Pages

domingo, 4 de dezembro de 2016

Quando o professor trabalha numa instituição pública está sujeito, ainda bem, a muitos elogios. Quando trabalha numa particular, o elogio é recebido com muito mais carinho, pois há quem diga: "estou pagando". Horrível ouvir isso. Por: Benê Cantelli

Quando a gente realiza um trabalho, que nos engrandece, porquanto é feito com a melhor das boas vontades, pelo fato de estar no encontro e na linha do horizonte de nosso querer e de nossa vocação profissional, dá a impressão de que somente o fato de realizar aquele trabalho, já constitui, por si, um valoroso julgamento. Independe do julgamento dos beneficiados.

Um médico que conhece o alcance do seu trabalho e da forma como o realiza, tem gosto de receber elogios, mas se não vierem os tais elogios, ele mesmo se saúda. Assim acontece com o engenheiro, advogado e tantos outros profissionais.

Receber elogios, neste caso é apenas um corolário de seu trabalho e do gosto de poder realizá-lo. Não importa a profissão e, muito menos, o grau de interesse que a sociedade lhe presta. No caso, o que importa é termos a consciência de que estamos realizando da melhor forma e com todo nosso empenho e interesse a função ou o mister que nos indicaram.

Ser professor em época de provas ou outras avaliações, é estar o tempo todo coberto de elogios interesseiros e oportunistas. Receber os mesmos elogios, findo o curso, é sinal de reconhecimento do bom trabalho. No caso anterior ainda que o elogio venha da melhor inspiração, pela época ou ocasião em que ele é feito, deixa margem a dúbias interpretações.

Quando o professor trabalha numa instituição pública está sujeito, ainda bem, a muitos elogios. Quando trabalha numa particular, o elogio é recebido com muito mais carinho, pois há quem diga: "estou pagando". Horrível ouvir isso.

Nas profissões onde há maior necessidade de entrega, abnegação e pertinácia, é mais difícil encontrar-se os elogios em abundância. Veja o caso dos policiais que colocam sua vida em risco para proteger a população. Se fizer tudo deve fazer, vão dizer que: "Não fez mais do que a obrigação, pois estão sendo pagos para isso". Este é um dos exemplos.

Nos meus 41 anos de feliz vocação, como educador e professor, amealhei em minha vida profissional um cem número de alunos que conhecendo nosso trabalho e o esmero dedicado, posso, sem dúvida, afirmar que foram poucas as vezes em que não colhi dividendos desse trabalho, mesmo porque não se presta, em nossa missão o desejo de colecionar elogios, pelo contrário. Aliás, não deveria vir ao caso, mas por via da necessidade vou destacar dois exemplos de mestres que a humanidade reverencia: Jesus e Sócrates, o pai da Filosofia e da Maiêutica. Olha o fim deles.

Pois não posso deixar de envaidecer-me pela lisonja a que sou submetido várias vezes, encontrando ex-alunos de Campo Grande, Cuiabá, minha Dourados e, também, em São Paulo. Foram 41 anos de enriquecimento pessoal ao tempo que dividia com meus alunos tudo aquilo que plantei em todos meus anos de preparação e estudo, tanto na Espanha onde vivi meus anos de Ensino Superior, mormente a Filosofia, como aquilo que aprendi, ensinando.

E se é para ter motivo de orgulhar-se, no bom sentido, faço lembrança aqui de três mães de ex-alunos, ao final de uma aula de Pilates. Preparando-me para ir embora, uma senhora sumamente elegante, disse: "Professor, meu filho tem uma admiração pelo seu trabalho que me encanta. Faço minhas as palavras de agradecimento por tudo aquilo que o senhor e alguns outros professores significaram na vida dele". Uma outra senhora, aproximou-se e disse: "Milha filha, é veterinária e fala muito de suas aulas. Outras duas se aproximaram e foi muito bonito, porque foi juntando algumas que estavam indo embora com outras que estavam chegando. Sei que poderão dizer: "Toda essa alegria só por causa desses elogios?". Pois é, para muitos podem não ter significado, mas para mim, me enfeitaram de alegria. Era como se aqueles filhos também fossem meus. E, de alguma forma, o são.

Obrigado queridas mães. Este obrigado é Deus quem vos dá. Creiam.

Professor e Campista. e-mail: bncantelli1@gmail.com

sábado, 3 de dezembro de 2016

Alunos da rede municipal de União dos Palmares integram curso preparatório para o IFAL

Rodrigo Veridiano, Divonete Martins, Goretti Galvão, Kelly Bueno e Kleber Marques

O auditório da Prefeitura de União dos Palmares ficou lotado de estudantes da rede municipal de ensino para participarem do intensivão, onde o objetivo é concorrer a uma vaga no Instituto Federal Alagoas -  IFAL. As provas acontecem no dia 11 de dezembro e, como sempre, são bastante concorridas nos seus diversos cursos.

Os alunos dos 8º anos e 9º anos do ensino fundamental II ficaram atentos às explicações do corpo docente formado pelos professores Divonete Martins, Rodrigo Veridiano e Kelly Bueno. Explorando a criatividade e a dinâmica em suas aulas, os professores lecionaram suas respectivas atividades durante mais de 4 horas.

Sabendo do apoio que os alunos precisam nessa hora de um exame tão importante, o Secretário de Educação, José Eduardo Leão Praxedes, teve a iniciativa de trazer os profissionais para dar esse suporte. Além da aula presencial os alunos poderão tirar suas dúvidas com os mestres através das redes sociais.

A Diretora Administrativa da SEMED, Maria Goretti Galvão, foi quem fez a abertura do evento convidando os alunos para mais um momento ímpar em suas vidas. “Nosso projeto tem como objetivo melhorar a qualificação dos nossos alunos e promover encontros onde eles possam ter aulões, simulados e que saiam daqui formando outros grupos onde possam estudar e, futuramente confraternizar os bons resultados de suas provas".

O comunicador Kleber Marques foi quem apresentou o evento.  

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Zumbi dos Palmares


No último domingo, 20 de novembro, comemoramos o Dia da Consciência Negra. Sendo um ativista do movimento negro há décadas, sempre compreendi a importância dessa data. Mas, neste ano a comemoração foi ainda mais especial para mim, pois, como Secretário Municipal de Promoção da Igualdade Racial, fiz parte da inauguração do primeiro monumento de Zumbi dos Palmares da cidade de São Paulo.


A escultura não poderia ter sido instalada em um local mais simbólico para a comunidade negra – a Praça Antônio Prado, ao lado da bolsa de valores, no centro velho da cidade. Ali, naquele mesmo espaço, situava-se a antiga Igreja do Rosário dos Homens Pretos, que abrigou uma das primeiras irmandades católicas a aceitar fiéis negros. Também ali, naquelas mesmas coordenadas geográficas, havia um local de sepultamento de escravizados.

Daqui em diante, quem passar pelo monumento será lembrado de um herói que lutou até o fim de seus dias pela libertação de um povo oprimido. E, mais do que isso, precisará refletir sobre o papel fundamental da população negra na construção dessa cidade e desse país. O nosso protagonismo na História não poderá mais ser diminuído e ignorado.

Zumbi está ao lado dos nossos ancestrais, que suplicaram por dias melhores ou finalmente descansaram do seu sofrimento, ali naquela praça. Seremos para sempre lembrados de nossa história e nos fortaleceremos para as batalhas futuras, porque estamos entrando nos livros de história, estamos estudando nas universidades, estamos ocupando cargos profissionais melhores e, agora, estamos vendo nossos heróis nos espaços públicos. Mas só nos contentaremos quando uma gota de sangue negro deixar de ser fator de discriminação.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Artista palmarina reproduz bordados de renda em peças de cerâmica coloridas

“Meu nome é Silvânia, mas pode me chamar de Maria Corá. Sou casada e tenho três filhos, nasci em União dos Palmares (AL) e perdi meu pai logo cedo. Fui garçonete, frentista, vendedora, feirante, hoje sou ceramista. A cerâmica foi e é o único desejo que nunca desisti”. É assim que Silvânia, ou Maria Corá, se apresenta no site dela, o barroeagua.blogspot.com.br.

Autodidata, a alagoana vem encantando com suas mulheres de barro, adornadas com longas e coloridas saias bordadas e flores no cabelo. Corá é, até o próximo domingo, 11, uma das atrações 27ª edição da Feira Nacional do Artesanato, que acontece esta semana no Centro de Exposições Expominas, na cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ela expõe ao lado de outros artistas e artesãos saídos da terra dos caetés.

É a primeira vez que a ceramista leva seu trabalho ao estado. Ao todo, foram mais de cem peças da coleção Marias das Alagoas. “Chegamos na terça-feira e trouxe 90 peças. É a antiga Mão de Minas, e as vendas estão muito boas. Já espero voltar no ano que vem. Os apoios para a minha vinda também foram essenciais, como o do Sebrae e da Sedetur. Fico muito feliz e satisfeita”.

Ela conta que começou a trabalhar com argila depois de dois cursos, de modelagem e queima. O primeiro contato mesmo foi numa oficina com Arlindo Monteiro, que esculpe esculturas em palito de fósforo, depois fez as capacitações no atelier de cerâmica de Eva LeChapion. Depois daí, seguiu sozinha. O mais difícil, lembra Silvânia, foi achar a própria identidade, ainda mais dentre tantas pessoas que já trabalham tão bem com o material.

“O mais difícil foi encontrar uma identidade. Quando comecei a trabalhar, tinha problemas de saber o que fazer, como encontrar minha identidade diante de tantas pessoas que trabalham tão bem com argila”, revela a artista, acrescentando que a inspiração, porém, não demorou muito a chegar. E nem veio de tão longe: estava dentro de casa mesmo.

O espelho foram as mulheres fortes com quem conviveu. “Meu pai morreu quando eu tinha seis anos e minha mãe me criou sozinha, então fui criada com uma mulher realmente muito forte, minha mãe tem uma personalidade muito marcante. Uma das coisas que mais me impressiona na personalidade dela, e que ficou na minha, é que ela vai até o final quando diz que vai fazer algo; ela tem palavra”.

Mas não só por isso ela enveredou pelo caminho que a levou a esculpir mulheres. Pensando sobre o assunto mais tarde, viu que, por meio delas, conseguia trabalhar uma série de problemáticas e, além disso, de questões poéticas. Para isso, ela usa o corpo e, principalmente, a saia das esculturas, que são todas pintadas com tintas naturais, extraídas do próprio bairro ou de outros pigmentos que vêm de minerais. 

Fonte Gazeta de Alagoas

É Hoje... Novenario de Santa luzia em União dos Palmares


Qual é a programação? 
Novena, missas e procissões. 

Quando?
01 de Dezembro de 2016, Quinta-feira, às 18:00h

Onde?
Conjunto Habitacional Nilton Pereira
União dos Palmares

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Escola Antonio Gomes encerra as comemorações do Mês da Consciência Negra em União dos Palmares



Hoje dia, 29, a escola Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros, situada em Rocha Cavalcante, zona rural de União dos Palmares, realizou a culminância do projeto: Formando A Consciência Colorida: Zumbi Resgate Diário da Nossa Identidade.

Esse é o segundo ano que a escola realiza o evento. Ano passado, o projeto contou apenas com uma exposição de desenhos afros feitos pelos estudantes e coordenado pelo professor José Marcelo. 

Esse ano com o apoio  da diretora geral Verônica Cândido e das coordenadoras Cleonice da Silva e Sandra Viera e da participação dos professores, Quitéria Rocha, Jussan Gonçalves e Maria de Fátima foi possível acrescentar outras atividades como: dança afro, recital de poesia, capoeira, street dance, desfile da mais bela negra, música, teatro e os belos desenhos afros. "Temos múltiplos talentos na escola e daremos continuidade ao projeto nos próximos anos, o evento tem a cara da cultura palmarina" disse o professor Jussan Gonçalves.

Tanto a direção quanto a coordenação destacaram em suas falas a questão do povo negro escravizado que tanto contribuiu para o país com seu trabalho, bem como a nossa miscigenação. Durante 3 horas a comunidade escolar aplaudiu as apresentações dos alunos e dos convidados que vieram da Escola Estadual Monsenhor Clóvis Duarte, para uma apresentação especial, alguns ex-estudantes, da Escola Antonio Gomes. 

O belíssimo painel de Zumbi dos Palmares, que veio da Escola Municipal Filomena Medeiros, abrilhantou ainda mais o evento. 

Em União dos Palmares, na  Serra da Barriga, mais de 25 mil escravizados fugiram para viver seus sonhos de liberdade junto com seus irmãos.

No último dia 20 de novembro o Brasil comemorou o Dia da Consciência Negra, a data em homenagem ao líder negro Zumbi dos Palmares, símbolo maior da resistência dos negros contra a escravidão.

A cidade de União dos Palmares reserva o mês de novembro para celebrar além de Zumbi, outros líderes que lutaram anos pela liberdade e igualdade do povo trazido do continente africano para trabalhar no Brasil e em diversos países mundo afora.

Que venha o terceiro ano do projeto Formando A Consciência Colorida: Zumbi Resgate Diário da Nossa Identidade!



As alunas vencedoras do concurso Beleza Negra 2016: 
Na foto acima Ana Carolina que tirou em primeiro lugar. Em segundo Lugar Lívia (laço vermelho) e em terceiro lugar a linda Bruna.
 Professores escolhendo os melhores desenhos no total de 150 obras