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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Qual será o próximo capítulo da política palmarina?

Começou na última segunda-feira, 30/11, mais um capítulo na política de União dos Palmares com o retorno do prefeito Carlos Alberto Borba de Barros Baía, o Beto Baía (PSD), por decisão do juiz substituto da 1ª Vara Civil, Yuli Rother Maia. Afastado do cargo há mais de um mês afastado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas (MPE/AL), o prefeito retorna suas atividades por decisão da desembargadora Elisabeth Carvalho do Nascimento.

Anteriormente por determinação judicial, Beto Baía tinha sido afastado do cargo, em caráter liminar por 180 dias, acusado por ato de improbidade administrativa. 

Por 34 dias Eduardo Carrilho Pedrosa (PMN), vice de Beto, e os novos secretários arregaçaram as mangas para por em prática ações que antes não eram executadas. Coleta de lixo, iluminação pública, presença do prefeito nas ruas, entre outras, deram a sensação de que a cidade tomaria um novo rumo. O palmarino passou a ter mais esperança para enfrentar problemas graves, como a crise econômica, desemprego e violência na cidade.

O retorno de Beto Baía ao poder, supostamente apoiado pelo candidato derrotado na última eleição Manoel Gomes de Barros, o Mano (PSDB), abre margem para dúvidas e para o crescimento dos nomes de Mano, Eduardo Pedrosa e Kil para a próxima eleição. 

Qual será o próximo passo rumo ao comando da prefeitura pelos próximos anos ainda não se sabe ao certo.

Vamos esperar pelos próximos capítulos dessa novela.


Fotos tiradas pelo blog em outubro de 2012.

O que significa ser um bom professor?

No dia 15 de outubro comemorou o Dia do Professor. Habitualmente lamenta-se que profissão tão necessária não seja devidamente valorizada. Argumenta-se, além disso, que sendo o professor elemento chave para a educação e sendo a educação fator decisivo do desenvolvimento de um país, então deve-se necessariamente concluir, por uma cadeia de raciocínios e algumas estatísticas que sugerem, ora simples correlações, ora enfáticas relações de causalidade, que o nosso atraso advém precipuamente de graves problemas como o do número insuficiente de professores, como o de uma formação inadequada na preparação desses, bem como ainda devido a salários não condizentes com o alto mister da função. As razões vão além dessas acima elencadas.


Todas essas razões, sem dúvida, são pertinentes e servem de orientação para Políticas Públicas cada vez mais aperfeiçoadas e inclusivas. Mas nada disso, contudo, é o bastante para a compreensão da imensa complexidade que constitui o problema da educação. É precisamente no foco da questão acerca do que significa ser um bom professor e do alto mister de sua função que está a raiz da questão. E muitos são os equívocos acerca desse ponto e alguns desses equívocos devem ser esclarecidos. Atenhamo-nos a alguns comentários neste breve artigo.


A concepção de um professor meramente transmissor é inadequada, pois ninguém consegue botar algo na cabeça de ninguém, na medida em que tanto conhecimento quanto atitudes e valores não são como a água que flui quando o registro é aberto. No entanto, em aparente contradição ao que se afirmou na frase anterior, o Professor deve se constituir, sim, em um polo fundamental do legado herdado pelas tradições social, cultural e histórica. Contudo, evidentemente, o Professor não deve se constituir em polo exclusivo.


Advém daí a célebre controvérsia que redunda em tantos mal-entendidos sobre adotar ou não concepções construtivistas. Se de maneira geral adotarmos por construtivismo uma concepção que empresta valor imprescindível ao conhecimento prévio do aprendiz e de seu protagonismo irrecusável na construção de seu próprio conhecimento, então tudo isso é perfeitamente compatível, e não apenas compatível como desejavelmente conciliável com os papéis também irrecusáveis e imprescindíveis a serem desempenhados pelo Professor, pela Escola, pela Sociedade e enfim, pelos múltiplos polos que devem necessariamente intervir no complexo processo do conhecimento. Se não admitirmos isso, então seria como conceber que o aprendiz fosse capaz de construir “sozinho” o seu próprio conhecimento. Se fosse dessa maneira, então o sujeito que aprende estaria submetido a uma incessante reinvenção da roda e por isso entendemos que uma concepção extremada do gênero seja claramente equivocada.


O irrecusável e imprescindível protagonismo dos sujeitos que aprendem deve ser exercitado pois todos devem ser educados para a inovação e para a criatividade. Isso, no entanto, não deve implicar de maneira alguma a dispensa de outros protagonismos e outras centralidades como aqueles desempenhados pelo Professor, pela Escola, pela Sociedade em todas as suas instâncias, sejam elas formais ou informais. Todas elas agem em sinergia umas com as outras pois, não esqueçamos, todos nós enquanto seres sociais, históricos e culturais nos reconhecemos uns nos outros.


Ademais, a educação de alguém vai além da cognição pois, valores, atitudes e comportamentos também são constituintes imprescindíveis na formação de quem quer que seja e esses se desenvolvem no curso das sinergias as quais que fizemos menção.


Outra questão importante é sobre a falsa dicotomia entre o estímulo exclusivo ao processo criativo e a recusa de quaisquer atividades que constituam habilidades repetitivas e de treinamento. Algumas correntes de psicólogos cognitivistas defendem que quando acompanhadas da consciência dos conceitos e das teorias acerca do que realmente certos conteúdos significam, então o exercício de atividades repetitivas e de treinamento, pode favorecer a própria criatividade na medida em que libera a memória de trabalho para atividades cognitivas mais nobres. Logo, como diria Nelson Rodrigues, não se trata de um Fla x Flu. Evidentemente, convenhamos, que somente e tão somente estimular atividades repetitivas e de treinamento constitui-se em um mau caminho na medida em que os estímulos à inovação e à criatividade são pré-requisitos necessários e centrais de toda boa educação. 


A procura incessante das autonomias intelectual e política, no sentido mesmo do Sapere aude kantiano, é um objetivo importante e necessário de qualquer pessoa que queira se educar. Tais autonomias são condições essenciais para que o educando se posicione perante os imensos problemas com os quais nos deparamos no mundo em que vivemos. Isso não deve ser confundido com adaptações burguesas e neoliberais a fim de melhor competir no mundo do trabalho e sim como condição de procura libertadora do próprio ser humano. Neste ponto, todos, inclusive os professores, devem perseguir este objetivo. 


*Jenner Barretto Bastos Filho é professor na Universidade Federal de Alagoas e Doutor em Física Teórica pela ETH- Zurique, Suíça. É membro correspondente da Academia Paraense de Ciência e contemplado com a Medalha do Mérito Acadêmico UFAL 45 Anos. Tem interesse nos campos de Fundamentos da Física, Ensino de Ciências, História e Filosofia da Ciência e em questões ambientais e de desenvolvimento.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

João Lyra avisa que está vivo e vigilante ao seu império falido

 
Empresário reage a boatos sobre seu estado de saúde e diz que negociação de bens da Laginha têm que ter o seu aval

E o empresário e ex-deputado federal João Lyra não para de surpreender a justiça alagoana. Se em agosto deste ano, Lyra assinou um ofício afirmando que não haveria interposição com relação à tomada de decisões por parte do juiz Kleber Borba Rocha, responsável pelo processo que envolve as usinas e outras empresas do Grupo JL, há quem diga que o ex-usineiro mudou de opinião. Em nota informativa divulgada no dia 19 deste mês, o acionista majoritário da Laginha Agro Industrial S/A destacou que toda e qualquer negociação em seu nome relativa à venda ou arrendamento de seus ativos, negociação de dívidas e outras obrigações deverão ser tratadas exclusivamente com o próprio ou com o representante por ele autorizado. 

Porém, de acordo com o advogado do empresário, Vitor Maya, a nota informativa não irá alterar o andamento do processo da Massa Falida da Laginha. “Foi apenas para acabar com alguns boatos que estavam circulando. Foi uma maneira de ele falar que está vivo e que pode falar sobre a Laginha”. Os boatos, segundo o advogado, seriam de que estavam negociando o império do usineiro em nome dele. “A nota foi para garantir a credibilidade das negociações que estão sendo feitas, que têm o aval dele ou de alguém que tem procuração para isso”, explicou Maya. 

Questionado se a nota informativa também seria para comprovar à sociedade que Lyra goza de boa saúde e que se mantém ativo, o advogado frisou que a intenção foi apenas de sanar as dúvidas quanto às negociações. O EXTRA Alagoas divulgou que os cinco filhos do empresário de 84 anos entraram no final de setembro com ação na Vara de Família de Maceió pedindo sua interdição sob a alegação de que ele vem dilapidando o patrimônio. Descrito como de comportamento descomedido, João Lyra, segundo os filhos, vem apresentando sinais de senilidade, perda de memória e repetição de falas além de, mesmo sendo portador de diabetes, se recusar há três anos a realizar exames.

A má condição de saúde de JL seria a justificativa para o comportamento do empresário no episódio ocorrido no ano passado, no escritório da Massa Falida da Laginha (na antiga sede do Grupo JL), quando tentou intimidar o trabalho do então administrador judicial Carlos Franco e destratou todos os presentes tendo afirmado: “Este processo aqui vai virar criminal”. A conduta lhe valeu a proibição de entrar em qualquer estabelecimento da empresa falida e o pagamento de multa por ato atentatório ao exercício da jurisdição.

DECISÃO NÃO INTERFERE TRABALHOS

Segundo o administrador judicial da Massa Falida, João Daniel Marques Fernandes, após a decretação de falência da Laginha, o patrimônio que compõe a empresa, bens móveis, imóveis, ativos e passivos ficaram sob a tutela da justiça para fins de cumprimento da sentença de falência. “Em assim sendo, quem tem poder para dispor e disciplinar qualquer alienação de ativos nas modalidades previstas na Lei nº 11.101/2005 é o poder Judiciário do Estado de Alagoas através do juízo universal de falência qual seja a 1ª Vara da Comarca de Coruripe. Quanto ao patrimônio pessoal do empresário não cabe a mim tecer qualquer comentário”, destacou. 

No entanto, João Lyra, conforme o advogado, tem concordado, até o momento, com as ações da administração da massa falida, entre elas, o processo de arrendamento de três usinas. “Ele está acompanhando o que acontece todos os dias e viu o arrendamento da usina de Uruba como uma boa medida”. Quanto à invasão dos sem-terra nas terras das usinas de Guaxuma, Uruba e Laginha, e a discussão de uma reforma agrária nas propriedades, Lyra se manteve omisso.

Confira, na íntegra, a nota divulgada por JL 

“João José Pereira Lyra, acionista majoritário da Laginha Agro Industrial S/A, empresa sucroalcooleira, vem a público informar e orientar que toda e qualquer negociação em seu nome relativo à venda e/ou arrendamento de seus ativos, negociação sobre dívidas e outras obrigações, ou quaisquer assuntos relacionados aos interesses pessoais dele ou da empresa Laginha Agro Industrial S/A deverão ser tratados exclusivamente com o próprio ou com representante por ela autorizado formalmente para este fim específico, estando desautorizada qualquer pessoa a falar em seu nome ou em nome da empresa se não estiver acompanhada da respectiva autorização formal ora referida. Por oportuno, desautoriza quaisquer contatos ou tratativas já realizadas em seu nome por pessoa que não detenha poderes e autorização para tanto”. 

José Fernando Martins Especial para o EXTRA 
 
Veja também 
 
João Lyra e ex-funcionários AQUI

Serra da Barriga, em poema de Jorge de Lima

Mais do que a luta pela liberdade, o povo negro lutou e continua a lutar neste Brasil por igualdade. Incluo-me, humildemente, nesta batalha. À data de hoje, minhas referências a Zumbi em poema de Jorge de Lima, louvando o sagrado chão da Serra da Barriga, em União dos Palmares.

Serra da Barriga!
Barriga de negra-mina!
As outras montanhas se cobrem de neve,
de noiva, de nuvem, de verde!
E tu, de Loanda, de panos-da-costa,
de argolas, de contas, de quilombos!
Serra da Barriga!
Te vejo da casa em que nasci.
Que medo danado de negro fujão!
Serra da Barriga, buchuda, redonda,
de jeito de mama, de anca, de ventre de negra!
Mundaú te lambeu! Mundaú te lambeu!
Cadê teus bumbuns, teus sambas, teus jongos?
Serra da Barriga,
Serra da Barriga, as tuas noites de mandinga,
cheirando a maconha, cheirando a liamba?
Os teus meio-dias: tibum nos peraus!
Tibum nas lagoas!
Pixains que saem secos, cobrindo
sovacos de sucupira,
barrigas de baraúna!
Mundaú te lambeu! Mundaú te lambeu!
De noite: tantãs, curros-curros
e bumbas, batuques e baques!
E bumbas!
E cucas: ô ô!
E bantos: ê ê
Aqui não há cangas, nem troncos, nem banzos!
Aqui é Zumbi!
Barriga da África! Serra da minha terra!
Te vejo bulindo, mexendo, gozando Zumbi!
Depois, minha serra, tu desabando, caindo,
levando nos braços Zumbi!

(Jorge de Lima)

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Funcionários das rádios de JHC e João Caldas reclamam de salários atrasados

Caldas diz que crise só atinge veículos de comunicação que não têm "pixuleco" do Estado e da Prefeitura de Maceió 

Parlamentar que se notabilizou pelas cobranças por moralidade e exigências do cumprimento da lei em Alagoas, João Henrique Caldas (PSB) vem sendo cobrado pelo atraso de pagamento de salários aos funcionários de suas rádios, em Maceió e em União dos Palmares. Proprietário da rede de rádios Farol junto com o pai João Caldas, o deputado federal conhecido como JHC vem negando participar da gestão das suas empresas de comunicação. E silenciou quando questionado pelo Blog sobre os atrasos de salários, que variam de dois a cinco meses nas rádios.

O Blog recebeu um e-mail que relatava a situação de crise e omissão na Rádio Farol de Maceió. “Estamos trabalhando sem receber, o que não acontece, infelizmente, pela primeira vez. Neste ano, além de não pagar os nossos salários, a rádio não nos dá nenhuma previsão de pagamento de 13º salário. Estamos preocupados, passando necessidade. Há muitos pais de família nesta situação em virtude do atraso do pagamento”, diz um trecho do e-mail recebido, em forma de uma notícia.

A mensagem eletrônica falava ainda em ameaça de greve, na emissora da capital, cuja situação financeira teria sido agravada pelos investimentos que a dupla de políticos teria feito na tentativa fracassada de implantar uma programação jornalística local na TV Farol, também administrada pela família Caldas em Maceió.

Para ir além da mensagem encaminhada de forma anônima, o Blog conversou com funcionários das rádio Farol de Maceió e de União dos Palmares. No caso da capital, o atraso é de quase três meses e há a promessa de pagamento de apenas um desses meses. Em União dos Palmares, o atraso é de cinco meses, mas haveria casos de oito meses sem receber.

Os funcionários de Maceió relataram que muitos deixam de ir trabalhar, por não ter dinheiro para pagar pelo transporte até a rádio. E, em União dos Palmares, até o aluguel estaria atrasado e a maioria dos funcionários não tem carteira assinada. Alguns deles foram orientados a conseguir anúncios para obter algum dinheiro pela atividade na rádio.

Ninguém fala em greve ou denúncia junto à Justiça do Trabalho, por temer demissões.

Cano de 100%

O jornalista Arnaldo Ferreira foi um dos profissionais que tentaram implantar uma programação de Jornalismo local diferenciado na TV Farol, em Maceió, no início do ano. Mas amarga até hoje o que chamou de um inédito prejuízo de 100%. Ele afirmou ao Blog que, além de nunca ter recebido um centavo dos Caldas, teve prejuízos por ter feito investimentos do próprio bolso, para fazer funcionar a TV, pagando por equipamentos e pelo transporte de alguns funcionários que já enfrentavam problemas com atraso salarial.

Segundo Arnaldo Ferreira, após reunir um “dream team” com jornalistas Mauro Wedekin, Mário Lima e Ricardo Rodrigues, a TV de João Caldas e de JHC não emplacou a nova programação. Mas não foi por conta da falta de esforço da equipe. Arnaldo Ferreira disse que nenhum dos compromissos firmados pelos donos da emissora foi cumprido.

“Fui chamado como diretor e acabei ficando com o prejuízo maior. A TV nunca pagou os três meses, quase quatro meses, que ficaram. Após a greve, não voltei. Nossa ideia era de abrir um mercado na TV, com a nova programação, atraindo novos anunciantes. Mas, não abriu-se o mercado, muito porque não cumpriram um compromisso sequer conosco. Pois o departamento comercial da TV não funcionava, pois alguns dos funcionários desse departamento não tinham recebido salário sequer para ir trabalhar. E os donos, que disseram que teriam anunciantes, não faziam o menor esforço. Uma pena, porque era um grande projeto para o Jornalismo alagoano”, relatou Ferreira, antes de prestar solidariedade aos companheiros que estão sem receber na Farol.

O acordo que teria sido firmado na TV Farol seria de um valor mensal que garantiria o piso salarial para a equipe de peso formada por Arnaldo, complementada com uma porcentagem do faturamento de anúncios. Além da perda salarial, Arnaldo reclama que deixou para a TV Farol um aparelho de teleprompt doado pelo deputado estadual Pastor João Luiz e outros equipamentos de modems.

“Em uma pauta, encontrei o deputado JHC e ele veio me perguntar como eu estava. Respondi: ‘Quebrado, do jeito que você me deixou’. Mas ele diz que não foi com ele: ‘Eu não. Meu pai!’ . Na minha carreira, já tomei cano de 20%, 40% e 60%. Mas cano de 100% ainda não tinha tomado. É muito ruim. O pai dele, o senhor João Caldas, é um fanfarão”, relatou Arnaldo Ferreira.

O Blog apurou que a TV Farol e Rádio Farol de Maceió mudaram-se da antiga sede na Pitanguinha para o Jacintinho, após acordo para quitação de alugueis atrasados. E funcionários têm ouvido uma justificativa diferente para o atraso de salários, a de que pastores estariam em débito com os veículos de comunicação.

"Sem pixuleco"

O Blog não conseguiu obter do deputado JHC um posicionamento sobre a situação dos funcionários de suas empresas de comunicação. Sua assessoria afirmou que repassaria a informação assim que o parlamentar tivesse um posicionamento sobre o assunto.

Por telefone, o ex- deputado João Caldas negou haver mais de dois meses de atrasos salariais e atribuiu as dificuldades à crise financeira. Segundo ele, as empresas de comunicação que não estão atrasando salários são aquelas que “estão no bolso dos governos, recebendo pixuleco”.

“Os órgãos de comunicação que não estão no bolso do governo nem da prefeitura estão sentindo a crise econômica. Agora, os que estão no bolso dos governo, não estão. Eles trocam a liberdade de expressão e favores com o dinheiro do povo e não estão com problemas. Só não está vendo a crise é que está em sintonância [sic] com a Prefeitura de Maceió e o Governo do Estado. 

Porque estão com a mão no bolso do contribuinte e estão nadando em dinheiro. Estão vivendo dos acordos e da lei do silêncio, soltando flores e confetes. Só tem dois meses [de salários atrasados] e não tem problema, não. Está sendo resolvido. Pelo menos estamos dentro de uma crise, dando emprego e possibilidade. Estamos em um Estado onde as pessoas querem ter um meio de comunicação para cercear a liberdade do povo. Isso não tem preço. Agora, quem tiver nesses esquemas aí de prefeitura e governo do Estado aí não está com problema não. Porque estão tudo dentro do pixuleco institucional, com o dinheiro do povo, claro. Como não estamos nesse lado, estamos vivendo a realidade do mercado”, respondeu João Caldas, por telefone, citando o termo pixuleco, que ficou conhecido como suborno, propina.

Sobre o fracasso do novo projeto de jornalismo da TV Farol, João Caldas ressaltou que não deve nada à equipe formada por Arnaldo Ferreira. O ex-deputado federal disse que ele que foi procurado pelo jornalista Arnaldo Ferreira com uma proposta de implantar a nova programação e garantir o faturamento que sustentasse os custos da equipe.

“Arnaldo Ferreira nunca foi nosso funcionário na TV nem em canto nenhum. O contrato que ele veio propor, ele, era um contrato que ele iriam instalar um Jornalismo, eles iriam cuidar e eles iriam arranjar patrocinador. E se fosse para colocar em contrato ele ia ter multas impagáveis. Esse discurso dele não cola.

“Não sei nem porque a preocupação de vocês, porque vocês que são da imprensa, em vez de estar numa linha de construir o pouco que tem aí, a linha de vocês é essa de pequenez. Porque o Arnaldo foi para lá porque não vai para canto nenhum. Porque em canto nenhum ele está trabalhando...”, afirmou João Caldas, antes de ser interrompido com a informação de que Arnaldo Ferreira trabalha há cerca de três meses no jornal Gazeta de Alagoas, de maior circulação em Alagoas.

Devidamente informado, Caldas prosseguiu: “Que bom que ele está na Gazeta. Ele é um cara de ir para a rua e fazer reportagem. Mas não é um cara de comandar nada, em hipótese alguma. O perfil dele é de caçar notícia. Ele não está sendo verdadeiro. Vou até ligar para ele. Porque ele deve estar confundindo as coisas ou você entendeu mal. Porque eu acho que ele não teria nem a coragem de ser tão leviano”.

Previsão de pagamento dos funcionários? João Caldas disse que seria tudo resolvido “dentro da possibilidade”. 

Fonte: Cada Minuto

PROMEPAZ realiza palestra no encerramento da EJA na Escola Antonio Gomes

A palestra abordou temas significativos para os contextos escolar e familiar em todo o país

A Escola Municipal Antônio Gomes de Barros realizou nesta quinta-feira, 26/11, a socialização das atividades pedagógicas desenvolvidas nas turmas da Educação de Jovens e Adultos, encerrando mais um ciclo dessa modalidade de ensino que tem contribuído com a diminuição dos índices de analfabetismo em União dos Palmares, especialmente no que se refere às pessoas que tiveram a oportunidade do processo de escolarização na “idade certa”.

A Coordenadora de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria Municipal de Educação, Prof.ª Sonia Viana, esteve presente na referida ocasião prestigiando os trabalhos de professores e alunos.

Os Diretores Escolares Cizino Oliveira e Miriam Correia, respectivamente, adjunto e pedagógico, fortaleceram o conteúdo da programação do evento, solicitando a Coordenadora do Programa Municipal de Educação para Paz nas Escolas e nas Famílias – PROMEPAZ/SEMED, a realização da palestra “Bullying e Discriminação”, que contou com a participação do Comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Tenente-Coronel Thúlio Roberto Emery dos Santos e da Assistente Social do PROMEPAZ, Renata Medeiros. 

Os alunos da EJA apresentaram algumas danças relacionadas às comemorações da data 20 de Novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, homenageando a terra do famoso Quilombo dos Palmares – União dos Palmares.

AsCom | SEMED
Fotos: Dagoberto M. Silva

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Projeto União dos Palmares Ambiental

O Projeto União Ambiental, iniciou a campanha de arrecadação de garrafas pet para decoração natalina de 2015. Intitulado “Natal Sustentável”, o movimento incentivará o recolhimento de garrafas pet para serem utilizados como objeto de decoração na confecção de árvores, bolas, bonecas e outros. A meta é recolher 10 mil unidades e para isso haverá uma mobilização nas ruas, escolas, postos de saúde. 

Pontos de arrecadação: Posto Serra da Laje, Capotaria do Maciel, CAPS, Sede do Sindicato dos Funcionários Públicos de União dos Palmares,.

Telefone para contatos
99914-3304 claro
99356-9923 claro

Iniciamos nesta segunda dia 30 de novembro e finalizamos na sexta feira dia 04 de dezembro.   

Responsáveis pela construção: Projeto União Ambiental, Z.A trator, Sindicato dos funcionários público de União dos Palmares, Associação dos Moradores da Várzea Grande empresa cidade Sustentável.

Pedimos a colaboração de todos


Desde já agradecemos a sua participação.
 
Fonte: SINTPMUP

sábado, 28 de novembro de 2015

Palmarino Emanuel Galvão lança livro sobre a liquidez dos corpos

  BIENAL DO LIVRO. O também artista visual e professor escreve sobre sensações melodiosas provocadas pelo prazer da paixão

Logo após o lançamento de Flor atrevida, livro de estreia de Emanuel Galvão, o também artista visual e professor já começou a rabiscar o que viria a ser sua segunda obra publicada. Foi brincando com palavras, revendo tudo que já havia escrito, acrescentando e trocando tudo de lugar, feito as lavadeiras de Alagoas como sugere Graciliano Ramos, que ele fez nascer o livro Elogio ao desejo. A paixão na literatura, que o segue desde os quinze anos, se tornou um ofício. 

Escrever e ser lido é o maior desejo dele atualmente. “Esse prazer foi despertado em mim ainda na adolescência quando me apaixonei. Sim foi por amor. Eu era super tímido, não era o que se podia chamar de bonito, ainda por cima estava me assumindo deficiente físico que sou. Saber o que dizer para uma mulher, tocar-lhe o coração me fazia crer que poderia tocar todo resto”, conta Galvão. Fazer sentir é seu objetivo. Nem que seja preciso sussurrar. Para ele, dizer é apenas um detalhe. 

O lançamento oficial do livro acontece hoje. À Gazeta de Alagoas, o poeta abriu o coração sobre os tórridos amores presentes em seu recente escrito.

Gazeta. Elogio ao desejo é seu segundo livro publicado. O que você traz de novo?

Emanuel Galvão. Apesar de ser facilmente identificado como um poeta de profunda admiração pelo belo feminino, e mesmo com toda paixão escorrendo em cada página, Elogio ao desejo é um livro escrito de forma mais madura, mais nordestina, mais ousada. Achei-o mais elaborado, sem perder no entanto o lirismo.

Você faz poesia com atos corriqueiros. Como é enxergar poesia em tudo que você faz?

Sou um contador de histórias, as minhas e as dos outros, quando escrevo viro uma personagem, daí posso me colocar no lugar de qualquer pessoa, objeto ou ser, quando escrevi Do arquiteto ao Arquiteto ousei falar como Jesus receberia Oscar Niemeyer que se declarava ateu, já fui mãe, amante, sertanejo... O ser humano, as palavras, a mulher, a beleza fazem parte da matéria prima do que escrevo. Um comentário de alguém, um desabafo de amor, qualquer tipo de amor, um frase solta pode virar poesia.

Quem são?

Fotos: Braz Francisco