segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Confira os bairros que vão passar por racionamento de água em União dos Palmares
"Pior momento de 2016? Quando fiquei sem meu trabalho" Por Elega Merydyanna
2016 em uma palavra:
Superação
Prometi e não cumpri;
Me amar mais e não me amei
Melhor e pior momento de 2016?
Melhor: Ter minha privacidade com meus filhos
Pior: Quando fiquei sem MEU trabalho
Me pegou de surpresa
Um anjo que caiu do céu e ficou do MEU lado nos piores momentos
Meta para 2017:
Ser feliz sem esperar vir de ninguém
Marcadores:
5 Perguntas,
Especial,
Oportunidades de trabalho
domingo, 11 de dezembro de 2016
"Quero que no futuro a minha comunidade não seja lembrada só em época de política" Allysson Candido
Minha querida Rocha Cavalcante, lugar ótimo de morar, tranquilo onde todo mundo conhece todo mundo. Muito bom morar na barra.
O ruim de morar aqui é que boa parte da população faz o que bem quer, já que o distrito não tem autoridade, temos dois vereadores e eles não solicitam uma guarda policial permanente aqui.
E olha que em relação a outras cidades não temos tantos problemas assim, como por exemplo acidentes de transito, falta de água.
Eu adoro morar em Barra do Canhoto, mas que pena que não temos indústrias, se tivesse o lugar seria perfeito e, não teríamos tantos amigos e familiares indo embora procurar empregos.
Aqui na comunidade os adultos trabalham na Usina Serra Grande, outros no serviço público do município. Eu mesmo futuramente terei de ir embora de Rocha Cavalcante, mesmo amando esse lugar.
Quero que no futuro a minha comunidade não seja lembrada só em época de política.
Allysson Candido da Silva, aluno do 9º ano "A" da Escola
Municipal Dr. Antonio Gomes de Barros.
sábado, 10 de dezembro de 2016
União dos Palmares foi município de Alagoas que mais desmatou a Mata Atlântica
União dos Palmares foi o município
alagoano que mais desmatou a Mata Atlântica entre 2014 e 2015, com a
eliminação de quatro hectares (aproximadamente a área de quatro campos
de futebol) de floresta nativa. No sentido inverso, Piaçabuçu, cidade
situada entre o Rio São Francisco e o Oceano Atlântico, é a que mais
conservou o bioma, com 43,1% do total natural preservado.
Isso é o que mostra o Atlas dos
Municípios da Mata Atlântica, lançado pela Fundação SOS Mata Atlântica e
pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esses são os
principais destaques do Estado de Alagoas no levantamento da ONG.
Neste ano, em que a SOS Mata Atlântica
comemora seu 30º aniversário, o estudo mapeou os 100 municípios que mais
desmataram o bioma entre 1985 e 2015. Alagoas não conta com nenhum
município nesta lista.
“O Atlas dos Municípios é extremamente
importante, pois traz um balanço de quais estados e municípios têm dado o
devido valor à preservação das florestas nativas e do meio ambiente.
Nesta edição, por meio do levantamento de 30 anos, conseguimos mapear a
situação das cidades e esperamos que esse Atlas contribua para
incentivar os novos governantes a conservarem a Mata Atlântica”, disse a
diretora-executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota.
Atlas dos 30 anos
O balanço de 30 anos do Atlas da Mata
Atlântica mostra que as regiões Sul e Sudeste têm a maior quantidade de
municípios entre os 100 que mais desmataram o bioma. Juntos, os estados
do Paraná (40), Rio de Janeiro (13) e Santa Catarina (11) responderam
por 64% desse ranking.
A Bahia tem 10 cidades no levantamento
dos 100 municípios que mais desmataram a Mata Atlântica em 30 anos,
seguida por Minas Gerais (9), São Paulo (6), Mato Grosso (4), Espírito
Santo (3), Piauí (2) e Rio Grande do Sul (2).
O ranking dos 10 maiores desmatamentos
entre 1985 e 2015 é liderado pelo Paraná, com cinco cidades, seguido
pelo Rio de Janeiro (2), Bahia (2) e Santa Catarina (1). Juntas, as 10
cidades desse ranking desmataram 169.858 hectares (1.698,58 quilômetros
quadrados), área um pouco maior do que a da capital de São Paulo
(1.522,9 km²).
Com base em imagens geradas pelo sensor
OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que
monitora o bioma há 30 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento
remoto e geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima
de 3 hectares (ha). “Foram anos de trabalho para que pudéssemos
consolidar uma base temática (mapa) que permitisse atualizações anuais
consistentes. A possibilidade de o cidadão comum poder acompanhar a
dinâmica da cobertura florestal do município aonde reside é, sem dúvida,
a materialização de uma intenção que tivemos no passado”, afirma Flávio
Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE.
Planos municipais da Mata Atlântica
Um dos instrumentos mais eficientes para
que os municípios façam a sua parte na proteção da floresta mais
ameaçada do Brasil é o Plano Municipal da Mata Atlântica, que reúne e
normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e
uso sustentável da Mata Atlântica. Mario Mantovani, diretor de
Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, reforça que o plano traz
benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município.
“O PMMA é extremamente importante, pois é
um plano que depende diretamente da ação da comunidade local em
parceria com a sociedade para ser aplicado, diferente das outras leis do
país. A aplicação do plano permite o desenvolvimento de políticas
locais de meio ambiente” afirma Mario.
‘Aqui tem Mata’
É possível acompanhar a situação dos
remanescentes florestais em 3.429 municípios abrangidos pela Lei da Mata
Atlântica no ‘Aqui tem Mata?’, hotsite que disponibiliza, por meio de
mapas interativos e gráficos, informações sobre o estado de conservação
de florestas, mangues, restingas e outros ambientes do bioma.
Basta inserir o nome de um munícipio para
descobrir o que resta de vegetação, as bacias hidrográficas presentes
na cidade, o ranking municipal de desmatamento e se existe alguma área
preservada de Mata Atlântica no bairro ou em regiões próximas, como
parques, reservas federais, estaduais e municipais, entre outras
informações. Acesse www.aquitemmata.org.br.
Confira as listas completas em: https://nuvem.sosma.org.br/index.php/s/ublrLR8Vp4Fm6IX
Os mapas dos principais rankings nacionais estão disponíveis em: https://nuvem.sosma.org.br/index.php/s/zPxBZePmCXIFfXN.
Sobre a SOS Mata Atlântica
A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG
brasileira que atua há 30 anos na proteção dessa que é a floresta mais
ameaçada do país. A ONG realiza diversos projetos nas áreas de
monitoramento e restauração da Mata Atlântica, proteção do mar e da
costa, políticas públicas e melhorias das leis ambientais, educação
ambiental, campanhas sobre o meio ambiente, apoio a reservas e unidades
de conservação, dentre outros. Todas essas ações contribuem para a
qualidade de vida, já que vivem na Mata Atlântica mais de 72% da
população brasileira. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda
de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode
ajudar em www.sosma.org.br.
Tribunahoje
03/12/16
Marcadores:
Conferência,
Cotidiano Palmarino,
Meio Ambiente,
Natureza no Município,
Tecnologia,
Zona Rural
Incêndio volta a atingir mata fechada em União dos Palmares
Bombeiros haviam controlado o fogo na noite de quinta-feira (8). Chamas
voltaram por volta das 14h na Mata dos Frios, segundo militares.
Um incêndio de grandes proporções voltou a atingir uma área da Mata
dos Frios, localizada em União dos Palmares, Zona da Mata de Alagoas,
nesta sexta-feira (9), por volta das 14h. As chamas atingiram a mesma
região na tarde de quinta-feira (8) e só foi controlado após 11 horas de
trabalho dos bombeiros.
A assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros relatou que a
suspeita é que alguma chama, do incêndio anterior, tenha se espalhado e,
devido aos fortes ventos e tempo seco, a situação tenha retornado.
De acordo com o soldado Jaidson, o local é montanhoso e de difícil
acesso. “Recebemos apoio das equipes de Maceió, mas mesmo assim, as
chamas estão sendo muito difíceis de controlar. O local é repleto de
morros, então os bombeiros estão com poucos equipamentos”.
Ainda segundo o soldado, o fogo chegou a ficar próximo de algumas
residências, no entanto, a área foi isolada e as chamas próximas foram
controladas.
"Nossa prioridade são as residências. Além das nossas equipes, os
proprietários ajudam e o fogo é controlado rapidamente. Estamos
trabalhamos para que o restante seja controlado pela noite, por conta da
temperatura mais baixa", afirmou Jaidson.
O major Luciano, comandante do Grupamento de Bombeiros Militar (GBM),
informou que a região passa por um longo período de estiagem e este
pode ser um dos motivos do incêndio.
"Há muito vento, a região vive período prolongado de estiagem, a
vegetação está seca e o solo também. As pessoas estão bem e evitamos que
as casas fossem atingidas”, explicou o major.
Marcadores:
Animal de estimação,
Meio Ambiente,
Natureza no Município
Considerações sobre a educação
Em tempo algum, a profissão de professor foi tão desprestigiada, como
também não há registros em nossa história de uma perda considerável de
status social como tem ocorrido nos últimos anos. Baixos salários,
desvalorização profissional e baixo nível das faculdades de formação,
tem colaborado para o desbotamento silencioso do valor da mais
importante função que um ser humano pode exercer sobre a Terra. Como se
não bastassem as dificuldades elencadas, atualmente o professor se vê
pressionado a exercer o papel do educador familiar, o que não é, e
jamais foi seu encargo.
A educação formal dos saberes teóricos e práticos se faz tão
importante quanto a educação familiar dos costumes, da moral e da
cultura, pois enquanto uma nos prepara para os relacionamentos sociais a
outra nos proporciona subsídios e estrutura para cumprirmos com nossos
deveres e obrigações ante a sociedade que pertencemos. Neste contexto o
educador formal não pode transfigurar-se por determinado período de um
dia, em pai e mãe de seu educando, pois esses dois tipos de educação
divergem entre si, ou seja, cada uma tem uma determinada especificidade,
como também um determinado tutor. A divergência decorrente do processo
do ensinar não é em si prejudicial ao aluno, mas é o que mantém o
equilíbrio na formação de um cidadão íntegro e honrado.
Mesmo ante todas as dificuldades existentes no meio educacional,
ainda se percebe muitos professores que exercem a profissão como um
sacerdócio, uma devoção que transcende o entendimento humano, pois em
uma época em que tudo é mercadoria, está se tornando raro comportamento
como esse. São esses professores que se tornam marcantes na vida de seus
aprendizes, pois não ensinam apenas o que é peculiar, mas despertam a
curiosidade e a vontade de desvendar o desconhecido. Educadores que sem
perceber se tornam referências inesquecíveis na vida de seus alunos,
pois permitem que eles se posicionem, indaguem e participem do processo
da aprendizagem.
A devoção desses professores excepcionais está no fato de não se
prenderem somente nas questões burocráticas e formais, mas ao se
esforçarem para criar mecanismos que despertem nos alunos o espírito
crítico e o correto uso da lógica, sem influência político ideológica,
isto é, a formação de cidadãos autônomos moral e intelectualmente, a
preparação não somente para o mercado de trabalho, mas também para a
vida.
O professor por excelência é aquele que amando o que faz deseja mais do
que tudo, ser superado por seu aluno, fora isso, o educador é apenas um
repassador de conhecimentos.
O bom professor é aquele profissional
capaz de encontrar sempre uma forma de despertar o interesse de seu
aluno pelo conhecimento e a vontade de ir além, ir à busca de
encontrar-se consigo mesmo, com seus potenciais e vivenciá-los.
Com o tempo percebi que meus melhores professores foram aqueles que
proporcionaram o protagonismo da sala de aula aos alunos. Profissionais
que mantinham controle sobre o próprio ego, mantendo-se longe da
possibilidade de tornar-se o centro das atenções e com isso monopolizar o
ensino. Educadores que sabiam compartilhar o conhecimento e também
absorvê-lo, pois parafraseando o filósofo Blaise Pascal: ninguém é tão
ignorante a ponto de não ter o que ensinar e muito menos é tão
inteligente que não tenha o que aprender.
Ressalta-se que o bom professor não é aquele conivente com o desleixo
do aluno, muito menos o mau professor é aquele que exige e chama o
aluno à suas responsabilidades. Por experiência própria posso dizer que
somente o tempo pode julgar um professor. Os professores que
inocentemente julguei bonzinhos, na verdade me prejudicaram, pois foram
coniventes com minha preguiça inata. Os mestres exigentes que julguei
carrascos estavam me preparando para a vida, percebi isso após levar a
primeira surra das circunstâncias que moldam o mundo dos homens.
Por: Davi Roballo
Jornalista. e-mail:daviroballo@gmail.com
Marcadores:
Escolas em União dos Palmares,
Universidade
Escravidão em Alagoas é tema da Revista Graciliano
“Alagoas, Nação Zumbi”. A chamada da capa da edição 28 de
Graciliano não poderia ser mais adequada ao tema. O atual número da
revista editada pela Imprensa Oficial Graciliano Ramos aborda com
minúcia e profundidade um período essencial ao entendimento de nossa
formação enquanto povo e pátria. E, como sabemos, o estado está na
gênese dessa história de sofrimento, resistência e superação.
Se a escravidão está fortemente ligada a inicial formação econômica
do Brasil, Alagoas foi – e continua sendo – território de cultivo de uma
das principais matérias-primas de exportação da época colonial: a
cana-de-açúcar.
Se a palavra de ordem é resistência, por aqui tivemos Zumbi e o
Quilombo dos Palmares, ícone maior na luta pela liberdade de uma gente
oprimida, torturada e dominada unicamente e exclusivamente em função de
sua cor e de sua origem.
Também não nos faltam estudiosos e obras seminais reconhecidos sobre o
assunto. Arthur Ramos – de quem publicamos artigo sobre miscigenação–,
Manuel Diégues Júnior, Abelardo Duarte e Dirceu Lindoso, entre os mais
destacados.
Acrescente aí a herança religiosa e artística de matriz africana e
Alagoas se torna chão, centro e coração neste episódio secular e
decisivo para a constituição da brava gente brasileira.
História e mito
Iniciamos o retorno ao passado pelas trilhas que levam ao Quilombo
dos Palmares e a Zumbi. O repórter Luís Gustavo Melo vasculhou
informações em livros, fuçou teses na internet e ouviu pesquisadores de
diversas universidades com o objetivo de trazer um relato sério e
sensato sobre um lugar perdido no tempo e um mito guardado pela
história.
Noutra frente, a jornalista Carla Serqueira investigou pesquisas,
fatos e relatos de hoje e de outrora para nos apresentar um panorama de
como a escravidão afetou relações humanas e sociais em Alagoas – antes,
durante e após a emancipação de Pernambuco. São duas reportagens de
fôlego, cobertas com dados, números e informações relevantes.
Esse primeiro conjunto de textos, assim como a capa da edição,
receberam as ilustrações do designer gráfico Thiago Oli, que integra a
equipe de editoria da arte da Imprensa Oficial Graciliano Ramos.
Certamente, um destaque à parte.
Também avançamos no tempo e chegamos às comunidades quilombolas que
descendem de mocambos. Bárbara Esteves viajou até duas delas e encontrou
um retrato duro de um povo que ainda carrega as marcas de um flagelo.
Na principal entrevista, expandimos o assunto para temas correlatos:
discriminação, racismo, cidadania, políticas públicas para minorias e a
escravidão nos dias de hoje. Reconhecida como uma das mais sérias e
dedicadas pesquisadoras brasileira sobre o tema, a doutora em História
Wlamyra Albuquerque, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), expõe com
propriedade seus argumentos contundentes.
A seção In Loco mostra o outro lado da moeda. Numa visita a cidade de
Viçosa, a museóloga Cármen Lúcia Dantas presenteia o leitor com um
passeio pelos cômodos da casa-grande da Fazenda Bananal. A propriedade
remete ao século 19 e possui um dos mobiliários de época mais bem
preservados de Alagoas.
Por fim, o Ensaio Visual foi assinado pelo artista multimídia Glauber
Xavier. Seu olhar capturado pelas lentes registrou manifestações da
cultura afro em Alagoas. O culto aos orixás, o batuque do ijexá e a roda
de capoeira flagrados em instantâneos de extrema sutileza poética.
SERVIÇO
GRACILIANO 28 - Alagoas, Nação Zumbi
Editora: Imprensa Oficial Graciliano Ramos (96 págs.)
Preço: R$ 10
Onde encontrar: nas bancas, livrarias e no site e na sede da Imprensa Oficial Graciliano Ramos
GRACILIANO 28 - Alagoas, Nação Zumbi
Editora: Imprensa Oficial Graciliano Ramos (96 págs.)
Preço: R$ 10
Onde encontrar: nas bancas, livrarias e no site e na sede da Imprensa Oficial Graciliano Ramos
Fernando Coelho - Agência Alagoas
Marcadores:
Outros Sites,
Pintura de Zumbi dos Palmares
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Escola Antonio Gomes faz cerimônia de conclusão do 9º Ano e encerra etapa do Ensino Fundamental II
Palmarina reproduz bordados de renda em peças de cerâmica coloridas
Meu nome é Silvânia, mas pode me
chamar de Maria Corá. Sou casada e tenho três filhos, nasci em União dos
Palmares (AL) e perdi meu pai logo cedo. Fui garçonete, frentista, vendedora,
feirante, hoje sou ceramista. A cerâmica foi e é a único desejo que nunca
desisti.
Meu primeiro contato com a
cerâmica aconteceu em oficina com Arlindo Monteiro (que esculpe lindas
esculturas em palito de fósforo), paixão a primeira vista pelo barro: minha
escultura de um anjo saiu na TV Globo local. Uns cinco anos depois voltei de
Fortaleza e entrei em um curso de inglês, daí alguém me falou do Atelier de
Cerâmica Eva LeChapion. Endoidei na mesma hora.
Bom, daí liguei e falei com Eva.
Virei aluna e, como queria ficar o tempo todo no atelier, Eva me propôs
parceria, passei a dividir alguns custos. Foi uma época memorável, depois das 3
ou 4 queimas já levava as peças para vender no Armazém Sebrae! Aprendi muito
com Eva LeChapion durante uns três anos que participei da vida do Atelier
LeChapion.
Eva respira, vive e transpira
arte, sua paixão pela cerâmica me intoxicou de uma forma definitiva. Suas
frases me inquietam até hoje: “um dia o planeta vai voltar ao barro,
substituindo o plástico de petróleo”, disse, pelo que lembro. Havia uma utopia
nascendo ali.
Entrei mesmo no barro e, depois
de seis meses já tinha 4 alunas. Adorava trabalhar, fazer esculturas, ensinar e
viver da arte cerâmica.
Me animei e resolvi sair do
Atelier e possuir minha própria loja, embarquei de cabeça junto com a turma do
Artesanato dos Guerreiros. Foi difícil, um grande choque, pois tinha metas
financeiras há atingir todo mês e ao mesmo tempo começaram os problemas com
meus braços, pois a forma de preparar o barro para o trabalho era toda manual,
o que degradou minha musculatura. Aprendi depois outros jeitos de preparar o
barro.
A cerâmica é minha companheira, e
tem me dado muitos presentes, inclusive um marido, que me conheceu em um curso
que ministrei no SENAC-AL. Ele tem sido meu companheiro e cúmplice em minhas
loucuras de barro, inclusive nas aventuras pelo Estado de Alagoas e além para
encontrar barro bom, materiais de esmaltes, conhecimento.
VEJA REPORTAGEM DA GAZETA COM A PALMARINA AQUI
Marcadores:
Artesanato,
Criatividade,
Cultura,
Dinheiro
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Assinar:
Postagens (Atom)











































