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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Você já visitou a Serra da Barriga?

Muitas vezes, quando estou conversando sobre os patrimônios de União dos Palmares com algum amigo, e o mesmo me comunica que nunca visitou a Serra da Barriga, fico pensativo sobre a real valorização da cultura palmarina aqui no município.

Até mesmo meus colegas de profissão, os educadores, chegam a relatar: "Nunca estivemos na Serra". É preocupante essa realidade, nobre leitores.  Como esses formadores de opiniões podem incentivar a geração de conterrâneos a irem ao local onde milhares de escravizados lutaram por dias melhores?

E não são apenas professores, mas também dezenas de famílias em União que não conhecem o lugar. Quantos por ignorância religiosa não colocam os pés no Solo Sagrado?

Então, a pergunta desta quinta-feira que eu faço aos amigos e leitores do blog JMarcelo Fotos é: Você já visitou a Serra da Barriga?

Ser professor é um caminho repleto de desafios e prazeres!

“Sou médico, mantenho e salvo vidas, mas antes fui aluno e precisei de um bom professor. Sou engenheiro, construo e mantenho prédios, mas antes de ser engenheiro fui aluno e precisei de um bom professor. Sou economista, mantenho e salvo empresas, mas antes de ser economista fui aluno e como tal precisei de um bom professor”. Seja qual for a sua profissão, o que você faz, mantêm ou quem você representa… Para se tornar um bom profissional, em seu caminho deverão passar bons professores!
Por mais que sejam inúmeros os desafios que encontramos ao escolhermos seguir o caminho da Educação, no fundo sabemos o valor da educação e o quanto o professor afeta a eternidade. Como citou o escritor, psicanalista e educador brasileiro, Rubem Alves: “Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais…”
Professores e Educadores fazem parte de nossas vidas por um período, seja ele curto ou longo, por semanas, ou anos, mas, de um modo ou de outro, todos eles exercem influências em nossas vidas. Alguns deles, aqueles mais especiais tornam-se marcas indeléveis em nossa existência. Seja pelas inspirações que despertaram em nós, pelo acolhimento, pelas aulas, seus métodos, estilos … Todos nós tivemos um ou alguns professores marcantes que influenciaram positivamente nossa vida, agregaram aprendizagens significativas e até hoje nos inspiram e trazem boas lembranças
Algumas vezes o professor não tem a consciência do quão importante torna-se para seus alunos. Outros plantam as sementes para que no futuro novos educadores as colham. Mas se não fosse pelo cultivo feito com carinho e dedicação o resultado da colheita certamente seria menos proveitosa.
Pesquisas atuais mostram que em alguns quesitos, a influência dos professores ultrapassa a dos pais nas escolhas e gostos das crianças, o que mostra o quanto o exemplo apresentado pelos educadores é fundamental para a formação de seus alunos.
Todo bom começo tem um bom professor. No bisturi da cirurgia, no tijolo da olaria, na nota de uma partitura, no projeto de arquitetura, no arranque do motor, tudo que se cria,o que se aprende e o que se ensina, tudo tem um bom professor.
E como toda profissão e escolha, ser professor é um caminho repleto de desafios e prazeres. Esse caminho já foi até comparado ao do nascimento de um filho. O filósofo Nietzsche citou que “ser um professor é semelhante ao sofrimento das dores de parto: a mãe o aceita e logo deles e esquece, pela alegria de dar à luz um filho. Esta felicidade suprema é ultrapassada na felicidade de gerar um filho ou de educar uma pessoa.”.
De certo modo, por mais desafios que encontrem, pelas horas consumidas pensando em suas aulas (que apesar de serem diárias, são sempre únicas), pelos dias de cansaço, pelos conflitos diversos, ao fim de cada experiência educativa fica marcada a sensação prazerosa de ensinar e aprender, de importar-se com o outro e sair de cenas em nunca sair do espetáculo.
Todos tivemos um professor que marcou nossas vidas e foi fundamental para sermos quem somos no mundo.
Um enorme e eterno obrigado aos nossos mestres que marcaram e aos que marcam nossa vida em um simples gesto ou até mesmo com um olhar. Saibam que de um modo ou de outro reconhecemos e valorizamos seus atos de amor e dedicação á arte de ensinar e sua calorosa presença na vida dos alunos.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

184 Anos de Emancipação Política de União dos Palmares!

 

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Parabéns União dos Palmares, pelos seus 181 anos!!!  AQUI

184 Anos de Emancipação Política de União dos Palmares!

A proximidade da vila com a Província de Pernambuco e a tradição que, mesmo muitos anos depois de destruído completamente o quilombo dos Palmares, sempre houve a respeito da Serra da Barriga, tida, por muitos, como esconderijo de assassinos e criminosos, a pequena Vila de Santa Maria se tornou um ponto atraente para os criminosos originários da província pernambucana, que para aqui convergiam em busca de refúgio, quando os perseguia a ação da justiça ou a represália e vingança dos parentes ou amigos de suas vítimas.
Esta realidade fez com que as autoridades provinciais reconhecessem a necessidade de elevar o pequeno povoado à categoria de vila, não pela importância e desenvolvimento material do povoado, mas por conta da urgência de colocar nela autoridades judiciárias e policiais, além, é claro, dos insistentes apelos dos habitantes do lugar. Para os moradores de Santa Maria Madalena, era extremamente necessário tornar-se independente politicamente.

Sendo assim, por deliberação do Conselho Geral da Província, em 13 de outubro de 1831, através de Decreto aprovado pela Assembleia Geral Legislativa, o lugar foi elevado à categoria de vila e desmembrado, assim como o povoado de Riacho do Meio (atual Viçosa), da então vila de Atalaia. Na época da emancipação, o povoado, até então denominado Vila de Santa Maria, compreendia, além da povoação de Macaco, tido como sede do mesmo, as povoações de Lage do Canhoto, Juçara, Cabeça de Porco, Murici e Branquinha.

Quando se deu a promulgação deste Decreto, o paraibano Manoel Lobo de Miranda Henriques governava a Província de Alagoas, entretanto a instalação do mesmo foi feita solenemente pelo Ouvidor da Comarca, Manoel Messias de Leão , em 16 de fevereiro de 1833, com a posse do Presidente da Câmara Municipal de Vereadores. Ou seja, apesar de ter sido emancipada em 13 de outubro de 1831, nosso município só teve o Poder Executivo instalado, em 1833, dois anos depois.

No Brasil colonial (1530 – 1815), período em que o território brasileiro era em uma colônia do império ultramarino português, os povoados eram elevadas a vilas e as vilas a cidade, por conta disto, durante muito tempo, a data correta da fundação de municípios antes da Proclamação da República (15 de novembro de 1889) é o dia da criação da vila. Com a vila, o lugar adquiria a sua autonomia político-administrativa, passando a constituir câmara de vereadores, que tinha o poder de cobrar impostos, receber um "juiz de fora” , um pelourinho e uma cadeia pública.

Nesta época, as câmaras municipais exerciam um número bem maior de funções do que atualmente. Elas eram as responsáveis pela coleta de impostos, responsáveis por regular o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, ou seja, uma ampla gama nos três campos da administração pública: executivo, legislativo e judiciário.

VILA NOVA DA IMPERATRIZ

Com a emancipação, veio também a mudança de nome do lugar. Segundo Cavalcanti (1969, p. 14-15), “apareceram os primeiros políticos e, com eles, as primeiras bajulações. Era preciso dar ao povoado a proteção da Corte”. Os políticos da vila resolveram homenagear Dona Amélia Augusta Eugênia Napoleona de Beauharnais , a Imperatriz Amélia de Leuchtenberg, consorte de D. Pedro I, passando a vila a chamar-se: “Vila Nova da Imperatriz” ou, simplesmente, “Imperatriz”.

As duas esposas do nosso primeiro imperador nomearam duas 'Vila da Imperatriz': a primeira, D. Leopoldina, no Ceará, 1823, e a segunda, D. Amélia, em Alagoas, 1832. Atualmente são, respectivamente, Itapipoca e União dos Palmares. (IHGB, 2002, p. 186).

Até onde pude pesquisar, não encontrei qualquer dado que comprove alguma visita por parte da Imperatriz Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro I, ao município de União dos Palmares, como consta em algumas pesquisas. Sendo assim, tudo que é falado a respeito não passa de mito. Como foi dito anteriormente, a Imperatriz que deu nome ao nosso município foi a segunda esposa de Dom Pedro I, Dona Amélia Augusta Eugênia Napoleão de Beauharnais ou, simplesmente, Amélia de Leuchtenberg.
TRECHO RETIRADO DO MEU LIVRO "A TERRA DA LIBERDADE: DE MACACOS À UNIÃO DOS PALMARES". de Franco Maciel

184 Anos de Emancipação Política de União dos Palmares!


domingo, 11 de outubro de 2015

Secretaria Estadual da Mulher e dos Direitos Humanos realizou conferência em União dos Palmares

Com o objetivo de promover e garantir a participação da sociedade, em especial das mulheres, na formulação de políticas públicas, a Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos de Alagoas, em parceira com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), realizou nessa quarta-feira (7), em União dos Palmares, a Conferência Regional Serrana Quilombolas.

A conferência teve como tema “Mais direitos, participação e poder para as mulheres” e foi dividida em cinco eixos temáticos:

“Contribuição dos Conselhos dos Direitos da Mulher e dos Movimentos Feministas e de Mulheres para a Efetivação da Igualdade de Direitos e Oportunidades para as Mulheres em sua Diversidade e Especificidades: avanços e desafios”; “Estruturas Institucionais e Políticas Públicas Desenvolvidas para as Mulheres no Âmbito Municipal, Estadual e Federal: avanços e desafios”; “Sistemas Políticos com Participação das Mulheres e Igualdade: recomendações”; “Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres: subsídios e recomendações”; e “Estratégias de Enfrentamento a Violência em suas múltiplas faces”.

De acordo com a secretária da Mulher e dos Direitos Humanos, Roseane Cavalcante, a conferência confirma que a articulação do Estado com a sociedade é fundamental para organização do movimento. “Estes encontros mostram a força e a luta das mulheres inseridas nos mais diversos movimentos e organizações sociais por todo o estado de Alagoas. Estas ações são fundamentais para impulsionar de forma definitiva a construção de igualdade entre mulheres e homens”, concluiu Rosinha.

O desafio da conferência é debater amplamente “Mais direitos, participação e poder para as mulheres”, com o objetivo de garantir o fortalecimento da Política Nacional para as Mulheres. A meta é traçar estratégias para que as políticas públicas de igualdade para as mulheres sejam efetivas e que passem a ocupar mais espaços de poder e decisão.

União dos Palmares vai recebe a 2ª etapa do Ciclo Estadual de Conciliação

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, acompanhou, na manhã desta sexta-feira (9), a segunda etapa do Ciclo Estadual de Conciliação, em Santana do Ipanema. A força-tarefa, de iniciativa do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Njus), agendou 110 audiências envolvendo danos morais, inventário, busca e apreensão, revisão de contratos, entre outros casos. Todos os processos tramitam na 2ª Vara da Comarca.

“Mutirões como esse têm tido um resultado positivo porque aceleram a prestação jurisdicional. As pessoas sentem a presença do Poder Judiciário e, naturalmente, suas pendências são resolvidas com mais brevidade”, afirmou o presidente do TJ/AL, ressaltando que ações desse tipo devem ocorrer ainda em Palmeira dos Índios, União dos Palmares e Penedo. “Devemos passar pelas cidades maiores, que concentram um maior número de processos”.

O advogado Marcos Davi participou de uma das audiências, na condição de inventariante. Ele representava 16 herdeiros que aguardam, há seis anos, uma solução envolvendo os bens do pai falecido. “Vai ser feita a avaliação das propriedades e posteriormente a partilha. Para a família vai ser muito bom porque o processo terá um fim”, ressaltou.

Para a juíza Marina Gurgel da Costa, titular da 2ª Vara de Santana do Ipanema, as partes devem refletir sobre a importância de uma solução conciliatória. “Abre-se uma janela para que a pessoa possa resolver seus problemas de uma forma menos traumática. É muito mais vantajoso chegar a um acordo por meio de uma transação do que delegar isso a uma terceira pessoa, no caso o juiz”, destacou.

A primeira etapa do Ciclo Estadual de Conciliação foi realizada no dia 18 de setembro, em Delmiro Gouveia. Na ocasião, mais de 200 audiências foram pautadas.

Justiça Itinerante em Delmiro Gouveia

Após acompanhar as audiências, Washington Luiz firmou parceria com o prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, para levar as ações do projeto Justiça Itinerante ao município, já no próximo dia 31. A população será beneficiada com a emissão de documentos, como RG, CPF e Carteira de Trabalho. Poderá ainda resolver casos de menor complexidade envolvendo divórcio consensual, retificação de registro e suprimento de óbito. Será realizado também um casamento coletivo.

Fonte: Tribuna Hoje

Como ser criativo



Por mais que a maioria das pessoas reconheça a necessidade de ser de fato criativo, a maioria ainda acha que “ah, isso não é pra mim”. Ledo engano, meu amigo.

A criatividade é como um músculo. Para funcionar bem, tudo o que você precisa fazer é exercitá-lo. E eu te garanto que não é tão difícil assim: você só precisa uma porção generosa de vontade, uma dose extra de resiliência e acreditar em você.

Como ser criativo?

Você pode pensar em criatividade como algo que os comerciantes espertos ou publicitários geniais usam quando precisam chegar a um anúncio atraente, ou um traço pessoal que apenas algumas pessoas têm naturalmente, como empresários de sucesso ou atores de improvisação brilhantes. Mas, de acordo com Keith Sawyer, psicólogo e pesquisador, absolutamente todas as pessoas do mundo podem ser mais criativas se seguirem apenas oito passos, não necessariamente em uma ordem linear.

Aqui estão alguns passos decisivos para cultivar a criatividade, junto com algumas outras dicas que podem ajudar você ao longo do caminho:

1. Faça a pergunta certa
Para começar nossa jornada de como ser criativo, vamos usar algumas histórias que Sawyer conta sobre os primórdios da Starbucks e do Instagram. Nenhuma das empresas seria o que é hoje se seus fundadores tivessem insistido em resolver os mesmos problemas que as outras empresas. Em vez de se perguntarem “como posso recriar um lugar para vender café nos Estados Unidos?”, Howard Shultz refez a pergunta. Ele olhou para o problema por um ângulo diferente e resolveu encontrar a resposta para “como posso criar um ambiente confortável e relaxante para desfrutar de um excelente café?”. E no caso do criador do Instagram, Kevin Systrom, a pergunta mudou de “como posso criar um ótimo aplicativo de compartilhamento de localização” para “como podemos criar um aplicativo de compartilhamento de fotos simples?”.

Perceba que tudo parte de um problema. Mas a pergunta que resume esse problema deve ser certeira.

Sawyer oferece técnicas bem legais para ajudar nessa busca pela pergunta perfeita. Por experiência, posso dizer que a abundância pode ser um bom caminho.

Pense no seu cérebro como uma gaveta de arquivos. Nele, tem uma sequência de pastas. As primeiras têm algumas coisas, claro. Mas elas são de fácil acesso. Todo mundo as encontra. As coisas mais interessantes estão guardadas lá no fundo. Só que para chegar até as pastas mais profundas, você precisa antes tirar pasta por pasta das que estão na frente.

Para isso, rapidamente, sem pensar demais, escreva 10 variações da mesma pergunta. Por exemplo, para a clássica pergunta: “Como posso construir uma ratoeira melhor”, você pode fazer perguntas como “Como faço para levar os ratos para fora da minha casa?” e “O que é que um rato quer?” ou “Como eu posso fazer meu quintal mais atraente para um rato do que a minha casa?”. Depois de um tempo, você vai ver que uma de suas novas perguntas provavelmente será melhor do que a original.

2. Torne-se um especialista
O segredo para o sucesso excepcional não reside na capacidade natural, mas sim na prática deliberada. Na verdade, pesquisas sugerem que ser bom em qualquer coisa exige cerca de 10 mil horas de prática. Mas essa prática não diz respeito a fazer a mesma coisa repetidas vezes, no entanto. Deve envolver práticas que extrapolam sua zona de conforto e exigem domínio de tarefas que vão um pouco além de suas capacidades.

Você tem que se tornar um especialista em uma área antes de poder ser criativo nela. “Os criativos de sucesso não apenas gostam de saber das coisas, eles têm sede por isso. Eles não conseguem parar de fazer perguntas, e eles sempre vão além do que aprenderam com os professores e os livros”, diz Sawyer. Há uma infinidade de métodos para fazer isso.

Ouça palestras TED, por exemplo. São vídeos grátis de discursos inspiradores, engraçados ou fascinantes feitos por pessoas brilhantes. Para começar, recomendo o meu preferido de todos: o Golden Circle. Posso dizer de olhos fechados que esse vídeo mudou minha vida, especialmente porque ele diz respeito à minha profissão (que no caso é a publicidade, marketing, comunicação, discursos de marcas). Mas seja qual for a sua área de atuação, esse vídeo é realmente inspirador. Ele fala sobre o estar conectado com um propósito.

Outra boa ideia é usar todos os seus sentidos para mergulhar profundamente em um assunto. Vamos dizer que você quer aprender sobre a cidade de Mystras, na Grécia. Você poderia aprender um pouco da língua grega, procurar fotos do Peloponeso no Google Imagens, tentar cozinhar um prato tradicional da culinária local, assistir a vídeos de suas festas tradicionais, ouvir a rádio local e tentar conversar com alguém que seja de lá. As redes sociais estão aí para diminuir fronteiras.

3. Mantenha a cabeça aberta e consciente
As pessoas criativas estão sempre à procura de possíveis novas soluções. Você pode fazer isso tornando-se mais consciente, o que envolve intencionalmente perceber as coisas a seu redor e não atrelar as pessoas que você encontra com base em suas expectativas ou categorias que você estabeleceu em sua mente. Em vez disso, tente ser aberto e curioso e resistir ao impulso quase automático de estereotipar tudo.

Crie a sua própria sorte. Os pesquisadores descobriram que pessoas que se classificam como sortudas tendem a perceber mais coisas do que as pessoas que se dizem infelizes. Elas também atuam em oportunidades inesperadas e se dão bem com os outros, porque são curiosas. Pessoas infelizes tendem a ser tensas e focadas em metas pequenas que prezam a perda de oportunidades diferentes que podem aparecer pelo caminho.

Não deixe as imprevisibilidades te irritarem. Algumas das grandes invenções do mundo vieram de pedras que apareceram no caminho – como a penicilina e goma de mascar, por exemplo. Elas surgiram porque alguém não ignorou um acidente, mas sim resolveu estudá-lo.

Brinque com joguinhos para crianças. Esses brinquedos costumam ser excelentes para estimular novas conexões. Tanto que, se você visitar qualquer grande empresa que preze pela inovação e criação como um valor, você vai acabar invariavelmente encontrando uma sala de brinquedos. Ou brinquedos espalhados por todos os lugares.

4. Brinque e finja
Quando você se distrai brincando, sua mente pode vagar e seu subconsciente possui tempo para trabalhar. É por isso que o tempo de trabalho é necessário para a criatividade florescer.

Explore o futuro. Imagine-se sendo uma pessoa de grande sucesso daqui a cinco anos. Anote todos os detalhes sobre a sua impressão de como é ter sucesso. Em seguida, escreva a história de como você chegou lá se fazendo perguntas como: “Qual foi o primeiro passo que você deu para se mover em direção a sua meta?” ou “O que era um obstáculo no início e como você o superou?”.

Deixar algo por fazer. Deixar uma tarefa um pouco inacabada pode tornar mais fácil recomeçá-la no dia seguinte. Isso porque tópicos cognitivos são deixados em aberto em sua mente e o seu subconsciente vai trabalhar por você quando você não estiver de fato trabalhando. Isso pode lhe dar uma visão súbita e bem diferente sobre o trabalho.

Torne-se um iniciante. Aprenda a fazer algo novo, como malabarismo, escultura em madeira, ou qualquer coisa que estimule novas habilidades.

5. Tenha um monte de ideias
Tenha ideias de baldes. Sem dó. Lembre-se: pensar não custa nada. Mas as ideias que você pode ter podem ter muito valor.

E, o mais importante de tudo: divirta-se fazendo isso.
Faça uma lista de usos inusitados para objetos domésticos comuns. Quais são algumas maneiras diferentes que você pode usar um clipe de papel, ou uma faca? Conte cinco minutos no relógio e você vai ver como uma longa lista aparecerá. Não se preocupe se suas ideias são estúpidas ou não.

6. Faça relações inusitadas
Isso envolve estabelecer combinação de coisas que normalmente não andam juntas. Em um estudo recente, o neurocientista britânico Paul Howard-Jones pediu a algumas pessoas para criarem histórias dando-lhes apenas três palavras. Para um grupo de pessoas, as palavras foram relacionadas, tais como “escova”, “dentes” e “brilho”. Outro conjunto de pessoas receberam palavras não relacionadas, tais como “vaca”, “zíper” e “estrela”. As pessoas que receberam as palavras não relacionadas obviamente inventaram histórias mais criativas.

Faça associações remotas. Um exercício legal pode ser, por exemplo, ir para a página 56 em dois livros diferentes e encontrar a quinta frase em cada um, para depois criar uma história que conta a conexão entre as duas. É um exercício e tanto.

Use analogias. Encontre semelhança entre duas coisas que à primeira vista parecem diferentes.

Envolva-se com pessoas que são diferentes de você. Nós saímos com pessoas que são como nós, e ao fazer isso podemos ter uma sensação bacana e reconfortante de fazer parte de alguma coisa, mas isso não gera desenvolvimento pessoal – na maioria dos casos. Além disso, tente se imaginar como outra pessoa – como um chefe, um estudante estrangeiro, um inspetor de obras. Como é que essas pessoas veem o mundo?

7. Escolha as melhores ideias
Se você seguiu os primeiros seis passos, você deve ter muitas ideias na mão. Agora, o truque é escolher as melhores. Para isso, você precisa:

– Saber o que você está procurando. Você precisa confiar em sua intuição, naquela sensação de que teve uma ideia que é melhor que as outras. Sawyer também recomenda apostar em ideias que são simples, elegantes e coerentes;

– Ter critérios. Isso, eu receio dizer, a gente só adquire com o tempo. Para desenvolver seus próprios critérios, recomendo que você estabeleça alguns “ídolos”. Pessoas que você admira o trabalho. Comparar o seu trabalho com o dessas pessoas pode ser um bom parâmetro, até você ter confiança o suficiente para confiar no seu taco – ou fazer essas comparações de forma inconsciente;

– Fazer ideias competirem umas contra as outras. Escolha duas ideias e liste os pontos fortes e fracos de cada uma delas. Depois faça um saldo e veja qual delas “ganha” para o seu objetivo;

– Saber que sempre pode fazer melhor. Por isso, nunca pare de criar. Faça o advogado do diabo para chegar a um monte de razões pelas quais a sua ideia possa ser ruim.

8. Vá além das suas grandes ideias
Talvez em uma hora ou um dia, invista alguns minutos para experimentar materiais simples tais como argila ou papelão para dar forma a um novo conceito. É uma maneira de pensar de um jeito diferente e esse é um processo que muitas vezes leva a mais ideias.

Desenhe uma imagem. Mesmo se você acha que não sabe desenhar, você pode, pelo menos, rabiscar e ninguém nunca tem que ver o que você coloca no papel.

Faça uma colagem. Pegue uma pilha de revistas e olhe fotos e anúncios. Junte quaisquer coisas que se relacionem com o seu problema de qualquer maneira e cole-as em um grande pedaço de cartolina. Mantenha esta arte perto de sua mesa, onde você pode refletir sobre ela. Você pode obter uma nova perspectiva sobre o seu problema.

sábado, 10 de outubro de 2015

Homofobia em sala de aula

Dia desses, falei para uma turma com cerca de 120 estudantes que não toleraria nenhum tipo de piada de cunho homofóbico no ambiente. No momento, creio, pareci um pouco “seco” ou “duro”, mas era preciso não dar margem à dupla interpretação: era “não tolero” mesmo.

Explico.

Em maio deste ano, 2015, completei 15 anos de carreira como professor.

Comecei cedo, ainda calouro da UFPR, num pré-vestibular chamado “Em Ação”, que ajudei a criar e que ainda existe em Curitiba, onde lecionam estudantes dos cursos de licenciatura da Universidade.

Daí para chegar à educação privada, por onde já passei como professor de cursinho, ensino médio e educação técnica, foi uma longa jornada e hoje, uma década e meia depois, sinto-me maduro para debater questões ditas paralelas, mas extremamente ortogonais, ao modelo de educação brasileiro.

Em todos esses anos, sempre percebi o quanto um dos assuntos mais empurrados para baixo do tapete é a homofobia.

Para não falar do preconceito velado e violento das escolas de ensino fundamental e médio por onde passei, ou mesmo no ensino técnico, vou focar minha análise apenas nos cursinhos, onde atuo ainda hoje.

Olha, e confesso não saber de onde veio a ideia de que professor de pré-vestibular precisa ser humorista.

Que é preciso um bom humor, principalmente com viés motivacional, não tenho dúvida, assim como não tenho dúvida que bom humor se expressa com sorriso e com respeito.

Que é preciso, também, ser mais que um orador/explanador, e desenvolver com os vestibulandos uma relação que pode beirar a amizade, no sentido de servir de apoio nesse momento extremamente delicado da vida deles, não há dúvidas.

Da mesma forma, que é preciso estabelecer uma dualidade entre racionalidade e emoção, para acompanhar as variações de humor de quem vive sobre a pressão casa/trabalho/futuro/cursinho, todos sabemos.

Mas e quando isso tudo se confundo com busca pela popularidade barata?

Aí entra a velha técnica do comediante: forçar a risada de uns com base na humilhação de outros.

Quando agem dessa forma — e eu creio ter agido assim em algum momento de minha carreira de professor, não sou santo e nem puritano, sabemos — os colegas de profissão humilham veladamente alguns alunos em benefício a alimentar o ego daqueles “não incluídos” na humilhação.

Piadas de cunho racista, machista, segmentadadoras e, em especial, homofóbicas, são feitas sem critério algum, destruindo a autoestima de quem é vítima da gozação.

E, na maioria das vezes, a defesa não pode ser feita, seja por medo da exposição, seja por entender não ser possível mudar a forma das coisas acontecem.

Já presenciei diversas piadas de mal gosto, assim como músicas, frases para se decorar tabelas e fórmulas, macetes para regras, etc, em que incluem-se grosserias do pior gosto possível.

E, a cada dia, percebo o quanto a “maldade não se faz por mal”, e sim por desinformação.

Esses colegas, professores de carreira, pessoas de “nível de instrução” acima da média, agem dentro de uma cultura nefasta de exposição da diversidade e da diferença de forma vexatória e com discurso de normalidade.

Ao fazerem piadas machistas, esquecem que, em média, 15 mulheres são mortas diariamente no Brasil simplesmente por serem mulheres.

Ao fazerem piadas racistas, fecham os olhos — deles e dos alunos — para a população negra morta diariamente pela violência e pela polícia, ou encarcerada em nosso sistema penitenciário horrendo, que mantém mais negros em situação de privação de liberdade do que quando o Brasil era um país escravista.

Ao fazerem piadas homofóbica, tapam a luz do sol com a peneira sobre os LGBTs agredidos, humilhados e mortos, todos os dias, em nosso país, só por não viverem nas regras heteronormativas da sociedade e expressarem sua diversidade e sua singularidade.

Só por priorizarem o amor a si mesmo e ao próximo em detrimento à repressão de sua identidade.

A difusão do ódio, mesmo velado, ou “sem querer”, através de brincadeiras e piadas, é grave em essência. É mais grave ainda, quando tratamos de pessoas em período de formação e/ou transição. Os alunos do cursinho serão, em poucos anos, os profissionais, engenheiros, médicos, professores, sociólogos, jornalistas, arquitetos, veterinários, advogados, administradores, economistas, etc, que estarão à frente da sociedade e precisam ter consciência do que somos e de onde queremos chegar.

Não acho que professor deve ser exemplo, longe disso, mas acredito, isso sim, que como cidadão, deve respeitar a todos e defender os princípios básicos da vida em sociedade, da constituição e, principalmente, do respeito ao ser humano.

*Luiz Henrique Dias é professor e escritor. Autor do livro O Amor Remove Caninos