Pages

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Escola Antonio Gomes faz cerimônia de conclusão do 9º Ano e encerra etapa do Ensino Fundamental II


Aconteceu nesta sexta-feira, 16, a conclusão dos alunos do 9º anos do ensino fundamental II da Escola Municipal Dr. Antônio Gomes de Barros, que fica situado na zona rural do Distrito Rocha Cavalcante em União dos Palmares.

O cerimonial emocionante contou com os 80 estudantes que no próximo ano estarão em outras instituições escolares cursando o ensino médio "Esse é um momento de emoção, pois para muitos desses alunos,  que nesse ano deixam a nossa escola para buscar o ensino médio, esse deve ser um momento muito especial, pois para a maior parte deles, essa foi a primeira escola frequentada desde a pré-escola até o nono ano". Esclareceu a diretora geral Verônica Candido.

Num tom saudosista e cheio de emoção, a coordenadora Cleonice da Silva falou “É a nossa última aula, amigos, e digo isso com tristeza, pois já tenho saudades do convívio de vocês, do ambiente que construímos juntos, do nosso companheirismo em sala de aula, das nossas brigas, das nossas discussões, dos aperreios, dos estresses nas semanas de provas, mas falo também com alegria e satisfação por saber que todos nós merecemos comemorar, agradecer e festejar a vitória e a conquista de hoje sermos alunos no caminho do ensino médio".

O cerimonial foi pensando com riqueza de detalhes pelos professores Jussan Gonçalves, Quitéria Rocha e José Marcelo e a direção da escola que esse ano completou 50 anos. A cerimônia contou com uma bonita ornamentação, no almoço/lanches, a escolhas  das fotografias onde relembramos o ano letivo de 2016. A vice- diretora, Rose Santos, enalteceu as qualidades individuais de cada formando sem deixar de alertar para os próximos passos "Foquem nos estudos para que futuramente vocês possam vencer profissionalmente como eu e muitos que se encontram neste auditório". 

Os alunados também agradeceram pela contribuição dos profissionais da Escola Antônio Gomes que deram para sua formação escolar "Não saberia dizer o quanto sou grata a todos que me orientaram nesses anos de estudos com vocês. Mas em nome do professor Jussan que tenho tanta admiração posso dizer o quanto me sinto fortalecida para meus próximos passos, e isso devo a cada um dos professores aqui presente" Concluiu Kaline Verônica.  
  
A emoção vinha em cada discurso, mensagem, num simples olhar que estava com lágrimas ou nos vários abraços fortes e duradouros. 

O mestre de cerimônia foi o comunicado Kleber Marques que tão bem abrilhantou o evento, assim como todos os professores, funcionários de apoio, pais de alunos, entre outros convidados.

Aos concluintes dos 9º anos "A" e "B" desejamos que neste dia a sensação de vitória possa vim em outros momentos de suas vidas, seja elas acadêmicas ou não, pois a vida é antes de tudo um desfio continuo...

Boas férias / festas

Que venha o ano letivo de 2017!!!




União dos Palmares e mais 15 municípios alagoanos assinam acordo de compromisso pelo fim do trabalho infantil


Dezesseis municípios alagoanos já assinaram o termo de compromisso, proposto pelo Fórum de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador de Alagoas (Fetipat/AL), para executarem ações e políticas públicas voltadas para o fim da exploração de crianças e adolescentes.Os acordos foram assinados entre os dias 8 e 17 de novembro deste ano, durante audiências públicas realizadas em cidades polos do Estado para ampliar a rede protetiva contra o trabalho infantil.
 
Os prefeitos eleitos de Água Branca, Canapi, Inhapi, Piranhas, Carneiros, Estrela de Alagoas, Major Isidoro, Olivença, Pão de Açúcar, Poço das Trincheiras, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira, Feira Grande, Junqueiro, Penedo e União dos Palmares já assinaram o termo de compromisso. Durante reunião realizada na manhã desta terça-feira, no Ministério Público do Trabalho (MPT), a coordenadora geral do Fetipat, Railene Gomes, informou que o fórum aguarda reuniões com o governador Renan Filho e o prefeito Rui Palmeira, para apresentar as ações que estão sendo desenvolvidas e buscar o apoio dos gestores na aplicação de políticas eficazes contra a problemática da exploração infantil, por meio da assinatura do termo de compromisso.

A procuradora do Trabalho Adir de Abreu, uma das coordenadoras do Fetipat, parabeniza os prefeitos que assinaram o acordo e voltou a lembrar que o combate ao trabalho infantil deve ser analisado sob aspectos bastante complexos, que envolvem problemas sociais, econômicos e familiares. Para a procuradora, o poder público dispõe das ferramentas necessárias para buscar a erradicação de uma situação tão penosa à infância no Estado, principalmente por meio da educação.

Desde junho deste ano, a nova coordenação colegiada do Fetipat em Alagoas já reuniu 27 instituições, entre entidades governamentais e organizações da sociedade civil, que atuam de forma integrada no planejamento e realização de ações educativas e preventivas pelo fim do trabalho infantil.?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

"Convido a todos e a todas a subirem a Serra da Barriga em minha companhia" Marcia Susana

Convite à subir a Serra da Barriga

Convido a todos e a todas a subirem A Serra da Barriga em minha companhia. A experimentarem a sensação de sentir a história de nossos antepassados, um pouco de nossa história. A parte mais intensa, cheia de bravura, inteligência, ardor e determinação da história palmarina. 

No século XVII nessa região a história local foi conduzida pelo ideal mais puro da natureza humana, o de liberdade, liberdade para ser, sentir, conviver, estar e viver com aqueles que compartilhavam do mesmo ideal. E assim, teve início um período tão extraordinário da nossa história, que foi espetacular até para a história do Brasil. 

Só para termos a dimensão da importância de nossa história (me refiro a história palmarina), o complexo grandioso quilombola que existiu nessas redondezas levou ao registro do único herói negro com sua biografia no livro de heróis nacionais. O Livro dos Heróis da Pátria ou Livro de Aço se encontra no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves em Brasília. Por falar nisso, você já leu algum livro sobre a história de Zumbi dos Palmares? Conhece a biografia desse a quem muito devemos nossa liberdade? Se nunca leu, digo seguramente que fica difícil conduzi-lo a um passeio emocionante até a Serra da Barriga, mas vamos lá vou tentar. 

Vamos começar pela dificuldade e distância em subir a Serra por uma estrada que não está asfaltada, mas que tem uma trilha coerente com muitas estradas do campo em nosso Brasil. Além da estrada temos a distância de cerca de 9 km do centro da cidade com subidas íngremes, difícil para quem tentar ir a pé, pois se torna uma trilha de aventura. Confesso, que já fiz esse trajeto várias vezes a pé, e me aventurei por vários lados da Serra, é emocionante! E cada vez que subo, seja a pé, de carro ou moto sou tomada pela imaginação lembrando meus antepassados. Faz parte do processo de ver e sentir a história quilombola. 

Agora imaginem, os milhares de fugitivos escravizados que eram explorados nas senzalas, canaviais, engenhos de açúcar, currais de gado que se "aventuraram" pelos quilômetros e quilômetros de mata fechada buscando liberdade e segurança. Será que era demais querer apenas liberdade e segurança? 

Imaginem a "aventura", talvez "ousadia", quem sabe "bravura" que era fugir por semanas, meses, a pé em uma mata fechada sem mapa, simplesmente sendo levados, em muitos casos, pelo " ouvi dizer" que circulava nas senzalas, de uma comunidade onde não teriam donos. Seria "aventura" enfrentar uma mata fechada sem armas, roupas apropriadas ou bússola sendo guiados apenas pelas estrelas em direção hipotética de uma comunidade livre? 
Quero lembrar que desses milhares que enfrentaram a mata fechada correndo, sendo perseguidos por capitães-do-mato e a polícia, muitos também enfrentaram animais perigosos, doenças, fome e o desespero de se perderem sem nunca terem encontrado os mocambos que faziam parte da comunidade quilombola. 

A Serra da Barriga é distante do centro da cidade? Imaginem vir a pé mata a dentro fugindo das fazendas de Recife? 

O conhecimento desses fatos não nos permite fazer o trajeto até a Serra pensando na dificuldade de acesso, muito pelo contrário, nos permite pensar em quanta facilidade temos hoje para chegarmos ao platô da SERRA DA BARRIGA. 

Convido você a percorrer as ladeiras e curvas do trajeto até esse SOLO SAGRADO. 

Depois convido a todos e todas a caminharem percorrendo o espaço da terra que abrigou a maior comunidade quilombola da América Latina onde viveram nossos ancestrais. Mas aí, será outro passeio.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Família palmarina pede ajuda para cirurgia de bebê com cardiopatia congênita

A pequena Maria Izabel tem apenas cinco meses e já enfrenta um grande desafio. Ela luta contra o tempo desde que nasceu para se manter viva. Portadora de cardiopatia congênita, uma anormalidade na estrutura do coração, Maria Izabel precisa ser submetida a uma cirurgia e seus pais não têm condições financeiras de pagar pelo tratamento.

Além das despesas com Maria Izabel, os pais da menina são também pais de um garoto autista. A enfermidade de Maria Izabel atinge uma a cada cem crianças nascidas vivas no Brasil. Funcionários públicos em União dos Palmares, os pais da menina alegam que seu tratamento só pode ser realizado no estado de São Paulo.

Quem puder ajudar a pequena Maria Izabel de alguma forma, pode entrar em contato com o número: (82) 99161-3466.

Cardiopatia congênita

A cardiopatia congênita surge nas primeiras oito semanas de gestação quando o coração do bebê ainda está em formação. Cerca de 28 mil crianças nascem por ano no Brasil com alguma cardiopatia e cerca de 23 mil irão precisar de cirurgia, mas somente 22% irão receber atendimento adequado. 18 mil desses bebês não recebem tratamento por falta de diagnóstico ou falta de vaga na rede pública*.

Casa do Coraçãozinho
Na semana passada, a Casa do Coraçãozinho foi inaugurada em Maceió. Com 100% de cobertura SUS (Sistema único de Saúde) a unidade foi inaugurada com a promessa de acolher, orientar e cuidar dos bebês cardiopatas do Estado.

"O que me pegou de surpresa em 2016? Gravidez após 8 anos "laqueada" Por Paulinha de Castro

2016 em uma palavra:
Gratidão
 
Prometi e não cumpri;
Não me envolver com política kkkk
 
Melhor e pior momento de 2016?
Melhor: Consegui emprego e o Pior fui Zica - Chikungunya kkkkkk

Me pegou de surpresa
Gravidez após 8 anos "laqueada"

Meta para 2017:
Ganhar na mega kkkkkk (brincadeira), ter saúde, disposição e muita paciência pra cuidar agora dos meus 4 filhos, se Deus quiser...

Paulinha de Castro  Andrade

O ensino de Geografia e seus novos desafios (I-II)

Esse texto busca contribuir com a reflexão acerca do compromisso do ensino de Geografia na Universidade pública e seus vários desafios na formação dos futuros profissionais. Essa responsabilidade aumenta, na medida em que, o estágio passa por tentativas de desconstrução, como se atesta nos dizeres de Oliveira e Pontuschka (2007, p. 119), “aprendizagem prática tem um estagiário tradicional, além da confirmação do mito da desnecessidade do estágio.” A experiência como docente na rede pública tem demonstrado que, o estágio nas escolas é visto como algo rotineiro e sem inovação.

Observando a formação de alguns estudantes de geografia na Universidade, estes têm-se revelado pouca ou quase nenhuma experiência de prática de ensino, bem como dificuldades na transposição didática dos conhecimentos científicos adquiridos. Os estagiários enfrentam problemas relativos ao tempo para planejamento, pesquisa e discussão, reproduzindo no estágio o modelo de aula expositiva, com a utilização do livro didático e a exigência da disciplina utilizada no método tradicional. É obvio que as exceções existem com estagiários que fizeram a diferença, com aulas dinâmicas, mapas interativos e projetos que contribuíam com o projeto pedagógico da escola, durante a realização do estágio. Nestes é notório a interdisciplinaridade entre a Prática de Ensino e o Estágio Supervisionado, tão defendida pelos autores Saiki; Godoi (2007, p. 26-27).

Observa-se, ainda, que as dificuldades envolve analisar o espaço físico de sala de aula e da escola com ênfase aos defeitos e pouco contribuindo com o docente regente na compreensão do ensino da geografia. É necessário contribuir com a realidade escolar propondo projetos de formação continuada como contrapartida da Universidade. Em relação à disciplina Geografia, é notável certo desinteresse relativo por parte dos alunos, pois denota a necessidade em versar sobre o que fica retido a informações soltas, pouco relacionadas com o cotidiano de cada individuo.

É visível que nos alunos a capacidade de abstração com relação a certas idéias e contextos ainda necessita ser trabalhada, exigindo um esforço em questões simples, a exemplo de correlacionar mapas e texto. Dentro desse aspecto, tem-se que os livros didáticos que são poucos e mal distribuídos, exigem resumos e esquemas no sentido de aumentar a participação, assim como o entendimento coletivo dos conteúdos. Uma questão se coloca diante da atividade do estagiário: além de ter domínio das turmas, como implantar um projeto de uma geografia do cotidiano próxima do discente e obter não só interesse, mas atenção e participação dos alunos da turma. A Geografia há muito deixou de ser aquela disciplina “chata” e “enfadonha” em que não se precisava pensar muito, em que “era preciso ter memória”.

Por muito tempo as únicas realidades existentes no cotidiano do aluno de Geografia eram as do livro didático, tratando aspectos alheios ao seu cotidiano e ao seu pensamento; e algumas poucas colocações de problemas a que se convencionou chamar de atualidades. Muito se produziu visando uma geografia voltada à realidade de seus estudantes, desde o seu contexto, enquanto pessoa inserida na sociedade capitalista até as múltiplas percepções e construções mentais acerca do espaço, do lugar e da paisagem ao seu redor. Tornando, dessa forma, a Geografia não como “um conjunto de várias ciências numa só”, mas sim uma ciência de múltiplas dimensões, faces e enfoques.

(*) Shirlei Fernandes de Oliveira Miyashiro, licenciada e mestre em Geografia/UFMT. Docente da rede Publica de Ensino. Email: shirleimiyachiro@gmail.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Saiba a posição de União dos Palmares no ranking da transparência em Alagoas


Ricardo Corrêa: Zumbi dos Palmares e os imbecis