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terça-feira, 13 de outubro de 2015
184 Anos de Emancipação Política de União dos Palmares!
A
proximidade da vila com a Província de Pernambuco e a tradição que,
mesmo muitos anos depois de destruído completamente o quilombo dos
Palmares, sempre houve a respeito da Serra da Barriga, tida, por muitos,
como esconderijo de assassinos e criminosos, a pequena Vila de Santa
Maria se tornou um ponto atraente para os criminosos originários da
província pernambucana, que para aqui convergiam em busca de refúgio,
quando os perseguia a ação da justiça ou a represália e vingança dos
parentes ou amigos de suas vítimas.
Esta realidade fez com que
as autoridades provinciais reconhecessem a necessidade de elevar o
pequeno povoado à categoria de vila, não pela importância e
desenvolvimento material do povoado, mas por conta da urgência de
colocar nela autoridades judiciárias e policiais, além, é claro, dos
insistentes apelos dos habitantes do lugar. Para os moradores de Santa
Maria Madalena, era extremamente necessário tornar-se independente
politicamente.
Sendo assim, por deliberação do Conselho Geral
da Província, em 13 de outubro de 1831, através de Decreto aprovado pela
Assembleia Geral Legislativa, o lugar foi elevado à categoria de vila e
desmembrado, assim como o povoado de Riacho do Meio (atual Viçosa), da
então vila de Atalaia. Na época da emancipação, o povoado, até então
denominado Vila de Santa Maria, compreendia, além da povoação de Macaco,
tido como sede do mesmo, as povoações de Lage do Canhoto, Juçara,
Cabeça de Porco, Murici e Branquinha.
Quando se deu a
promulgação deste Decreto, o paraibano Manoel Lobo de Miranda Henriques
governava a Província de Alagoas, entretanto a instalação do mesmo foi
feita solenemente pelo Ouvidor da Comarca, Manoel Messias de Leão , em
16 de fevereiro de 1833, com a posse do Presidente da Câmara Municipal
de Vereadores. Ou seja, apesar de ter sido emancipada em 13 de outubro
de 1831, nosso município só teve o Poder Executivo instalado, em 1833,
dois anos depois.
No Brasil colonial (1530 – 1815), período em
que o território brasileiro era em uma colônia do império ultramarino
português, os povoados eram elevadas a vilas e as vilas a cidade, por
conta disto, durante muito tempo, a data correta da fundação de
municípios antes da Proclamação da República (15 de novembro de 1889) é o
dia da criação da vila. Com a vila, o lugar adquiria a sua autonomia
político-administrativa, passando a constituir câmara de vereadores, que
tinha o poder de cobrar impostos, receber um "juiz de fora” , um
pelourinho e uma cadeia pública.
Nesta época, as câmaras
municipais exerciam um número bem maior de funções do que atualmente.
Elas eram as responsáveis pela coleta de impostos, responsáveis por
regular o exercício de profissões e ofícios, regular o comércio, cuidar
da preservação do patrimônio público, criar e gerenciar prisões, ou
seja, uma ampla gama nos três campos da administração pública:
executivo, legislativo e judiciário.
VILA NOVA DA IMPERATRIZ
Com a emancipação, veio também a mudança de nome do lugar. Segundo
Cavalcanti (1969, p. 14-15), “apareceram os primeiros políticos e, com
eles, as primeiras bajulações. Era preciso dar ao povoado a proteção da
Corte”. Os políticos da vila resolveram homenagear Dona Amélia Augusta
Eugênia Napoleona de Beauharnais , a Imperatriz Amélia de Leuchtenberg,
consorte de D. Pedro I, passando a vila a chamar-se: “Vila Nova da
Imperatriz” ou, simplesmente, “Imperatriz”.
As duas esposas do
nosso primeiro imperador nomearam duas 'Vila da Imperatriz': a
primeira, D. Leopoldina, no Ceará, 1823, e a segunda, D. Amélia, em
Alagoas, 1832. Atualmente são, respectivamente, Itapipoca e União dos
Palmares. (IHGB, 2002, p. 186).
Até onde pude pesquisar, não
encontrei qualquer dado que comprove alguma visita por parte da
Imperatriz Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro I, ao município de
União dos Palmares, como consta em algumas pesquisas. Sendo assim, tudo
que é falado a respeito não passa de mito. Como foi dito anteriormente, a
Imperatriz que deu nome ao nosso município foi a segunda esposa de Dom
Pedro I, Dona Amélia Augusta Eugênia Napoleão de Beauharnais ou,
simplesmente, Amélia de Leuchtenberg.
TRECHO RETIRADO DO MEU LIVRO "A TERRA DA LIBERDADE: DE MACACOS À UNIÃO DOS PALMARES". de Franco Maciel
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
E hoje... Dia das Crianças é no Espaço Guanabara!!
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Eventos
domingo, 11 de outubro de 2015
Secretaria Estadual da Mulher e dos Direitos Humanos realizou conferência em União dos Palmares
Com o objetivo de promover e garantir a
participação da sociedade, em especial das mulheres, na formulação de
políticas públicas, a Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos de
Alagoas, em parceira com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
(Cedim), realizou nessa quarta-feira (7), em União dos Palmares, a
Conferência Regional Serrana Quilombolas.
A conferência teve como tema “Mais direitos, participação e poder para as mulheres” e foi dividida em cinco eixos temáticos:
“Contribuição dos Conselhos dos Direitos
da Mulher e dos Movimentos Feministas e de Mulheres para a Efetivação
da Igualdade de Direitos e Oportunidades para as Mulheres em sua
Diversidade e Especificidades: avanços e desafios”; “Estruturas
Institucionais e Políticas Públicas Desenvolvidas para as Mulheres no
Âmbito Municipal, Estadual e Federal: avanços e desafios”; “Sistemas
Políticos com Participação das Mulheres e Igualdade: recomendações”;
“Sistema Nacional de Políticas para as Mulheres: subsídios e
recomendações”; e “Estratégias de Enfrentamento a Violência em suas
múltiplas faces”.
De acordo com a secretária da Mulher e
dos Direitos Humanos, Roseane Cavalcante, a conferência confirma que a
articulação do Estado com a sociedade é fundamental para organização do
movimento. “Estes encontros mostram a força e a luta das mulheres
inseridas nos mais diversos movimentos e organizações sociais por todo o
estado de Alagoas. Estas ações são fundamentais para impulsionar de
forma definitiva a construção de igualdade entre mulheres e homens”,
concluiu Rosinha.
O desafio da conferência é debater amplamente “Mais direitos,
participação e poder para as mulheres”, com o objetivo de garantir o
fortalecimento da Política Nacional para as Mulheres. A meta é traçar
estratégias para que as políticas públicas de igualdade para as mulheres
sejam efetivas e que passem a ocupar mais espaços de poder e decisão.
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União dos Palmares vai recebe a 2ª etapa do Ciclo Estadual de Conciliação
O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL),
desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, acompanhou, na manhã
desta sexta-feira (9), a segunda etapa do Ciclo Estadual de Conciliação,
em Santana do Ipanema. A força-tarefa, de iniciativa do Núcleo
Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Njus),
agendou 110 audiências envolvendo danos morais, inventário, busca e
apreensão, revisão de contratos, entre outros casos. Todos os processos
tramitam na 2ª Vara da Comarca.
“Mutirões como esse têm tido um resultado positivo porque aceleram a
prestação jurisdicional. As pessoas sentem a presença do Poder
Judiciário e, naturalmente, suas pendências são resolvidas com mais
brevidade”, afirmou o presidente do TJ/AL, ressaltando que ações desse
tipo devem ocorrer ainda em Palmeira dos Índios, União dos Palmares e
Penedo. “Devemos passar pelas cidades maiores, que concentram um maior
número de processos”.
O advogado Marcos Davi participou de uma das audiências, na condição
de inventariante. Ele representava 16 herdeiros que aguardam, há seis
anos, uma solução envolvendo os bens do pai falecido. “Vai ser feita a
avaliação das propriedades e posteriormente a partilha. Para a família
vai ser muito bom porque o processo terá um fim”, ressaltou.
Para a juíza Marina Gurgel da Costa, titular da 2ª Vara de Santana do
Ipanema, as partes devem refletir sobre a importância de uma solução
conciliatória. “Abre-se uma janela para que a pessoa possa resolver seus
problemas de uma forma menos traumática. É muito mais vantajoso chegar a
um acordo por meio de uma transação do que delegar isso a uma terceira
pessoa, no caso o juiz”, destacou.
A primeira etapa do Ciclo Estadual de Conciliação foi realizada no
dia 18 de setembro, em Delmiro Gouveia. Na ocasião, mais de 200
audiências foram pautadas.
Justiça Itinerante em Delmiro Gouveia
Após acompanhar as audiências, Washington Luiz firmou parceria com o
prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, para levar as ações do
projeto Justiça Itinerante ao município, já no próximo dia 31. A
população será beneficiada com a emissão de documentos, como RG, CPF e
Carteira de Trabalho. Poderá ainda resolver casos de menor complexidade
envolvendo divórcio consensual, retificação de registro e suprimento de
óbito. Será realizado também um casamento coletivo.
Fonte: Tribuna Hoje
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Justiça,
Outro canal
Como ser criativo
Por mais que a
maioria das pessoas reconheça a necessidade de ser de fato criativo, a maioria
ainda acha que “ah, isso não é pra mim”. Ledo engano, meu amigo.
A criatividade é
como um músculo. Para funcionar bem, tudo o que você precisa fazer é
exercitá-lo. E eu te garanto que não é tão difícil assim: você só precisa uma
porção generosa de vontade, uma dose extra de resiliência e acreditar em você.
Como ser criativo?
Você pode pensar
em criatividade como algo que os comerciantes espertos ou publicitários geniais
usam quando precisam chegar a um anúncio atraente, ou um traço pessoal que
apenas algumas pessoas têm naturalmente, como empresários de sucesso ou atores
de improvisação brilhantes. Mas, de acordo com Keith Sawyer, psicólogo e pesquisador,
absolutamente todas as pessoas do mundo podem ser mais criativas se seguirem
apenas oito passos, não necessariamente em uma ordem linear.
Aqui estão alguns
passos decisivos para cultivar a criatividade, junto com algumas outras dicas
que podem ajudar você ao longo do caminho:
1. Faça a pergunta
certa
Para começar nossa
jornada de como ser criativo, vamos usar algumas histórias que Sawyer conta
sobre os primórdios da Starbucks e do Instagram. Nenhuma das empresas seria o
que é hoje se seus fundadores tivessem insistido em resolver os mesmos
problemas que as outras empresas. Em vez de se perguntarem “como posso recriar
um lugar para vender café nos Estados Unidos?”, Howard Shultz refez a pergunta.
Ele olhou para o problema por um ângulo diferente e resolveu encontrar a
resposta para “como posso criar um ambiente confortável e relaxante para
desfrutar de um excelente café?”. E no caso do criador do Instagram, Kevin
Systrom, a pergunta mudou de “como posso criar um ótimo aplicativo de compartilhamento
de localização” para “como podemos criar um aplicativo de compartilhamento de
fotos simples?”.
Perceba que tudo
parte de um problema. Mas a pergunta que resume esse problema deve ser
certeira.
Sawyer oferece
técnicas bem legais para ajudar nessa busca pela pergunta perfeita. Por
experiência, posso dizer que a abundância pode ser um bom caminho.
Pense no seu
cérebro como uma gaveta de arquivos. Nele, tem uma sequência de pastas. As
primeiras têm algumas coisas, claro. Mas elas são de fácil acesso. Todo mundo
as encontra. As coisas mais interessantes estão guardadas lá no fundo. Só que
para chegar até as pastas mais profundas, você precisa antes tirar pasta por
pasta das que estão na frente.
Para isso,
rapidamente, sem pensar demais, escreva 10 variações da mesma pergunta. Por
exemplo, para a clássica pergunta: “Como posso construir uma ratoeira melhor”,
você pode fazer perguntas como “Como faço para levar os ratos para fora da
minha casa?” e “O que é que um rato quer?” ou “Como eu posso fazer meu quintal
mais atraente para um rato do que a minha casa?”. Depois de um tempo, você vai
ver que uma de suas novas perguntas provavelmente será melhor do que a
original.
2. Torne-se um
especialista
O segredo para o
sucesso excepcional não reside na capacidade natural, mas sim na prática
deliberada. Na verdade, pesquisas sugerem que ser bom em qualquer coisa exige
cerca de 10 mil horas de prática. Mas essa prática não diz respeito a fazer a
mesma coisa repetidas vezes, no entanto. Deve envolver práticas que extrapolam
sua zona de conforto e exigem domínio de tarefas que vão um pouco além de suas
capacidades.
Você tem que se
tornar um especialista em uma área antes de poder ser criativo nela. “Os
criativos de sucesso não apenas gostam de saber das coisas, eles têm sede por
isso. Eles não conseguem parar de fazer perguntas, e eles sempre vão além do
que aprenderam com os professores e os livros”, diz Sawyer. Há uma infinidade
de métodos para fazer isso.
Ouça palestras
TED, por exemplo. São vídeos grátis de discursos inspiradores, engraçados ou
fascinantes feitos por pessoas brilhantes. Para começar, recomendo o meu
preferido de todos: o Golden Circle. Posso dizer de olhos
fechados que esse vídeo mudou minha vida, especialmente porque ele diz respeito
à minha profissão (que no caso é a publicidade, marketing, comunicação,
discursos de marcas). Mas seja qual for a sua área de atuação, esse vídeo é
realmente inspirador. Ele fala sobre o estar conectado com um propósito.
Outra boa ideia é
usar todos os seus sentidos para mergulhar profundamente em um assunto. Vamos
dizer que você quer aprender sobre a cidade de Mystras, na Grécia. Você poderia
aprender um pouco da língua grega, procurar fotos do Peloponeso no Google
Imagens, tentar cozinhar um prato tradicional da culinária local, assistir a
vídeos de suas festas tradicionais, ouvir a rádio local e tentar conversar com
alguém que seja de lá. As redes sociais estão aí para diminuir fronteiras.
3. Mantenha a
cabeça aberta e consciente
As pessoas
criativas estão sempre à procura de possíveis novas soluções. Você pode fazer
isso tornando-se mais consciente, o que envolve intencionalmente perceber as
coisas a seu redor e não atrelar as pessoas que você encontra com base em suas
expectativas ou categorias que você estabeleceu em sua mente. Em vez disso,
tente ser aberto e curioso e resistir ao impulso quase automático de
estereotipar tudo.
Crie a sua própria
sorte. Os pesquisadores descobriram que pessoas que se classificam como
sortudas tendem a perceber mais coisas do que as pessoas que se dizem
infelizes. Elas também atuam em oportunidades inesperadas e se dão bem com os
outros, porque são curiosas. Pessoas infelizes tendem a ser tensas e focadas em
metas pequenas que prezam a perda de oportunidades diferentes que podem
aparecer pelo caminho.
Não deixe as
imprevisibilidades te irritarem. Algumas das grandes invenções do mundo vieram
de pedras que apareceram no caminho – como a penicilina e goma de mascar, por
exemplo. Elas surgiram porque alguém não ignorou um acidente, mas sim resolveu
estudá-lo.
Brinque com
joguinhos para crianças. Esses brinquedos costumam ser excelentes para
estimular novas conexões. Tanto que, se você visitar qualquer grande empresa
que preze pela inovação e criação como um valor, você vai acabar
invariavelmente encontrando uma sala de brinquedos. Ou brinquedos espalhados
por todos os lugares.
4. Brinque e finja
Quando você se
distrai brincando, sua mente pode vagar e seu subconsciente possui tempo para
trabalhar. É por isso que o tempo de trabalho é necessário para a criatividade
florescer.
Explore o futuro.
Imagine-se sendo uma pessoa de grande sucesso daqui a cinco anos. Anote todos
os detalhes sobre a sua impressão de como é ter sucesso. Em seguida, escreva a
história de como você chegou lá se fazendo perguntas como: “Qual foi o primeiro
passo que você deu para se mover em direção a sua meta?” ou “O que era um obstáculo
no início e como você o superou?”.
Deixar algo por
fazer. Deixar uma tarefa um pouco inacabada pode tornar mais fácil recomeçá-la
no dia seguinte. Isso porque tópicos cognitivos são deixados em aberto em sua
mente e o seu subconsciente vai trabalhar por você quando você não estiver de
fato trabalhando. Isso pode lhe dar uma visão súbita e bem diferente sobre o
trabalho.
Torne-se um
iniciante. Aprenda a fazer algo novo, como malabarismo, escultura em madeira,
ou qualquer coisa que estimule novas habilidades.
5. Tenha um monte
de ideias
Tenha ideias de
baldes. Sem dó. Lembre-se: pensar não custa nada. Mas as ideias que você pode
ter podem ter muito valor.
E, o mais importante de tudo: divirta-se fazendo isso.
Faça uma lista de
usos inusitados para objetos domésticos comuns. Quais são algumas maneiras
diferentes que você pode usar um clipe de papel, ou uma faca? Conte cinco
minutos no relógio e você vai ver como uma longa lista aparecerá. Não se preocupe
se suas ideias são estúpidas ou não.
6. Faça relações
inusitadas
Isso envolve
estabelecer combinação de coisas que normalmente não andam juntas. Em um estudo
recente, o neurocientista britânico Paul Howard-Jones pediu a algumas pessoas
para criarem histórias dando-lhes apenas três palavras. Para um grupo de
pessoas, as palavras foram relacionadas, tais como “escova”, “dentes” e
“brilho”. Outro conjunto de pessoas receberam palavras não relacionadas, tais
como “vaca”, “zíper” e “estrela”. As pessoas que receberam as palavras não
relacionadas obviamente inventaram histórias mais criativas.
Faça associações
remotas. Um exercício legal pode ser, por exemplo, ir para a página 56 em dois
livros diferentes e encontrar a quinta frase em cada um, para depois criar uma
história que conta a conexão entre as duas. É um exercício e tanto.
Use analogias.
Encontre semelhança entre duas coisas que à primeira vista parecem diferentes.
Envolva-se com
pessoas que são diferentes de você. Nós saímos com pessoas que são como nós, e
ao fazer isso podemos ter uma sensação bacana e reconfortante de fazer parte de
alguma coisa, mas isso não gera desenvolvimento pessoal – na maioria dos casos.
Além disso, tente se imaginar como outra pessoa – como um chefe, um estudante
estrangeiro, um inspetor de obras. Como é que essas pessoas veem o mundo?
7. Escolha as
melhores ideias
Se você seguiu os
primeiros seis passos, você deve ter muitas ideias na mão. Agora, o truque é
escolher as melhores. Para isso, você precisa:
– Saber o que você
está procurando. Você precisa confiar em sua intuição, naquela sensação de que
teve uma ideia que é melhor que as outras. Sawyer também recomenda apostar em
ideias que são simples, elegantes e coerentes;
– Ter critérios. Isso, eu receio dizer, a gente só adquire com o tempo. Para desenvolver seus próprios critérios, recomendo que você estabeleça alguns “ídolos”. Pessoas que você admira o trabalho. Comparar o seu trabalho com o dessas pessoas pode ser um bom parâmetro, até você ter confiança o suficiente para confiar no seu taco – ou fazer essas comparações de forma inconsciente;
– Fazer ideias competirem umas contra as outras. Escolha duas ideias e liste os pontos fortes e fracos de cada uma delas. Depois faça um saldo e veja qual delas “ganha” para o seu objetivo;
– Saber que sempre pode fazer melhor. Por isso, nunca pare de criar. Faça o advogado do diabo para chegar a um monte de razões pelas quais a sua ideia possa ser ruim.
8. Vá além das
suas grandes ideias
Talvez em uma hora
ou um dia, invista alguns minutos para experimentar materiais simples tais como
argila ou papelão para dar forma a um novo conceito. É uma maneira de pensar de
um jeito diferente e esse é um processo que muitas vezes leva a mais ideias.
Desenhe uma
imagem. Mesmo se você acha que não sabe desenhar, você pode, pelo menos,
rabiscar e ninguém nunca tem que ver o que você coloca no papel.
Faça uma colagem.
Pegue uma pilha de revistas e olhe fotos e anúncios. Junte quaisquer coisas que
se relacionem com o seu problema de qualquer maneira e cole-as em um grande
pedaço de cartolina. Mantenha esta arte perto de sua mesa, onde você pode
refletir sobre ela. Você pode obter uma nova perspectiva sobre o seu problema.
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Criatividade
sábado, 10 de outubro de 2015
Homofobia em sala de aula
Dia desses, falei para uma turma com cerca de 120 estudantes que não toleraria nenhum tipo de piada de cunho homofóbico no ambiente. No momento, creio, pareci um pouco “seco” ou “duro”, mas era preciso não dar margem à dupla interpretação: era “não tolero” mesmo.
Explico.
Em maio deste ano, 2015, completei 15 anos de carreira como professor.
Comecei cedo, ainda calouro da UFPR, num pré-vestibular chamado “Em
Ação”, que ajudei a criar e que ainda existe em Curitiba, onde lecionam
estudantes dos cursos de licenciatura da Universidade.
Daí para chegar à educação privada, por onde já passei como professor de
cursinho, ensino médio e educação técnica, foi uma longa jornada e
hoje, uma década e meia depois, sinto-me maduro para debater questões
ditas paralelas, mas extremamente ortogonais, ao modelo de educação
brasileiro.
Em todos esses anos, sempre percebi o quanto um dos assuntos mais empurrados para baixo do tapete é a homofobia.
Para não falar do preconceito velado e violento das escolas de ensino
fundamental e médio por onde passei, ou mesmo no ensino técnico, vou
focar minha análise apenas nos cursinhos, onde atuo ainda hoje.
Olha, e confesso não saber de onde veio a ideia de que professor de pré-vestibular precisa ser humorista.
Que é preciso um bom humor, principalmente com viés motivacional, não
tenho dúvida, assim como não tenho dúvida que bom humor se expressa com
sorriso e com respeito.
Que é preciso, também, ser mais que um orador/explanador, e desenvolver
com os vestibulandos uma relação que pode beirar a amizade, no sentido
de servir de apoio nesse momento extremamente delicado da vida deles,
não há dúvidas.
Da mesma forma, que é preciso estabelecer uma dualidade entre
racionalidade e emoção, para acompanhar as variações de humor de quem
vive sobre a pressão casa/trabalho/futuro/cursinho, todos sabemos.
Mas e quando isso tudo se confundo com busca pela popularidade barata?
Aí entra a velha técnica do comediante: forçar a risada de uns com base na humilhação de outros.
Quando agem dessa forma — e eu creio ter agido assim em algum momento de
minha carreira de professor, não sou santo e nem puritano, sabemos — os
colegas de profissão humilham veladamente alguns alunos em benefício a
alimentar o ego daqueles “não incluídos” na humilhação.
Piadas de cunho racista, machista, segmentadadoras e, em especial,
homofóbicas, são feitas sem critério algum, destruindo a autoestima de
quem é vítima da gozação.
E, na maioria das vezes, a defesa não pode ser feita, seja por medo da
exposição, seja por entender não ser possível mudar a forma das coisas
acontecem.
Já presenciei diversas piadas de mal gosto, assim como músicas, frases
para se decorar tabelas e fórmulas, macetes para regras, etc, em que
incluem-se grosserias do pior gosto possível.
E, a cada dia, percebo o quanto a “maldade não se faz por mal”, e sim por desinformação.
Esses colegas, professores de carreira, pessoas de “nível de instrução”
acima da média, agem dentro de uma cultura nefasta de exposição da
diversidade e da diferença de forma vexatória e com discurso de
normalidade.
Ao fazerem piadas machistas, esquecem que, em média, 15 mulheres são
mortas diariamente no Brasil simplesmente por serem mulheres.
Ao fazerem piadas racistas, fecham os olhos — deles e dos alunos — para a
população negra morta diariamente pela violência e pela polícia, ou
encarcerada em nosso sistema penitenciário horrendo, que mantém mais
negros em situação de privação de liberdade do que quando o Brasil era
um país escravista.
Ao fazerem piadas homofóbica, tapam a luz do sol com a peneira sobre os
LGBTs agredidos, humilhados e mortos, todos os dias, em nosso país, só
por não viverem nas regras heteronormativas da sociedade e expressarem
sua diversidade e sua singularidade.
Só por priorizarem o amor a si mesmo e ao próximo em detrimento à repressão de sua identidade.
A difusão do ódio, mesmo velado, ou “sem querer”, através de
brincadeiras e piadas, é grave em essência. É mais grave ainda, quando
tratamos de pessoas em período de formação e/ou transição. Os alunos do
cursinho serão, em poucos anos, os profissionais, engenheiros, médicos,
professores, sociólogos, jornalistas, arquitetos, veterinários,
advogados, administradores, economistas, etc, que estarão à frente da
sociedade e precisam ter consciência do que somos e de onde queremos
chegar.
Não acho que professor deve ser exemplo, longe disso, mas acredito, isso
sim, que como cidadão, deve respeitar a todos e defender os princípios
básicos da vida em sociedade, da constituição e, principalmente, do
respeito ao ser humano.
*Luiz Henrique Dias é professor e escritor. Autor do livro O Amor Remove Caninos
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quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Zumbi dos Palmares o guerreiro da Serra da Barriga em União dos Palmares
Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi o principal representante da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres expulsos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre jesuíta católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa, latim, álgebra e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu de Porto Calvo para viver no quilombo dos Palmares. Na comunidade, deixou de ser Franciso para ser chamado de Zumbi (que significa aquele que estava morto e reviveu, no dialeto de tribo imbagala de Angola).
No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.
Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.
O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.
Importância de Zumbi para a História do Brasil
Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.
Fonte: Aqui Agora Alagoas
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Feira de ciência... Quem são os alunos?
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