmares, Carlos Alberto Baía,  da representante regional da Fundação Palmares, Élida Miranda, do secretário de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação,  Paulo Nacif, do presidente do Conselho Estadual de Educação, Jairo Campos e da presidente do Conselho Estadual da Igualdade Racial, Valdice Gomes e da secretária municipal da Educação de Maceió e conselheira do CNE, Ana Dayse Dórea.  

O representante do MEC disse, na solenidade, que a pasta intensificou nos últimos anos a produção de materiais que contêm a história e a cultura afro-brasileira. Além disso, ele diz que o MEC incentiva cursos de formação continuada dos professores e que apoia universidades para que ministrem esses cursos. "Temos que atuar mais perto de estados e municípios para que [a lei] tenha a capilaridade que queremos", destaca. 

A ministra Nilma Gomes enfatizou que há ainda desafios pela frente, pois a implementação é desigual em estados e municípios, porém, os primeiros passos foram dados pela pasta que comanda.

PNE

A programação da reunião ordinária do Conselho Nacional de Educação tem sequência até  quinta-feira (6)) com  audiências públicas entre os conselheiros e os segmentos da educação de Alagoas. Um dos  pontos discutidos é o Plano Nacional de Educação que está em tramitação no Congresso Nacional que  foi sancionado no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff, estabelece metas e estratégias para melhorar desde a creche até a pós-graduação, passando pela formação e a valorização dos professores. O plano estabelece que em dez anos, o Brasil invista pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB), por ano, em educação.

No primeiro dia de reunião, o CNE aprovou um documento que pede o cumprimento da Lei dos Royalties (Lei 12.858/2013), que destina 75% dos royalties da exploração do petróleo e gás do pré-sal para a educação e 25% para a saúde. Além de 50% dos recursos do Fundo Social para o cumprimento do PNE. O documento será encaminhado, na próxima segunda-feira (10), para as presidências do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados, além das comissões de Educação do Senado e Câmara.

Até na terra de Zumbi dos Palmares é difícil ensinar história afro-brasileira

Na região onde existiu o maior e mais duradouro quilombo das Américas, o Quilombo dos Palmares, professores têm o desafio de ensinar a história afro-brasileira nas escolas. Se no final do século 16, o local era de luta e resistência contra a escravidão, falta hoje autoestima aos jovens e a valorização da própria história, segundo a diretora da escola municipal Pedro Pereira da Silva, Maria Luciete Santos. Ela participou hoje (4) da Reunião Ordinária Itinerante do Conselho Nacional de Educação (CNE), que começou ontem e vai até quinta-feira (6), em Maceió. Hoje uma comitiva visitou a Serra da Barriga.

“Às vezes o preconceito vem deles mesmos. Eles não se reconhecem, não veem o próprio potencial. Eles não tinham ideia do que era a história deles, do que foi a Serra da Barriga”, diz. A escola fica na comunidade quilombola do Muquém, em União dos Palmares, Alagoas. Próximo, está Parque Memorial Quilombo dos Palmares, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no alto da Serra.

A comunidade recebeu simbolicamente duas normas do CNE, aprovadas e homologadas pelo Ministério da Educação (MEC), a primeira, de 2004, que trata da educação das relações étnico-raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana. A segunda, trata da educação quilombola e é de 2012.

O ensino da história afro-brasileira está na lei 10.639/2003, que estabelece que a questão deve ser tratada não como uma disciplina isolada, mas estar presente em todo o currículo escolar.

Mesmo assim, ainda há dificuldades. Segundo a diretora, a comunidade tem mais de 140 famílias. Um dos destaques é a fabricação de artefatos de barro, tradição transmitida pelos ancestrais africanos. “As crianças, até o 5º ano gostam de pegar no barro, mas do 7º ao 9º ano, eles têm vergonha”.

A diretora assumiu em 2013 e desde então, trabalha no resgate da autoestima. A comunidade também está envolvida. Dona Irinéia Nunes é uma das artesãs que trabalha para despertar o interesse dos jovens. Ela é considerada uma das melhores artesãs do estado e consta no Registro do Patrimônio Vivo de Alagoas desde 2005.

A escola recebeu também, no ano passado, formação para a educação quilombola e para o ensino da história e cultura afro-brasileira pela Universidade Federal de Alagoas. Luciete aponta ainda que quando os estudantes saem da comunidade no ensino médio para estudar na cidade, sofrem muito preconceito, o que evidencia a carência desse ensino também nas demais escolas do município.

“Não tem material ou livro educativo, não está na grade oficialmente”, rebate o prefeito de União dos Palmares, município de Alagoas onde está localizada a Serra da Barriga, Carlos Alberto Baía (PSD). Ele ressalta que a questão é tratada nas escolas e que o município tem um grupo voltado para a discussão desse ensino, mas que a falta de material dificulta a aplicação da lei.

O secretário de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Paulo Nacif diz que a pasta intensificou nos últimos anos a produção de materiais que contêm a história e a cultura afro-brasileira. Além disso, ele diz que o MEC incentiva cursos de formação continuada dos professores e que apoia universidades para qeu ministrem esses cursos. “Temos que atuar mais perto de estados e municípios para que [a lei] tenha a capilaridade que queremos”, destaca.

“Ainda temos desafios e a implementação é desigual em estados e municípios. Mas penso que os passos foram dados e simbolizam uma mudança”, disse a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, Nilma Lino Gomes.(Agência Brasil/ Mariana Tokarnia)

Fonte: Carta Campinas

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Briga religiosa entre Henri Castelli e a mãe de sua filha vai parar na delegacia

Juliana Despírito, assessora de imprensa e mãe da filha caçula de Henri Castelli, Maria Eduarda, terá que comparecer nesta quarta-feira às 14h a 30ª DP de São Paulo, no Tatuapé, para prestar depoimento. Ela foi acusada pela mãe de santo Neide Oyá D´Oxum, de Alagoas, pelos crimes de injúria racial e intolerância religiosa.

Na queixa contra a assessora, mãe Neide afirma ter vários áudios em que Juliana ofende a ela e sua religião. Tudo começou quando em maio deste ano  o ator postou em seu Instagram uma foto da filha vestida de baiana no colo de sua líder espiritual. A briga foi além e não parou com trocas de farpas nas redes sociais com Juliana reclamando em público da atitude do ex.

“Minha filha foi presente de Deus. Ela não pertence a nenhum outro espírito que não seja o Espírito Santo de Deus! Ao invés de falar de amor e bondade, seja de verdade! Pare de fingir ser o que você não é. Não adianta ser bonito por fora quando é escuridão por dentro. Eu sou mãe e sou eu que cuido!”, escreveu Juliana na época.

Fonte: Leo Dias
 Mãe de santo Neide Oyá D´Oxum
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Ator Henri Castelli se encontra em União dos Palmares  (Acesse AQUI)