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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Serra da Barriga em União dos Palmares



Serra da Barriga está localizada no atual município de União dos Palmares, no estado de Alagoas. À época do Quilombo dos Palmares, fazia parte da Capitania de Pernambuco.

Foi tombada pelo Instituto da Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1986.

A Serra da Barriga faz parte do Planalto Meridional da Borborema, unidade geomorfológica que compreende terrenos cristalinos submetidos à ação de clima quente e úmido. 

A área ocupada pela Serra da Barriga e suas ramificações para nordeste, tomando como ponto de partida o vale de um afluente do riacho Açucena até o vale do Mundaú, atinge 8,6 km de comprimento e a sua largura máxima do vale do riacho Pichilinga, ao norte, até o vale do riacho Açucena, ao sul, é de 3,35 km o que lhe dá uma área aproximada de 27,97 km quadrados.

#ACORDABRASIL


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Restaurante Baobá na zona rural de União é requinte de excelente culinária

Há cerca de três anos a cidade de União dos Palmares vem sendo contemplada por mais uma opção de gastronomia. O restaurante Baobá é dirigido pela ialorixá Mãe Neide Oyá D'Oxum, do Grupo União Espírita Santa Bárbara (Guesb).

Aos pés da Serra da Barriga, no lugar aconchegante e rodeado de muito verde, onde o visitante pode descansar nas redes espalhadas entre as árvores,  o estabelecimento recebe milhares de turistas que visitam o Quilombo dos Palmares, como também é frequentado por palmarinos.

Fora as mesas do restaurante, os visitantes têm opções de espaços para conversar, descansar ou simplesmente tirar fotos. A decoração agradável, com peças antigas e africanas, acrescentam mais charme ao local.

O Buffet, que é apenas por agendamento, disponibiliza um pacote de visita ao Parque Memorial dos Quilombos, música ao vivo e apresentações culturais.
Contatos:  (82) 98827-0191 / 9998-9227 / 99670-6670

 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Que tal estimular sua expressão e aptidão artísticas em Teatro, Desenho, Capoeira, Xadrez ou Violão?

 
 

Membros da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) de União dos Palmares, em parceria com a Associação das Mulheres do Bairro Roberto Correia de Araújo, vêm realizando oficinas gratuitas de violão, capoeira, desenho, xadrez e teatro para crianças, adolescentes e jovens. Adultos também podem participar, caso tenham interesse em algum curso. "Vim trazer minha filha na aula de desenho, já que ela gosta dessa arte, e aproveitei para participar", disse Aldo da Silva.

Os monitores não recebem para realizar os cursos. O objetivo maior é contribuir na formação educacional e intelectual dos participantes. "Quero formar cidadãos. Vivemos num mundo tão violento e podemos ajudar à sociedade ser mais consciente de seus direitos e deveres, tirando os meninos das drogas em geral", disse ao blog o capoeirista Marcos Antônio.

O idealizador do blog JMarcelo Fotos fez sua primeira aula de xadrez com o instrutor Erick Santos, que joga há 5 anos. O esporte requer muita paciência do jogador. "Temos muitas vantagens em jogar xadrez, como ser tornar mais paciente e melhorar na memória. Toda energia que você precisa para manusear as peças fará você relaxar todo seu corpo, dando uma sensação de descanso no seu dia", comentou Erick Santos. 

Os responsáveis pelos cursos pedem que os alunos possam contribuir com materiais dos seus respectivos cursos, a exemplo de Desenho que o aluno pode levar caderno e lápis. 


As atividades que são realizadas na sede da Associação, que localiza-se na Rua José Hortêncio de Souza, ao lado da Adefup, começaram dia 04, e terão continuidade nos próximos meses. 


Quem quiser participar, é só procurar algum membro da PJMP para efetuar sua inscrição ou fazê-la na hora na Associação.  

Exposição homenageia Abdias Nascimento, um dos maiores ativistas negros do País

Um dos maiores ativistas negros do País, Abdias Nascimento é homenageado com um exposição no Itaú Cultural. A mostra retoma a trajetória do intelectual que foi escritor, artista visual, teatrólogo, político e poeta e um dos principais defensores dos direitos civis das populações negras.

Ao longo da exposição, são destacados alguns momentos de sua história como sua participação em grupos artísticos como a Santa Hermandad Orquídea, o Teatro do Sentenciado, o Teatro Experimental do Negro e o Museu de Arte Negra, além de grupos de articulação política, social e de pesquisa, como a Convenção Nacional do Negro, o Memorial Zumbi e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro). Estarão também representados seus mandatos como deputado e senador.

O  público também poderá conferir suas obras teóricas abordando questões relacionadas a lutas sociais, afirmação de identidades negras e defesa de seus direitos, além de performances, leituras dramáticas de peças encenadas pelo Teatro Experimental do Negro (TEN) e o lançamento da reedição do livro O Genocídio do Negro Brasileiro, publicado por Nascimento em 1978. Depois de uma grande pesquisa a partir do acervo do Ipeafro, a curadoria reuniu também pinturas, documentos históricos, correspondências, discursos, entrevistas, depoimentos, manuscritos e fotografias.

A curadora e presidente do Ipeafro, Elisa Larkin Nascimento, que foi esposa do intelectual durante os últimos 38 anos, acredita que todo o material produzido por ele é ainda muito atual, especialmente a obra O Genocídio do Negro Brasileiro: “Esse título do livro não podia ser mais contemporâneo, porque é exatamente o que se denuncia quase todos os dias. Nós estamos vendo a juventude negra ser assassinada pela polícia e pela violência, estamos assistindo à violência religiosa contra as comunidades e terreiros. Quase todo dia você tem a invasão ou a depredação de alguma comunidade, de algum terreiro de candomblé, nós estamos vendo a discriminação contra os filhos dessas comunidades religiosas nas escolas, tivemos uma menina que foi apedrejada, enfim, vários tipos de violência”, disse. “O genocídio, quando vemos a definição dessa palavra, ela não se refere apenas à morte física, mas também à morte de uma cultura, do legado cultural de um povo. E é isso que ele [Abdias] diz nesse livro”.

Trajetória
Aos 30 anos, Abdias Nascimento havia sido duas vezes preso político; viajado pela América do Sul, a partir do Amazonas, com os poetas da Santa Hermandad Orquídea; passado um ano no Teatro del Pueblo de Buenos Aires; e criado dentro do Carandiru, enquanto prisioneiro, o Teatro do Sentenciado. Na prisão, ele escreveu os livros Zé Capetinha e Submundo. “Quando apontavam para ele as portas dos fundos, ele não aceitava”, disse Elisa sobre a resistência de Abdias a situações de discriminação.

Abdias teve uma extensa atuação artística no Teatro Experimental do Negro (TEN), criado por ele, onde também organizou convenções e congressos para combater o racismo na academia e na política. Ele assumiu como deputado federal ao lado do indígena Mário Juruna. Foi senador e secretário do governo do estado do Rio de Janeiro. Abdias continuou pintando e publicou peças e poesias, além de obras como O Quilombismo e Sitiado em Lagos.

Segundo Elisa, desde criança Abdias viveu situações que o levaram para o caminho do combate ao racismo. Nascido na cidade de Franca (SP), em 1914, ele cresceu em meio às fazendas de café, que haviam substituído a mão de obra de escravos negros por imigrantes. Na infância, ele acompanhava sua mãe, que, na época, servia como ama de leite nas fazendas. Lá, havia professores para os filhos dos imigrantes. Elisa disse que, apesar de gostar de ir à escola e querer estudar junto a essas crianças, Abdias não podia, porque era negro. “Esses são só alguns exemplos das coisas que ele passava e que consolidaram nele essa convicção de lutar contra o racismo”.

Serviço – Ocupação Abdias Nascimento
17 de novembro de 2016 até 15 de janeiro de 2017Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149 – Bela Vista, São Paulo – SP
Link curto: http://brasileiros.com.br/frDaP 
 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Relembrar


Dandara: símbolo da resistência das mulheres no Quilombo dos Palmares

O Quilombo dos Palmares é um dos símbolos maiores da resistência negra contra a escravidão no Brasil colonial. Em seu tempo, foi o maior foco de resistência contra a escravidão em todas as Américas. A memória do quilombo traz a tona a imagem de seu líder, Zumbi dos Palmares, que lutou até o fim de sua vida pela liberdade, perdendo a própria vida nesta batalha contra o colonialismo português. 

Se o herói de Palmares hoje é celebrado com o Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, data em que Zumbi teve a cabeça degolada num golpe à resistência negra, um ano e nove meses já teriam transcorrido da morte igualmente trágica da face feminina do Quilombo de Palmares, Dandara. A história desta figura que é apontada como sua mulher permanece cercada de muitas incertezas, com escassos registros historiográficos.  

Na “Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana”, o pesquisador da cultura afro-brasileira e compositor Nei Lopes descreve no verbete Dandara: “Personagem lendária da história de Palmares. Celebrada como a grande liderança feminina da epopeia quilombola, teria morrido quando da destruição de Macaco (nome do principal quilombo Palmarino). Contudo sua real existência está ainda envolta em uma aura de lenda.” Lopes explicaria estes seus questionamentos, apontando "Será que ela existiu mesmo? A história de Palmares, de um modo geral, é baseada em documentos, mas há também muita invencionice. É difícil dizer se a personagem existiu e de onde surgiu.."
Mesmo com as lacunas sobre sua trajetória, a figura de Dandara ganhou um lento, mas permanente, resgate de seu papel e importância, tanto que e atualmente é lembrada e celebrada como uma das figuras simbólicas da resistência e das lutas das mulheres negras no Brasil, uma referência no movimento negro e homenageada por grupos feministas.

Indo em uma direção oposta a de Nei Lopes, a historiadora Sandra Santos, afirma que história de Dandara não ganhou espaço nos registros oficiais por vivermos“ num mundo sexista e racista”. O que justifica o fato de "Dandara, assim como Maria Felipa (heroína da independência da Bahia e, por conseguinte, do Brasil) e Luísa Mahin (líder dos Malês e participante da Sabinada), simplesmente são ignoradas pelos livros didáticos, porém sobrevivem no imaginário popular porque se identificam e são identificadas com as mães e companheiras espalhadas por todo o território nacional." — defende. — "O que a historiografia não supre, a literatura resolve. As crenças populares abraçam, recriam, a boca do povo favorece. Os contos e lendas que crescem em volta dessas personagens as transformam em mitos, exemplos. Os textos oficiais não as reconhecem ainda, mas elas teimam em subsistir de outras maneiras. Ninguém as esquece porque são mais lindas que a verdade dos homens, mais fortes que a história construída à força, imposta pelo poder dos vencedores."

A construção que se fez de sua imagem a descreve como uma heroína. Dandara dominava técnicas da capoeira e teria lutado ao lado de homens e mulheres nas muitas batalhas consequentes aos ataques contra Palmares, estabelecido no século XVII na Serra da Barriga, região de Alagoas, cujo acesso era dificultado pela geografia e também pela vegetação densa. 

Não se tem a informação se a mulher de Zumbi nasceu no Brasil ou no continente africano, mas sabe-se que teria se juntado ainda menina ao grupo de negros rebeldes que desafiaram o sistema colonial escravista por quase um século. É apontado que Dandara teve três filhos com Zumbi: Motumbo, Harmódio e Aristogíton. Ela participava também da elaboração das estratégias de resistência do quilombo.

Os ataques a Palmares teriam se tornado frequentes a partir de 1630, com a invasão holandesa. Segundo a narrativa em torno de Dandara, ela teria tido importante papel no rompimento do marido com seu antecessor, Ganga-Zumba, primeiro grande chefe do Quilombo de Palmares e tio de Zumbi.

Em 1678, Ganga-Zumba assinou um tratado de paz com o governo de Pernambuco. O documento previa que as autoridades libertassem palmarinos que haviam sido feito prisioneiros em um dos confrontos. E também a liberdade dos nascidos em Palmares, além de permissão para realizar comércio. Em troca, a partir dali, os habitantes do quilombo deveriam entregar escravos fugitivos que ali buscassem abrigo. Dandara, ao lado de Zumbi, teria sido contrária ao pacto por entender que se tratava de um acordo que não previa o fim da escravidão. Ganga-Zumba acabou sendo morto por um dos quilombolas contrários à sua proposta.

Nesta perspectiva, Dandara, assim como Zumbi, eram intransigentes quanto se tratava de defender a condição de liberdade de seu povo. O centro de suas ações era a segurança do quilombo e a eliminação do inimigo. Ela defendia que a paz em troca de terras no Vale do Cacau, que era a proposta do governo português, seria um passo para a destruição da República de Palmares e a volta à escravidão. O cerco militar contra o quilombo mostrou-se mais forte e Dandara teria sido derrotada em uma das ações das forças coloniais. Suicidou-se depois de presa, em 06 de fevereiro de 1694, para não ser escravizada, Dandara preferiu morrer livre. Mantendo-se livre, nascia o mito inspirador de liberdade que ela é nos nossos dias.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Semarh propõe pacto para uso racional da água em União dos Palmares

 Secretário Alexandre Ayres se reuniu com a atual gestão municipal para buscar soluções sobre o déficit hídrico na cidade 

Texto de Nigel Santana

A deficiência no abastecimento hídrico em decorrência do baixo nível do Rio Mundaú somada à falta de chuvas, vem causando uma série de transtornos aos moradores de União dos Palmares. Para contornar esta situação e propor soluções, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) se reuniu na manhã desta sexta-feira (6) com a nova gestão municipal.

O secretário Alexandre Ayres, durante o encontro com o prefeito Areski de Freitas e sua equipe de administração, fez algumas ponderações acerca de um planejamento necessário para não aguardar apenas a chegada das chuvas.

"O Governo de Alagoas tem ressaltado a importância de planejar para no futuro não sofrer com a falta de água. Não adianta esperar as chuvas para resolver o problema enfrentando pela população de União dos Palmares", argumentou o secretário.

Com o atual cenário de precariedade no abastecimento, o secretário Alexandre Ayres vai celebrar alguns pactos em conjunto com a prefeitura, a exemplo de um programa de uso racional da água e proteção aos mananciais.

O secretário justifica que é imprescindível acabar com o uso desregulado da água e citou que as irrigações podem ser feitas durante o período noturno, prezando pela concentração do uso da água para abastecimento humano.

Finalizada a reunião, o secretário Alexandre Ayres visitou a estação de captação de água.

Nova agenda
Ficou agendado para a próxima sexta-feira (13) um novo encontro em União dos Palmares. Desta vez, o consultor da Semarh, o professor e doutor em Recursos Hídricos, Valmir Pedrosa, vai apresentar métodos para solucionar o conflito pelo uso da água.

A proposta é estimular um acordo de cooperação entre os usuários de água, a exemplo de irrigantes, indústrias, empresas e Sistema Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).

Solidariedade