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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Como ser um bom professor

Dê o exemplo. Lembre-se de que você é o professor. É importante que você seja uma figura importante aos olhos dos seus alunos. Lembre-se de que eles te admiram e irão tentar imitar seus modos. Se você for rude ou tiver atitudes inapropriadas, os estudantes terão um modelo de comportamento impróprio. É vital que os alunos te vejam como uma pessoa confiante, para que eles sigam a sua liderança e se sintam bem confiando em você. Todos os alunos, independente da idade, precisam de alguém em quem possam se apoiar, admirar e confiar.

Tenha consequências bem definidas. Estabeleça consequências específicas para quando as normas forem quebradas. Decida quais serão estas consequências e então implemente-as de maneira consistente. Elas devem seguir um modelo que comece com um sinal não verbal (como apenas olhar para um aluno), indo para um sinal verbal (pedir ao aluno para parar de conversar), passando por um aviso verbal (se isto continuar haverá consequências) e chegando à aplicação da consequência. Você é quem escolhe tipo de consequência, dependendo do programa da escola. Muitos colégios têm um sistema de detenção (os alunos detestam as detenções), ou talvez escrever redações, ou sentar-se longe dos colegas.

Seja solidário. Bons educadores criam relações sólidas com seus estudantes e demonstram se importar com eles como pessoas. Eles são afetuosos, acessíveis, entusiasmados e atenciosos. Esteja disposto a ficar na escola após o horário de aula para ajudar os alunos ou para participar dos comitês e atividades, e demonstre compromisso com a escola.

Estabeleça algumas regras básicas. Você deve ter de três a cinco regras básicas. Estas são as normas que, quando desobedecidas, dão motivo para o esquema de consequências esboçado acima. Experimente deixar que a turma sugira tais regras: faça com que os alunos discutam e escrevam ideias, pois isto contribui para que eles sintam que são ouvidos e que você se importa com suas opiniões e ideias. Ao mesmo tempo, você estará estabelecendo uma base diante da qual eles serão leais, por a terem criado. Aja como um mediador para garantir que as normas determinadas são adequadas. Algumas delas podem ser, por exemplo, ficar quieto quando o professor estiver falando, respeitar uns aos outros e terminar o dever de casa e de aula.

Tente manter um ambiente criativo.

Nunca desaponte seus alunos quando eles trouxerem problemas até você. Mesmo que eles não estejam no programa escolar, tente ajuda-los usando a Internet ou a biblioteca. Isto fará com que vocês dois ganhem um pouco mais de conhecimento.

Faça perguntas sobre o básico antes de se aprofundar em um tópico. Deixe claro os pontos básicos que os alunos pareçam não conhecer.

Faça novas perguntas básicas à turma, em vez de perguntar sobre algo que foi ensinado hoje. Todos precisam de algum tempo para aprender.

Mantenha a paz dentro de sala de aula.

Crie uma competição positiva.

Seja esperto para desviar a atenção dos alunos de tudo que não esteja relacionado à aula.

Atraia o interesse dos alunos para o tópico em vez de mandá-los estudar.

Compreenda que todos os tópicos presentes no livro têm uma aplicação prática. Não se esqueça de discutir esta parte, pois ela é a mais importante.

Fonte: Semed de Matões 

Quero parabenizar os moradores da Cohab Velha que contribuíram com a reforma/ação social da própria praça

Fotos redes sociais

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros completa 49 anos

 Antes
 Hoje

"Já tive muito dificuldade quando trabalhava na rede privada, pois alguns alunos não pegavam na mão do outro por ser negro" Cleonice da Silva



Entrevista: Professora Cleonice da Silva.

Jmarcelo Fotos: Cleonice quais lembranças você tem da sua infância em Rocha Cavalcante?

De quando brincava de ser professora das colegas e das paneladas que era sensacional (cozinhava os miúdos da galinha, feijão e arroz).

JMarcelo Fotos: Falando do distrito, também conhecido como Barra do Canhoto, o que mudou nele do tempo em que você brincava com seus  amigos para os dias atuais

O Conjunto novo depois da enchente, as duas praças reformadas pelo prefeito José Pedrosa e a pista tão sonhada que foi construída e infelizmente o dono das dragas vieram de Murici destruí-la, pois infelizmente é difícil lutar sozinha quando você sabe que poucos mandam nos espaços que moramos principalmente a extração da areia do nosso Rio Canhoto.

JMarcelo Fotos: Como era a Cleonice aluna?

Posso lhe dizer que era uma excelente aluna, que gostava de me espelhar nas melhores professoras da época, estudava muito para passar nas provas e ajudava minha mãe em casa e ainda vendia picolé, roupas na feira e trabalhava em supermercado. Achava que ficar esperando pelos meus pais para ter algum dinheiro seria desnecessário pois poderia fazer isso de forma muita simples.

JMarcelo Fotos: Como iniciou na profissão de professora? O que é ser Professor/a?

Iniciei através de um convite pelas professoras: Verônica Marques e Verônica Cândido, estudava 8ª serie e tinha 14 anos. Para mim foi tudo diferente do que brincava em casa, mas consegui. Ser professor é, muito antes de ser uma profissão, uma das formas mais genuínas do amor. Como já dizia o grande mestre Paulo Freire, “eu nunca poderia pensar em educação sem amor. É por isso que me considero um educador: acima de tudo porque sinto amor”.
Porque professor vai além. Além das tarefas estabelecidas em contrato, além das horas a que ultrapassamos na escola sem nenhum outro dá valor e além da ideia de que aquilo é apenas um meio para se ganhar a vida.

JMarcelo Fotos: Você atualmente é coordenadora na Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros e já trabalhou na antiga Escola Cenecista Santa Maria Madalena e no Colégio José Correia Vianna. Em sua opinião qual a diferença do ensino nas redes pública e privada?

A responsabilidade em manter tudo certo, ou seja, a cobrança é maior, mas o Ensino em si é considerado o mesmo dependendo muito do profissional que esteja à frente da sala de aula. E para mim foram aprendizados gratificantes e trabalhar nessas duas Instituições foi um sonho alcançado. 

A diferença para mim é também como são selecionados os professores da rede privada todos tem que ter Pedagogia, já na rede pública é colocado o que tem magistério incompleto ou completo prejudicando a evolução da aprendizagem de muitas crianças. Desejo muito que as Escolas públicas possam ter a mesma disciplina com alunos, participação dos pais, cobranças dos coordenadores, responsabilidade e dinamismo dos educadores.

JMarcelo Fotos: Como é ser negra na Terra de Zumbi dos Palmares?

Para mim é orgulho de mostrar que cor não salva nem um ser Humano. Já tive muito dificuldade quando trabalhava na rede privada, pois alguns alunos não pegavam na mão do outro por ser negro, trabalhei muito a Cidadania e religião. Depois de alguns meses consegui o resultado do aluno que não aceitava tocar na mão do colega vi o resultado chegar de forma gratificante  todos se abraçavam e puderam descobrir que não temos que ter preconceito com o outro.

JMarcelo Fotos: Falando em cultura afro, o que falta para o turismo étnico se desenvolver aqui no município de União dos Palmares?

Muita coisa meu amigo e tudo só resolverá quando existir um político que dê valor a sua cultura. Descobrindo que é através da cultura que melhora a economia local e crescem-se trabalhos para população. Minha expectativa é de lá na Serra ter um museu com tudo que já foi encontrado e termos grupos de danças, teatro, bandas afros e tantas outras coisas que fico sonhando em um dia poder ver acontecer nesta nossa Terra.

JMarcelo Fotos: Como educadora e cidadã de um distrito carente que é Rocha Cavalcante, como você analisa a atual situação econômica do município? 

Uma das piores, falta de saneamento, coleta do lixo que antes era quatro vezes por semana e hoje uma vez ninguém sabe quando e se for descrever aparecerão tantas outras. 

JMarcelo Fotos: O que você dá nota 10 e nota 0 aqui em União?

No momento é difícil dá nota 10, e 0 para a falta de fiscalização da retirada de areia do nosso rio Canhoto, pois foi através de tudo isso que perdemos de vez nossa pista.

JMarcelo Fotos: Você e seu esposo são Espíritas Kardecistas, qual é a principal doutrina espírita? Qual a finalidade da Campanha do Aborto que é feita anualmente por vocês? 

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Este trabalho tem como finalidade trazer à tona alguns dados a respeito da questão da prática do aborto, analisando-os sob a ótica da religião, da legislação, da saúde e da emoção. 

Portanto, através de Seminário com  debates alertaremos alunos e convidados, a necessidade de estar repensando o direito à vida. E ajudamos junto com a comunidade local e colegas de outras cidades a doar enxovais para gestantes carentes do Distrito.

JMarcelo Fotos: Como é a Cleonice esposa e mãe da linda Maria Rita? E o que a maternidade está lhe ensinando de melhor ou mais difícil? 

Procuro ser uma excelente esposa dando sempre atenção para meu esposo e ser a mãe de Maria Rita foi um sonho que não quero acordar jamais, agradeço muito a Deus todos os dias por este presente. Que força! Que poder! Que coragem! Ser mãe é ser de aço e coração. A maternidade me ensinou a não perder as ações que minha Maria faz a cada dia seu desenvolvimento está nos encantando e difícil é vê-la chorar sem saber o que está sentindo ou leva-la ao Posto Médico para tomar vacina (ser furada na perna), mas como é para o bem dela tento me segurar.

JMarcelo Fotos: Cleonice obrigado pela entrevista e fique a vontade para se despedir de nossos leitores.

Caro leitores espero que possam conhecer um pouco de mim, pois o bom da vida, é que mesmo que possamos mudar o que ficou para trás, ela nos dá a oportunidade de escrever uma nova história e essa é a minha...


 Cleonice, Jacó e Maria Rita

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

União dos Palmares realiza Conferência Municipal do PCdoB

No último domingo 13, foi realizada a Conferência Municipal para renovar a atuação do Partido Comunista do Brasil no berço da Liberdade.

Com caráter amplo, a Conferência contou com a presença do PT e do PDT sinalizando o campo político nacional a ser reafirmado na defesa da democracia, da soberania nacional e do mandato da presidenta Dilma.

O novo Comitê Municipal do PCdoB em União dos Palmares tem um grande desafio: reconstruir e consolidar a atuação dos Comunistas na terra que é o símbolo de lutas e resistência.

Jairo Campos, Reitor da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) foi eleito o presidente do PCdoB de União dos Palmares. Campos reafirmou seu compromisso com o crescimento do Partido no estado e garantiu enfrentamento aos desafios que se constitui nessa trajetória, entre eles “articular a união dos partidos de esquerda em Alagoas e não permitir o enfraquecimento da defesa da democracia e dos direitos do povo”. “É tempo de coerência e responsabilidade social”, lembrou o presidente eleito.

O CM é composto de mais 7 membros: Nivaldo (vice-presidente), Madson (Secretaria de Organização), Jair (Secretaria de Finanças), Yeda (Secretaria de Mulheres), Jailton (Secretaria de Juventude), Cizino (Secretaria de Diversidade Sexual) e Igor (Secretaria de Juventude).

Além da nova Direção Municipal, a Conferência elegeu também os 4 delegados à Conferência Estadual do PCdoB de Alagoas, a ser realizada nos dias 6 e 7 de novembro em Maceió.

Para encerrar a manhã agitada, seguiu-se uma festa marcada por uma deliciosa feijoada.


Por Mariana Moura

Homenagem do blog a José Cícero Lopes da Silva


União dos Palmares esteve em festa esses dias com a realização de mais uma vaquejada. Esporte favorito de muitos nordestinos e que movimenta milhões na região. 

O esporte onde o cavaleiro em seu cavalo derruba o boi trouxe várias pessoas à cidade para prestigiar os vaqueiros e também para dançar forró. 

E quando se fala em vaquejada no município logo vem à memória o Sr. José Cícero Lopes da Silva, falecido em 2002 quando participava de uma vaquejada na Paraíba. 

As fotos acima que ilustram a postagem foram publicadas em uma rede social pelo empresário Zé Alfredo, mais conhecido por "ZA Trator"

Desde então José Cícero recebeu várias homenagens, dentre elas o seu nome na Casa da Sopa, na gestão do prefeito Areski de Freitas, no Bairro Roberto Correia de Araújo. 

Antigo proprietário do Parque Recuperação, José Cícero era conhecido em todo Brasil como uma dos maiores freqüentadores e participantes de vaquejadas país afora.

 Complexo Nutricional José Cícero Lopes da Silva

domingo, 13 de setembro de 2015

"A umbanda é uma prática diária da evolução da gente, como ser humano e como pessoa, como cidadão" Henri Castelli

Fazer um vilão é melhor do que fazer um mocinho?  
Ah, cara, depende muito do vilão e do mocinho. Desde o começo eu estava escalado para outra novela, eu briguei para estar em ‘I Love Paraisópolis’. A outra também era maravilhosa, mas eu sou morador do Morumbi e é colado com Paraisópolis. Conheço muita gente lá. A gente convive junto aqui há muitos anos. É muito perto. Às vezes as pessoas não entendem, mas é uma coisa tipo integrada. A gente frequenta o mesmo mercado, encontra moradores de lá nas farmácias, tem lojas que a gente vai comprar coisas lá porque é mais perto, mais barato. A gente fica integrado. Então quando surgiu ‘I Love Paraisópolis’, eu não acreditava. Falei: ‘eu tenho que fazer essa novela de qualquer jeito’.

No meu núcleo, eu fiz o vilão e ele não podia cair para o lado da comédia. A comédia dele é aquela coisa sem graça, de ser sem paciência e ficou até engraçado esse humor ríspido e ácido, que eu acho hilário, como House of Cards, e o Kevin Spacey, que eu me divirto com as caras que ele faz e os comentários dele. Foi todo mundo muito bem escalado para fazer aquilo. Esse foi o grande acerto. A escalação e junto com os autores dando esse caminho, essa preparação. O Chico Acioly, que ficou preparando os atores. Foi tiro certo. 

A novela mostra um conflito social entre ricos e pobres. Você acha que tem cara de rico?

Só se for a cara, né, Leo. Só se for a cara.

Mas o fato de ser louro… É igual a Letícia Spiller, ela tem cara de rica, não tem?

Ela tem porque ela está toda ricona ali na novela. Mas isso é um estereótipo de quem tem olho azul, mas… Se você pegar a vida real não é assim. No cinema americano, por exemplo, o Brad Pitt já fez papel de vagabundo, pobre. Eu estou lembrando do Brad Pitt porque realmente tem isso aí.

Onde você nasceu?

Eu cresci em São Bernardo. No bairro Assunção, na Vila Euro e Vila Maki. É cercado por várias favelas ali. Jardim Carminha, Jardim Claudia… A minha realidade era aquela. Eu cresci no meio da rua, jogando futebol. A gente sabia que tinha crime, mas convivia ali soltando pipa. Sou o mais favelado da novela.

Mas a impressão que as pessoas tem de você é diferente…

Eu cresci assim. Eu tive amigos que foram para o lado errado, alguns morreram por causa de crime. Tive uns dois ou três amigos que se perderam e morreram. Eram amigos que estudaram comigo desde o primário, que estavam na mesma rua que a gente. Nós convivíamos juntos, só que eu não segui esse lado. Mas eu poderia ter seguido. Porque você está ali, você é criança, se você não tem uma boa família ou alguém por perto para te dar orientação… Até no Rio tem muito isso, um monte de playboy metido com tráfico. Então acho que esse estereótipo não cabe. Essa é a minha história. Hoje eu tenho uma posição de vida um pouco melhor, não sou rico nem nada mas tenho minha casa própria… Carro eu não tenho mais.

Por que?

Não quero ter carro, é muito gasto e eu já tenho meus filhos, já gasto dinheiro com eles. Tenho outras prioridades ao invés de ficar pagando imposto, IPVA, essas porcarias que não me trazem nenhum retorno. Carro desvaloriza e eu tomo multa pra caramba. Posso sair para jantar, tomar um vinho e não preciso ficar preocupado com Lei Seca, acidente… Achei muito melhor vender o carro, fiz isso há um ano.

Sua vida está melhor sem carro?

Eu simplifiquei minha vida, Leo. Eu fiquei um tempo em Nova York e aprendi a dar uma simplificada na minha vida. Eu tinha uma casa bem maior, mudei para um apartamento pequeno…

Mas você tem dois apartamentos. Um no Rio e outro em São Paulo, não é?

Não. Só tenho um apartamento, cara. Eu acho até que o pessoal que estava me processando devia imaginar que eu devia ter várias casas, vivia indo de carro para a praia. E depois descobriram que eu não tenho nada. Tenho a casa que eu moro. Já viajei demais, já gastei muito dinheiro. Depois que eu tive filho, fui morar nos Estados Unidos e não tinha como guardar dinheiro. Foi tudo para viver fora durante muito tempo. Eu tive que reconstruir minha vida, comprar uma nova casa, um carro, reconstruir tudo do zero. Nos últimos dez anos eu não tive como guardar dinheiro, investir em nada.

Que processo é esse que você estava falando?

É um processo trabalhista que eu tive há oito anos e que já foi resolvido. Depois que a gente finalizou o processo, a gente entrou em um acordo, eles viram que eu não tinha nada. É aquilo que você estava falando de cara de rico. O Luciano Huck tem cara de rico? Se você encontrasse com ele no supermercardo Princesa você diria que ele tem cara de rico? Você não ia achar que ele é rico. As aparências enganam.

É verdade que você ajudou em alguns bordões da novela?

Não. Eu cheguei no começo até a falar alguma coisa. Tenho uns amigos que falam muita gíria da torcida organizada do São Paulo. Eles falam gíria pra caramba e eu dou risada pra cacete. Aí como eu convivo muito, moro em frente ao estádio, aí você aprende. Onde eu morava eu falava muita gíria, o tempo inteiro. Aí quando eu vejo a cena as vezes eu me imagino fazendo o papel e penso ‘eu sou mais favelado que todo mundo’. Mas o bom é isso porque se eu fosse fazer, eu estaria na minha zona de conforto. É uma coisa que eu faria tranquilamente. É o que você falou, colocar um cara de olho azul para fazer o Grego de repente não ia combinar. Mas se você entrar em várias comunidades você pode ver que tem caras com estereótipo galã.

E sobre São Paulo, como é a sua relação hoje com o clube? Você sempre foi um torcedor muito presente. Você tinha acesso a direção do clube?

Tenho acesso a tudo lá. Sou sócio há quase 20 anos. Já tentaram me colocar dentro do conselho…

Já tentaram te colocar no marketing do clube?

Sim. Isso eu sempre apóio porque eu gosto do clube em si não pelo futebol. Inclusive, hoje em dia não sou mais fanático por futebol. Parei um pouco com isso.

Por que você abandonou o futebol?

Porque eu conheci de perto.

Mas qual foi a decepção?

Várias. Está tudo explícito aí no jornal. O presidente da CBF está preso na Suíça. É muita sujeira que rola, então eu comecei a entender que como tem muito empresário em cima do jogador, acabou aquela coisa do jogador ficar vários anos no clube. Hoje em dia a gente não sabe a escalação do time, o jogador vem fica dois meses e vai embora. Eu fui conhecendo muito de perto como era a divisão com os empresários… Os caras que mandam nos clubes na verdade não mandam mais nada, então o cara tira e põe na hora que ele quer. O jogador é um negócio. Ele vai onde paga mais e está certo. Virou isso, vai fazer o que? Eu torço para o São Paulo porque eu gosto da instituição.

Agora vai mais um pensamento preconceituoso meu. O São Paulo é clube de burguês, hein…

É burguês? Você quer fazer um desafio comigo? Vem para São Paulo e eu te levo lá onde fica a torcida.

Por que? É ruim?

Não. Se você quiser ir, é um desafio. Vamos comigo que eu te levo na quadra da escola de samba, você vai ver como é. Te levo na sede da torcida ali no Largo do Paissandu pra você conhecer. Ou se você não quiser ir, eu te levo no estádio e você fica comigo onde eu fico com a torcida e você tira suas conclusões.

Esse amor ao futebol que você passava para o seu filho também diminuiu?

Não. Isso não diminui porque eu passo para ele amor ao esporte. Acho importante pra caramba. Ele faz futebol na escola. Eu fiz muito esporte quando era criança. Então agora ele está fazendo futebol, eu jogo tênis e ele também quer jogar. Ele está no basquete. Ele é muito alto, a médica falou que ele vai chegar a 1,90 m. Então ele vai jogar basquete, está todo animado. Comprei uma bola de basquete para ele e ele está todo feliz. Vamos ver no que vai dar.

Eu vejo que apesar de não viver mais com as mães dos seus filhos, você é um pai muito presente. Parece que você tem muita necessidade de estar presente. Por que isso?

Eu perdi meu pai muito cedo, então desde pequeno ir para a escola no Dia dos Pais era muito triste. Eu tenho 37 anos e na minha época, eu ia para a casa dos meus amigos e sempre via as famílias, pai, mãe, as crianças em casa… Saía para comer e via o pai dirigindo. Essas imagens que via na casa dos meus amigos ficaram muito marcadas para mim, eu queria ter aquela vida de ter pai e mãe dedicados, uma família. E quando meu pai morreu piorou.

Quantos anos você tinha quando seu pai morreu?

Eu tinha 11 anos. Isso virou meio que uma obsessão para mim. Eu queria muito ser pai. Com a Isabelli (Fontana, modelo), eu realizei esse sonho de ser pai e foi maravilhoso, incrível. Eu tinha muito medo de ir embora mais cedo e meu filho passar pelo o que eu passei. É muito sofrido. E mais do que isso, ter filho para mim, espiritualmente, era uma missão. Ter filho, na minha vida espiritual, é uma missão. E na vida que eu estou vivendo hoje, na vida que a gente vive, é uma coisa de fé na vida. Eu vou colocar um filho no mundo e não sei como vai estar daqui há uns 30 anos e nem quando eu tiver um neto. Como vai ser essa superlotação que a gente está vivendo, efeito estufa, o mundo está muito louco. Então por isso que é uma coisa de fé. Se você pensar, você vai ter coragem de colocar um filho no mundo hoje do jeito que as coisas estão pra tomar um tiro? Você vai pra Europa e corre o risco de explodir lá com um atentado.

Você queria ser pai de menino e menina?

Sim.

E qual a diferença?

Eu queria ser pai de menino desde que eu tive o Lucas. Porque na verdade, a menina viria de qualquer maneira. Eu tinha tatuado ela cinco anos atrás. Fiz uma tatuagem há quase cinco anos. Eu tenho umas intuições e uns sonhos muito loucos. Eu falava para a Isabelli que eu queria menina, mas eu sabia que era menino e ela ficava puta. Ela dizia: ‘como você sabe e eu não sei?’. Eu dizia: ‘eu não sei, Isabelli, eu sinto’. Como ela já tinha dois filhos, ela não queria ter mais. Eu falei: ‘poxa, Isabelli, um dia eu vou ter. Seja com você ou com outra’. Era uma coisa muito forte dentro de mim. Houve vários sinais que eu recebi e uma vez eu recebi um sinal muito forte e eu tatuei. Eu desembarquei em Nova York e fui fazer a tatuagem.

Qual foi o sinal?

São intuições minhas. Sonhos. Foi ficando cada vez mais forte. Eu nem gosto muito de falar isso, mas são sinais. Se eu falar muito vão achar que eu sou doido. Mas eu sou muito sensível com isso. Aí eu tatuei ‘Duda’ e coloquei 201 porque eu sabia que ela ia nascer em dois mil e alguma coisa. Ficou dois, zero, um e agora só falta fazer o quatro para completar o ano em que ela nasceu. Quando a mãe da minha filha ficou grávida, ninguém esperava que acontecesse a gravidez.

Então você não quer mais ter filhos?

Não sei, Leo. Eu tenho uma sensação que eu talvez tenha, mas se tiver mesmo será um menino.

E você quer casar? Ter uma vida a dois?
 
Aquela coisa que eu te falei das famílias, crianças, pai e mãe jantando, ficou muito forte dentro de mim. Apesar de eu ser muito livre, sempre viajei… Com 16 anos saí de casa para morar no Rio e estudar teatro, eu sempre quis ter. Acho que por querer tanto, errei várias vezes. Eu fui atropelando fases, casando muito cedo e não deu certo por ser muito novo, imaturo ou sei lá o que. Então eu aprendi que hoje eu tenho uma família do jeito que eu sei ter.

Eu sou muito livre. Talvez isso mude. A família tradicional, esse casamento de 10, 15 anos, que as vezes tem um traindo o outro eu não quero para mim. Se for para casar, vai para ter uma parceira, eu não vou trair. Não quero isso para mim. Se for para ser assim, eu prefiro não ter. Eu tenho meus filhos que ficam comigo, tenho todo acesso a eles. Está tudo certo. Minha filha eu fico um pouco menos porque ela é menor, mas ainda assim fico bastante. Tenho minha mãe, vou passar o Natal nos Estados Unidos com os meus sobrinhos. Eu tenho a minha família.
 
Qual o lado bom e o lado ruim de ser famoso?

Não sei te responder isso não. Eu trabalho já há 18 anos, quando acabar meu contrato vou fazer 22 anos na Globo, alguma coisa assim. Eu trabalho só na televisão, então não tem jeito de não ter exposição. Eu sou muito simples. É como se eu fosse um operário lá. Eu tenho preguiça de fazer matéria…

Você não deixa de fazer nada porque é famoso?

De jeito nenhum. Não deixo de fazer nada. Vou muito ao Mercadão de São Paulo, vou na porta do estádio. Tem dias que você pega um aeroporto mais cheio que nunca te viu e quer tirar foto. Eu acho isso legal. Se você está de mau-humor, então não sai de casa. Por exemplo, no Mercadão, um lugar público, grande, cheio de gente, seu eu estou de mau-humor, eu peço para a minha mãe ir. Se eu estou legal, eu vou, tiro foto. Sento, compro bacalhau, vinho, compro tudo que quero e tomo chopp.

Sua mãe mora com você? É uma opção sua?

Mora. É uma opção minha.

Esse elo com sua família é muito importante? A casa ter gente, ter mãe… Você não moraria sozinho?

Já morei sozinho no Rio. Teve um lado bom mas eu não vejo sentido. A minha mãe é do caralho, não me bloqueia em nada, não me critica.

Você pode levar mulheres para a sua casa?

Eu não levo para casa se eu não conheço. Não faço isso porque é coisa minha. Você não leva mulher que você não tem nenhuma relação para a sua cama, leva para o motel, para algum outro lugar. Eu trabalho muito com essa coisa de energia, então não é legal. Minha casa é meu templo sagrado. Para estar ali tem que ser alguém bacana, com quem eu já tenha um relacionamento há algum tempo. Até porque meus filhos de vez em quando estão em casa. Tem tanto lugar para você levar mulher.

Você é bastante sincero nas suas respostas, por isso quero falar de religião. Poucas pessoas no mundo artístico, que é preconceituoso, abrem suas religiões quando se trata de religiões afro-brasileiras. A Juliana Paes é uma que fala de uma maneira light, mas fala. Eu queria que você falasse um pouco sobre a sua. Você pode?

Não tem muito segredo não. Eu fiz catecismo, frequentava igreja católica com a minha mãe nos domingos. Sempre fui muito a Aparecida do Norte, sou devoto. Rezava para ela desde que tinha 11 anos. Desde que meu pai morreu, rezo para ela todo dia. Tenho essa imagem de Nossa Senhora até hoje. Ela fica comigo, as vezes levo para o Rio…. Eu tenho Deus em primeiro lugar na minha vida, eu acho Deus é maior que qualquer coisa. Em qualquer religião, você vai encontrar Deus e eu aprendi que o amor ao próximo, a caridade, a humildade. Essas coisas que todo mundo fala que as vezes parece babaquice, mas é verdade. Quando teve aquela menina que foi apedrejada, eu pensei: ‘que Deus é esse que manda apedrejar alguém por causa de religião?’. Isso é crime. Para mim é bandido. Isso é uma tentativa de assassinato. Tem leis para nos proteger desses crimes. 

Quando a minha mãe me levava para Kardecismo, na parte do espiritismo, que para mim é uma relação de consciência. Eu acredito em Deus e reencarnação. Para a minha vida só tem sentido se for assim, senão qualquer drama que eu tiver vou fazer uma loucura, me jogar do prédio. Se eu não acreditasse numa punição para o suicídio, para o aborto… Depois de um tempo fui crescendo, entendendo melhor e a gente foi trabalhando com a parte espírita, pelos caminhos e coincidências que eu acredito que a vida leva, fui parar na parte de umbanda. E continua como sempre colocando Deus acima de tudo. As pessoas acham que vão chegar lá e vão ter o bilhete da loteria ou vão encontrar o amor no outro dia. E não é isso. O trabalho que a gente faz lá, com Preto Velho, por exemplo são escravos que viveram durante muito tempo massacrados, humilhados, mas que têm tanta sabedoria de te acalmar, passar uma mensagem legal, de humildade, de seguir em frente. São amigos espirituais que te dão força . Mas nada é maior que Deus . Eu falo isso principalmente porque a gente é espírita. A força maior está dentro da gente. Na hora que eu morrer, vou virar um espírito como ele. Eles estão tentando evoluir. A umbanda é uma prática diária da evolução da gente, como ser humano e como pessoa , como cidadão.

Você já sofreu preconceito?

Não. Acho que não.

É hoje


Campanha

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Se você tivesse apenas um dia antes de morrer: o que faria?

Tentaria reunir toda minha família, pra me despedir e dizer o quanto amo todos.

E tomar uma cana pesada kkkkkk

Bárbara Katrynne

Eu faria de tudo pra tá do lado das pessoas que amo, pra me sentir bem mais amado do que sou.

Marcos Leitte 

Beberia todas com os amigos...

Acassio Soares