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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Alunos da rede municipal de União dos Palmares visitam reserva ecológica na Laje

Hoje dia, 23, os alunos da Escola Municipal Antonio Gomes de Barros, no Distrito de Rocha Cavalcante, zona rural de União dos Palmares, participaram de uma aula de campo / confraternização na Reserva Ecológica Osvaldo Timóteo, localizada na Fazenda Santa Maria, zona rural São José da Laje. 

A aula de Ecologia e Meio ambiente foi ministrada pela proprietária Jacineide Maia que mostrou para os estudantes a área voltada para o reflorestamento e conservação da Mata Atlântica. A fazenda Santa Rita está com a família Timóteo há 40 anos, e há 10 anos, além de promover o reflorestamento e conservação das espécies nativas do lugar, a fazenda também oferece visitas guiadas para os amantes da natureza, para pesquisadores e alunos de escolas públicas e privadas. 

O que antes era um canavial sem vida, atualmente os visitantes encontram bambuzais, nascentes de água potável, lagos, espaço de preservação de aves em extinção, entre outros atrativos. 

Os 35 alunos do 7º Ano B do ensino fundamental puderam constatar e aprender como é importante a preservação da flora e fauna nativas. Fora o apoio da gestão escolar, os professores da instituição Simone Araújo, Rita de Cássia, Quitéria Rocha e José Marcelo acompanharam os alunos nessa visita encantadora. "Para quem ama o contato com a natureza, o local é super recomendado, seja para uma aula de campo ou para um passeio com amigos e familiares", disse o professor José Marcelo, que leciona Geografia na escola. 

Uma aula diferente, repleta de curiosidades e descobertas, foi neste clima de aprendizagem e descontração que os alunos curtiram todos os ambientes da fazenda, entre palestras e brincadeiras todos se divertiram na piscina, na bica de água fria, no parquinho e de muita.

Que venha a próxima visita à Reserva Ecológica Osvaldo Timóteo!



Jacineide Maia (de boné) ao lado dos professores Rita de Cássia, Quitéria Rocha, José Marcelo e Simone Araújo. 

Mart'nália dá show de simpatia e atende fãs no camarim em União dos Palmares

A cantora Mart'nália, foi super carinhosa com seus admiradores aqui na terra de Zumbi dos Palmares, tanto no palco da Praça Basiliano Sarmento, como no camarim a sambista mantinha um contato constante com seu público.

Miss simpatia pura!  

Estudante palmarina faz poema contra o racismo






A estudante do 6º Ciclo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), Edjane da Silva, da Escola Municipal Joaquim Gomes de Araújo, localizada no povoado de Várzea Grande, zona rural de União dos Palmares, sonha um dia lançar um livro de poesias. Para isso a palmarina já tem material guardado para quem sabe ver seu sonho realizado.

A poetisa disse ao blog que as inspirações para escrever vêm de repente e não existe uma rotina para fazer seus escritos
Aos 22 anos e viúva há dois anos, “amava muito meu marido, o mesmo foi assassinado a tiros. Hoje quero ser exemplo para nosso filho Matheus que tem 4 anos".

Esses momentos de solidão ajudam a jovem a escrever suas poesias e ter foco para terminar os estudos, "já senti vergonha de ser aluna da EJA", revela. "quero terminar meus estudos e seguir em frente". Por seu empenho e dedicação aos estudos, as professoras da EJA sempre a convida para participar dos projetos desenvolvidos na instituição escolar.

O poema abaixo é sobre o racismo. Infelizmente o preconceito racial ainda vigora em nossa sociedade, no mundo inteiro. Nas festividades dos 320 anos da morte do líder negro Zumbi dos Palmares, essa poema também vem dá sua contribuição na luta contra o preconceito.  


domingo, 22 de novembro de 2015

No 20 de novembro, ator branco, rouba a cena na festa dos pret@s, na Serra da Barriga Por Arísia Barros em Raízes da África


O palco da festa do 20 de novembro na Serra da Barriga reuniu algumas autoridades políticas, entre eles, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, Renan Filho, governador de Alagoas, a consulesa da França Alexandra Loras, consultor Legislativo do Senado Federal, Mário Lisboa Theodoro, representantes da Fundação Palmares (vindos diretamente de Brasília), representantes das comunidades tradicionais de matriz africana, quilombolas, entre outr@s artistas.

A fala do ministro Juca Ferreira referenciando Zumbi, e a guerra da matança dos meninos pretos abriu as atividades.

Um suadíssimo  cantor Arlindo Cruz, sobre o calor abrasante da Serra da Barriga,  fazia às vezes de mestre de cerimônia, e entre uma e outra consideração, cantava uma música.

O Governador Renan Filho com um discurso bem apropriado (salve, salve Ênio Lins),  foi muito feliz ao condenar a agressão sofrida por mulheres negras, na Marcha do 18 de novembro, em Brasília.

Menin@s soltaram pombas no descerramento da placa/banner de lançamento da Campanha “Filhos do Brasil”, em defesa e garantia da liberdade religiosa e contra a intolerância.

E entre as muitas gentes pretas e autoridades brancas,  no palco preto da Serra da Barriga para celebrar a consciência negra, foi o ator branco que anunciado como “celebridade” roubou a cena, até do próprio Arlindo Cruz.

Autoridades e gente preta  no palco pararam para tirar “selfie” com o artista branco  o público chegou ao delírio.

É, e assim caminha a construção dos valores  “humanos” na terra de Zumbi.

Eita, Zumbi.


Ator Henri Castelli em fotos tiradas por palmarinos. 

sábado, 21 de novembro de 2015

A professora que luta para valorizar Zumbi em escola de Palmares


"Lá vêm os negros do Muquém. Se fazem tanta questão do quilombo, por que não ficam lá?" Mais de 20 anos depois, frases assim ecoam na cabeça da professora Ângela Maria Nunes, nascida e criada no Muquém, comunidade formada por famílias de descendentes de quilombolas no interior de Alagoas.
Era isso que ela e os amigos ouviam quando iam à escola na sede do município de União dos Palmares, na Serra da Barriga, a mesma região onde por cerca de um século resistiu o Quilombo dos Palmares.

Com a queda do quilombo, em 1695, os negros que sobreviveram se espalharam. Segundo a tradição local, o Muquém surgiu quando cinco irmãs negras desceram a serra, se esconderam na área perto do rio (Muquém viria de amuquecar ou amoquecar, com o sentido de esconder-se, fugir) e ali passaram a viver.

O lugar foi oficialmente reconhecido em 2005 pela Fundação Palmares como uma comunidade de remanescentes do antigo quilombo.

"As pessoas conheciam a história do quilombo e eu também. Mas não importava. Éramos os negros do Muquém, os negros do cabelo duro. Evitavam a gente, e abaixávamos a cabeça", lembra Ângela, descendente direta de Camila Nunes, a primeira das cinco irmãs negras a chegar ao lugar.

Aos 37 anos, Ângela é professora da educação infantil na Escola Municipal Pedro Pereira da Silva, que funciona dentro da comunidade quilombola. A escola tem 382 alunos da comunidade do Muquém e 135 espalhados nos núcleos da Serra da Barriga. Oferece até o 9º ano do ensino fundamental. Não tem telefone, só internet.

A diretora, Maria Luciete Santos, que assumiu o posto em 2013, é entusiasta da história local, mas relata dificuldades. Diz que, embora os jovens conheçam a história, demonstram às vezes desinteresse pelas tradições negras.

"Eles têm baixa autoestima. A gente tem feito um trabalho de autoestima para eles saberem a história e o quanto são importantes. Não dão valor ao que eles realmente são. Eles são remanescentes do quilombo de fato, vêm de uma história das raízes de Zumbi de fato e de direito. Mas não dão valor", conta a diretora.

A Comunidade Quilombola do Muquém hoje abriga cerca de 170 famílias, todas ou quase todas aparentadas, descendentes das cinco irmãs. Alguns membros da comunidade casaram-se com brancos, e há crianças loiras na escola.

Muitos jovens, segundo a diretora, ainda têm vergonha de suas tradições, como a fabricação de objetos de cerâmica, e dizem que não querem sujar as mãos de barro. Na batalha diária para conquistar alunos e pais, a escola investe em aulas e cursos que valorizam a história e tradições negras, como dança do coco e capoeira. Em toda a rede municipal foi incluída a disciplina Cultura Palmarina, com foco na história da cidade e do Quilombo dos Palmares.

Outra descendente direta da fundadora Camila Nunes e, portanto, prima da professora Ângela, é Albertina Nunes da Silva, merendeira da escola. Com o apoio da direção, ela leva para a merenda ecos da culinária negra, como mungunzá (um prato à base de grãos de milho, conhecido em boa parte do Brasil como canjica branca) e pirão de peixe.

Está participando de um concurso de culinária quilombola com uma receita de família herdada de Camila: a cabidela de peixe, um assado de forno em que a cabidela não é feita com sangue, como na galinha, mas com uma mistura de legumes.

Albertina presidia a associação comunitária do Muquém quando a enchente de 2010 veio e arrastou as antigas casas do lugar, inclusive a dela. Só uma coisa ela salvou das águas, o título de reconhecimento da comunidade como remanescente de quilombo, concedido pela Fundação Palmares.

Mais de 50 pessoas escaparam da enxurrada subindo na jaqueira que é hoje um dos pontos mais visitados pelos turistas que vão ao Muquém. As casas e a escola foram reconstruídas em outro local, mais longe do rio e fora da área de risco.

É numa dessas casas coloridas que vive hoje a professora Ângela, a adolescente que não gostava de seu povo. No ensino médio, uma professora de história conseguiu convencê-la de que a luta de Zumbi não faria sentido se ela tivesse vergonha de sua cor. "Eu odiava meu cabelo, minha pele. Aquela professora me ensinou a gostar de mim, e aprendi a gostar do meu povo", relembra.

Por uma nova história

Longe do Muquém, outros professores se esforçam para contar a seus alunos uma versão mais justa da participação do negro na construção do Brasil. Em 2003, uma lei tornou obrigatório o ensino, em escolas públicas e particulares, de história e cultura afro-brasileira, aí incluída a história da África.

Em 2008, uma nova modificação tornou obrigatório também o estudo da história indígena. Entre professores ouvidos, a opinião unânime foi de que, se o tema da cultura negra no Brasil cresceu de tamanho e importância nos livros, a história do continente africano ainda é pouco trabalhada.

Coordenador de vestibular do Colégio QI, com unidades em vários bairros do Rio de Janeiro, o historiador Renato Pellizzari, 34 anos, avalia que o grande desafio é tirar o estudo da África da visão eurocêntrica, segundo a qual o continente só surge nos livros quando os portugueses iniciam sua expansão colonial.

Pellizari entende que falta ainda um material mais direto sobre o tema, embora liste livros que têm ajudado no trabalho, como A África na Sala de Aula: Visita à História Contemporânea, de Leila Leite Hernandez. As escolas também investem em cursos e palestras sobre o tema para capacitar os docentes.

Uma história contada pelo professor Marcos Dezemone, com passagens por vários colégios particulares, dá ideia do abismo racial no ensino privado.

"Não faz muito tempo, num intercâmbio escolar Brasil-França, vieram para um colégio do Rio vários alunos franceses, a maioria negros. Os alunos brasileiros se surpreenderam com o fato de haver negros entre os franceses. E os franceses, por sua vez, pensaram que tinham sido enviados para uma escola só de brancos", relata ele, que leciona nos cursos de história da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e na UFF.

"Alunos às vezes perguntam por que estudar África, mas é preciso que saibam que o negro tem um papel fundamental na construção do país. Trouxe, por exemplo, técnicas de pecuária extensiva e mineração de ouro. Os africanos eram profundos conhecedores do trabalho com o ouro e já dominavam a técnica de pré-aquecer o forno, hoje uma coisa banal para nós", afirma.

Professor do turno noturno da Uerj, Dezemone destaca que a universidade, graças a uma lei aprovada em 2001, tem cotas raciais e para alunos de escolas públicas, o que hoje lhe confere um perfil mais popular. Há mais negros nos bancos escolares, inclusive no curso de História. Muitos serão os primeiros de suas famílias a possuir diploma universitário.

Longe da Uerj, de volta ao Muquém, a professora Ângela chega para mais um dia de trabalho. Ela e a irmã também serão as primeiras da família a ter diploma universitário.

Ângela concluiu o magistério e cursa pedagogia na Uneal (Universidade Estadual de Alagoas). Mãe de Henrique Fernando, de 9 anos, Nandiel, de 7, e Luiz Inácio, de 3, batizado em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ângela diz que, desde seu tempo de escola, muita coisa mudou – principalmente ela mesma. Ainda sente o preconceito, mas tenta ensinar aos alunos e filhos o orgulho de suas tradições.

Pensa na professora de história que transformou sua forma de encarar a vida e começa mais uma manhã de aula. Se alguém apontar seus filhos e alunos na rua, dizendo, "Lá vêm os negros do Muquém", quer que eles respondam sem abaixar a cabeça, mas sim estufando o peito: "Sim, somos os negros do Muquém".

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Fonte: BBC BRASIL
fotos: Thiago Alexandre

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Daqui a pouco show de Mart'nália e Banda Vibrações em União dos Palmares

Às 20h show da cantora Mart'nália em seguida a Banda Vibrações Rasta na Praça Basiliano Sarmento.

Último dia da programação do 20 de novembro...


20 DE NOVEMBRO – DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA

O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho. Maiores informações podem ser consultadas no texto História do Quilombo de Palmares.

A data de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou membros do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, a elegerem a figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam.

Com a redemocratização do Brasil e a promulgação da Constituição de 1988, vários segmentos da sociedade, inclusive os movimentos sociais, como o Movimento Negro, obtiveram maior espaço no âmbito das discussões e decisões políticas. A lei de preconceito de raça ou cor (nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989) e leis como a de cotas raciais, no âmbito da educação superior, e, especificamente na área da educação básica, a lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-brasileira, são exemplos de legislações que preveem certa reparação aos danos sofridos pela população negra na história do Brasil.

A figura de Zumbi dos Palmares é especialmente reivindicada pelo movimento negro como símbolo de todas essas conquistas, tanto que a lei que instituiu o dia da Consciência Negra foi também fruto dessa reivindicação. O nome de Zumbi, inclusive, é sugerido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana como personalidade a ser abordada nas aulas de ensino básico como exemplo da luta dos negros no Brasil. Essa sugestão orienta-se por uma das determinações da lei Nº 10.639, que diz no Art. 26-A, parágrafo 1º: “O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.”

A despeito da comemoração do Dia da Consciência Negra ser no dia da morte de Zumbi e do que essa figura histórica representa enquanto símbolo para movimentos sociais, como o Movimento Negro, há muita polêmica no âmbito acadêmico em torno da imagem de Zumbi e da própria história do Quilombo dos Palmares. As primeiras obras que abordaram esse acontecimento histórico, como as de Edison Carneiro (O Quilombo dos Palmares, Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 3a ed., 1966), de Eduardo Fonseca Jr. (Zumbi dos Palmares, A História do Brasil que não foi Contada. Rio de Janeiro: Soc. Yorubana Teológica de Cultura Afro-Brasileira, 1988) e de Décio Freitas (Palmares, a guerra dos escravos. Porto Alegre: Movimento, 1973), abriram caminho para a compreensão da história da fundação, apogeu e queda do Quilombo dos Palmares, mas, em certa medida, deram espaço para o uso político da figura de Zumbi, o que, segundo outros historiadores que revisaram esse acontecimento, pode ter sido prejudicial para a veracidade dos fatos.

Um dos principais historiadores que estudam e revisam a história do Quilombo dos Palmares atualmente é Flávio dos Santos Gomes, cuja principal obra é De olho em Zumbi dos Palmares: História, símbolos e memória social (São Paulo: Claro Enigma, 2011). Flávio Gomes procurou, nessa obra, realizar não apenas uma revisão dos fatos a partir do contato direto com as fontes do século XVI e XVII, mas também analisar o uso político da imagem de Zumbi. Segundo esse autor, o tio de Zumbi, Ganga Zumba, que chefiou o quilombo e, inclusive, firmou tratados de paz com as autoridades locais, acabou tendo sua imagem diminuída e pouco conhecida em razão da escolha ideológica de Zumbi como símbolo de luta dos negros.

Além dessa polêmica, há também o problema referente à própria estrutura e proposta de resistência dos quilombos no período colonial. Historiadores como José Murilo de Carvalho acentuam que grandes quilombos, como o de Palmares, não tinham o objetivo estrito de apartar-se completamente da sociedade escravocrata, tendo o próprio Quilombo dos Palmares participado do tráfico e do uso de escravos. Diz ele, na obra Cidadania no Brasil: “Os quilombos que sobreviviam mais tempo acabavam mantendo relações com a sociedade que os cercava, e esta sociedade era escravista. No próprio quilombo dos Palmares havia escravos”. (CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 48).

Governador Renan Filho estará na Serra da Barriga, neste dia 20

Nesta sexta-feira, 20, feriado estadual em celebração ao Dia da Consciência Negra, o governador Renan Filho prestigiará as homenagens preparadas pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com a Fundação Cultural Palmares, em prol do reconhecimento da importância histórica dos eventos que envolvem o legado do povo negro em Alagoas e no Brasil.

A programação terá início a partir das 11h desta sexta-feira, 20, na Serra da Barriga, em União dos Palmares, com um ato solene em memória dos 320 anos de Zumbi dos Palmares. Além da presença do governador de Alagoas, o evento contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira, do cantor Arlindo Cruz, autoridades políticas e representantes da Fundação Palmares e da sociedade civil.


O evento destacará o contexto histórico e cultural da região quilombola de Alagoas, que se destaca como berço da resistência negra no país e no mundo.  

Fonte: Integração Alagoas