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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Rocha Cavalcante minha terra querida! Por Chayanne Monteiro



O Distrito de Rocha Cavalcante é muito antigo, pois há muito tempo atrás as casas eram de barro, já que foram as primeiras a serem construídas. Como as casas, as ruas também eram de barro. 

As pessoas que moravam em sítios vizinhos, longe da cidade, precisavam comprar alimentos em algum lugar. Então encontraram na Barra o lugar mais perto, para que eles pudessem comprar o que necessitassem, e o único transporte na época era os cavalos com carroça; as pessoas chegavam aqui na Barra e transportavam suas mercadorias. 

Mas agora os tempos mudaram: as residências, o transporte, a escola, e as coisas estão mudando em Rocha Cavalcante. Mas essas mudanças foram no ano de 2010, que foi marcado no Distrito devido a enchente que passou aqui e destruiu várias casas, e a população foi afetada. A vida continuou e construiram novas moradias, e até mesmo vieram morar outras pessoas aqui na comunidade.

Entre os problemas aqui, a falta de emprego é muito grande, pois a maioria das pessoas trabalha no corte da cana de açúcar; outros trabalham no comércio nos mercadinhos, ou na feira livre. Para que possam manter suas famílias, sem ter oportunidade de trabalhar, viajam para outros Estados em busca de uma vida e condições melhores.    

Outro problema aqui em Rocha Cavalcante é o meio ambiente, pois 90% aqui está sem vegetação nas ruas, os esgotos a céu aberto em alguns pontos são  causadores de mau cheiro, e para piorar, o carro do lixo só passa aqui duas vezes por semana para recolher o lixo doméstico. 

Mas, mesmo assim, com todas essas dificuldades, o Distrito de Rocha Cavalcante tem seu valor histórico para sua população, pois aqui tem história para conhecer, para quem realmente quer aprender.

Chayanne Monteiro Pereira de Souza, 14 anos, aluna do 8º ano da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros. 

Chayanne, Alessandra e Maria Helena.

Diário de um Gordinho


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Primeira-dama visita polo de produção artesanal em União dos Palmares

 Destaques das cerâmicas do povoado de Muquém são as peças produzidas por mestras Irinéia e Marinalva 

Foi na comunidade Muquém, de remanescentes quilombolas de União dos Palmares, que a primeira-dama de Alagoas, Renata Calheiros, visitou um polo de produção artesanal do Estado.

O propósito foi conhecer o trabalho em cerâmica desenvolvido pelas mestras Irinéia e Marinalva, que há décadas modelam o barro e produzem peças que contam parte da história e costumes do povo daquela região.

A visita foi acompanhada por técnicos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur). As artesãs apresentaram o modo de produção, forma de comercialização e divulgação dos trabalhos das mestras e de outros artesãos do povoado Muquém.

“O Estado tem interesse em preservar nosso patrimônio artístico e buscar as melhores alternativas de divulgação. Estamos visitando todos os polos de produção artesanal para identificarmos o que está sendo produzido por nossos mestres. Aqui em Muquém a arte é surpreendente e ainda mais enriquecedora, devido ao seu contexto histórico e cultural”, disse Renata Calheiros.

Para mestra Irinéia, a iniciativa do Governo do Estado, na pessoa da primeira-dama, e com o apoio da Sedetur, mostra a valorização do trabalho artesanal da comunidade. “É importante que povo venha conhecer o que fazemos, e que nosso trabalho também seja divulgado pelo mundo. Sozinho não dá para a gente fazer isso”, afirmou a mestra, que é considerada patrimônio vivo de Alagoas.

Gerações de Artesãs

Dona Irinéia conta com o apoio do esposo, seu Antônio Nunes, artesão, e de filhas e netas, que também produzem peças de barro. A parceria familiar também é vista no ambiente de produção de panelas e tachos de Dona Marinalva, que há mais de 50 anos modela estes utensílios, como já fazia suas gerações passadas. “Agora vejo meus netos, que já me acompanham quando venho queimar o barro”, conta mestra Marinalva.

Segundo a primeira-dama, é imprescindível orientar as novas gerações sobre a importância de preservar a história dessas mestras. “Conscientizá-los que aqui não é apenas uma fonte de renda, mas, principalmente, a história cultural do seu povo”, avaliou Renata Calheiros.

Na visão da superintendente de Desenvolvimento Regional da Sedetur, Gisele Mascarenhas, o povoado de Muquém possui um rico acervo de mestres, como Irinéia e Marinalva.

“Temos uma produção singular de peças raras e cheias de identidade, mundialmente reconhecidas e valorizadas. Queremos a valorização do artesanato alagoano, desta arte única e singular dos nossos mestres”, disse a superintendente.

“A primeira-dama está construindo um novo olhar para o artesanato alagoano, com muita simplicidade e simpatia. Hoje, os artesãos se sentem muito mais valorizados e acreditam no saber fazer”, concluiu Gisele Mascarenhas.

Deputado segue no cargo até que processo seja julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou, por maioria de votos, o mandato do deputado estadual Marquinhos Madeira por compra de votos em União dos Palmares. Eleito pelo PT e hoje no PMDB, o parlamentar, apesar de cassado por 6 votos a 1, pode recorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem precisar deixar o cargo. A Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral (AIME) é de autoria do Ministério Público Eleitoral (MPE) e teve como relator o desembargador José Carlos Malta Marques.

O desembargador Fábio Henrique Gomes foi o último a votar, em sessão nesta quinta-feira (20), após pedir vistas em sessão passada, onde cinco votos já haviam sido proferidos. Ao relatar seu voto, Fábio Henrique apontou que os depoimentos colhidos durante o processo de investigação mostram que houve o crime eleitoral de compra de votos e que o valor pago era de R$ 170.

"Os depoimentos foram esclarecedores e apontaram que havia um esquema de compra de votos na cidade de União dos Palmares. O valor, de R$ 170, seria referente a três votos, mas algumas das pessoas que o venderam não chegaram a receber o dinheiro e, por isso, denunciaram o esquema", disse o desembargador.

Ainda de acordo com Fábio Henrique, mesmo sem a comprovação da ligação entre o "aliciador" com o deputado, o esquema favorecia diretamente o parlamentar. "A ?casadinha? contemplava três candidatos: um deputado estadual, um deputado federal e um governador. Seria o valor R$ 50 por candidato, mais R$ 20 para o lanche. Os demais não foram eleitos, por isso este processo é apenas contra Marquinhos Madeira", disse.

Em sessão anterior, o relator do processo é o desembargador José Carlos Malta Marques, afirmou durante seu discurso, que a compra de votos é um crime difícil de se investigar, mas que todos os casos devem ser investigados e seus praticantes julgados e, se comprovada a culpa, serem condenados. Ele afirmou que as pessoas que não haviam recebido o pagamento, teriam procurado uma rádio local para denunciar o crime e cobrar pelo voto vendido.

O relator votou a favor da cassação do mandato de Marquinhos Madeira. Por ser uma AIME, o presidente do TRE, desembargador Sebastião Costa, acompanhou o voto do relator.

Apenas o desembargador Alberto Maya votou divergente ao voto do relator, onde julgou improcedente o pedido de perda do mandato do deputado estadual. 

O ex-deputado estadual Judson Cabral (PT) pode assumir a vaga deixada pelo parlamentar, caso seja condenado pelo TSE.


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Ser professor, ser artista

Eu não sonhava em ser professor. Em momento algum da minha infância, imaginava-me diante do quadro e do giz. Apesar de ser um bom aluno, gostar de estudar, o ofício da docência não entrava nos meus planos.

Queria mesmo era ser artista. Cantar, dançar, gravar homéricas cenas. Tanto, que ao recordar a escola, lá estava à frente dos eventos culturais. Dotado deste desejo, prestei vestibular para o curso de Arte e Mídia, mas por outras circunstâncias, acabei por cursar Pedagogia. Um impacto em meus anseios.

Ainda assim, persisti. Levei muito a sério a fala de uma das minhas professoras: “se você decide fazer algo, ainda que não seja aquilo que você queira, faça o melhor”. Com esta tônica, cheguei ao período dos primeiros estágios e, surpreendentemente, o espaço escolar tomou conta de mim. Ora, pelos desafios de estar em sala de aula; ora, pela possibilidade de ser um agente transformador, ante o caos.

A experiência do ensinar cativou-me. Nela, a arte, o chamado, o suor no rosto e a boca em riso fácil. Nela, as mãos na cabeça, nos olhos e em outras mãos. Vi que neste lugar, nem sempre em condições ideias, encontra-se um brilhante espetáculo capaz de transformar a vida de muita gente. Ah, que este pulsar não se perca no meio das dificuldades! Que professores e alunos mudem de enredo, inventem novos personagens, criem e recriem até chegar ao clímax. Eu visto a roupa de Príncipe para não deixar morrer essa história.

Entoou Rubem Alves: há escola que são gaiolas e há escolas que são asas. No teatro do hoje, todo esforço para que nossa escola ensine e aprenda a voar!

Abraão Vitoriano
Formado em Letras e Pedagogia. Pós-graduado em Educação. Escritor. Poeta. Revisor de textos. Professor na Faculdade São Francisco da Paraíba e na Escola M. E. I. E. F Augusto Bernadino de Sousa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Inédito: professores contratados protestam em União dos Palmares

Dia 19 de Outubro entrou para a história do município de União dos Palmares, devido a uma mobilização dos professores contratados da Educação. Nunca antes na história um feito desse magnitude tinha sido feito por essas bandas.

O que era normal era o funcionário ficar reclamando pelos corredores das escolas sobre os problemas vivenciados por todos os demais profissionais. Parar, reivindicar, protestar, se organizar não passava de um sonho para milhares de trabalhadores da SEMED palmarina.

Antes do dia histórico, alguns professores já tinham parados individualmente suas atividades em escolas diversas em prol de seus vencimentos. Através da rede social, WhatsApp, as informações iam chegando e com ela mais forças para ir às ruas, algo que aconteceu na quarta-feira, dia 19.

O ato foi repleta com cartaz, apitos, falas de repúdio ao gestor municipal. Vencidos por sua coragem, os contratados da SEMED, elegeram o dia 19 de outubro como o dia D, em homenagens aos profissionais da Educação.

Campanha: Eu Quero Erradicar a Pólio

Fotos de casamentos

Foto de casamento de Jane Lamenha Gomes de Barros e Manoel Gomes de Barros.
 
Outras fotos de casamentos AQUI 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A violência em nosso Distrito de Rocha Cavalcante por Josyellen de Moura



Nosso Distrito tem muita história. Isso é verdade, e ninguém pode negar. Várias lembranças boas e ruins. Mas sabia que existem fantasmas? É! Fantasmas de todas os tipos, cores, formas e tamanhos... Mas iremos debater sobre um, que leva ao outro.

Um é a segurança. Será que tem segurança em Rocha Cavalcante? E com a carência de segurança chega a violência. Compare esses dois temas com um fantasma, porque um (a segurança) é invisível, não existe; o outro (a violência) amedronta muita gente, causa uma sensação de impotência para os moradores.

Quantos assaltos já ocorreram nesse Distrito? A polícia, meu DEUS!, não tem nenhuma unidade de policiamento, nada!

"Há um tempo, estava vindo pra Barra, e no caminho, um carro vinha mais devagar; vi uma cena horrível: uma poça de sangue, uma bota jogada, e um clima pesado"

"A violência é muita aqui na Barra. Não tem nenhuma delegacia, e a polícia quando vem, muitas vezes, já é tarde. Dá uma ronda e vai embora. Algumas vezes os moradores começam as discussões. A polícia dá viagens perdidas. De União pra cá, já tem acontecido o pior", reclamam alguns moradores.

Todo mundo quer mudanças. E é pra agora, não depois. E isso só muda nas urnas, votando consciente, e não pensando no benefício próprio.

Josyellen de Moura Ferreira da Silva, Aluna do 9º ano da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros.