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domingo, 13 de janeiro de 2013

Cachoeira Véu-da-Noiva Por Jhonatas Luan Leal

Existe um lugar exuberante, cercada por uma floresta intocável que dá charme ao local. Localizada na Serra do Catita, aproximadamente 11 km da cidade de Colônia Leopoldina - AL, fica a Cachoeira Véu-da-Noiva, com aproximadamente uma queda de 200 mts de altura. Com difícil acesso para chegar, pois boa parte da trilha é sobre as pedras do Rio Jacuípe, mas vale apena o esforço que pode durar cerca de 01 (uma) hora. FUI E RECOMENDOÉ uma delícia de Lugar!


Mas Porque Véu-da-Noiva?

Contava o senhor José Ferreira (falecido), que uma linda jovem iria se casar, mas seu noivo não chegou a igreja para o casamento, todos os convidados já se encontravam desesperados e ela mais desesperada ainda saiu correndo sem rumo e quando se deu conta chegou a uma cachoeira que ao avistá-la se encantou, e ficou por lá. Nas noites essa moça canta à procura de um amado, aquele que escutar o seu canto e for ao encontro, apaixona-se por ela e quebra o encanto casando-se com ela. 

Interessante não é? - VEM CONFERIR?  

(ps: Lembrando que o local faz parte de um lugar religioso, e não permitido bebidas alcoólicas). Obrigado pela compreensão!

 

União derrota o CEO por 1 a 0, no Orlando Gomes

Ton Ton o autor do gol da vitória UNIÃO 1 x 0 C.E.O
 
Atuando em casa, a equipe do União venceu em sua estreia no Campeonato Alagoano o time do CEO por 1 a 0 na tarde deste domingo (13/01). A partida disputada no estádio Orlando Gomes, em União dos Palmares. O gol da vitória do Alviverde foi marcado pelo atacante João Paulo. Este jogo foi válido pela primeira rodada do Estadual. Com a vitória o time do União larga, momentaneamente, na frente pela corrida do título e começa a liderar a competição com três pontos conquistados. Caso a partida entre Murici e Corinthians-AL continue empatada por 0 a 0, o União termina esta rodada com líder.

Na segunda rodada do Estadual, o União vai encarar fora de casa o time do CSE, na próxima quarta-feira (16/01), às 20h30, no Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios. O Alviverde tentará sua segunda vitória seguida na competição, enquanto que o Tricolorido vai buscar os primeiros três pontos, uma vez que empatou em sua partida de estreia contra o time do Sport Atalaia por 1 a 1. Os gols desta partida, que aconteceu no Luiz Pontes, em Atalaia, foram marcados por Ernandes (Sport) e Aldo (CSE).


União Futebol Clube, que subiu para a primeira divisão no Estado das Alagoas foi fundado em 2007, jogou a divisão apenas uma vez, em 2010.

sábado, 12 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Onde falta paixão, sobra azedume

O turismo em União dos Palmares parece um banguê. Tem uma produção restrita, é retrógrado e só funciona duas vezes, no máximo, por ano, durante a festa da padroeira Santa Maria Madalena, em janeiro, e no período da Consciência Negra, em novembro. No entressafra, exceção para o mês de junho onde acontecem as festividades juninas, nenhum outro evento chama a atenção para o município. Sobra, no entanto, um vácuo inquietante.

Aqui, ninguém vive efetivamente do da indústria turismo, apesar do apelo histórico icônico do Quilombo dos Palmares, dos versos de Jorge de Lima e folguedos populares que minguaram ou desapareceram. Nossos artesãos passariam necessidade se não tivessem outras fontes de renda além do seu trabalho artístico, como é o caso de Dona Irinéia e seu Antonio, que pude conhecer de perto há poucos meses.

O município ao longo de tanto tempo não se preparou sequer para receber os turistas. Só depois de longa espera a Casa do Poeta Jorge de Lima e a Casa Maria Mariá foram reformadas e abertas ao público. Não há um espaço adequado para outro tipo de atração que não seja um "mega show", como um centro cultural, com auditório para exibição de peças de teatro, apresentação de dança, para ministrar oficinas etc. Explorar  as manifestações artístico-culturais de um lugar é crucial para que as chaminés não-poluentes do turismo funcionem a todo vapor.

Mas, como a responsabilidade não é exclusividade do poder público, a iniciativa privada também peca e muito. A começar pelo mais simples, a recepção, em geral, deselegante, desagradável e tantas vezes confusa. É muito comum adentrar num local e sequer receber uma saudação formal ou então esta vem acompanhada de uma expressão azeda, do tipo "Estou descontando meu ódio a este emprego subalterno em você". Isto sem contar aquele tipo de gente que, talvez já muito rica, atende mal ao cliente sem rodeios.

E pra ser direto, conto um episódio recente, ocorrido no quinto dia deste 2013 "auspicioso", que retrata bem o azedume palmarino.

Recebemos a visita de parentes que vieram de longe a veraneio pelas terras das Alagoas. Como moramos numa casa modesta cuja atração principal é a mangueira que nos garante um janeiro quase todo de suco natural de seus frutos, decidimos levá-los ao autointitulado "melhor" local do estado em termos de comer, banhar-se em piscina e ver a natureza.

Logo na chegada nenhum bom dia, nenhum ato de cordialidade, nenhuma informação além de preços. Cara feia e tom de voz houve fartamente e após conseguir encontrar as informações básicas, fomos desfrutar o ambiente. Procuramos uma posição à sombra, de pronto fomos impedidos de colocar as mesas em determinado local, daí até encontrarmos, sem ajuda do servidor, um local que não incomodasse os demais clientes (éramos um grupo de mais de 10 pessoas incluindo crianças) demorou-se alguns minutos. Havia um mau cheiro pairando (depois de um tempo procurando, meu primo descobriu que era um coelho morto) e seguidas vezes reclamamos e nada foi feito, como também foram ignorados alguns pedidos de bebidas e petiscos.

Hora do almoço. Uma moça bem mais atenciosa que o seu colega foi a exceção do dia. Atendeu-nos com toda a formalidade e atenção devida. As refeições, no entanto, foram entregues em desordem. Chegou a de todos menos a dos meus tios. Todos comemos e o prato deles sequer havia chegado à mesa. Reclamação vai, reclamação vem, até que um dia a refeição chegou. Isso tudo num dia de pouco movimento.

E lá fomos nós pagar a conta. "É lá na recepção, senhor". Descemos até o indicado. A moça azeda que nos informara os preços ainda aguardava em seu posto. Pediu os números de cada pulseira o que gerou uma comanda para cada pessoa que interpelou os servidores. E haja tempo até que fosse calculado cada despesa e, como cereja do bolo, ainda se equivocaram em algumas cobranças, aí para estornar haja mais tempo... Proporcionalmente, gastamos mais tempo pagando entrada, esperando os pedidos e pagando-os do que aproveitando o local.

Ninguém fez muita questão de nos tratar bem, não houve uma ponderação. E eu, como cicerone, senti-me constrangido. Lamentável que o "melhor" tenha um tratamento tão sofrível à clientela. 

Então, o recado é bem prático: antes de pensar nalguma melhoria da estrutura física da sua loja, restaurante, bar etc., senhores comerciantes, invistam na educação de seus funcionários e tratem-nos com respeito, pagando-lhes o salário justo, com carteira assinada, para que eles deflagrem um sorriso verdadeiro ao atender seus clientes daqui ou alhures. Sejam profissionais, senhores.

A atividade turística em União dos Palmares não depende só dos esforços, até agora, incipientes do poder público, engloba o setor privado e a população. Todos precisam se envolver afetivamente com nossa história e riquezas imateriais, como salientou, em artigo publicado no mesmo dia que sucederam os fatos relatados acima, no caderno Saber da Gazeta de Alagoas, a pedagoga Cristina Rocha* (clique aqui), que visitou a Serra da Barriga há poucos dias. Caso contrário, permanecerá a mediocridade de sempre. Nunca se tornará usina.

Celebridades com os palmarinos

 Bello e Solange vocalista da Banda Aviões do Forró
 Gominho ex-apresentador do programa Muito Mais, da TV Band e Mac David
Zulu Fernando e Mano Gil com Mano Brown cantor dos Racíonais Mc's


Tem fotos com celebridades? Que ver aqui no blog? Olha o e-mail jmarcelop_7@hotmail.com

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sétima noite da festa de Santa Maria Madalena, atrai pequeno público



A noite da festa de Santa Maria Madalena, nesta quarta-feira dia, 30, não teve um grande público como esperado. Já no último final de semana passada a Praça Basiliano Sarmento e Avenida Monsenhor Clóvis Duarte, onde acontecem as atrações artísticas e as instalações do parque de diversões, respectivamente, receberam bastantes visitantes. 

Segundo uma das artesãs palmarina que estava expondo seus produtos na festa, a falta de gente nas festividades pode ser a escassez de dinheiro, já que os funcionários da prefeitura (começam a receber dia 01/02) e os da Usina Laginha (ontem completou dois meses sem receber) não receberam.

Alguns populares acreditam que o fluxo pequeno de pessoas nas ruas em torno da festa possa ser as atrações artísticas que não são tão conhecidas do público. Os organizadores do evento dizem que os patrocinadores não contribuíram como nos anos anteriores e, portanto,  o dinheiro foi pouco. Nas redes sociais a reclamação é geral, segundo alguns desses que usam a net, "a cidade não tem tradição em trazer grandes nomes do cenário nacional, mas esse ano foi pior".

Quem não sentiu os efeitos da falta de público é o dono do parque que está instalado em União dos Palmares, pelo menos um brinquedo é "febre" entre os adultos, o Kamikaze, é uma sensação já que é uma das poucas opções para os adultos. Para “andar” nele o cidadão prova que não tem medo de altura e muito menos de ficar de cabeça para baixo.

A 178ª comemoração dos festejos da padroeira de Santa Maria Madalena é o principal evento da cidade de União, seja em dias comemorados e em fluxo de visitantes. Muitos dos turistas que chegam na cidade são justamente palmarinos que hoje residem em outras cidades e que retornam nessa época com suas famílias para rever familiares e antigos amigos. 

Hoje as atrações da festa são Tico Black e Andreia Morais. 

Lapsos em fotogramas



Grande parte das minhas experiências de formação sucedeu-se após os meus 12 anos. Ao menos, é a idade da qual em minha subconsciência, revelou ser iluminada com as consequências da vivência, da humanidade. Onde certas escolhas já se revelavam marcadas da culpa e, também, do ônus em exercê-las. E no casulo do existencialismo, a face da percepção pairava em idas e vindas para a cria da personalidade, onde as imagens embassadas através do espelho tomavam suas formas mais nítidas... Aos 12 anos, ou foram aos oito?

No cinema localizado no centro de União fitava os cartazes. E dalí, minha experiência nos planos fotográficos através dos filmes foram sendo cultivados para um brotar mais adiante. O clássico filme hollywoodiano, King Kong, atiçou-me o olhar para aquele mundo, onde as luzes do projetor cruzavam ao alto da minha cabeça para formar aqueles movimentos. Que interessante! Eu tinha apenas 12 anos, ou foram aos oito?

Como em um mosaico de fotos, onde o lapso do tempo é incomum, já havia cruzado os muros da minha cidade natal. Agora recordo da minha idade, 19 anos! E a paisagem vislumbrante que Bresson captava em seus instantes estava concreta, mais fortemente entendida e palpável. Eu vagava pela cidade em que Person personificou os arranha-céus em São Paulo Sociedade Anônima. “Toque os seus desejos e arrisque-se em não emergir”, pensei nisto, agora fora do fluxo do meu pensamento, em algum momento. 

Ganhei uma câmera fotográfica analógica Yashica de uma amiga. Fiz experiências em minha casa, na época morava sozinho, e as referências cinematográficas noir vieram à tona. Captei um relógio despertador, geladeira com espelhos e velas em seu interior, máquinas de escrever com produção detetivesca, luzes com sombras avermelhadas, um vaso sanitário com pequenos papéis cortados com a palavra “Amor”, a janela de um banheiro... Essa foi minha introdução na fotografia, no festejo da calamidade da solidão. Tinha em minha mente todo o enfeite da minha recente experiência, e o resultado foi um desastre! Mas havia tocado em meu desejo, não podia submergir!

Após alguns cursos, tendo como foco à estética e revelação manual, o mundo digital foi adentrando aos poucos em minha concepção fotográfica. A maneira “instantânea” de fotografar mudou, os equipamentos se amontoaram nas prateleiras das lojas, e o conceito artístico também fez seu sacrifício e desvirtuou. A mídia nos sobrecarrega de conceitos e, nos perplexos caminhos, o autoral é um manifesto simplório. E eu, continuo a fotografar através das minhas influências, com os resquícios dos meus oito ou doze anos! 

Thiago Alexandre, fotógrafo