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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Rotary Club realiza passeio ciclístico em apoio ao PolioPlus

 
Nesta manhã de Domingo, 23 de outubro, aconteceu um evento social e esportivo que vai fazer parte do calendário promocional do Rotary Club de União dos Palmares: "Passeio Ciclístico da Primavera". 

Com o apoio de grupos de pedalada, 60 ciclistas entre adultos e crianças, participaram de um trajeto de 12 km pela cidade e por estrada até chegar no Conjunto Várzea Grande. O objetivo da equipe do Rotary é despertar nas crianças o gosto pela prática esportiva que tanto bem faz para a saúde. 

Além de aproveitar a proximidade do dia 24 de Outubro, que celebra a nossa luta de combate à Paralisia Infantil. Nos últimos vinte anos o Rotary investiu bilhões de dólares, horas em planejamento e ação de milhares de voluntários na grande missão de erradicar esta terrível doença. 

Clubes do mundo inteiro celebram os avanços e se unem para alcançar a meta: erradicar a poliomielite no mundo. 

Nesta primeira edição foram arrecadados leite em pó e alimentos pastosos, que foram doados no final do passeio à família do pequeno João Lucas, uma criança de 1 ano e 3 meses, com síndrome de down que sofre com Colostomia. Os pais estavam com dificuldades na alimentação da criança e os alimentos doados auxiliarão no ganho de peso. "Ele hoje tem dificuldade de engordar, se ele alcançar os 10 kg, o médico marcará a operação dele, com esses alimentos ficará muito mais fácil" comentou a mãe, Joyce Silva. 

Participaram da ação os associados do Rotary Club União dos Palmares, Lenalda Bezerra (presidente), Edvaldo Vieira, Nelma Santos, Clezivaldo Mizael, Alexander Campos e José Alfredo (vice-prefeito eleito). Rotary Club de São Miguel, além dos grupos ‘Giro Liberdade’, ‘Amigos da Liberdade’ e ciclistas individuais e com a equipe do Rotaract União dos Palmares, Aleilson Silva, Paula Fabrícia e Rayane Rodrigues. 

A saída do pedal foi às 08h30 e a conclusão por volta das 9h30, houve café da manhã e lanche no final do evento. 

Ano que vem, garante o Rotary, tem muito mais!

Caravana Fecomércio levará palestras e serviços gratuitos para União dos Palmares nos dias 11 e 12

Programação foi pensada com foco no empresário, mas também inclui serviços do Sesc e do Senac para a população em geral

Disponibilizar orientação e capacitação ao empresário dos segmentos de comércio, serviços e turismo numa abordagem diferenciada e adequada às necessidades da empresa e de seus colaboradores é um dos objetivos da Caravana Fecomércio, idealizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL). O projeto conta com a parceria das unidades regionais do Sesc e do Senac, além dos Sindilojas Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo e União dos Palmares.

A primeira cidade a ser visitada será Arapiraca, no dia 26 de outubro, na Praça Bom Conselho. No dia 27, será a vez de Palmeira dos Índios, na Praça da Independência. Em novembro, a Caravana estará em Penedo (Praça 12 de Abril) e em União dos Palmares (Praça Padre Cícero), respectivamente nos dias 11 e 22.

Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac/IFEPD e do Sindilojas Arapiraca, Wilton Malta, o projeto reafirma o compromisso de ampliar as ações com foco no desenvolvimento econômico ao interiorizar a atuação do Sistema. “O fato de não termos sindicatos em todos os municípios não nos limita. Seja por meios próprios ou via parcerias, sempre buscamos expandir nossa atuação de forma a possibilitar que nossas ações cheguem aos municípios alagoanos”, enfatiza Malta, acrescentando que, em 2017, a Caravana Fecomércio estará em Delmiro Gouveia, Maragogi, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema, Colônia de Leopoldina, Porto Calvo e Teotônio Vilela.


Programação
A programação da Caravana será comum em todos os municípios. No Balcão de Atendimento, as atividades acontecerão das 14h às 18h e os empresários terão acesso aos profissionais do Senac e da Fecomércio, que irão proporcionar orientação empresarial, informar sobre a importância de realizar pesquisa de mercado como ferramenta para conhecer seu cliente e sobre a certificação digital, além de esclarecer acerca da contribuição sindical. O empresário receberá, ainda, dicas de como conquistar crédito para sua empresa.


As palestras terão temas variados com o objetivo central de contribuir com informações que facilitem a rotina dos empresários. Às 15h, será proferida a palestra o “Sonho de ser empresário”. Na sequência, às 15h40, o tema abordado será “Saúde, qualidade de vida e benefícios da ginástica laboral”. Às 16h20, “Fluxo de caixa: a melhor ferramenta para organizar minha empresa”. O tema “Gestão visual de vitrine: a porta de entrada da sua loja” será apresentado às 17h. Já “Como conquistar crédito para minha empresa” será a palestra das 17h40. A palestra magna acontecerá às 20h, com o tema “Como aumentar as vendas da sua empresa no Natal”.


A Caravana Fecomércio também oferecerá serviços gratuitos à população. O Senac estará com corte de cabelo, maquiagem, penteado e design de sobrancelhas, enquanto o Sesc trabalhará ações recreativas, esportivas e de orientações coletivas em Saúde; Oficina de aproveitamento integral de alimentos (Mesa Brasil); Boca inflável – Saúde bucal; Unidade Móvel de Biblioteca (BIBLIOSESC) e serviço de emissão de Carteira do Comerciário.



Fonte: Fecomércio

É hoje


domingo, 23 de outubro de 2016

Professor (des) valorizado- por: Professor Nazareno

Não que os mestres sejam mais importantes, mas sem ele todas as outras profissões perderiam a razão de ser. Ensina-se a ser médico, ensina-se a ser engenheiro ...
 
Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, toda e qualquer profissão tem que ser valorizada. Até por que há comprovadamente a necessidade da labuta de cada uma delas dentro de qualquer sociedade. A importância do professor, do médico, do fisioterapeuta, do psicólogo, do policial, do gari, do advogado, da doméstica, do enfermeiro, do jornalista, do engenheiro, do arquiteto e até do político não pode ser dispensada sob pena de se ter prejuízos incalculáveis para o conjunto da sociedade. Porém, de todas estas profissões a que se mostra mais presente em todas as outras é a do professor. Não que os mestres sejam mais importantes, mas sem ele todas as outras profissões perderiam a razão de ser. Ensina-se a ser médico, ensina-se a ser engenheiro, ensina-se a ser advogado. Toda profissão depende da labuta de um mestre.

A importância do educador dentro de uma sociedade é algo indiscutível, pois sem ele, acredita-se, as outras profissões não seriam o que são. No Japão, por exemplo, o imperador só presta reverência ao professor, pois “sem o professor não haveria imperador”, dizem solenemente os orientais. Nos Estados Unidos, a palavra de um docente é como uma sentença, um veredito em que a maioria das pessoas confia cegamente. Nos países desenvolvidos da Europa Ocidental a figura do professor é reverenciada por todos dada a sua importância. O incrível é que em todos estes países citados a figura do mestre não só é reverenciada, mas também a educação de qualidade é o que norteia estas sociedades. No Brasil, país que sabidamente não valoriza a educação, o professor é tratado com desdém: não tem bom salário nem reconhecimento.

Pior: o atual governo golpista de Michel Temer deu o tiro de misericórdia na nobre profissão. Na gambiarra que se anuncia como a mudança do nosso Ensino Médio determinou que “para dar aulas, basta ter notório saber”. Com isso, o Poder Público dispensa oficialmente os cursos de licenciatura para se ministrar aulas. Na prática, qualquer um pode ser professor. Afirmam que essa medida é para compensar a crônica falta desses profissionais. Se os “sábios” procurassem entender o porquê desta falta talvez não tivessem adotado medida tão discriminatória e prejudicial aos mestres do país. Faltam profissionais para dar aulas no país, dentre outros motivos, porque o salário é muito baixo e a carreira do Magistério quase não tem incentivo da sociedade nem dos governos. Além do mais, ser professor hoje no Brasil tem sido uma profissão de risco.

Muitos daqueles que têm a faina de lecionar são humilhados, espezinhados, agredidos e massacrados pelas circunstâncias que lhe são impostas. Com dois cursos superiores, uma licenciatura e um bacharelado, além de uma pós-graduação na área educacional eu, por exemplo, não posso consultar ninguém muito menos advogar. Assinar uma planta em uma obra da engenharia, nem pensar. Por que um profissional de outra área, sem a devida formação adequada, pode fazer de agora em diante o que faço sem problemas? A sociedade brasileira paga um preço muito alto por não valorizar seus docentes. Um médico, que apenas adia a morte de seus pacientes, não é mais importante do que aquele que ensina. Todos têm a sua importância e deviam por isso serem reconhecidos, inclusive pelo próprio Estado que paga a todos. Um país que não respeita seus professores e nem a educação é um país que não tem futuro. Só presente e passado.

*É Professor em Porto Velho.

sábado, 22 de outubro de 2016

10 dicas para ser um bom professor

O que levar em conta ao avaliar o professor do seu filho

Um bom professor é a base de uma educação de sucesso, e para que isso aconteça é preciso ter uma série de habilidades pessoais e profissionais. Porque ensinar não é somente transferir conhecimentos. É muito mais. Trata-se de saber criar as condições necessárias para que os alunos aprendam a pensar e a construir o seu próprio conhecimento sobre o mundo que os rodeia. 

Um bom professor necessita não somente de um amplo conhecimento da matéria que ensina e um plano de estudo; necessita ser entusiasta, carinhoso e empático, mas também firme e respeitoso, respeitável, flexível e comunicativo. Estas, entre outras características completam as chaves para ser um bom professor. Hoje, ressaltamos 10 delas que nos parecem imprescindíveis.

As chaves para ser um bom professor

Um bom professor entre as muitas habilidades que deve desenvolver tem que demonstrar acima de tudo: 

1. Empatia, para se colocar no lugar do aluno e entender suas dificuldades ou inquietações; entender-lhe e ajudar-lhe a superar os obstáculos que o freiam ou para ajudá-los nos objetivos necessários que lhes permitam ir mais longe. 

2. Paciência, para tratar tanto com aqueles alunos que dão trabalho como para os que sempre querem mais, para saber esperar aos mais lentos, mas também para se adaptar aos que acabam tudo muito rápido. 

3. Entrega pela sua profissão e pelo trabalho que exerce. O bom professor se preocupa em transmitir e contagiar o afã de superação que implica em aprender sem se importar com o número de alunos por classe nem das diferenças cognitivas, culturais, sociais e econômicas que existam entre eles.
 
4. Entusiasmo pelo que faz, capaz de motivar os seus alunos e contagiá-los na vontade de aprender e saber. Um entusiasmo capaz de chegar ao aluno e fazê-lo despertar a curiosidade por tudo que o rodeia. 

5. Criatividade. Um bom professor tem que ser capaz de ser criativo tanto no modo de atrair a atenção dos alunos como na forma de expor seus conhecimentos criando lições únicas, cativantes e dinâmicas.

6. Flexibilidade. Diante de uma situação especial ou problema deve ser capaz de mudar e encontrar o caminho para que todos os alunos compreendam o conceito que estiver explicando. Mudar o rumo e se adaptar às necessidades de toda a classe. 

7. Coerência nas suas decisões. Um bom professor deve saber impor normas e regras na sua sala de aula, coerentes e consistentes. Deve exercer a autoridade que sua posição lhe outorga sem cair no autoritarismo, o que lhe tiraria a credibilidade e o afastaria dos seus alunos. Por exemplo, se não permite aos seus alunos mascar chiclete, também não deve fazê-lo.

8. Humildade. Um bom professor, por mais que se esforce pode não ser infalível. Como qualquer pessoa pode cometer erros. Ser capaz de reconhecê-los, admiti-los e pedir desculpas é uma qualidade que sempre jogará a favor do professor, aumentando a confiança das crianças nele, já que o verão como ele é, um ser humano. 

9. Respeito consigo mesmo, com seus companheiros e obviamente com seus alunos e respectivos pais. Se existe algo que os professores devem levar em conta é que são um modelo a seguir para cada um dos alunos que os observam constantemente como agem, falam, se movem respondem ou se vestem. 

10. Responsabilidade, já que trabalha com um material muito sensível. As crianças e precisamente a formação dos seus alunos é o trabalho mais importante que tem um professor responsável chega sempre pontualmente às suas aulas, prepara bem as aulas, motiva os seus alunos, é criativo e comunicativo, atento e paciente, buscando sempre o melhor para todos eles. 

Um bom professor será aquele que nossos filhos lembrarão com afeto e agradecimento anos depois de deixar as aulas aonde cresceu e aprendeu com ele. 

Sara Tarrés Corominas
Psicóloga infantil 
Orientadora infantil

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Rocha Cavalcante minha terra querida! Por Chayanne Monteiro



O Distrito de Rocha Cavalcante é muito antigo, pois há muito tempo atrás as casas eram de barro, já que foram as primeiras a serem construídas. Como as casas, as ruas também eram de barro. 

As pessoas que moravam em sítios vizinhos, longe da cidade, precisavam comprar alimentos em algum lugar. Então encontraram na Barra o lugar mais perto, para que eles pudessem comprar o que necessitassem, e o único transporte na época era os cavalos com carroça; as pessoas chegavam aqui na Barra e transportavam suas mercadorias. 

Mas agora os tempos mudaram: as residências, o transporte, a escola, e as coisas estão mudando em Rocha Cavalcante. Mas essas mudanças foram no ano de 2010, que foi marcado no Distrito devido a enchente que passou aqui e destruiu várias casas, e a população foi afetada. A vida continuou e construiram novas moradias, e até mesmo vieram morar outras pessoas aqui na comunidade.

Entre os problemas aqui, a falta de emprego é muito grande, pois a maioria das pessoas trabalha no corte da cana de açúcar; outros trabalham no comércio nos mercadinhos, ou na feira livre. Para que possam manter suas famílias, sem ter oportunidade de trabalhar, viajam para outros Estados em busca de uma vida e condições melhores.    

Outro problema aqui em Rocha Cavalcante é o meio ambiente, pois 90% aqui está sem vegetação nas ruas, os esgotos a céu aberto em alguns pontos são  causadores de mau cheiro, e para piorar, o carro do lixo só passa aqui duas vezes por semana para recolher o lixo doméstico. 

Mas, mesmo assim, com todas essas dificuldades, o Distrito de Rocha Cavalcante tem seu valor histórico para sua população, pois aqui tem história para conhecer, para quem realmente quer aprender.

Chayanne Monteiro Pereira de Souza, 14 anos, aluna do 8º ano da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros. 

Chayanne, Alessandra e Maria Helena.

Diário de um Gordinho


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Primeira-dama visita polo de produção artesanal em União dos Palmares

 Destaques das cerâmicas do povoado de Muquém são as peças produzidas por mestras Irinéia e Marinalva 

Foi na comunidade Muquém, de remanescentes quilombolas de União dos Palmares, que a primeira-dama de Alagoas, Renata Calheiros, visitou um polo de produção artesanal do Estado.

O propósito foi conhecer o trabalho em cerâmica desenvolvido pelas mestras Irinéia e Marinalva, que há décadas modelam o barro e produzem peças que contam parte da história e costumes do povo daquela região.

A visita foi acompanhada por técnicos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur). As artesãs apresentaram o modo de produção, forma de comercialização e divulgação dos trabalhos das mestras e de outros artesãos do povoado Muquém.

“O Estado tem interesse em preservar nosso patrimônio artístico e buscar as melhores alternativas de divulgação. Estamos visitando todos os polos de produção artesanal para identificarmos o que está sendo produzido por nossos mestres. Aqui em Muquém a arte é surpreendente e ainda mais enriquecedora, devido ao seu contexto histórico e cultural”, disse Renata Calheiros.

Para mestra Irinéia, a iniciativa do Governo do Estado, na pessoa da primeira-dama, e com o apoio da Sedetur, mostra a valorização do trabalho artesanal da comunidade. “É importante que povo venha conhecer o que fazemos, e que nosso trabalho também seja divulgado pelo mundo. Sozinho não dá para a gente fazer isso”, afirmou a mestra, que é considerada patrimônio vivo de Alagoas.

Gerações de Artesãs

Dona Irinéia conta com o apoio do esposo, seu Antônio Nunes, artesão, e de filhas e netas, que também produzem peças de barro. A parceria familiar também é vista no ambiente de produção de panelas e tachos de Dona Marinalva, que há mais de 50 anos modela estes utensílios, como já fazia suas gerações passadas. “Agora vejo meus netos, que já me acompanham quando venho queimar o barro”, conta mestra Marinalva.

Segundo a primeira-dama, é imprescindível orientar as novas gerações sobre a importância de preservar a história dessas mestras. “Conscientizá-los que aqui não é apenas uma fonte de renda, mas, principalmente, a história cultural do seu povo”, avaliou Renata Calheiros.

Na visão da superintendente de Desenvolvimento Regional da Sedetur, Gisele Mascarenhas, o povoado de Muquém possui um rico acervo de mestres, como Irinéia e Marinalva.

“Temos uma produção singular de peças raras e cheias de identidade, mundialmente reconhecidas e valorizadas. Queremos a valorização do artesanato alagoano, desta arte única e singular dos nossos mestres”, disse a superintendente.

“A primeira-dama está construindo um novo olhar para o artesanato alagoano, com muita simplicidade e simpatia. Hoje, os artesãos se sentem muito mais valorizados e acreditam no saber fazer”, concluiu Gisele Mascarenhas.

Deputado segue no cargo até que processo seja julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou, por maioria de votos, o mandato do deputado estadual Marquinhos Madeira por compra de votos em União dos Palmares. Eleito pelo PT e hoje no PMDB, o parlamentar, apesar de cassado por 6 votos a 1, pode recorrer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem precisar deixar o cargo. A Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral (AIME) é de autoria do Ministério Público Eleitoral (MPE) e teve como relator o desembargador José Carlos Malta Marques.

O desembargador Fábio Henrique Gomes foi o último a votar, em sessão nesta quinta-feira (20), após pedir vistas em sessão passada, onde cinco votos já haviam sido proferidos. Ao relatar seu voto, Fábio Henrique apontou que os depoimentos colhidos durante o processo de investigação mostram que houve o crime eleitoral de compra de votos e que o valor pago era de R$ 170.

"Os depoimentos foram esclarecedores e apontaram que havia um esquema de compra de votos na cidade de União dos Palmares. O valor, de R$ 170, seria referente a três votos, mas algumas das pessoas que o venderam não chegaram a receber o dinheiro e, por isso, denunciaram o esquema", disse o desembargador.

Ainda de acordo com Fábio Henrique, mesmo sem a comprovação da ligação entre o "aliciador" com o deputado, o esquema favorecia diretamente o parlamentar. "A ?casadinha? contemplava três candidatos: um deputado estadual, um deputado federal e um governador. Seria o valor R$ 50 por candidato, mais R$ 20 para o lanche. Os demais não foram eleitos, por isso este processo é apenas contra Marquinhos Madeira", disse.

Em sessão anterior, o relator do processo é o desembargador José Carlos Malta Marques, afirmou durante seu discurso, que a compra de votos é um crime difícil de se investigar, mas que todos os casos devem ser investigados e seus praticantes julgados e, se comprovada a culpa, serem condenados. Ele afirmou que as pessoas que não haviam recebido o pagamento, teriam procurado uma rádio local para denunciar o crime e cobrar pelo voto vendido.

O relator votou a favor da cassação do mandato de Marquinhos Madeira. Por ser uma AIME, o presidente do TRE, desembargador Sebastião Costa, acompanhou o voto do relator.

Apenas o desembargador Alberto Maya votou divergente ao voto do relator, onde julgou improcedente o pedido de perda do mandato do deputado estadual. 

O ex-deputado estadual Judson Cabral (PT) pode assumir a vaga deixada pelo parlamentar, caso seja condenado pelo TSE.


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Ser professor, ser artista

Eu não sonhava em ser professor. Em momento algum da minha infância, imaginava-me diante do quadro e do giz. Apesar de ser um bom aluno, gostar de estudar, o ofício da docência não entrava nos meus planos.

Queria mesmo era ser artista. Cantar, dançar, gravar homéricas cenas. Tanto, que ao recordar a escola, lá estava à frente dos eventos culturais. Dotado deste desejo, prestei vestibular para o curso de Arte e Mídia, mas por outras circunstâncias, acabei por cursar Pedagogia. Um impacto em meus anseios.

Ainda assim, persisti. Levei muito a sério a fala de uma das minhas professoras: “se você decide fazer algo, ainda que não seja aquilo que você queira, faça o melhor”. Com esta tônica, cheguei ao período dos primeiros estágios e, surpreendentemente, o espaço escolar tomou conta de mim. Ora, pelos desafios de estar em sala de aula; ora, pela possibilidade de ser um agente transformador, ante o caos.

A experiência do ensinar cativou-me. Nela, a arte, o chamado, o suor no rosto e a boca em riso fácil. Nela, as mãos na cabeça, nos olhos e em outras mãos. Vi que neste lugar, nem sempre em condições ideias, encontra-se um brilhante espetáculo capaz de transformar a vida de muita gente. Ah, que este pulsar não se perca no meio das dificuldades! Que professores e alunos mudem de enredo, inventem novos personagens, criem e recriem até chegar ao clímax. Eu visto a roupa de Príncipe para não deixar morrer essa história.

Entoou Rubem Alves: há escola que são gaiolas e há escolas que são asas. No teatro do hoje, todo esforço para que nossa escola ensine e aprenda a voar!

Abraão Vitoriano
Formado em Letras e Pedagogia. Pós-graduado em Educação. Escritor. Poeta. Revisor de textos. Professor na Faculdade São Francisco da Paraíba e na Escola M. E. I. E. F Augusto Bernadino de Sousa.