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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Maria Mariá, a guerreira da terra de Zumbi

Maria Mariá de Castro Sarmento nasceu no dia 16 de junho de 1917 em um povoado nos arredores da cidade de União dos Palmares

Maria Mariá de Castro Sarmento nasceu no dia 16 de junho de 1917 em um povoado nos arredores da cidade de União dos Palmares, onde se localiza hoje a Usina Laginha. Era filha de Sílvio de Mendonça Sarmento, o tabelião da cidade, e de Ernestina de Castro Sarmento. Teve os seguintes irmãos: Maria Luísa, Paulo, José Sílvio, Luís e Maria Sílvia.
Seus primeiros estudos foram no Grupo Escolar Rocha Cavalcanti, em União dos Palmares. Já em Maceió, completou a sua educação formal na Escola Normal. Além da formação profissional como professora, amplia seus conhecimentos lendo revistas, jornais e escritores consagrados como Tolstoi, Dostoievski, De Saint Exupéry, Emile Zola, Camões, Eça de Queirós, Florbela Espanca, Machado de Assis, Érico Veríssimo, Jorge Amado, José de Alencar e Monteiro Lobato, entre outros. Nos anos 1960, voltou a estudar e concluiu o curso técnico de contabilidade.
Com esta formação, alcançou um nível de conhecimento que a destacou como professora e a transformou em referência cultural na sua cidade, para onde voltou após concluir o curso Normal. De tanto ser solicitada para ajudar na redação de discursos, falar em público ou resolver dúvidas de gramática, ficou conhecida como o “dicionário ambulante”.
Seu primeiro emprego foi como professora. Nomeada em janeiro de 1943, ocupou inicialmente a função de estagiária no povoado da Fazenda de Santo Antônio, em União dos Palmares. Quando concluiu o estágio probatório em 1944, foi transferida para o Grupo Escolar Rocha Cavalcanti.

Fim da palmatória

Demonstrando espírito de decisão, modificou práticas tradicionais das escolas daquela época, abolindo o uso da palmatória, classificada por ela como “um instrumento de tortura”, e eliminou a “pedra’ que os alunos carregavam quando precisavam ir ao banheiro.
Em 1955, assumiu a direção do Grupo Escolar Jorge de Lima e, no ano seguinte, passou a dar aulas de gramática no Ginásio Santa Maria Madalena, da Campanha de Escolas da Comunidade – CNEC. Oito anos depois assumiu a 7ª Inspetoria Regional.
Insatisfeita com a situação de abandono da educação na região, publicou na Gazeta de Alagoas de 28 de abril de 1963 uma carta aberta ao então Diretor da Educação do Estado, sem temer pela perda da função ou qualquer outra perseguição política.
De tanto escrever para jornais, foi credenciada como jornalista pela Associação Alagoana de Imprensa em 17 de dezembro de 1965, recebendo o registro número 218.

À frente do seu tempo

Enfrentando tabus, foi a primeira mulher em União dos Palmares a usar calça comprida. Era acusada de se vestir como homem. Além disso, era vista disputando jogos de sinuca, dominó, baralho e gamão com os homens da cidade.
Não sendo casada, nada a impedia de frequentar o mundo boêmio de sua cidade, mesmo sabendo que chocava as tradicionais famílias locais. De alma inquieta e festeira, fumava em público, tocava violão, bebia nos bares e botecos, promovia vaquejada, incentivava a criação de blocos carnavalescos e, com seu irmão Paulo, participava de um deles – “O Bando de Lampião” – fantasiada de Maria Bonita. O mais curioso é o respeito que impunha: fosse nos botecos ou nas grandes festas sociais da cidade, era tratada como uma mulher de coragem e culta.
Mariá organizou vários eventos culturais em União dos Palmares como: 1ª Festa da Mocidade, Grupo Dramático de Atores Amadores, festas de formatura, bingos beneficentes, fundação da Biblioteca Pública Municipal Jorge de Lima, sendo a primeira bibliotecária do município.
Participou ainda da organização dos festejos de inauguração da iluminação pública da cidade, lutou bravamente pelo tombamento da Serra da Barriga, presidindo a comissão que organizou o evento, e pela criação de um Parque Histórico de preservação da memória heroica da Nação Zumbi.
Foi ainda grande incentivadora das manifestações folclóricas da região da Mata e, principalmente, apaixonada pelo texto de cordel, que lia avidamente e sabia recitar muitos deles de memória.
Em 1956, vestiu um maiô, se deixou fotografar às margens do rio Mundaú e mostrou as fotos para as alunas do Grupo Escolar Jorge de Lima, que ficaram deslumbradas com a professora. O acontecimento desagradou a direção da escola que exigiu das autoridades da educação um castigo para a “devassa”.
Punida com o exílio, foi transferida para a cidade de Murici, lecionando no Grupo Escolar Professor Loureiro, permanecendo nessa instituição por seis meses. O que as autoridades não contavam era com a repercussão que o fato passou a ter: ela havia “feito escola” e suas seguidoras não deixaram o caso cair no esquecimento.
A transferência causou um profundo descontentamento nas suas alunas e se transformou em um caso político. As alunas resolvem acampar na porta do palácio do governo, em Maceió, exigindo do então governador do Estado, Muniz Falcão, que cancelasse a punição imposta à mestra.
O acontecimento ganhou a manchete nos jornais e, diante da pressão dos jovens acampados na praça, o governador recebe a comitiva em audiência e decide pelo retorno de Mariá. No dia seguinte, 19 de abril de 1956, o Jornal de Alagoas apresenta a seguinte manchete: Ginasianas de União dos Palmares estiveram com o governador a propósito do caso da prof. Mariá. Volta a União dos Palmares e é recebida com respeito e carinho.
Logo estava novamente envolvida com outra luta e entra em confronto direto com vários interesses políticos, econômicos e religiosos para defender o que ela considerava “patrimônio da terra”: a Igreja Matriz ia ser demolida.
O projeto era que ela fosse “substituída por uma construção quadrada, sem estilo definido, parecendo um armazém, uma casa comercial, um salão de dança, tudo menos um local para preces e meditações” (Gazeta de Alagoas, 13 de março de 1977).
Mesmo sendo ateia, o que não a impedia de conversar com o pároco e criticá-lo por ele ser estrangeiro e não conhecer os valores e os interesses da comunidade, ficou indignada quando soube que a velha Matriz seria demolida, e iniciou a mobilização da comunidade dizendo que ela era quem devia decidir por meio de plebiscito e ataca o vigário e alguns conterrâneos por não ouvirem os moradores.

Colecionadora

Sempre preocupada com a preservação da cultura de Alagoas e, em especial, de União dos Palmares, desde muito cedo Maria Mariá adquiriu o hábito de guardar e colecionar todo e qualquer objeto que considerava de valor histórico.
Morando sozinha, transformou a sua residência, uma casa que pertencera à família do poeta Jorge de Lima, em um museu. Lá, em meio a belos móveis que remontam ao século XIX, reuniu um enorme acervo, tudo devidamente catalogado, segundo o seu critério: selos, dinheiro de várias épocas, placas com nomes de rua, revistas “Manchete”, “Fato e Fotos” e “Seleções”, livros (uma média de 240 volumes), folhetos de cordel, artigos de jornais da época, as pedrinhas que os alunos usavam para irem ao banheiro, telhas e pedaços de portas e janelas da igreja demolida e de casas antigas, ricas peças de louças, porcelanas raras, cerâmica, máquinas de datilografia, relógios, instrumentos musicais, fotografias e objetos curiosos como “uma xícara de bigode”, usada no começo do século XX por homem que tinha bigode.
No dia 28 de fevereiro de 1993, às 10h20min de um dia ensolarado de domingo, vítima de um infarto agudodo miocárdio, aos 76 anos de idade, morreu Maria Mariá. Solitária, desiludida e desencantada. A guerreira, afinal, despe as armas de combate.
E, assim como viveu, desnudando-se diante da vida, assim também morreu. Ao ser encontrada morta, debruçada sobre o penteador, Mariá estava totalmente despida. A simbologia desse último gesto parece representar o esforço derradeiro dessa guerreira que lutou até o fim para vencer preconceitos e tabus.
A partir de então, União dos Palmares não mais se inscreve apenas como a cidade de Jorge de Lima e de Zumbi, mas também como a terra de Maria Mariá.
Em 2004, recebeu a “Comenda do Mérito Educativo Alagoano”, concedido pelo Conselho Estadual de Educação.
Fotos: Arquivo fotográfico pertencente ao acervo de Maria Mariá e divulgação da Casa Cultural Maria Mariá.

Fonte de pesquisa: BOMFIM, Edilma Acioli. Mulheres Alagoanas: Memória Feminina de Alagoas. 

Jornal Gazeta de Alagoas. Maceió, 03 de agosto de 2001.

História e cultura negras serão tema de debates em escolas de União dos Palmares

Projeto Conhecendo nossa História: da África ao Brasil prevê distribuição de 40 mil kits com literatura sobre o tema.

Escolas públicas de todo o País vão receber debates sobre a história e a cultura negras, por meio do projeto Conhecendo nossa História: da África ao Brasil, organizado pela Fundação Cultural Palmares, em parceria com o Ministério da Educação (MEC).

A ação, cujo objetivo é levar conhecimento aos estudantes sobre a contribuição do continente africano na construção da identidade e do desenvolvimento nacional, está distribuindo 40 mil kits educativos para alunos e professores em 16 cidades do Brasil.

O material inclui o livro O que Você Sabe sobre a África?, que narra a trajetória do povo afro-brasileiro, e uma revista de palavras cruzadas Passatempo.
Servidores das secretarias de educação municipais receberam capacitação para utilizar o kit. "Desejamos que esses profissionais entendam a proposta do projeto, que vai além do kit. Queremos que eles façam uma leitura crítica desse material didático e que estimulem seus alunos a refletirem e a dialogarem sobre questões que nos atingem", destaca o presidente da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira. 
Para 2018, a Fundação Palmares já planeja ampliar o número de municípios atendidos. A medida está de acordo com a Lei nº 9394/96 (com a redação dada pelas Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008), que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena.
Municípios contemplados
O projeto piloto contempla estados das cinco regiões do País.
Nordeste: Bahia (Salvador e Santo Amaro da Purificação), Alagoas (Maceió e União dos Palmares) e Paraíba (Campina Grande e João Pessoa).
Norte: Amapá (Macapá).
Sudeste: Rio de Janeiro (São Gonçalo, a confirmar; e Paraty), Minas Gerais (Belo Horizonte e Ouro Preto) e Espírito Santo (Vila Velha e Cariacica).
Sul: Rio Grande do Sul (Porto Alegre e Pelotas) e Santa Catarina (Florianópolis).
Centro Oeste: Mato Grosso do Sul (Campo Grande). Com informações do Portal Brasil.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Zumbi dos Palmares! Por Elton Sipião



Zumbi dos Palmares!

          Eu sou homem, sou negro, sou filho da África, meu nome é Zumbi e, desde pequeno, a face da escravidão e do racismo esteve diante os meus olhos.

        Nunca aceitei como os brancos tratavam os meus irmãos negros, trazidos em grandes navios negreiros da mãe África. Alguns irmãos, no meio do caminho, morriam, pelas más condições sanitárias dessas embarcações.

        Os que sobreviviam tinham a certeza de que se tornariam filhos da dor constante, pois, embaixo de sol forte e chuva torrencial, trabalhariam até a morte.

        Os que não obedeciam, ou cometiam algum erro considerado grave pelos seus senhores, eram amarrados aos troncos e ferozmente chicoteados, e deste modo experimentavam um dos sofrimentos mais cruéis que a mente humana pode imaginar.

        O africano que chegava a estas terras como escravo, sabia que vinha para ele, seu filho, neto e bisneto, a escravidão mais cruel, como herança atávica, disposta na ponta do látego dos barões do café, que subjugavam os filhos da Mãe África com maldade impiedosa.

        Contra essa situação eu ergui, inconformado, o som do meu grito de liberdade, espalhando-o aos quatro ventos.

        A todo negro que quisesse recuperar sua dignidade de homem livre eu convoquei à batalha e, no Quilombo dos Palmares, uma lição de humanidade, pelo menos, lhes quis passar, a de que nenhum ser humano, seja qual fosse a cor de sua pele deveria permitir que alguém o tornasse seu escravo.

        Os pilares da sociedade escravagista eu, Zumbi dos Palmares, consegui que ficassem estremecidos. Afinal, com essa minha atitude de rebelião, eu consegui que meus irmãos despertassem para uma nova realidade, contra a estupidez humana dos senhores de escravos.

        Então, o império português estabelecido no Brasil se viu atingido pelo meu grito de liberdade e resolveu reagir, começando a caçar a mim e aos meus irmãos de senzala, com ódio e insensatez.

         Depois de muito tempo de batalhas, onde, de ambos os lados, muito sangue foi derramado, fui entregue para as mãos inimigas de forma traiçoeira, e, por meio do peso dessas mesmas mãos, conheci a agressão verbal e física, em suas formas mais torpes, tendo inclusive meu corpo violado e assassinado, de forma cruel e sádica.

        Deceparam minha cabeça, mas não meus pensamentos, que vicejaram no terreno fértil das consciências escravas. Minha boca fora emudecida, mas de outras bocas irmãs fluiriam gritos portentosos de liberdade.

        O governador de Pernambuco, Caetano de Melo Castro, mandou pendurar minha cabeça em um mastro, no entanto, mal sabia ele que, para os espíritos abolicionistas, o meu crânio fincado em um poste era como a bandeira da liberdade hasteada, recortada pelo horizonte da esperança.

        Ele assim o fez para atemorizar as lideranças de outros quilombos e para que a história do Quilombo dos Palmares não desse força à tentativa de libertação dos escravos.

        Meus irmãos não se entregaram ao desespero e derrotismo, pois, sabiam que a trilha que escolhi para andar era do amor por minha gente.

        O Quilombo dos Palmares foi somente destruído fisicamente, pois, seu espírito de fraternidade e luta permanece vivo até os dias atuais, como exemplo de esperança num mundo mais igualitário, em que um homem ou uma mulher não sejam considerados inferiores por causa da sua cor.

        Se eu fui fisicamente vencido, minhas lutas pelos ideais de liberdade não o foram. A força das minhas idéias sempre esteve na esperança do sufocamento da ditadura escravagista, que jamais conseguiu subjugar minha consciência com os elos de sua corrente de desrespeito à humanidade e dignidade do homem negro.

        Eu continuo vivendo em cada cabeça, onde o pensamento de igualdade, justiça e liberdade social brilham de forma refulgente, como luzes contra as trevas da opressão aos excluídos.

        Permaneço vivendo onde as modernas senzalas foram criadas para oprimir quem nasceu sem oportunidades de superação.

        Eu, Zumbi, neto da princesa Aqualtune, aparentemente fui vencido no dia 20 de novembro de mil seiscentos e noventa e cinco, mas, na verdade nesta data, o sistema que me oprimia é que soçobrava ante o meu mito de libertação, que, naquele dia, iniciava rumo ao apogeu.


       Em homenagem a minha Bisavó Benedita Gomes que foi filha e neta de escravos. - (Sua benção minha avó!).

#ACORDABRASIL


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Municípios de AL têm mais de R$ 1 bilhão a receber em precatórios

Mais de 40 municípios de Alagoas têm direito receber R$ 1 bilhão em precatórios do antigo Fundo Manutenção e Desenvolvimento de Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Entretanto, segundo o grupo de advogados que representa as pefeituras, apenas 5 estão aptas a receber o valor correspondente já nesta quarta-feira (12).
Ao todo, são 41 municípios na espera pela verba (veja a lista completa ao final do texto), mas 36 estão com os valores bloqueados até que resolvam divergências de informações. As prefeituras com pendências integram uma ação coletiva na Justiça.
O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) recomendou que os promotores destes municípios façam uma fiscalização minuciosa dos valores repassados às prefeituras. A recomendação também vale para os gestores que administram as prefeituras beneficiadas.
Somando o valor que cada prefeitura deve receber, o montante chega a R$ 1.033.240.976,80. De acordo com o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, o MP vai fiscalizar a utilização da verba para que seja utilizada na área da Educação.
“O Ministério Público quer transparência e legalidade para que os recursos realmente sejam empregados da forma correta. Não queremos correr o risco de, mais tarde, comprovarmos ilicitudes. É preciso que os gestores tenham consciência que o desvio de dinheiro público nessa área significa um grande prejuízo para as futuras gerações, uma vez que é a educação a principal responsável pela formação dos cidadãos”, afirmou o procurador-geral de Justiça.
Na recomendação, o MP também orienta aos promotores de Justiça que se inteirem sobre as contratações de escritórios jurídicos ou de advogados, feitas pelos municípios para ajuizamento e execução das ações judiciais relacionadas a precatórios.
O MP não divulgou o valor que cada município deve receber, apenas os que têm as maiores quantias em precatório: Rio Largo (R$ 86.837.277,53); São Miguel dos Campos (R$ 75.486.501,84); e União dos Palmares (R$ 67.836.811,50).
Veja abaixo os 41 municípios que estão para receber precatório do antigo Fundef:
  • Água Branca,
  • Atalaia
  • Barra de Santo Antônio
  • Barra de São Miguel
  • Batalha
  • Boca da Mata
  • Cacimbinhas
  • Campo Grande
  • Canapi
  • Carneiros
  • Chã Preta
  • Coité do Nóia
  • Colonia Leopoldina
  • Coruripe
  • Delmiro Gouveia
  • Feira Grande
  • Ibateguara
  • Igaci
  • Igreja Nova
  • Joaquim Gomes
  • Limoeiro de Anadia
  • Maragogi
  • Marechal Deodoro
  • Messias
  • Olho D’Agua das Flores
  • Pariconha
  • Paripueira
  • Passo de Camaragibe
  • Paulo Jacinto
  • Piaçabuçu
  • Pindoba
  • Porto de Pedras
  • Rio Largo
  • Santana do Ipanema
  • São Brás
  • São José da Laje
  • São Luís do Quitunde
  • São Miguel dos Campos
  • Satuba
  • União dos Palmares
  • Viçosa.
Fonte: G1

Agendamento carteira de trabalho em União dos Palmares


A carteira de trabalho constitui-se no documento de identificação do trabalhador, dando elementos ao governo para analisar a mão de obra empregada e a que está por se empregar, inclusive tendo idéia dos menores que são empregados ou pretendem empregar-se. Por meio da carteira de trabalho há condições de o empregado verificar o passado do trabalhador, observando se o trabalhador permaneceu muito ou pouco tempo no emprego anterior, observando também se o empregado passa de emprego em emprego. 
Para quem é destinada a carteira de trabalho
Hoje, a carteira de trabalho é utilizada não só pelos empregados urbanos, mas pelos empregados temporários, empregados domésticos, empregados autônomos, empregados rurais, inclusive o proprietário, rural ou não, desde que trabalhe individualmente ou em regime de economia familiar.
Agendamento carteira de trabalho em União dos Palmares
Para este atendimento, é necessário agendamento através do telefone 158, ou através da página saa.mte.gov.br 
Endereço do Ministério do Trabalho em União dos Palmares
Endereço: Travessa José Domarques, s/n – Centro
Cidade: União dos Palmares
Estado: AL
Cep: 57800-000
Tel: (82) 3281-1801
Atendimento: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

terça-feira, 11 de julho de 2017

Minha biografia por Isaías Barbosa


Luiz Vinicius, Vitória Barbosa, Eu e Isaías Barbosa 

Eu sou Isaías Barbosa, nasci no Hospital Geral de União (HGU) em União dos Palmares / AL, no mês 04 de 2004, tenho 13 anos.

Sou extrovertido e gosto de fazer as pessoas rirem. Gosto de muitas coisas como: brincar; jogar vídeo game; assisti Tv; mexer no celular; dançar nas apresentações da escola, além de ESTUDAR sempre. Meu maior sonho é ser jogador futebol, aliás isso é uma das coisas que eu gosto mais de fazer.

Ajudo minha mãe nos afazeres da casa e tenho compromissos na Igreja de Nossa Senhora de Lurdes aqui em Rocha Cavalcante.

E agradeço à DEUS por tudo que vem acontecendo na minha vida.

Essa é minha biografia para a matéria de Língua Portuguesa da professora Quitéria Domingos.

Isaías Barbosa Rodrigues, aluno do 8 Ano "A", da Escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros.   

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Movimentos agrários ocupam terreno de usina em União dos Palmares, AL

Eles reivindicam a desapropriação de terras para a reforma agrária e assentamentos de famílias de trabalhadores rurais.

Integrantes de diversos movimentos agrários ocuparam, nesta terça-feira (11), o terreno da Usina Laginha, no Município de União dos Palmares. Dentre as reivindicações está a desapropriação de terras para a reforma agrária e para assentamentos de famílias de trabalhadores rurais.
Segundo a coordenação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), houve um acordo entre os movimentos e a antiga administração da massa falida do Grupo João Lyra, mas houve uma mudança nessa administração.
“Nós temos sentido que o acordo que foi firmado para resolver o problema das famílias foi paralisado. Viemos para cá com o sentido de que o acordo realizado seja retomado e medidas concretas sejam tomadas para resolver essa questão”, falou a coordenadora do MST, Débora Nunes.
A reportagem do G1 não conseguiu localizar o representante da massa falida.
Segundo a coordenadora do movimento ágrario, o acordo era de que 1.500 hectares da Usina Guaxuma fossem destinados para a reforma agrária, e o terreno da Usina Laginha destinado para os assentamentos das famílias.
Cerca de mil famílias participam da ocupação, segundo Débora. Mas, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Crises, da Polícia Militar, cerca de 400 pessoas estão no local.
“Fomos até o local juntamente com equipes do 2º Batalhão, e entramos em contato com o presidente o Iteral [Instituto de Terras e Reforma Agráfia de Alagoas] , que foi ao local e a gente pode iniciar um canal de negociação para viabilização da solicitação desse movimento”, falou o tenente Thiago Almeida.
Ainda de acordo com o tenente, os movimentos não chegaram a invadir a área das máquinas, apenas o pátio da usina. Não há previsão para a saída dos movimentos.
Além do MST, participam da ocupação integrantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento Luta pela Terra (MLT), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento Via do Trabalho (MVT), Movimento Unidos pela Terra (MUPT) e Terra Livre.

Fonte G1