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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Palmarino pesquisador da Unicamp ministra palestra sobre políticas de transferência de renda no Cotuca


O geógrafo Fernando Antonio da Silva ministrou no Cotuca palestra sobre “Políticas de transferência de renda na perspectiva da Geografia: o Programa Bolsa Família em debate”. O trabalho deriva de seu doutorado, em realização no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Unicamp. A atividade ocorreu no dia 16 de novembro e foi voltada aos alunos dos terceiros anos dos cursos de Eletroeletrônica e Mecatrônica noturnos, com concomitância interna. A atividade foi promovida pelo Observatório da Mídia e Atualidades, projeto do Departamento de Humanidades.

Segundo o professor André Pasti, organizador da atividade, a proposta era trazer para os alunos uma reflexão acadêmica e aprofundada sobre o tema, a partir da ciência geográfica. Além disso, ele lembra que “há alunos realizando pesquisas de iniciação científica tratando dessa temática, e é importante que tenham referências com base em bons trabalhos de pesquisa”.

Duas alunas presentes, Júlia Machado e Mariana Ferreira (do curso técnico de Eletroeletrônica), realizam pesquisa de iniciação científica no Cotuca sobre a temática, intitulada “O Combate à Miséria e à Fome: de 1995 ao Programa Brasil Sem Miséria”. As alunas apresentaram resultados do projeto na Mostra de Trabalhos dos Cursos Técnicos do Cotuca, na Mostra Científica da 3M e no Congresso de Iniciação Científica da Unicamp. Segundo Júlia, “a pesquisa do Fernando, que é muito abrangente e completa, nos fez enxergar que ainda há muito a ser estudado, o que também nos motivou a dar continuidade à pesquisa”.

O professor José Henrique de Vasconcelos avaliou a apresentação como muito interessante e esclarecedora. Para o professor, de forma “muito didática e acompanhada de vários levantamentos estatísticos, ele fez um rápido histórico de projetos e políticas sociais de Estado no Brasil – fazendo também alguns comparativos com tentativas semelhantes em outras nações”. Segundo Henrique, “de forma apartidária, ele demonstrou a evolução destas ações sociais por diferentes governos nacionais, analisando sobretudo os impactos benéficos do atual Bolsa família na erradicação da miséria e no aquecimento econômico de municípios pobres e esquecidos do sertão nordestino e de outras localidades do território brasileiro”.

O palestrante Fernando Silva avalia que experiências como essa trazem lições aos pesquisadores, no sentido de buscar formas e termos adequados ao público das escolas. Mas os alunos do Cotuca o surpreenderam: “demonstraram capacidade crítica na compreensão da minha exposição e levantaram perguntas importantes no debate que fizemos depois, não apenas as perguntas recorrentes na grande mídia. Além disso, foi bastante rico o diálogo que pude ter com alunos que me procuraram após o debate”. Ele elogiou a iniciativa do Colégio e espera que a atividade se repita com outros temas e pesquisas.

Fonte: Cotuca Colégio Técnico de Campinas 

"Me pegou de surpresa em 2015? Meu Casamento" Por Thaynnara Agnes

2015 em uma palavra: 
Razoável

Prometi e não cumpri; 
Entrar em uma faculdade, mas não conseguir.

Melhor e pior momento de 2015? 
Melhor: Conclusão do meu magistério e meu casamento
Pior ter viajado para Minas Gerais.

Me pegou de surpresa 
Meu Casamento, pois nunca tinha planejado isso em minha vida.

Meta para 2016: 
Tenho várias mais em especial ingressar em uma universidade.

Thaynnara Agnes

Leia também:

Qual seu melhor momento de 2015

Meu melhor momento de 2015 foi conhecer e me instalar na maior metrópole do nosso pais.

Conhecer pessoas boas e construir amizades verdadeiras.

Luciano Oliveira,  Jogador de Futevôlei.

domingo, 13 de dezembro de 2015

É hoje


Aprender a ensinar implica pensar no que significa ser professor

 
Formar futuros professores é um caminho com várias etapas. No nosso país, detetaram-se alguns problemas como a falta de tempo e de condições para o desenho e desenvolvimento de um projeto de intervenção e a irrelevância de alguns módulos na promoção de competências profissionais. Maria Assunção Flores destaca alguns pormenores deste processo. 

A formação pode fazer a diferença na aprendizagem dos futuros professores e na melhoria do ensino e aprendizagem dos alunos. É um dos fatores decisivos para a melhoria da Educação, mas é preciso analisar diversos aspetos. “Se se pretende que a formação de professores faça a diferença, é necessário elaborar programas de formação de qualidade, desenvolver uma visão clara e explícita sobre o processo de aprendizagem do professor e perspetivas pedagógicas específicas e investir na qualidade dos formadores de professores”, sublinha Maria Assunção Flores, investigadora do Centro de Investigação em Estudos da Criança da Universidade do Minho, no artigo “Formação de Professores: Questões Críticas e Desafios a Considerar”, publicado no relatório Estado da Educação 2014 do Conselho Nacional de Educação. “Mas é também fundamental desenvolver competências de investigação, coordenar e articular, de forma explícita, as várias componentes do currículo, refletir e partilhar práticas pedagógicas, integrar o ensino e a investigação na prática e incluir a dimensão ética, cultural e política para que a formação de professores possa, de facto, ser encarada como um espaço de (trans)formação”, acrescenta.

Como aprender a ensinar? Aprender a ensinar implica aquisição de destrezas e de conhecimentos técnicos e desencadeia um processo pessoal, reflexivo e crítico sobre o que significa ser professor e sobre os valores e propósitos implícitos nas próprias ações e nas instituições em que se trabalha. “O sentido de identidade profissional constitui um elemento central no processo de tornar-se e de ser professor”, escreve a investigadora, que se tem debruçado intensamente sobre o assunto. Há então perguntas que têm de ser feitas. Que tipo de professor se pretende formar? Que professor se está a formar? Quais os conhecimentos e competências a valorizar? Como discutir o papel do professor numa sociedade em permanente mudança? Os professores devem ser executores ou agentes do currículo?

“Aprender a ensinar constitui um processo complexo e multifacetado que começa antes da entrada num curso de formação inicial de professores e é influenciado por um conjunto de variáveis, de perspetivas, de crenças e de práticas, por vezes conflituais, que marcam a transição de aluno a professor”, refere Maria Assunção Flores. Aprende-se observando, não basta apenas a aquisição de saberes sobre o ensino, e as oportunidades e experiências são importantes para se ser bom professor. “A formação de professores deve centrar-se não apenas no que os professores devem saber e ser capazes de fazer, mas também no modo como os professores, enquanto agentes de mudança, pensam e no modo como são capazes de transformar a sociedade”, refere.

Em Portugal, segundo dados recolhidos no âmbito da formação inicial de professores pós-Bolonha, detetaram-se alguns problemas neste processo como a falta de tempo e de condições para o desenho e desenvolvimento de um projeto de intervenção; uma insuficiente coordenação; alguns seminários ou módulos foram considerados irrelevantes na análise de contextos e desenvolvimento de competências profissionais; e notou-se ainda a inadequação de modalidades de avaliação nalguns seminários e módulos.

Criatividade e liderança 
 
Analisar o tema implica também refletir sobre políticas de formação, programas e currículos, pedagogia da formação e ainda sobre o papel dos formadores de professores. “De um modo geral, no contexto europeu, a formação dos professores tem sido identificada como uma prioridade na medida em que aqueles são vistos como ‘atores decisivos no modo como os sistemas educativos evoluem’”. Há vários princípios que têm sido indicados para orientar a formação de professores porque aprender a ensinar envolve continuamente exigências conflituais e concorrentes, aprender a ensinar exige uma visão do conhecimento como disciplina em vez de uma disciplina criada, aprender a ensinar implica a existência de conexões significativas entre escolas, universidades e os futuros professores.

Há várias questões a considerar nesta equação: a qualidade do conhecimento dos professores, a reflexão crítica sobre situação da sala de aula e da escola, a capacidade para integrar o conhecimento e para lidar com a complexidade, a capacidade para se adaptar às necessidades individuais e coletivas dos alunos. Apesar de muitas variações nesta matéria, há competências consideradas centrais na formação de professores: conhecimento da disciplina a ensinar, conhecimento da pedagogia, integração da teoria e da prática, cooperação e colaboração, um sistema de autoavaliação, mobilidade, dinamismo, criatividade e liderança.

“Têm sido identificadas discrepâncias entre o que os alunos futuros professores aprendem nos seus cursos e a sua experiência prática nas escolas e a falta de articulação entre as várias componentes de formação, muitas vezes associada à separação histórica e curricular entre as disciplinas mais teóricas e as mais práticas e à desconexão entre o conhecimento teórico/propositivo e prático/procedimental, bem como às tensões entre a lógica profissional e académica na formação dos professores”, revela a investigadora.

A preocupação com a qualidade e a eficácia da formação de quem ensina aparece recorrentemente nos estudos sobre a matéria. Nos Estados Unidos, a tendência é para a prestação de contas numa lógica de evidência e a qualidade da formação “é avaliada através de indicadores de eficácia do trabalho dos novos professores, obtidos nos resultados de testes estandardizados dos seus alunos”. Na Finlândia, caso de sucesso nos resultados dos alunos em programas internacionais de avaliação, é diferente, sobressai a elevada qualidade da formação de quem ensina. O modelo finlandês é então lembrado. Neste país, os programas baseiam-se na evidência empírica e no desenvolvimento das competências metacognitivas dos futuros professores através da reflexão e raciocínio pedagógico.

Analisar e discutir a pedagogia 
  
A articulação entre teoria e prática também surge quando se aborda a formação dos futuros professores e a investigação aparece como um elemento importante porque pode potenciar essa articulação, “não no sentido de uma conceção de professor como executor de teorias produzidas pela investigação académica, que desvaloriza as suas teorias pessoais e o papel da experiência na construção do profissionalismo docente, mas através de uma nova pedagogia da formação baseada em problemas e preocupações emergentes dos contextos reais, na reflexão sistemática dos professores sobre o seu pensamento e a sua ação, e na interação entre os professores e os formadores e supervisores no sentido da consciencialização e reconstrução da prática”.

Investigar a própria prática é fundamental. “Um modelo de formação orientado pela e para a investigação é essencial para o desenvolvimento do ensino e do conhecimento sobre o ensino através da pesquisa, incluindo a análise dos contextos de trabalho dos professores.” Dessa forma, os alunos futuros professores assumem-se como alunos mas também como investigadores, o que, refere a autora do artigo, “implica o desenvolvimento de competências investigativas e de uma postura crítica face ao ensino e aos contextos da sua realização”.

O estágio, a aprendizagem no local de trabalho, é visto como um elemento chave para “potenciar a coerência, relevância e eficácia da formação, embora não haja consenso quanto à sua duração, localização no currículo da formação, nem quanto à sua forma e conteúdo”. O estágio é, no entanto, reconhecido como a experiência mais relevante para quem quer ensinar. E os formadores têm de ter um papel interventivo enquanto formadores e investigadores da formação, investigar a sua própria prática, na linha do autoestudo. Ou seja, ensinar sobre o ensino através da criação de “espaços onde os alunos futuros professores e os formadores de professores possam analisar e discutir a pedagogia”. 

Fonte: Educare Portugal

sábado, 12 de dezembro de 2015

É hoje


É hoje


A arte do verso, segundo o poeta Jorge de Lima

O político, médico, pintor, tradutor, biógrafo, ensaísta, romancista e poeta alagoano Jorge Mateus de Lima (1893-1953) explica no soneto “Paixão e Arte” que, para fazer arte, tem que ter paixão, e esta não existe sem o verso, porque ele é a arte do verbo.

PAIXÃO E ARTE
Jorge de Lima

Ter Arte é ter Paixão. Não há Paixão sem Verso…
O verso é a Arte do Verbo – o ritmo do som…
Existe em toda a parte, ao léu da Vida, asperso
E a Música o modula em gradações de tom…

Blasfemador, ardente, amoroso ou perverso
Quando a Paixão que o gera é Marília ou Manon…
Mas é sempre a Paixão que o faz vibrar diverso;
Se o inspira o Ódio é mau, se o gera o amor é bom…

Diz a História Sagrada e a Tradição nos fala
dum amor inocente (o mais alto destino):
A Paixão de Jesus, o perdão a Madalena.

Homem, faze do Verso o teu culto pagão
E canta a tua Dor e talha o alexandrino
A quem te acostumou a ter Arte e Paixão.
  

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Seduc seleciona profissionais para Projovem em União dos Palmares

Nesta sexta-feira, dia 11, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) abre inscrições para a seleção dos profissionais que desejem atuar no Programa Nacional de Inclusão de Jovens – o Projovem Urbano, a partir de 2016 em Viçosa e União dos Palmares. As inscrições e entrega de currículos prosseguem até o dia 14 nas sedes da 4ª e 7ª Gerências Regionais de Educação, respectivamente, em Viçosa e União dos Palmares.
 
Ao todo, são oferecidas 12 vagas - seis para cada Gere - nas funções de Educador de Participação Cidadã, Educador de Qualificação Profissional do Arco de Administração, Educador de Qualificação Profissional do Arco de Telemática, Professor/Monitor para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), Professor/Monitor para Atendimento das Salas de Acolhimento de Crianças e Merendeiras/os.

No edital 23/2015/ publicado na quinta-feira (10) no Diário Oficial do Estado (DOE), constam informações acerca das provas de títulos e outros critérios de admissão dos candidatos, além do cronograma do certame.

O resultado da análise de currículos será divulgado no dia 18 e os candidatos terão de 21 a 22 para interpor recursos. O resultado dos recursos será publicado no dia 28 e o resultado final do processo seletivo será no dia 29. Os selecionados deverão se apresentar nas Gerências onde se inscreveram no dia 30.

Critérios

Confira abaixo os critérios para a inscrição e os cargos ofertados no processo seletivo:

Educador de participação cidadã - Para disputar o cargo de professor de Educação Cidadã do Projovem, o profissional precisa ter curso superior completo (bacharelado ou licenciatura) em Ciências Humanas, Sociais Aplicadas ou Pedagogia. A jornada de trabalho é 30 horas semanais, sendo 20 horas em sala de aula, 5 horas de formação continuada e 5 horas de planejamento. A remuneração bruta é de R$ 1.800,00 (incidindo, sobre esta, os encargos sociais e/ou trabalhistas).

Dentre as condições para concorrer ao cargo de professor de Educação Cidadã estão: ter disponibilidade de tempo e no mínimo um ano atuando como educador de ciências humanas, em projetos sociais ou serviços comunitários, além de conhecimentos básicos em informática (textos, planilhas, correio eletrônico, navegação na internet), na perspectiva de trabalhar inclusão digital como ferramenta pedagógica para o desenvolvimento dos componentes curriculares; 

Educador de Qualificação Profisissional no Arco de Administração (Viçosa) - O candidato deve ter curso técnico em nível médio na área relacionada ao Arco ou curso superior com experiência comprovada na área de Administração ou nas ocupações do Arco, além de ter no mínimo seis meses de experiência em cursos de formação profissional. A jornada semanal é de 30 horas, com remuneração de R$ 1.800, 00;

Educador de Qualificação Profisissional no Arco de Telmática (União dos Palmares) - O candidato deve ter curso técnico em nível médio na área relacionada ao Arco ou curso superior com experiência comprovada na área de Telemática ou nas ocupações do Arco, além de ter, no mínimo, seis meses de experiência em cursos de formação profissional. A jornada semanal é de 30 horas, com remuneração de R$ 1.800, 00;

Professor/ Monitor para Atendimento Educacional Especializado (AEE) - Quem for disputar o cargo de Professor/Monitor para AEE precisa ter curso superior em Pedagogia e formação continuada em Educação Especial ou Especialização em Psicopedagogia. Além de ter no mínimo um ano de experiência na função e disponibilidade de 20 horas. A remuneração bruta oferecida é de R$ 1.200,00;

Professor/ Monitor para Atendimento das Salas de Acolhimento de Crianças - O cargo de Professor/Monitor para Atendimento das Salas de Acolhimento de Crianças exige do candidato que tenha apenas formação mínima em nível médio, na modalidade normal, conhecimentos básicos em desenvolvimento infantil e disponibilidade de 20 horas semanais. A remuneração bruta oferecida é de R$ 788,00;

Merendeiros/ Merendeiras - Para o cargo de Merendeiros/as exige-se apenas o ensino fundamental completo e experiência mínima de um ano na preparação de alimentos em escolas, restaurantes, refeitórios e similares. O salário bruto oferecido, para uma carga horária de 20 horas semanais é de R$ 788,00. 

por Agência Alagoas

É hoje... Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2015